Assunto Sério

PROCURA-SE
Crítico de Musicais (m/f)

Exige-se:

  • gosto por musicais e vasto contacto com as principais produções de referência (Cats, Jesus Christ Super Star, Hair, Les Misérables, Phantom of the Opera, West Side Story em Nova Iorque e Londres, por exemplo)
  • conhecimentos técnicos para avaliação rigorosa de áreas performativas (canto, dança e interpretação) e técnico-criativas (composição, arranjo, adaptação, encenação, desenho de som e luz, cenografia)
  • independência e rigor na escrita de recensões críticas

Oferece-se:

  • possibilidade de desmascarar a fragilidade técnica e artística das supostas grandes e bem sucedidas produções portuguesas
  • um mercado onde não existe concorrência
  • respeito e solidariedade

Objectivo:

  • ajudar a “crítica” portuguesa a abandonar a lógica “Almadina” do “não vi e não gostei” e a alternativa estratégia da avestruz
  • dignificar a produção performativa num género com pouca expressão no nosso país e que, por isso, está entregue aos bichos
  • ajudar o público bem-intencionado a perceber se e quando está a ser enganado

Para mais informações, dirija-se a uma sala de espectáculos com um musical em cena próxima de si.
Contacte um orgão de comunicação social sério e ofereça os seus préstimos.

Obrigado.

6 pensamentos em “Assunto Sério

  1. Respondendo à tua chamada de atenção, para que não te sintas só, informo-te que estou disposta a tentar esta oportunidade se resolveres fazê-lo comigo simultaneamente.
    Beijos.
    d

  2. É uma possibilidade, Diana. Até com algum interesse. Mas duvido que alguma vez fôssemos levados a sério, porque se presumiria sempre que os nossos presumíveis (e alguns deles reais) preconceitos, quer relativamente à forma genérica do musical ligeiro, quer relativamente à figura específica do Sr. La Féria, nos atrapalhariam e impediriam uma abordagem honesta, ou distanciada, ou o que quer que se procure numa crítica para levar a sério.
    O busílis aqui é mesmo esse: da mesma forma que eu dificilmente levaria (levo) a sério uma recensão crítica dum concerto de música experimental por parte dum completo ignorante da matéria, cuja má vontade para com o fenómeno é conhecida— coisa que já tem acontecido, mais vezes do que pensas e, bastas vezes, de forma remunerada—, presumo que nesta área dos musicais, uma crítica seja tão mais respeitável quanto mais experiência e contacto empático se tiver com o formato.
    Tu tens a tua experiência como crítica em vários formatos dum universo vasto mas específico ( chamemos-lhe música erudita). Eu tenho a minha breve experiência na crítica para a Jazz.pt, além da experiência na sonorização de teatro. Infelizmente, não me parece que juntos, possamos “cobrir” esta área específica.

    E, além disso, não sei se teria coragem de assistir a uma dessas coisas. Achas que arranjas outro parceiro?

  3. Pois, digo-te, tinha mais vontade de satisfazer a tua necessidade de companhia virtual/verbal do que de me sacrificar, por exemplo, nas cadeiras do Rivoli.
    Só te desafiei por saber que, de uma forma ou de outra, excluirias a possibilidade de realizarmos a tarefa. :)
    Mas como podes dizer que terias interesse não tendo coragem? Interesse em quê?
    Nunca lá entrarias sem preconceitos. E terias coragem para entrar (desde que não tivesses que pagar o bilhete), tal como terias coragem para sair a meio. Não?

  4. O interesse que tenho na crítica sério a este fenómeno prende-se com o respeito que tenho pelo(s) público(s). Todas as formas de espectáculo (vamos deixar a designação arte fora disto para simplificar) devem ser objecto de crítica séria e informada para que o potencial público possa estar informado e possa escolher o que quer ou não ver.
    Eu estou convencido que os espectáculos do La Féria são maus, não só para mim, mas também do ponto de vista objectivo na (falta de) qualidade das adaptações, traduções, arranjos, interpretações, etc…
    Mas eu não tenho ferramentas nem interesse (nem credibilidade) para fazer essa avaliação. Essa avaliação poderia ser feita por alguém interessado e conhecedor de musicais e podia mesmo ajudar a melhorar o trabalho do próprio La Féria e de outros eventuais interessados nestes formatos. E isso era bom, mesmo que o resultado nunca tenha interesse nenhum para mim ou para ti, não achas?
    O drama é que, sem crítica séria, o trabalho destes senhores é considerado bom. Mas é-o objectivamente ou apenas por inexistência de alternativas? Eu estou convencido do papel positivo da crítica para “desencalhar” este tipo de “feudos”. Percebes?

  5. Fazes bem o teu papel (de parvalhaozito)…aprende primeiro e fala depois cromo… nem musico serves !!!

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