Liberalização do domínio .pt: não adiem mais, cancelem!

Acho que há uma ideia mais ou menos consensual de que a liberalização do domínio .pt contribuiria para uma utilização mais simples e intensa da internet por parte das empresas e de particulares, associações e entidades com projectos vários e “refrescaria” ou daria um novo fôlego à net portuguesa. E desde que foi anunciada, no âmbito do Simplex, muito se tem escrito e antecipado e cada adiamento tem sido denunciado como um “obstáculo”. Eu, pessoalmente, acho que a liberalização do domínio .pt não traz benefícios automáticos e não me parece que promova a utilização mais intensa ou melhor da internet como ferramenta de negócios ou serviços. E acho que se tem menosprezado o valor que a não liberalização acrescente ao domínio nacional.

Neste momento, as regras de registo impedem que uma qualquer pessoa ou empresa registe como domínio seu uma designação sobre a qual não tem propriedade “legítima”. Isso significa que os domínios que existem com a terminação .pt são, regra geral nomes de empresas legalmente constituídas, de entidades colectivas reais ou marcas registadas. Não sei se há algum estudo que compare a credibilidade dos diferentes domínios nacionais e outras terminações, mas creio que se existisse, ele apontaria o nosso domínio .pt como um domínio fiável. Uma empresa, marca ou projecto com domínio .pt corresponde, regra geral, a uma entidade legalmente constituída que pode ser identificada, cujos contactos e responsáveis reais podem ser pesquisados na “realidade” dos registos (notariais, industriais, etc).

A economia “virtual” não se compadece com estas “chatices” do vínculo ao real, mas a mim agrada-me (chamem-me parolo e provinciano) que, perante um endereço online seja possível determinar e estabelecer um vínculo com qualquer coisa de real. Por razões judiciais, económicas ou outras esse vínculo pode ser fundamental e no domínio .pt temos, enquanto ele não for liberalizado, esse vínculo como condição de registo. Eu acho isso bom.

É claro que acho que se deve simplificar o que é simplificável e que há muitas coisas a montante do registo do domínio que podem e devem ser simplificadas, mas não vejo vantagens óbvias nesta liberalização. Existe até o perigo de assistirmos ao surgimento do negócio da compra e venda de domínios em lógicas estritamente especulativas: compro o domínio .pt duma empresa que “anda a dormir” e faço os possíveis e impossíveis para que eles o queiram comprar, por um preço muitíssimo superior. Nos domínios liberalizados esse é um negócio florescente e não creio que tenhamos mecanismos por cá para impedir esse mesmo fenómeno. Já se existisse uma base de dados centralizada, semelhante à que o INPI e o RNPC usam para testar a admissibilidade de nomes de firmas, denominações sociais, marcas e patentes, talvez pudesse existir uma liberalização controlada, com uma protecção que a mim me parece legítima.

Por isso, porque é que em vez de adiar mais, não cancelam a liberalização e avançam para um conjunto de regras mais inteligente no registo de domínios, enquanto se concentram noutros obstáculos a montante?

22 pensamentos em “Liberalização do domínio .pt: não adiem mais, cancelem!

  1. A questão da fiabilidade do detentor de um domínio .pt já há muito que não é real. O registo de um domínio .pt com base em registo de marca, pode ser efectuado logo que o pedido de registo de marca seja efectuado ou seja, muito antes de ser aprovado. O que acontece é o seguinte, faço um pedido de registo de marca, e com isso efectuo o registo de domínio, mesmo que (Meses depois!) o pedido de registo de marca não seja aprovado, efectuo novamente o mesmo pedido e com isto vou mantendo o domínio .pt o tempo que quiser.

  2. Não percebo qual o problema da especulação nos domínios nem a necessidade de um dominio corresponder a uma entidade real…

    Não existe especulação nas casas? nos terrenos? na arte? na bolsa? é preciso é criar mecanismos de controlo e de resolução de conflitos, algo que tem vindo a ser implementado ao longos dos anos por entidades/organismos como a WIPO. isso de roubar nomes de empresas e tentar vender não é assim algo que passe impune facilmente hoje em dia.

    muito pior é esta estagnação do .PT com as suas regras a la “orgulhosamente sós”. todos os outros estão errados, os iluminados da FCCN/DNS.PT é que estão correctos e à frente do seu tempo…

    pior ainda são as regras actuais. qualquer pessoa pode pedir um registo de marca misto, registar o nome numa categoria por mais estranha que seja e pronto, tem a sua marca aprovada sem grandes dificuldades. e mesmo que não o seja, é suficiente para se poder registar um domínio ad eternum. uns 120 euros bastam hoje em dia para se fazer a festa. é um investimento no futuro…

    o melhor estará ainda para vir quando, e se, liberalizar o .PT:
    1) quem irá controlar a venda de dominios que estão a ser registados actualmente de forma intensa e que não podem estar sujeitos às novas regras (hoje eu não posso passar o dominio a uma entidade qualquer. ela também tem de ter também um pedido de marca ou direito ao nome)?
    2) o que acontece ao .COM.PT? qual é a sua utilidade após a liberalização?

  3. O problema da liberalização dos domínios .pt é a novela que eles estão a fazer. É sempre para amanha, já vamos no 3º adiamento.

    A liberalização não vai ajudar em nada a divulgação do nome de Portugal, essa “onda” já passou. Os utilizadores vão continuar a registar .com lá fora porque é mais barato e ponto final.

    O .com.pt foi um fracasso, eu só tenho o wilson.com.pt porque foi graatuito no primeiro ano, e depois acabei por comprar mais 2 anos.

  4. Concordo plenamente que deveriam cancelar a liberalização dos domínios pt. As únicas pessoas que ficariam a perder são aqueles especuladores que andam a registar centenas de marcas para depois terem os domínios e venderem-nos ao melhor preço. De resto não traria benefícios a ninguém. Temos montes de tlds para usar, .com .net .org .info .biz .eu .ws .cc etc, para quê termos o .pt também?
    Eu gosto também de pensar que quando vejo um domínio .pt com mais de um ano de registo (sim porque domínios registados temporariamente com menos de 1 ano não têm fidelidade), que são domínios pertencentes a empresas reais. Confio mais comprar num domínio .pt com mais de 1 ano de idade, do que vários .com com 3 ou 4 anos.
    Não liberalizem os domínios .pt, é a minha opinião, é dos poucos tlds no mundo que ainda têm alguma credibilidade.

  5. Como o Bruno Maretins disse e muito bem, neste momento regista-se nomes sem qualuqer legitimidade. vai-se arrastando o processo de pedido de registo e repedidndo e tal, uma autentica vergonha. Se não fossemos Portugueses, leia-se, Portugueses da funcao pública, colocariam os registo em filas de espera antes de se liberalizarem os dominios, ou seja, como fizeram os espanhois, toda a gente pode pedir um dominio que mesmo que estivesse registado ainda nao estava “Aprovado” o pedido de marca/empresa. Assim, aqueles espertos como os que andam a registar os dominios .PT, assim que o pedido de marca fosse recusado, esta passava para a posição do seguinte da fila de espera até ser encontrado um dono legitimo.

    Só em Portugal se vê esta vergonha. Há dominios em estado de pedido há 3 anos e mais.

    Portugal vai mal no real mas tb no virtual, por isso, que se lixe…vou emigrar.

  6. Trabalho para uma empresa que já registou domínios em com, net, eu e info. Em pt só tem o registo da empresa. Porquê? Um registo não pt fica em cerca de 8€ por ano e não pedem papeladas. Só por isso o pt já nem é considerado. Qt á especulação: A empresa tentou registar o seu nome.eu e verificou que tinha sido registado por especuladores canadianos que o vendiam por 500€. Um simples email para a entidade reguladora do eu (violava a regras do eu) e o domínio foi libertado. A empresa tentou novamente o registo e conseguiu-o sem mais confusão.

    No mundo civilizado a lógica é: Façam. Se houver disputa existem mecanismos EFICAZES e RÁPIDOS para resolver.

    Em pt a lógica é: Quietos. Temos de prever todas as possibilidades e devemos ficar enredados (paralizados) considerando regras sobre regras. Resolução de conflitos? Esqueçam…

    É por estas e por outras que em pt trabalha-se muito mas a produtividade é baixíssima.

  7. O que faz a credibilidade da empresa não e o registo .pt

    Como fazem com as empresas .com não compram?

    Neste pais só tem tudo quem e rico pois quem tem dinheiro facilmente tem um domínio .pt

    Eu estou a espera da liberalização

  8. Concordo que não se deva liberalizar! Todos os que querem a liberalização são nada mais do que especuladores de domínios.
    Eu quis um domínio, comprei a marca registada, que é um valor muito reduzido e que baixou de preço, e que só se paga de 10 em 10 anos! E pelo domínio .pt paga-se muito menos ao ano que .tv e outros.
    Resultado, sou uma pessoa real, com um domínio real, que quis ter, registei a marca, e agora tenho, sem confusões em tribunais.
    A velha lenga lenga de que há mecanismos para evitar confusões é tudo treta, só para uma empresa pagar na WIPO para verem um caso gasta logo 1500€ para não falar do resto, há processos que se perdem, a própria google não conseguiu retirar o googlees a um particular!
    As empresas querem um domínio? Podem tê-lo, basta pagarem x ao ano, o preço de 1 ou 2 .com (dependendo do local).
    Uma empresa, como a Porto Editora quer outro .pt? Regista a marca, como a Porto Editora fez ao registar a wook e criar o wook.pt. Simples. A marca paga-se de 10 em 10 anos.
    Ou seja, é barato registar o domínio .pt, e a marca é barata e dá para 10 anos. Fica o domínio e marca em 10 anos a um preço médio inferior a um .com na register.com!!!!!
    Por isso, que mal tem estar o .pt associado a empresas, e marcas, e assim ter a fiabilidade e facilidade de identificação de cada um?
    Libertar o .pt só faria com que certas empresas perdessem o que é seu por direito e aumentassem o número de casos em tribunal, ou especulação e venda de domínios enquanto não eram apanhados por outra empresa etc.
    Acho magnífico o nosso .pt ser assim fiável, e espero que nunca venha a ser liberalizado. Se algum particular quiser comprar domínios para especulação, está com azar porque tem de registar uma marca por cada. Quem quer usar um domínio para si, .pt, regista a marca, é barata. Liberalizar só vai ajudar um tipo de pessoas: os especuladores que querem a todo o custo apanhar x domínios .pt para andar a vender, na ideia maluca de que aquilo irá valorizar muito (vá-se lá saber porquê já que os .pt não têm qualquer valor aos de fora).
    Mantenham os domínios .pt como estão, só marcas e empresas os podem registar, é fiável, e os especuladores que se mantenham de fora e tenham vergonha na cara, deixem-se do comportamento parasita que demonstram…
    Quem tem interesse num domínio paga algo por ele (não é muito), quem não quer pagar por ele é porque não tem tanto interesse assim…
    PS: Se é assim tão difícil de ter um .pt como é que já há centenas de milhares deles registados???
    Deixem-se de coisas, especulem para outro lado.

