O barco da democracia encalhou ao largo da Madeira

Não sei se se usa em todo o país ou se é um regionalismo, mas o meu pai, quando as coisas se começam a complicar e os limites do aceitável ficam em risco, costuma usar a expressão “chegámos à Madeira, ou o barco encalhou?”.

Hoje, ouvi na RTP as declarações de Alberto João Jardim a propósito da visita de Cavaco Silva não incluir uma sessão na Assembleia Regional. Também se pode ler no Público:

“Eu acho bem não haver uma sessão solene, acho que era dar uma péssima imagem da Madeira mostrar o bando de loucos que está dentro da Assembleia Legislativa”, justificou Jardim no sábado. “Eu cá não apresento aquela gente a ninguém”, reforçou. E concluiu: “Acho que isso ia ter repercussões negativas no turismo e na própria qualidade do ambiente”.

Se, neste contexto, não houver nenhuma reacção enérgica do Presidente da República e de todos os órgão de soberania, não se verificar uma alteração na agenda desta visita e não se encarar definitivamente o problema Alberto João Jardim, é seguro afirmar que o barco da democracia encalhou ao largo da Madeira.

Tenho pena dos madeirenses. E terei pena de todos nós, se se deixar, mais uma vez, passar as alarvidades perigosas, ofensivas e anti-democráticas de Alberto João, como questões de “estilo”.

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