HTML e-mail: what’s up?

[jLanguage default=portuguese][portuguese][/portuguese][english][/english][portuguese]Li com o habitual interesse este recente post do Jeffrey Zeldman sobre a composição de mensagens de e-mail com recurso a HTML e CSS. Apesar de partilhar com ele um certo ódio pela esmagadora maioria das mensagens de e-mail formatadas e preferir a eficácia do texto simples, a verdade é que, experiências como a newsletter do Visões Úteis, me fazem acreditar que é possível um compromisso razoável entre simplicidade e impacto gráfico e que com algum cuidado, pondo todas as imagens com links absolutos e alt tags relevantes, sem forçar o download e criando uma versão alternativa em texto simples que permita uma degradação controlada… com esses pequenos grandes cuidados para os quais é fundamental um trabalho de design real e ponderado pode-se criar um objecto de comunicação mais eficaz do que o simples e-mail de texto.
Ou seja, apesar de partilhar com o Zeldman a sua antipatia pelo e-mail formatado em HTML, aceito a sua eficácia e, por isso, não posso concordar com a ideia de que não é uma plataforma para design. Pelo contrário: por isso mesmo, exige dos designers uma maior atenção e cuidado. Outros dos comentários feitos ao post do Zeldman vão nesse sentido, mas uma parte da discussão, sobre técnicas de spam e as relações com o marketing por e-mail baralham um bocado.

O que mais me intrigou no post foi não perceber porque é que alguém que batalha pelos standards e pela correcção do código como ferramentas fundamentais no webdesign, enquanto disciplina do design de comunicação que não deve e não pode ser menorizada, e que, por isso mesmo, nos mostra tantas e tantas vezes como podemos criar e usar código mais eficaz e, muitas vezes, como podemos lidar com as fraquezas e debilidades de algumas ferramentas e suportes, se vira de repente contra uma ferramenta e suporte, “varrendo-a” do horizonte (ou para debaixo da mesa?) e declarando a sua “intocabilidade”… fiquei intrigado e fui lendo os comentários, sempre intrigado e, de repente, seguindo uma das ligações do post original, acho que percebi: com as alterações que a Microsoft faz à forma como o Outlook lê o HTML e considerando a quota de mercado do cliente de e-mail da Microsoft, qualquer webdesigner sério e empenhado (e com trabalho para fazer) leva as mãos à cabeça e dispara um “porra que é demais!”

E lendo as “verdadeiras” razões da Microsoft, só me sai um suspiro e uma incrível vontade de concordar com a totalidade das afirmações do Zeldman, que até há pouco tempo me pareciam radicais.[/portuguese][english]I’ve just read, with the usual interest this recent post by Jeffrey Zeldman about composing e-mail messages using HTML and CSS. Although I share with him a certain amount of hate towards most of the “rich formatted” e-mail and I prefer the lean efficiency of simple text, the truth is that, experiences such as the one I have with Visões Úteis’ newsletters, make me believe that it is possible to find a balance between simplicity and graphical impact and that, with a certain amount of care, such as putting all images as absolute links with relevant alt tags and no need for download, and having an alternative simple text version allowing for graceful degradation… those small great cares to which a “real” and thoughtful design process is required allow you to have a communication object more effective than a simple text e-mail.
I mean, I share with Zeldman his dislike for HTML formatted e-mail, but I can’t deny its efficiency, so, I cannot agree with the notion that e-mail is not a platform for design. On the contrary: that same reasoning demands from designers a greater care and attention. Some other comments on Zeldman’s post point on this same direction, but a great part of the argument gets lost in spam techniques and e-mail marketing disputes.

What puzzled me the most about this post was how someone who fights over standards and clean code as fundamental tools for the practice of webdesign, perceived as a discipline of communication design that can’t and shouldn’t be overlooked, and in the process shows us so many ways to use and create leaner and cleaner code and, often, how to deal with the shortcomings of some of the tools and platforms, suddenly turns against one of those tools and platforms, sweeping it off the horizon (or under the table?), declaring its “untouchability”… I got more and more puzzled as I read through the comments, but then, I followed one of the post’s original links, and I think I got it: with the changes Microsoft is doing to the way Outlook reads HTML, and considering the market share their e-mail client has, any serious and committed (and busy) webdesigner, scratches his sore skull and shouts a sincere “f*ck! I can’t take it anymore!”

Reading Microsoft’s true reasons, all I can do is sigh and suddenly I feel like agreeing with all of Zeldman’s statements, those that I found extreme not that long ago.[/english]

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