  9. Não, está errado. O .PT não tem nem deve ser apenas para entidades com marca. Tem de ser para qualquer fim, inclusivé de especulação. Essa dos malvados especuladores é que é a velha cassete, típico de quem não compreende o mercado (agora está na moda mandar abaixo o mercado).

    O .PT ser fiável é de rir se não fosse triste. Sugiro a consulta de nomes genéricos registados em .PT e rapidamente lhe vão aparecer nomes recorrentes como os manos Caiola ou o sr Ramalho. Todos eles têm já *centenas* de marcas registadas (maioria delas atribuidas) e de uma forma muito interessante até, que é pegar num nome e dar-lhe um grafismo diferente e registar como marca mista. Certamente será um interesse legitimo e veremos nos próximos meses/anos grandes websites a serem construidos para orgulho de todos os Portugueses.

    Dilua o custo de registo da marca pelos 10 anos e terá um dos dominios mais caros do mundo.

    O .PT não ter interesse lá fora deve-se precisamente à gestão anacrónica do mesmo. Liberalize-se e certamente o valor e reputação, mesmo que mais baixo do que noutros casos, aumentará.

    Relembro finalmente que, mesmo que o registo seja por interesses produtivos, ao bom ideário marxista, quem regista deve ter direito total à sua posse mesmo que a empresa vá à falencia. Por acaso quando compra uma casa e decide mudar de residência entrega a casa de graça a quem aparecer? A hipótese de transmissão de um dominio a outra entidade com a mesma marca/nome é para esquecer na prática e não chega.

  10. É assim, eu conheço o mercado e tenho mais de 300 domínios e sem bem que o domínio .pt lá fora vale 0, e nunca vendi um único apesar das muitas ofertas que tive porque não os quero para fins de especulação. Acho uma imbecilidade àqueles que andam a tentar registar centenas de marcas para ter domínios .pt mas a asneira é deles. Tal como na WIPO, qualquer tribunal Português irá decidir em favor por exemplo da Novabase se esta quisesse o domínio Novabase.pt e ele estivesse nas mãos de outro para especulação ou para parking pages. A WIPO já o faz, cá também se faria.
    Resultado, bem podem andar a pagar marcas e registar centenas de domínios, ao mínimo conflito será fácil ver quem tem direito a eles. Faz-me lembrar aqueles que andaram a pedir 10.000 por um website, que se não fosse pago numa semana subiria para 100.000 depois 1.000.000 e depois lá vem a WIPO tirar-lhe o domínio por uso de má fé.
    Ou seja, bem podem aqueles srs. andar a registar centenas de domínios, ninguém os quer, e quando uma empresa os quiser, irá ficar com eles a tribunal, exceptuando os nomes genéricos.
    Mas aí, é o mercado a funcionar, quem tem dinheiro paga a marca (90+25=115/10=11,5 ao ano + domínio, abaixo de vários tld e até mesmo de .coms na enomcentral ou register etc).
    O mercado funciona assim quem tem dinheiro compra, quem não tem não compra. Visualizo os .pt como uma casa na quinta marinha em Cascais, quem tem dinheiro pode lá comprar 1000 casas, quem não tem não compra, e quem tiver muito muito interesse, acaba por a comprar, junta dinheiroe paga. Afinal uns 30 e poucos ao ano não é assim tanto por um domínio que se quer muito, certo?
    Agora se quem compra centenas de marcas o faz por bons motivos ou não, isso aí já é o mercado a funcionar se forem a tribunal ainda os perdem, e se não pagam a marca e outros a recebem ficam eles com os domínios, simples. Mercado a funcionar. Quem tem dinheiro paga quem não tem não paga. Todos querem ter um Porsche mas poucos o compram por não ter dinheiro e alguns juntam muito e lá compram um. É assim o mercado.
    E com 400.000 domínios já registados não vejo o porquê de acharmos que temos poucos domínios ou isto não funcionar. E é bom cada domínio ter uma pessoa associada fácil de identificar, se for .pt.
    Quanto à empresa, uma vez fechei empresa minha unipessoal, porque não dava lucro e pagava mais de impostos do que os lucros que ela dava, e para não ficar sem o domínio, comprei marca e fiquei com ele. Ou seja, só não fica com a marca e domínio da empresa quem não pagar por ele.
    Os domínios não se compram, alugam-se, pagam-se todos os anos, se a empresa acaba, é como acabar um ano de aluguel de casa e ela subir de preço, quem quiser paga a nova renda e fica lá, quem não quer não paga e vai embora, com os .pt é assim, acaba a empresa regista-se marca e fica-se com o domínio, senão, fica-se sem ele. Depende do interesse da pessoa, e é bem mais barato do que se pensa. Ou seja, quem quiser fica com o domínio sim.
    Resumindo, isto é o mercado a funcionar. Quem quer paga, quem não quer não paga. Se assim já há centenas de milhares de domínios registados .pt, imagino o que aconteceria se não existissem quaisquer regras.
    Sabendo que os nuestros hermanos Espanhóis tinham em 2005 com a liberalização dos .es só uns 70.000 .es registados, sendo umas 5 vezes mais em população que nós, não estou a ver como é que o .pt está assim tão inacessível a todos.
    Repito, é mais barato registar marca + tld .pt em Portugal, em 10 anos, que registar certos outros tld’s ou até mesmo, pagar certos .com em registars como a NSOL, ENOMCENTRAL, MelbourneIT, etc (são tantos).
    Está ao alcance de todos, temos já bastantes, e qualquer pessoa o pode ter.
    Agora o que isto penaliza, são aqueles especuladores que querem comprar centenas de domínios e não podem, e aí que seja aplicada a lei de mercado, quem tem dinheiro compra (e pode ficar sem eles a tribunal e paga preço caro por eles), quem não pode não faz especulação.
    Está perfeito assim. Tenho só 2 .pt, que me fazem muita falta, e nunca andaria a registar marcas ao calhas para ter centenas deles porque valem praticamente 0 lá fora, e posso ficar sem eles a tribunal se me esticar. Está perfeito, eu estou contente, foram-me baratos, acessíveis, e se outros se esticam a comprá-los, também o fazem noutros registars, é a lei de mercado.

  11. 1) o .PT lá fora vale 0 porque é anacrónico, gerido de forma imbecil e a sua reputabilidade é dessa forma 0. não vamos agora inverter os factos…

    Como exemplo da bela visão estratégica e dos ideais que movem a gestão do .PT, porque é que porn.pt ou sex.pt está reservado pela FCCN? Pela moral e bons costumes? então porque não fazer o mesmo ao .com.pt? Basta ver o porn.com.pt a ser oferecido para venda sem que haja intervenção das autoridades. Nem fiscalização/monitorização dos domínios há quanto mais…

    2) tem dominios e não os vende. é a sua forma de estar e está no seu direito. Não se esqueça é que há outras formas de estar tão válidas como a sua, e se não compreende o valor do .pt pode haver gente que compreenda.

    3) quem especula é imbecil, mas depois já é o mercado a funcionar nos nomes genéricos?? então porque preciso de marca para um nome genérico??? mas que confusão de ideias…

    Uma coisa é cybersquatting, outra é especulação. Uma coisa é apanhar o nome de uma empresa ou produto com marca registada e tentar vender à empresa o domínio; outra é registar nomes genéricos, tecnologias ou produtos que não têm marca. Mesmo quando há direito à marca quem tem a sua posse devia ter mais cuidado e registar o domínio, e não vir a posteriori reclamar uma coisa pela qual nunca manifestou interesse mas que depois de alguém começar a usar já se sente no direito de tirar. Caso não saiba, com os mecanismos de protecção de marcas e resolução de conflitos, há cada vez mais caso de reverse cybersquatting, isto é, detentores de marca a tentar apanhar dominios valiosos sem terem direito a eles e a usarem o seu poderio económico para os roubar.

    Portanto, seria bom mostrar um pouco mais de respeito pelos especuladores que nada produzem mas têm um papel na transferência de risco e na descoberta de valor sem o qual o mercado não funciona.

    4) Não vale a pena atirar areia para os olhos meu caro. Tem todo o direito à sua opinião mas, por favor, não invente. Existem 253,720 dominios registados dos quais 203,700 são .pt

    https://online.dns.pt/dns_2008/do?com=DS;2183806480;111;+PAGE(4001002)+K-CAT-COD(ESTAT);

    destas 2 centenas de dominios cerca de metade não está activa.

    depois, o crescimento do .PT em nada tem que ver com fiabilidade do mesmo mas sim com a evolução global dos dominios e da internet nos ultimos 2 a 3 anos.

    o custo por uma marca estava em €197,14 até à portaria n.º 1098/2008 de Setembro 2008 colocar o valor em €115. Isto para não falar que o custo total estava em €243,5 até ao decreto de lei n.º 143/2008 25 de Julho. Ou seja, estamos a falar de medidas MUITO recentes.

    o custo de um .PT está em cerca de €26,4 (com IVA) por ano. Junte-se o custo da marca anualizada a 11,5€ e temos cerca de €38/ano. São raros os TLDs/gTLDs no mundo a custar isto *ainda para mais sem que o proprietário do dominio tenha efectivamente posse do mesmo*.

