Referências

No mesmo dia em que li, com um sorriso, um conselho recente do Jeffrey Zeldman— “Don’t worry about people stealing your design work. Worry about the day they stop.— recebi notícia de que um grupo de criadores, em Coimbra, está a levar à cena um audio-walk, intitulado “Chambres, Rooms, Zimmers“.

Um audio-walk, para quem não se lembra (ou não sabia), é uma forma artística “inaugurada” pela artista canadiana Janet Cardiff e que teve a primeira expressão portuguesa através do Visões Úteis, em 2002, no Porto, com Coma Profundo, com sequelas em Errare (Parma, 2004) e, de certa forma, em O Resto do Mundo (2007, Porto).

Com isso não nos tornámos proprietários do formato (nem isso faria sentido), mas será seguro afirmar que nos estabelecemos como referências (o risco natural de se ser “pioneiro”) e é tanto assim que a comparação da nossa explicação do conceito e da forma com a informação prestada por este novo projecto revela muitas semelhanças.

O que é apenas natural. Mas não seria natural também que, da mesma forma que Janet Cardiff surge nas nossas referências, o trabalho do Visões Úteis surgisse nas referências deste projecto? Ou a própria Janet Cardiff?
Qual é a vantagem de surgir do/no vazio?

Seja como for, estou muito curioso acerca desta abordagem a um formato que me é tão próximo. A ver vamos se consigo ir a Coimbra em breve.

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