    5) Os dominios compram-se, não se alugam.

    6) O problema para os especuladores não está no custo dos mesmos mas no facto de não poderem serem transacionados livremente (ajuda terem baixo custo mas não é o cerne da questão).

  12. Não estou a conseguir colocar respostas de forma nenhuma pelo que deixo só este aviso de que bem tentei responder e que discordo em tudo do que foi dito tirando o ter errado os 400.000 mas não consigo colocar a resposta quando é mais de x linhas. É pena, parece que isto atingiu algum limite. E os domínios não se compram, alugam-se e não paguem os x ao ano que quero ver se são vossos ;) É como os trespasses (vá lá isto coube).

  13. “1) o .PT lá fora vale 0 porque é anacrónico, gerido de forma imbecil e a sua reputabilidade é dessa forma 0. não vamos agora inverter os factos… ”

    Não, o valor é 0 porque não poderá ter o mesmo valor uma tld ínfima como o .pt, que uma universal e com milhões de domínios como a .com terá. Vejamos no www estibot com um exemplo:
    vodka com – 2.200.000
    vodka net – 92.000
    vodka org – 55.000
    vodka info – 28.000
    vodka eu – 7.200
    vodka ws – 2.200 (de um país mas adoptado como universal – WebSite)
    vodka pt – 30
    Isto um exemplo retirado de domínios sem tráfego (porque claro que com marcas registadas etc subiria mais). Óbviamente, como todos sabem, .com é o que existe em maior número e tem maior procura, logo preços mais altos, além de que é universal, é usado aqui, na China, no Japão, USA, em qualquer lado! .net é o 2º, ficaria a 92.000. Sendo o .org o 3º mais famoso, já cairia para 55.000 numa estimativa. .info 28.000, e é universal ainda. Vamos reduzir a uma área, Europa! 7.200. Lógico que se um tld que se resuma a um continente vale 7.200, um país que tem 100 vezes menos pessoas que o continente já tem muita sorte valer os 30 dólares que ali estão.
    Avaliações só pelo nome, tentem por exemplo bolsa.pt e verão que aparece lá como “gratuito” ou seja, sem valor.
    Não inventemos. O .pt será sempre algo sem valor porque é um TLD associado a um país. Há tld`s de países que por terem tld com sentido universal, como .WS de WebSite, acabam por ver o seu valor aumentado e domínios existentes também. Mas como vemos acima um vodka.ws não valeria mais de 2.200 estimados. São estimativas mas todos se baseiam nestas estimativas na especulação de domínios e quando estabelecem preços, quando sem websites.
    Ou seja, tenho MUITA PENA dos que andam a gastar rios de dinheiro em domínios que nunca valerão nada, mas enfim. Com sorte alguma empresa os quererá muito e lá lhes darão algum dinheiro mas pronto que se divirtam com uma tld sem importância a nível mundial que a mim não me faz diferença, só quis 2 porque precisava deles, o resto para mim nunca usaria .pt para nada… Um .com tem 6 biliões de potenciais utilizadores, o .pt 600 vezes menos.

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    “Como exemplo da bela visão estratégica e dos ideais que movem a gestão do .PT, porque é que porn.pt ou sex.pt está reservado pela FCCN? Pela moral e bons costumes? então porque não fazer o mesmo ao .com.pt? Basta ver o porn.com.pt a ser oferecido para venda sem que haja intervenção das autoridades. Nem fiscalização/monitorização dos domínios há quanto mais.”

    Não podemos distorcer aqui as coisas também. O .com.pt não tem as regras que o .pt tem. Podemos registar o .com.pt de uma cidade, como santarem, tipo santarem.com.pt, mas o santarem.pt já não seria aceite por ser um nome de uma cidade. O .pt tem regras mais restritas, e logo o porn.pt será facilmente rejeitado e retirado a quem o tente registar. Não devemos misturar coisas, pois os tld`s tem regras distintas, consultem-nas.

    Há até muitas outras tld`s com regras específicas. É fácil eu tirar um .biz a alguém que não o use para negócios e eu o queira para isso, um .eu a um não europeu, e há até tld`s de países que já tiraram domínios a quem os registou só porque o nome+tld faziam uma palavra feia numa determinada língua! Sim há vários países e várias tld`s com várias regras, inclusivé sobre nomes feios etc, por isso, que mal tem nós termos essas regras também? Não percebo! É como acontece em todo o mundo!

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    “2) tem dominios e não os vende. é a sua forma de estar e está no seu direito. Não se esqueça é que há outras formas de estar tão válidas como a sua, e se não compreende o valor do .pt pode haver gente que compreenda.”

    Sim compreendo, e não vejo qualquer mal em que haja pessoas que compram e vendam domínios para fazer lucro. Se podemos fazê-lo com carros, acções de bolsa, imóveis, porque não com domínios? Concordo plenamente que se possa fazer. Mas acho que com .pt será inútil, é algo que não tem muito potencial.
    Os TLD um dia deixarão de ter o valor que têm quando se alterar a forma como a Internet está feita, quanto mais os .pt que agora já nem têm valor.

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    “3) quem especula é imbecil, mas depois já é o mercado a funcionar nos nomes genéricos?? então porque preciso de marca para um nome genérico??? mas que confusão de ideias… ”

    Não é confuso. Se lerem novamente verão que acho uma imbecilidade registarem-se centenas de marcas que possam ser retiradas por empresas, excepto os nomes genéricos, como falei em cima. E que no caso dos nomes genéricos já será o mercado a funcionar. Separei as duas coisas, mas talvez me pudesse ter explicado melhor, mas nem sempre escrevo da forma mais clara possível confesso. De qualquer das formas registar genéricos .pt não terá muito sucesso no futuro, como irão ver dentro de uns anos.

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    “Uma coisa é cybersquatting, outra é especulação. Uma coisa é apanhar o nome de uma empresa ou produto com marca registada e tentar vender à empresa o domínio; outra é registar nomes genéricos, tecnologias ou produtos que não têm marca. Mesmo quando há direito à marca quem tem a sua posse devia ter mais cuidado e registar o domínio, e não vir a posteriori reclamar uma coisa pela qual nunca manifestou interesse mas que depois de alguém começar a usar já se sente no direito de tirar. Caso não saiba, com os mecanismos de protecção de marcas e resolução de conflitos, há cada vez mais caso de reverse cybersquatting, isto é, detentores de marca a tentar apanhar dominios valiosos sem terem direito a eles e a usarem o seu poderio económico para os roubar. ”

    Sim sei. Um dos exemplos mais famosos é o da LuftHansa ter roubado o lh.com a um árabe, após este rejeitar vender o domínio por um milhão a eles. Conseguem sacar nomes genéricos, quanto mais nomes de empresas, mesmo registados antes das mesmas terem sido criados! O caso LuftHansa, entre outros que não concordei, achei horrível e mal feito mas, tal não se está a passar em Portugal ainda, mas é um risco acrescido mesmo para nomes genéricos visto que a nossa Justiça nem funciona bem. Quando houver litígio ainda vamos ter confusão. É algo que me retira ainda mais o valor aos .pt de momento.

    Além de que não podem ser transaccionados sem mais nem menos, e devem ser para Portugueses mas nem vou falar nisso. Valor nulo.

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    “Portanto, seria bom mostrar um pouco mais de respeito pelos especuladores que nada produzem mas têm um papel na transferência de risco e na descoberta de valor sem o qual o mercado não funciona.”

    Se forem à Namejet, à TDNam, entre outras, verão que há centenas de milhares de domínios a serem apagados todos os dias, domínios que não serviam para mais do que encher o Google de lixo com páginas parkeadas e com nomes por vezes super estúpidos, especialmente os registados por bots que registam palavras muito procuradas em queries de websites, e que são domínios registados por especuladores que vêem aí algum valor onde ele afinal não há. A meu ver o que a maioria dos especuladores no fundo faz, é encher a Internet de páginas parkeadas e lixo, nada mais.

    Quanto a um domínio, se o business.com só fosse registado este mês por mim, seria vendido na mesma por 10 milhões como foi há uns tempos após ter anos de vida. Não é o ser comprado e vendido constantemente que lhe dá valor, mas o conjunto de características que dão valores aos tlds, como a extensão (.com), o nome (vodka), a quantidade de vezes que o nome é pesquisado, o nome de sites que o têm, o quanto se paga pela keyword, etc etc. Business.com valeria sempre 10 milhões ou algo do género, não à custa da especulação mas sim do valor que ele merece ter.

    O que os especuladores têm feito é encher o Google de páginas parkeadas na Sedo e outras, nada mais. No fundo são parasitas os especuladores, não quer dizer que parasitas seja algo de mal, há animais parasitas nas baleias que até a ajudam na limpeza etc, nem sempre parasitar é mau, mas não deixa de ser parasitismo, ganhar dinheiro à custa de apanhar um domínio que se pensa que alguém vai querer e vender mais caro depois. É como eu querer fazer o site 12345.com e poderia gastar 10€ mas depois ver que um especulador já o apanhou e lá terei de dar 200€ por ele… O que se ganhou aqui? O especulador ganhou 190€ de lucro e eu paguei isso a mais só para ter um site. É isso que se ganha? Especular com domínios não traz qualquer vantagem à Internet, mas pronto. Se acharem que sim, têm esse direito.

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    “4) Não vale a pena atirar areia para os olhos meu caro. Tem todo o direito à sua opinião mas, por favor, não invente. Existem 253,720 dominios registados dos quais 203,700 são .pt

    https://online.dns.pt/dns_2008/do?com=DS;2183806480;111;+PAGE(4001002)+K-CAT-COD(ESTAT);

    destas 2 centenas de dominios cerca de metade não está activa.”

    Confesso que aqui falei por alto sem ver o valor concreto primeiro, eu costumo dizer 300.000 e até disse 400.000 o que piorou a coisa. Mas sim são só 250.000, 203k.

    O estar activo ou não nem sempre quer dizer que a marca não esteja registada. Se perguntarem à FCCN, um domínio ficará no estado reservado, e só passará a activo após estar bem configurado etc. Eu tive 2 domínios quase 2 anos sem estarem activos e eram meus e paguei a marca assim que pude, mas continuaram 2 anos quase, estando reservados mas sem estarem activos. E quando os quis configurar, tive de alterar dns, e outras coisas no meu servidor para que a FCCN aceitasse transferir os domínios para lá e durante esse tempo mais tempo ficaram sem estar activos. Os coitados que nem servidor têm, têm de andar a pedir ao host para lhes alterar x settings para que a FCCN aceite transferir os domínios para lá, e nesse tempo estão inactivos.

    Claro que grande parte desses domínios são registados por especuladores (a tal praga que acho indesejável na Internet), mas por cada 100 domínios registados ao dia de média também podemos ver uns 100 domínios a serem apagados por dia. Muitos não passam dos primeiros dias (marcas etc), outros após a rejeição da marca são apagados, etc. Quem quiser andar a registar e pedir marcas que sejam rejeitadas continuamente, força, divirtam-se, mas é parvoíce e só perderão dinheiro.

    Mas como dizia, estarem activos ou não activos não quer dizer que estejam à espera de aprovação da marca ou não. Podem estar reservados e não activos só porque não foram configurados. E podem até ser empresas a reservar a marca para uso futuro ou para não serem roubados na marca pela praga de especuladores e cyber squatters no futuro.

    Claro que a maioria será pela especulação nada mais, mas nem todos!

    Já agora, deveríamos ter umas 5 vezes menos domínios que a Espanha para estarmos em proporção, e não temos! Temos mais que eles em proporção se formos a ver.

    ————————

    “depois, o crescimento do .PT em nada tem que ver com fiabilidade do mesmo mas sim com a evolução global dos dominios e da internet nos ultimos 2 a 3 anos.”

    Não digo que o crescimento tenha a ver com a fiabilidade. Pelo contrário! Quanto maior o crescimento maior a tendência para a perda da fiabilidade e para existirem domínios usados para conter nada mais que lixo. Quanto mais domínios, menos fiabilidade. Por isso digo que até é bom existirem regras, com regras se estamos assim, imagino como estaríamos sem elas.

    —————-

    “o custo por uma marca estava em €197,14 até à portaria n.º 1098/2008 de Setembro 2008 colocar o valor em €115. Isto para não falar que o custo total estava em €243,5 até ao decreto de lei n.º 143/2008 25 de Julho. Ou seja, estamos a falar de medidas MUITO recentes.”

    Sim, muito recentes mas para os quais eu estou a par porque precisei registar uma marca há 2 meses. Mas não interessa se é recente ou não, no momento em que falei já estava assim. Daí eu falar que não é tão caro quanto parece.

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    “o custo de um .PT está em cerca de €26,4 (com IVA) por ano. Junte-se o custo da marca anualizada a 11,5€ e temos cerca de €38/ano. São raros os TLDs/gTLDs no mundo a custar isto *ainda para mais sem que o proprietário do dominio tenha efectivamente posse do mesmo*.

    5) Os dominios compram-se, não se alugam.”

    Sim o domínio não é barato mas há domínios mais caros que os 38 ao ano, e até há .com que em vez de $7 como em alguns registares andam a uns mais de 30 em outros como NSOL, EnomCentral, Melb.IT, etc. Por isso não é nada do outro mundo se formos a ver.

    Não impede o desenvolvimento de sites, empresas, projectos pessoais, etc. Quem vai criar 1000 empresas? Mil websites? Mil projectos pessoais, etc? Está ao alcance de qualquer um ter um .pt, criar o seu negócio, website, etc etc. 38€ ao ano são acessíveis.

    Agora a quem queira 500 domínios .pt etc, já não será (seriam quase 20.000 ao ano) mas ainda bem que é assim, pois menos cybersquatters e especuladores existirão. Acho bem neste caso o preço estar assim e não muito baixo. Qualquer um o pode pagar, e não baixa ao ponto de se poderem comprar centenas ao desabarato…

    É perfeito a meu ver. Só estraga a vida a um tipo de pessoas: os especuladores.

    E os domínios não se compram, alugam-se! Se se comprassem não era preciso estar a pagar o seu “aluguel” todos os anos. É como uma renda! Um domínio é trespassado como uma loja qualquer, mas depois de se pagar o trespasse, há que o pagar todos os anos. O valor que se paga inicialmente por ele, irá ser pago todos os anos. Se não o pagarmos, ficamos sem ele e ele terá novo “inquilino”. Sim o domínio não é comprado, e nunca é nosso, só é nosso enquanto o pagarmos. Nada mais que isso. ;) Não se compra, aluga-se.

    ———————–

    “6) O problema para os especuladores não está no custo dos mesmos mas no facto de não poderem serem transacionados livremente (ajuda terem baixo custo mas não é o cerne da questão).”

    A 5€ cada (alguns .com em alguns registars rondam esse preço), poder-se-ia ter 100 domínios a uns 500€/ano. Mas aos quase 50 a que estão, ter-se-ia de pagar uns 4.000€/ano. Sim, dificulta, e muito, o negócio dos especuladores. Claro que o não poder ser transaccionado livremente ainda estraga mais a vida aos ditos cujos, mas não é a única coisa.

    Mas concluindo, e claro que isto é uma opinião e eu defendo aquilo que concordo, continuo a achar que estão a preços bem acessíveis, e só dificultam a vida a quem queira comprar muitos domínios para especulação, e nesse ponto de vista, até é bom que dificultem, visto que especulação e cybersquatting não traz nada de bom ao mundo dos domínios. Para quê dar lucro a intermediários que não fazem nada mais do que comprar um domínio na esperança de o vender a alguém, quando podemos pura e simplesmente ter uma ideia e chegar lá e comprar ao preço de custo? Intermediários para quê? Estar a alimentar especuladores para quê? Claro que os ditos cujos poderão achar-se úteis à sociedade mas não são, apenas dificultam a vida dos pequenos peixinhos miúdos que só querem apanhar um domínio engraçado para fazer o seu próprio website.

    Querem domínios de valor? Ataquem os .com. ;)

    Divirtam-se.

  14. 1)

    Não inventemos. O .pt será sempre algo sem valor porque é um TLD associado a um país. Há tld`s de países que por terem tld com sentido universal, como .WS de WebSite, acabam por ver o seu valor aumentado e domínios existentes também.

    Mais uma vez, uma tentativa de deturpar os factos.

    Primeiro: suponho que seja um especialista reputado no meio para dizer que algo vale ou deixa de valer dinheiro. Não só neste ponto mas como em todos os outros pontos da sua resposta diz sempre com toda a segurança que .PT não vale nada. Estão então centenas de outras pessoas erradas. Tal como estavam toda as pessoas que diziam que era uma loucura dar dinheiro por dominios no final da decada de 90 ou durante o arrebentar da bolha tecnológica.

    Segundo: a argumentação é totalmente disparatada. Basta ver a euforia no ultimo ano em relação ao .NL (pode-se usar este termo tendo em conta o preço de muitas vendas que ocorreram neste ccTLD) . Não me parece que este país tenha muita população. Não me parece que tenha uma lingua muito falada no mundo. Não me parece que seja uma potencia económica no mundo. Portanto, o que lhes deu valor? Eu respondo: quem lhes deu valor foram os especuladores perante um mercado livre. Estejam certos ou errados os preços foram estabelecidos e as transacções feitas. Mas o Gonçalo é que parece saber com toda a certeza que .PT vale 0, um ccTLD que NUNCA foi posto à prova justamente pela sua gestão imbecil e anacrónica. Poderia dar exemplos de outros ccTLDs de sucesso como o .DE e o .CO.UK mas certamente serviria para dizer que é exclusivamente por causa da população ou da importância dos paises que os seus dominios valem dinheiro…

    ———————–

    Há até muitas outras tld`s com regras específicas. É fácil eu tirar um .biz a alguém que não o use para negócios e eu o queira para isso, um .eu a um não europeu, e há até tld`s de países que já tiraram domínios a quem os registou só porque o nome+tld faziam uma palavra feia numa determinada língua! Sim há vários países e várias tld`s com várias regras, inclusivé sobre nomes feios etc, por isso, que mal tem nós termos essas regras também? Não percebo! É como acontece em todo o mundo!

    A questão não está nessas regras. Está em toda a forma como é gerido o domínio e como essas regras são aplicadas e monitorizadas. Qual a razão para o porn.pt e o sex.pt estarem bloqueados mas não no .com.pt? Qual a razão para não se puder registar nomes geográficos no .Pt mas no .com.pt já se puder? É porque não se pode vender o .com.pt?? Poupem-me…

    Claro que pode haver limites aos nomes que podem ser registados mas tem de haver uma política clara e lógica, e não a navegação à vista e imbecil como tem sido. Basta olhar para o slogan ridiculo do “.PT para os portugueses” e pouco tempo depois, e ao fim de uma série de anos, estarem com ideias de liberalizarem. Ridiculo e triste. Parece o vizinho pobre do lado que vê o outro vizinho a enriquecer e procura desesperadamente seguir o exemplo sem saber como.

    2)

    Concordo plenamente que se possa fazer. Mas acho que com .pt será inútil, é algo que não tem muito potencial. Os TLD um dia deixarão de ter o valor que têm quando se alterar a forma como a Internet está feita, quanto mais os .pt que agora já nem têm valor.

    Então até parece que estamos de acordo… Porquê então não deixar o mercado funcionar e ver se vale ou não dinheiro? Essa de um dia a internet se alterar não tem a menor relevância para o caso. E se o mundo acabar amanhã? Vamos deixar de viver?

    3)

    Não é confuso. Se lerem novamente verão que acho uma imbecilidade registarem-se centenas de marcas que possam ser retiradas por empresas, excepto os nomes genéricos, como falei em cima. E que no caso dos nomes genéricos já será o mercado a funcionar. Separei as duas coisas, mas talvez me pudesse ter explicado melhor, mas nem sempre escrevo da forma mais clara possível confesso. De qualquer das formas registar genéricos .pt não terá muito sucesso no futuro, como irão ver dentro de uns anos.

    Então fui eu que me expliquei mal…
    Os exemplos que dei são quase todos nomes genéricos. A questão não está no mercado funcionar e de quem tiver dinheiro pagar a marca+dominio para ter o dominio. Está na ausencia de uma politica clara e inequivoca de gestão. a FCCN parece um menino mimado que se recusa a reconhecer que esteve e tem estado errado. E no conflito gerado por esse reconhecimento interno mas que não é tornado público vai inventando e tornando a situaçao cada vez pior.

    Está a ocorrer wharehousing de nomes que, quando o mercado for libralizado, será de dificil controlo se os dominios que são vendidos estão ou não sujeitos às regras antigas, para não falar do caso de que, se o .PT se tornar mais apelativo e conhecido lá fora, dominios mesmo que parqueados possam valer dinheiro.

    ————————–


    Se forem à Namejet, à TDNam, entre outras, verão que há centenas de milhares de domínios a serem apagados todos os dias, domínios que não serviam para mais do que encher o Google de lixo com páginas parkeadas e com nomes por vezes super estúpidos, especialmente os registados por bots que registam palavras muito procuradas em queries de websites, e que são domínios registados por especuladores que vêem aí algum valor onde ele afinal não há. A meu ver o que a maioria dos especuladores no fundo faz, é encher a Internet de páginas parkeadas e lixo, nada mais.

    Há coisas que não estão bem nesta área. Por exemplo, o domain tasting é uma aberração.

    No entanto, é completamente errado dizer que é o mercado que não tem razão de existir. O que está errado é não haver regras e controlo (mas não haver regras que simplesmente anulem o mercado como em Portugal). Por exemplo, sou a favor de que se suba o preço dos dominios. Assim tornaria muito mais dificil o registo maciço de dominios formados por palavras aleatorias quer para serem usados em spam ou para aumentar a probabilidade de ser apanhado um dominio que seja vendido. Neste mercado, 2% dos dominios dos grandes especuladores pagam os 98% de dominios que valem 0 ou quase.

    A google, yahoo ou outros se não querem paginas parqueadas não as indexem. O problema é que dá dinheiro à google as páginas parqueadas…

    E se a internet está cheia de lixo por causa do parking é porque esse lixo é visivel, e se é visivel a culpa é de quem permite que o lixo apareça. Não vejo as pessoas a pesquisarem por 12345 porque querem algo de util e se querem algo de util o especulador já o comprou. Quem quizer construir algo que não seja lixo basta pagar. Se não quer pagar tivesse tido a visão que muitos especuladores tiveram ao registarem os dominios de forma atempada *arriscando dinheiro*.

    Se comprar um terreno quando ele está barato pois acha que daqui as uns anos a zona onde se insere deverá crescer, não está a ocupar uma área que não tem nada e não contribui em nada para a região? Não está a obrigar depois a quem quizer construir ALGO nesse terreno a pagar mais?

    É assim o mercado a funcionar como concordou anteriormente…


    Business.com valeria sempre 10 milhões ou algo do género, não à custa da especulação mas sim do valor que ele merece ter.

    Mas então a internet vai mudar daqui a uns anos e o business.com vale sempre 10 milhoes na mesma?? E o que é merecer o valor? Mais uma vez é o Gonçalo que o determina? Pensava que era o mercado. Pensava que eram duas pessoas que concordavam no preço de algo mesmo que esse algo não tenha valor para o resto do mundo…

    Além disso o business.com valeria cerca de 10 dolares neste momento e não 10 milhoes pois não o poderia vender se só pudesse alugar um dominio.

    5)

    O valor que se paga inicialmente por ele, irá ser pago todos os anos. Se não o pagarmos, ficamos sem ele e ele terá novo “inquilino”. Sim o domínio não é comprado, e nunca é nosso, só é nosso enquanto o pagarmos. Nada mais que isso. ;) Não se compra, aluga-se.

    Sim, se colocar as coisas nesse prisma tem toda a razão. Efectivamente, está a pagar pelo dominio todos os anos, e o dominio pertence sempre á entidade que o gere, portanto, estritamente, é um aluguer (o termo arrendamento seria mais correcto).

    O que é discutivel, e foi isso que pretendi argumentar, é o direito que lhe confere o aluguer. Para si parece-lhe justo que se ficar sem uma marca ou se não quizer continuar a construir algo num site tenha de devolver o dominio à entidade gestora e não o possa vender a terceiros.

    É uma forma de entender as coisas mas o facto é que o resto do mundo não o entende dessa forma e estamos cada vez mais sós. Nem sempre a maioria está certa mas a historia tem mostrado que o caminho correcto é a liberalização e a possibilidade de transaccionar os dominios, apesar dos precalços pelo caminho.

    Imagine-se o que poderia ser o .PT se tivesse sido há anos liberalizado tendo em conta a apetência dos portugueses pela tecnologia e pela inovação..

  15. Deturpar os factos dizer a verdade, que o .com é universal e que o .pt é associado a Portugal e que nunca terá um sentido diferente (como o WS que tem o sentido de website apesar de ser de um país ou o cc etc?).

    Primeiro: Especialista reputado? Não sei o que será isso nem como se define, apenas sou alguém que comprou o primeiro domínio .com em 1997 e o primeiro .pt há já vários anos, e que acompanho a evolução dos domínios há mais de 10 anos, bem como preços, estimativas por bots, leilões (onde os compro por vezes), etc. Se isso faz de mim especialista ou não, não faço ideia, mas se for avisem-me. Sou apenas alguém que anda nisto há muito tempo, nada de especial, como muitos.

    Quanto às centenas de pessoas erradas, aconselho a visita a leilões de domínios a expirar para verem domínios como 12lakjdaskljdas.com a expirarem, haverão milhões de pessoas erradas? ;)

    O valor do .pt é simples, há quem goste do .pt em vez do .com, e o valor é dado pelas pessoas que gostam dele, não será nunca um valor do outro mundo como atingem os .com. Os argumentos que usei em cima são reais, acontecem, são verdadeiros, e até prova do contrário, continuam válidos.

    A bolha tecnológica não rebentou nos anos 90, ainda em 2000 havia corrida às .com nos USA, o Nasdaq só começou a cair posteriormente.

    A argumentação é totalmente disparatada porquê? Por conter factos reais? Eu sou assim gosto de colocar factos reais nas minhas argumentações. Há quem prefira especular sobre isto ou aquilo, eu vou buscar números reais e aplico-os num contexto, é assim que funciono. Se parece disparatado, não terei culpa, é a minha forma de ser.

    Porque estará a falar de que o NL não tem pessoas no país, etc? Eu nunca falei que o domínio terá mais ou menos valor por ter muitas pessoas no país. O que falei é que o .com é universal logo tem mais valor, o .pt não é, e há domínios como os da cooke islands e outros, por exemplo os .cc etc, que acabam por ser adoptados universalmente e só aí ganham mais valor, como o .ws (que pode querer dizer website), etc.

    O próprio .tv era para o Tuvalu, mas como tem o atractivo “TV” na extensão, passou a ser universal e todos o adoptaram para outros géneros. Mais uma vez, não vejo no .pt um sentido univerasl. .TV que era de um país passou a TV (lógico), .ws de outro passou a WebSite, mesmo mesmo assim, continuam sem valor, vejam as estimativas dadas acima entre .com .net e outros. O valor cai muito, em função da universalidade do tld e da sua disponibilidade (.com e .net serão por isso os mais valiosos especialmente os .com). .pt passará a universal porquê? Por querer dizer Professional Tttttttqualquercoisa? Não estou a ver. Nunca passará de um domínio nacional, nunca passará fronteiras como o .tv e .ws e outros passaram, será sempre .pt nacional, nada mais. E como terá pouca procura (somos poucos neste país e não vejo americanos interessados em .pt dado não o poderem ter e não ter sentido universal), nunca existirá mais que x procura, e o valor nunca subirá o que certos pobres enganados pensam que subirá.

    O valor que um domínio tem é dado pela lei da oferta e procura sim como foi referido, pelas pessoas que os compram, sejam especuladores ou não, e poderão ver os seus valores reduzirem no futuro (já aconteceu) com a redução da procura. Mais uma vez não há domínios .nl que se aproximem dos valores de congéneres .com etc. Lá por terem algum valorzito não quer dizer que sejam valiosos ou dos mais valiosos.

    E quando digo que .pt vale zero (se disse acho que sim) é em tom exagerado pois é lógico que não vale 0, eu paguei centenas de euros para ter dois deles, logo é lógico que valem pelo menos isso para mim. Quando digo que vale 0, é no mundo, lá fora, e sim realmente lá fora não valem mais que isso. Só terá interesse para nós.

    E não vale a pena serem colocadas palavras na minha boca, eu próprio já referi que há domínios que rompem fronteiras porque podem ter outros sentidos o tld, como o .tv o .ws etc. O .de é muito útil especialmente a países de Língua Portuguesa ou Espanhola, exemplo: postais.de/natal etc… Passou fronteiras. Não vejo o .pt a passar fronteiras da mesma forma. E os Alemães quase tudo o que é site Alemão está em .de eles são muito fieis ao seu tld, e são 90 milhões 9 vezes mais que nós. Há muitos motivos para terem mais saída que nós. E a população conta sim. .CN já passou há muito dos 10 milhões de registos e irá ter mais e mais e mais. Não por acharmos .cn bonito mas sim porque são mais de 1 bilião de habitantes. Sim, caso não saibam, o número de habitantes associados ao TLD conta muito. Um .cn valerá sempre muito mais que um .pt do mesmo nome, em termos universais.

    Ou seja, um TLD num país que seja fiel ao seu tld terá tendência para ser mais registado consoante o número de habitantes que tem, e poderá passar largamente essa fronteira caso seja uma extensão que se torne universal. O .de é quase universal, mas o .tv é o perfeito exemplo de algo que passou fronteiras.

    Como exemplo do que quero dizer procurem no Google:
    “Registries like .net, .pro, .ws, .aero, .mobi, and many others are just plain meaningless. They simply have 0 meaning. Dot com domain names will always bare the most fruit simply because they were the first to do it.”

    Um exemplo de como o sentido de uma TLD pode contar no seu valor (continuo sem perceber o que o .pt poderia querer dizer para o mundo), seria:
    “According to John Marshall of Travel Domain Partners, “I asked my 15-year-old daughter what service she thought Answers.pro, Answers.aero, Answers.ws and several others provided, she paused and perplexedly gave multiple unrelated responses. When asked what Answers.travel provided, she immediately responded, ‘a site that answers your travel questions or travel answers’.”

    O .pt e o .com.pt têm regras distintas como eu falei acima. Eles querem limitar o acesso aos .pt a marcas registadas e empresas, mas o .com.pt já é mais livre de ser registado, daí ser possível registar o porn.com.pt e não o porn.pt. São regras distintas e são níveis distintos de prestígio associados a cada um, e quer queiramos quer não, há mais prestígio no .pt por ser tão difícil ter um (em relação a um .com.pt) do que a um .com.pt. Tem a ver com as regras, só isso. .com.pt pode-se ter o porn e no .pt não. As regras ditam isso, e é assim que funciona. E como não poderão ter empresas ou marcas PORN por ser palavra que não se poderão registar como marca, é para esquecer o domínio. E o .pt pode ser negado alguns domínios como o porn.pt como muitos outros registars o fariam. Para não falar que há domínios .tv e outros, que são premier domains, e são guardados de reserva logo à partida. Seriam então os gestores do .tv e .me e outros por reservarem os domínios de melhor valor só para eles ou para fazer lucro mais tarde, piores que o pessoal da FCCN que não os guarda para vender, mas sim apenas alguns e para não deixar cair em mãos de alguém. Se a gestão é má, então ela acontece em todo o mundo porque muitas tld’s têm domínios premier reservados por eles mesmos…

    E sim, podem-se registar domínios geográficos .pt. Vejamos um: sesimbra.pt. Podem registar mas as câmaras e organismos de estado etc. Acho muito bem que assim seja. Quando formos a uma cidade.pt saberemos logo que é dado a uma Câmara Municipal, etc e não a um especulador qualquer.

    Sim podem ser registados os .pt de cidades etc, mas só quem de direito o pode fazer, quem gere essas cidades, é que os poderá registar, concordo plenamente com isso. Há domínios dados a quem tem empresa e marca, outros não dados como porno, mas geográficos podem-se dar às câmaras. Acho perfeito.

    Eu concordo que se possa poder fazer, mas não concordo com o se querer que se faça. Acho que me expliquei mal, eu acho melhor os .pt serem reservados a quem realmente tem interesse neles e paga dinheiro por eles marcas e empresas, e acho que se fossem liberalizados perder-se-ia isso, deixariam de ser os geográficos só para empresas, e meia dúzia de indivíduos registariam tudo nos primeiros dias para especular nada mais. Acho isso mau, e a única forma de deixar que alguém daqui a 2 ou 3 ou 5 anos ainda possa registar um nome para um projecto seu, será tornar o acesso limitado a empresas e marcas, a quem realmente tem muito interesse neles.

    E volto a dizer, domínios bem mais poderosos e atractivos e com mais interessados como o .es Espanhol ou outros não tiveram grande sucesso, continuo sem perceber como é que um .pt terá sucesso. Em centenas de TLD’s não me entra na cabeça como alguém vai ligar ao .pt que não tem qualquer sentido na Língua Inglesa.

    Sim concordo perfeitamente que o domain tasting é uma aberração. E detesto que seja feito e que sempre que expire os x dias voltem a fazê-lo etc. Há muitas coisas erradas pela Internet. Com os .pt não se faria isso do domain tasting por exemplo. Apesar das coisas más que temos, e eu nem concordo com a forma de gestão da FCCN pela burocracia que tem, mas concordo com o registar só com marca registada ou empresa, e reservar geográficos para câmaras, e nomes para pessoas que os tenham, etc.

    O Google sempre teve dificuldades em procurar as páginas parqueadas porque nem sempre eram fáceis de as apanhar, e não era tão vantajoso assim para eles, passou a ser agora com o Google for domains. E a subida dos preços dos domínios não precisa de ser mais, já se paga uns 40€ ao ano por cada registo de .pt + marca em 10 anos, logo já é algo que evita que haja muitos registos e já está feito.

    Os primeiros a terem domínios .com e outros (engraçado que já encontrei .com de antes de 1990 mas), os primeiros a terem o sex.com e outros do género, até os tiveram ao trabalharem para a NSOL e outras, foi algo meio corrupto. Nesse caso até prefiro também que os primeiros nos .pt tenham sido empresas e por marcas. Acho bem menos corrupto do que o que se passou no passado com os .com.

    Concordo que alguém possa comprar um terreno e depois mais tarde vendê-lo. Mas paga-se algo pelo terreno. Tal como agora se paga uma marca e o aluguel ao ano, dando em 10 anos uma média de 40€ ao ano por domínio .pt (algo muito razoável para quem realmente tem interesse num). Quem quiser que compre um tal como podem comprar .pt. Já me quiseram comprar um .pt e sería possível vendê-lo sim bastaria apagar o registo e a pessoa registá-lo há quem faça.

    O que é o merecer o valor para um domínio valer 10 milhões? Muitas coisas. Há domínios que têm tantos milhões de visitas, tantos mesmo (o Google só parqueava domínios com milhões de visitas antes), que vejam bem: Se num mês um domínio de negócios, tiver 50 milhões de visitas, e tiver 1% de clicks (CTR), algo normalíssimo poderia ter muito mais, teria 500.000 cliques por mês nele. Se cada click valer apenas 20 cêntimos, seriam 100.000€ de ganhos em publicidade por mês, 1.200.000€ ao ano, 12 milhões em 10 anos. Os clicks de negócios, currency, Forex, etc, chegam a atingir os 30, 40 dólares por click, e não apenas 20 cêntimos. O valor desses domínios é calculado não só na marca, no nome, etc, na tld, etc, mas também no potencial ganho que pode dar em x anos. O valor deles costuma ser baseado no potencial ganho de x anos logo. É fácil ver o resultado.

    Eles realmente custam milhões mas dão milhões de lucro. Sem exageros.

    E sim não são comprados mas sim alugados. Deixamos de pagar um domínio e ficamos sem ele. E se quisermos vendê-lo, não estamos a vender o domínio que não é nosso, apenas é nosso o direito de o usar enquanto o tivermos pago, mas sim vendemos o direito de o usar a outra pessoa. É como acontece com uma loja, etc. Podemos trespassar algo que se não pagarmos ficamos sem ele, mas podermos vender na mesma a outra pessoa para que ela possa pagar para usá-la por um x preço. O direito a usar é que é vendido e não a loja em si. A pessoa que paga o trespasse tem de pagar o aluguel na mesma.

    Com os domínios é igual. Deixamos de pagar, ficamos sem ele. Porquê? Porque não é nosso. É apenas nosso o direito a usá-lo como bem entendermos (entre aspas) enquanto o pagarmos, e até vender esse direito a outra pessoa. Mas não se iludam, não é nosso. Apenas o “alugamos”, daí o valor que pagamos ao mês.

    E sim o Business.com custaria 10€ a registar agora, mas já alguém tem esse direito, e como ele dá milhões de lucro, só nos venderia esse direito por milhões. Mas deixássemos de pagar o business.com ao ano, e mesmo que o direito de o usar nos tivesse custado 10 milhões, ficaríamos sem ele. Não tenham dúvidas.

    Eu parece-me justo que quem tenha uma marca possa registar e quem não tenha não possa, dado ser um domínio que eles queiram ter sob controlo, e acho que têm o direito disso. Reservar geográficos para câmaras, nomes para quem tem esse nome (pessoas), eliminar domínios que possam associar coisas más ao nosso país (porno etc), e não discordo disso. E vendo que fica em 40€ ao mês não vejo o porquê de tantas pessoas estarem insatisfeitas com isso. É a minha sincera opinião. Eu tenho 2 .pt e estou contente com eles e nem quero mais. E achei o processo para os ter fácil. .Com tenho muitos mais, foram mais fáceis, mas concordo com o sistema do .pt neste momento.

    Eu acho que sendo liberalizado, teria um crescimento agora dos especuladores mas depois estagnaria muito rapidamente, e nunca atingiríamos 1 milhão como os Espanhois, que até são 5 vezes mais que nós.

    PS: Não sou fã da FCCN, fiquei furioso com eles com a trabalheira que me fizeram ter a alterar DNS para apontarem os domínios para servidores meus. Só quis defender a minha opinião.

    Acho que estão a lutar por algo que não é assim tão mau quanto possam pensar. Acho que pagar 40€ ao ano por um domínio (já com marca), não é nada do outro mundo e que reservar geográficos a Câmaras e mecanismos do Estado etc, é aceitável, e que reservar porno.pt e outros por palavrões ou coisas raciais etc, como muitas outras tld fazem (umas até reservam domínios caros como business.me business.tv etc por puro lucro, isso não é pior?), acho que é muito aceitável.

    Não vou poder responder novamente aqui porque isto não é um fórum (lol) mas de qualquer das formas quis deixar só o meu ponto de vista para que compreendam o que queria dizer, agora se não concordarem estão no vosso direito.

    Mas deixei-vos a minha sincera opinião.

  16. O problema é que o Gonçalo não mostra nada nos seus argumentos que seja consistente, reformulando sistematicamente a sua argumentação e deturpando o que diz e o que os outros dizem.

    Isto não é um forum mas é um sítio onde se pode e deve argumentar de forma consistente sem mandar coisas para o ar (não preciso de lembrar dos 400k dominios .pt ou preciso?) pois outras pessoas poderão ler e serem mal informadas. Não conte comigo para ficar “calado” perante argumentos infundados e fora do contexto, ainda para mais quando existem poucos lugares em lingua portuguesa a falar sobre este tema.

    Primeiro o .PT não vale nada. Depois diz que foi um exagero seu mas que era apenas para realçar que teria pouco valor lá fora. Depois que é um dominio local sem alcance universal. Ou seja, continua a não compreender (ou a não querer) que não pode avaliar o PT porque o PT NUNCA esteve liberalizado. Não o pode comparar de maneira tão ligeira com algum dominio liberalizado e muito menos nestes termos.

    O exemplo do .NL é só para mostrar que a sua argumentação é infundada dado que o .NL é um (cc)TLD local também sem alcance universal. Ninguem diz que a população nao conta para o valor do dominio nem a “generalidade” do TLD. Mais uma vez, o que aqui fez foi distorcer os argumentos dos outros.

    O .NL corresponde a um país que não tem mais população do que Portugal, tem uma lingua muito menos falada no mundo e não é uma potencia economica mais relevante do que Portugal. As vendas de .NL no ultimo ano não têm algum “valorzito” como disse. 100, 200 e 300 mil euros por alguns dominios não é um “valorzito” pelo menos para mim, e eu já ando por este meio um pouco antes de si apesar de tudo. Mais uma vez, informe-se e não invente e não diga que o .PT vale 0 pois não sabe nem tem forma de o saber.

    Existem dominios registados em 1984 e até antes.

    O .com.pt tem regras diferentes e muitos paises e entidades gestoras reservam nomes (é cada vez mais a norma em novos TLDs pois todos querem fazer dinheiro. afinal, acabamos todos por ser especuladores…). Mais uma razão me dá. Porque não reservar o porn.com.pt? porque não há marca? porque não se pode vender nem alugar? Não é justificação. De hoje para amanhã decidem liberalizar também o .com.pt e vão fazer o quê? Exigir ou bloquear o porn.com.pt?

    A subida de preços era para os gTLDs não para o .PT. O .PT já está bem caro, absurdamente caro. E a subida seria só para evitar o registo em massa de dominios sem nexo ou com combinações de palavras de forma a aumentar as probabilidades de se apanhar um dominio que depois se possa vender a alguem, ou seja, que tenha valor de mercado. Ou pior ainda, serem usados para spam.

    Os especuladores são parasitas mas depois já diz que noutros casos é o mercado a funcionar, como o Business.com. Nunca vi um mercado funcionar sem especuladores… Não vejo porque um dominio tenha de ter marca para ser real, fiável ou outro atributo qualquer. Muitos dos parasitas arriscam dinheiro ajudando a revelar os valores reais dos dominios (por reais entendo o preço transaccionado entre 2 entidades, por mais ilógico que seja ou que venha a baixar no futuro). Muitos dos especuladores parasitas acabam até por desenvolver websites nos dominios, alguns que se tornam até bem conhecidos na internet.

    Qual a lógica de exigir marca para algo como fish, car, dog, man, etc? Se exigissem marca por estes nomes no .com não atingiriam o preço que atingiram. e eu se quizesse comprar teria de ter a marca. Acho isto de longe mais eficiente e justo. Se alguem tem marca sobre um nome pode actuar contra alguem que tente registar esse dominio. Obrigar a criar marca para registar um dominio é uma deturpação do mercado.

    Compra um terreno e paga algo e pode fazer o que quizer com o terreno inclusive não fazer nada e deixar um espaço por aproveitar até que alguem – especulador ou não – lhe ofereça um bom preço pelo terreno. Também compra um .COM e paga algo e pode fazer o que quizer com ele e também pode dizer que o dominio está apenas alugado. Compra um .PT e está logo cheio de restrições ao seu uso e transmissão.

    Depois insiste em referir o .ES como exemplo de insuceso. O .ES antes de ter sido liberalizado em 2005 (a India fê-lo tb por esta altura. a Eslovenia idem ao nivel da exigencia de marca. e mais outros seguiram o exemplo) tinha cerca de 85 mil dominios. Hoje tem cerca de 1 milhão. Isto é um insucesso? Já viu por acaso o valor que atingiram alguns nomes de topo com extensão .es? Esta deixo para sua investigação.

    Finalmente, e mais uma vez, tem todo o direito à sua opinião. Não venha é com argumentos sem fundamento, atirando numeros e factos inventados ou sem qualquer nexo, e espere que os outros fiquem calados.

    felicidades

  17. Como não tenho muito tempo para contrapor, acho que qualquer pessoa que leia o que escrevi, verá que só disse verdades, tirando o engano dos 400.000 que arredondei pensei serem 300 e tal e arredondei e foi mal, de resto falei informações certas.
    Várias informações que falou é que não eram certas, como serem muito caros, não saber que as marcas já eram mais baratas, não saber que se podia registar domínios geográficos como sesimbra.pt foi registado por quem de direito o pode fazer, e várias outras informações que estavam erradas. As minhas estavam certas e lá porque me referi um número de domínios portugueses de cabeça sem ir confirmar não vai ser tudo o que falei errado, quem ler o que escrevi verá que estou certo e quem achar que não poderá elucidar-me sobre o que está mal.
    Infundados não, tudo o que falei é real, tem tudo fundamento, infundado é andar-se a dizer que são os especuladores que fazem falta e que não são parasitas mas sim pessoas muito importantes nisto ou aquilo, entre outras teorias subjectivas, tudo o que apresentei são factos.
    E volto a dizer, que é minha opinião que os domínios .pt valem 0, pelo menos agora, e quero ver um americano dar que seja 1000e por um domínio .pt que nem pode ser seu, mas pronto nem vou argumentar, se acham que há domínios .pt que poderão valer 300.000 lá fora nem vou tentar discutir. Quero ver um americano dar 1 milhão por um domínio nosso sabendo que não o pode ter e fica sem ele. Seria caso para rir. Sim o valor para ele seria 0. Nem 20€ por ele daria.
    E da mesma forma como eu referi o número de domínios .pt sem o consultar, também acabou de referir que .nl não tem mais população que nós, mas enganou-se redondamente, pois sim tem mais de 60% mais população que nós. Como vê, todos caímos no erro de falar por alto sem consultar dados primeiro. Isso torna tudo o que escreveu errado? Got my point? Seria um argumento desesperado e rasca eu tentar usar para dizer que sim, como qualquer um vê nesse tipo de afirmações.
    Nem vale a pena dizer que o .pt não tem a mesma liberdade que os .nl, nem tentar explicar novamente que os .nl tem vários milhões de domínios e não uns 200 ou 300k como os .pt e que sim, o número de domínios existentes influenciam os seus preços.
    Antes de mim? Comecei na Informática em 1982, ainda era novo, e apesar de o meu primeiro domínio ter sido registado por mim em 1998, eu já andava atento a isto há mais tempo, se andar há mais tempo nisto que eu, já deve ter entrado na era dos cartões perfurados, de qualquer das formas não é por alguém estar há mais tempo numa área que estará certo. Poderão todos ver o que escrevi, consultar a Internet, ver preços de marcas, ver tudo (e sim está tudo fundamentado para quem saiba ler) e perceberá o que quero dizer e os fundamentos que aplico, de forma objectiva.
    Eu sempre soube (não sei porque teima em dizer que eu não compreendo) que o .pt não é de livre acesso lá fora. Até voltei a repetir que “quero ver um americano dar 300.000 por um .pt), mas se achar que continuo sem saber o que é um .pt e quem o pode registar vou desistir desse argumento também.
    Porn.com.pt? Não vejo que mal tem em ser reservado, ainda por cima por quem de direito, mas também não vou tentar discutir isso. Se tanto tld (chamado livre por si) o faz, não sei porque é que nós não o poderemos fazer. Mas também não vou discutir isso.
    Absurdamente caro um .pt de uns 30 e tal ao ano já com marca? Ok se o diz… Pensei que estava a par dos preços dos domínios há mais tempo que eu lá fora.
    Sim volto a repetir, os especuladores de domínios são parasitas, e o business.com é o mercado a funcionar. Como não deve ter percebido que as duas sentenças não se invalidam, tento explicar de outra forma. Especuladores de domínios são parasitas, ponto final, impedem pessoas de ter projectos que querem exigindo dinheiro em troca, quer sejam famosas, etc. Business.com tem realmente aquele valor, dá milhões de lucro em x anos, é algo que tem valor e dá valor e é um investimento, não é um domínio qualquer sem valor que se compra a pensar que valorizará no futuro. Nem vou tentar explicar o dinheiro que se ganha de publicidade no business.com e que lhe constrói o valor, e o que se ganha em http://www.portaldosnegocios.com ou algo sem qualquer valor de ganho. Se algo tem lucro publicitário, tem valor, e se tem valor, o valor pago por ele é explicável, é recuperável, e é já um investimento e não um simples acto de especulação. São pessoas que compram algo que sabem que lhes vai retornar o dinheiro investido em poucos anos, e não aqueles coitados que andam a comprar domínios sem valor a pensar que um dia vão valer montes de dinheiro e depois inevitávelmente os deixam expirar por nunca terem ganho nada. Eu diferencio investimento de especulação. Comprar o business.com é como comprar uma jóia, é algo que tem valor, é como comprar uma feira popular, é algo que tem valor e tem lucro garantido. Mesmo que seja vendido depois, não é um parasita especulador, é alguém com dinheiro que investe em algo que realmente tem valor.
    Eu já vi mercados a funcionar sem especuladores sim, aliás é possível. A oferta e a procura é uma coisa, comprar e vender nesses mercados pelo puro desejo de vender algo ou comprar algo é uma coisa, e especular é outra distinta.
    Alguém que compra um domínio para fazer um website útil não é um especulador, ou pelo menos se foi deixará de o ser. É alguém que compra um domínio que tem o x valor, paga o x valor por ele, e o rentabiliza. Se o domínio tem valor de 1 milhão e alguém paga 1 milhão por ele, se o domínio realmente tem um milhão de valor, não é um especulador. È alguém que paga o valor real do domínio porque lá quer fazer algo, e faz. É um webmaster com dinheiro, que bom para ele.
    Qual é a lógica de só deixar registar domínios com marca? Humm, será pior que a lógica dos seus amigos americanos de retirarem um domínio lh.com de alguém que nunca o quis vender e o comprou por direito, e que é genérico, para o retirar ao dono e o dar à Lufthansa alemã? A WIPO fez-o. Serão melhores que nós? A meu ver é melhor comprar o domínio com marca e saber que nunca o iremos perder, do que gastar rios de dinheiro nele como o dono do lh.com fez, para depois ficar sem ele do nada para o entregarem a uma companhia. Mas pronto, se cá é mau, lá fora deve ser o Inferno, as tais regras que tanto defende. Veja lá se um dia não lhe retiram um domínio para dar a alguém que apenas pagou por ele de forma corrupta para lho tirar. Com marca registada ao menos não lho tiram. E pagar 30 ao ano pelo domínio e ter essa segurança não me parece muito mau. Mas se prefere pagar 1 milhão por um domínio sem marca e depois alguém lho tirar só porque tem mais dinheiro, então não sei bem que raio de ideais andará a defender…
    Vender domínios apenas a quem tem marca, a par de outras cosias que só se fazem a quem tem marcas e outras coisas, não é deturpação de um mercado, é uma forma específica de um dado mercado funcionar, é diferente. Deturpação de um mercado é o outro gastar rios de dinheiro no lh.com e alguém lho tirar (a WIPO) para o dar à empresa Lufthansa. Isso sim é deturpação do mercado, feita pelos seus amigos liberais americanos e outros, que tanto defende.
    Mais uma vez, desde quando é que ter de pagar por um domínio, e ter de pagar o mesmo valor por ele todos os anos senão ficamos sem ele, é pagar e não alugar? Volto a repetir, um domínio não se compra, aluga-se. Se deixarmos de o pagar, ficamos sem ele. Não há qualquer argumentação contra isso. É outra coisa que poderá falar mil vezes que eu não dou argumentação sustentada etc, mas para quê? É facto real. Se não paga o aluguer anual fica sem ele. Quão difícil será perceber que não é uma compra mas sim um aluguer. Podemos chamar-lhe compra se quisermos mas não é, é basicamente um aluguer. E podemos ficar sem ele a qualquer momento. Até o dono do lh.com ficou sem ele e a meu ver a luffhansa não tinha direito por ser genérico, quanto mais…
    Acho bem que os geográficos .pt sejam para câmaras municipais e organismos do estado, que os nomes .pt sejam para quem tem esses nomes, que sejam só para Portugueses, etc. Quem não concorda pronto não será tão feliz mas não se pode ter tudo.
    Está ao alcance de qualquer pessoa ter um .pt. 30€ ao ano, desde que não seja alguém que tenha de viver nas ruas, qualquer pessoa pode ter um. Se é assim tão mau pagar-se 30€ ao ano, estará a querer-me dizer que um domínio .pt não vale 30€ anuais? Eu quando dizia que ele vale 0 (ok, esqueci-me que consigo tenho de ter cuidado e não posso ser muito subjectivo, quero dizer, valor “0″ entre aspas pois lá fora ninguém o compra), ao menos dou-lhe o valor dos 30 ou 40€ anuais, mais valor do que lhe está a dar ao dizer que está caro.
    .Es num país com população 5 vezes mais que nós, livre, e com menos domínios por pessoa em proporção percentual do que nós temos nos .pt, revela bem que o .pt não está a ser o insucesso que afirma ao dizer que as marcas estragam tudo. Mas se achar que o .es é um grande sucesso, com os 1 milhão que refere para 50.000.000 de habitantes quando nós temos mais em proporção que eles, então nós já temos sucesso e as marcas não impedem isso. É tão simples quanto isso. Se foi o que disse, já deu razão ao sucesso do .pt mesmo com marcas e não compreenderei então a sua luta.
    Para finalizar, quanto ao seu:
    «Finalmente, e mais uma vez, tem todo o direito à sua opinião. Não venha é com argumentos sem fundamento, atirando numeros e factos inventados ou sem qualquer nexo, e espere que os outros fiquem calados.»
    Argumentos sem fundamento, como dizer que as Netherlands não tem mais população que Portugal? ;) Não convém atirar-nos números e factos inventados e sem qualquer nexo, pois pode estar errado, como está neste caso. Isto para usar um argumento e palavras suas contra o que acabou de escrever. É engraçado quando o seu argumento e palavras podem ser tão certeiras contra si, não é?
    Como vou parar de estar a falar disto, pois já reparei que se for preciso vai-me responder 100 vezes a tentar contrariar usando como argumento o “pare de usar coisas sem fundamento” em vez de fundamentar, vou-me despedir com o:

    Domínios .pt? Estão ao alcance de qualquer um, ficam-vos a 30-40€ por mês, se quiserem um, aproveitem que há domínios lá fora que nos ficam mais caros que estes. :)

    Felicidades.

  18. Meu caro, pego apenas nisto pois é o suficiente para resumir todas as suas intervenções e para não perder o meu tempo a ler o resto:


    Várias informações que falou é que não eram certas, como serem muito caros, não saber que as marcas já eram mais baratas, não saber que se podia registar domínios geográficos como sesimbra.pt foi registado por quem de direito o pode fazer, e várias outras informações que estavam erradas. As minhas estavam certas e lá porque me referi um número de domínios portugueses de cabeça sem ir confirmar não vai ser tudo o que falei errado, quem ler o que escrevi verá que estou certo e quem achar que não poderá elucidar-me sobre o que está mal”.

    Mais uma vez deturpou tudo, e pela 4ª vez o que não é fácil. Agora usa o truque mais sujo e infeliz de todos aqueles que são incapazes de argumentar de forma lógica e com bases sustendadas: fazer-se de vítima e alterar tudo que foi dito por que quem o contradiz.

    Leia bem o que escrevi e o que escreveu, é o meu conselho. Parece que tem uma dificuldade enorme em olhar com atenção para o que os outros escrevem e uma total cegueira em relação ao que escreve.

    Da minha parte, o meu objectivo está cumprido: argumentar para o ponto de vista dos especuladores (parasitas como tão bem referiu, mas que depois já é o mercado a funcionar, mas depois já deixa-o de o ser) mas também daqueles que acham que os dominios devem ser liberalizados só porque seria algo mais claro e de acordo com a tendência mundial.

    Quem encontrar este espaço, tal como eu encontrei, poderá fazer o seu comentário e terá aqui, espero, alguma informação para reforçar ou mudar a sua opinião.

    Cumprimentos,
    Antonio

  19. Lamento informar mas não fui eu que andou a deturpar o raciocínio do outro. E se mostrar que afinal se enganou na população da Holanda é truque sujo? Lamento mas apenas usei o que usou contra mim ao alegar que eu me enganei no número de domínios .pt (que me enganei sim). Se é truque sujo o que fiz, lamento mas não o costumo fazer, apenas o fiz porque o tinha feito contra mim também. Quem tem telhados de vidro não atira pedras.

    E infelizmente só tem andado a dizer que eu tenho deturpado tudo o que diz. Mas qualquer pessoa poderá ler o que escrevi, e a forma como andou a tentar usar o que escrevi para provar que estou errado (como está novamente a dizer que eu me contradizo ao dizer que os especuladores são parasitas e que o mercado funciona quando se vendem domínios, algo que não é contraditório). Qualquer pessoa poderá ler o que escrevi, e o que escreveu, e tirar as conclusões. Não caberá a nós andar a tentar influenciar massas, pois possivelmente poucas dezenas de pessoas irão ler este texto enorme (se tiverem paciência). É uma pequena “discussão” entre duas pessoas sem efeitos de maior. De qualquer das formas quem quiser, lerá o que escrevemos e verá quem é que andou a tentar atacar a opinião do outro de forma jocosa e irónica a tentar provar que os especuladores são muito importantes na sociedade no que diz respeito aos cyber-squatters.

    Para mim, um estudante que termina um curso, e quer criar um portal como o “wook.pt” (WOOK procuras) da Porto Editora (este não foi de estudantes), coisas do género, que sejam ideias giras, e que tenham sucesso, poderão fazê-lo fácilmente por uns 30-40€ ao mês em cada 10 anos, e está ao alcance de todos. Para mim pessoas como aquele que viu que uma famosa qualquer disse na tv que ia fazer um site, e foi registar o .com para o vender a 1000€, fazendo-a registar o .net para não ceder a chantagens, enfim, esse tipo de pessoas para mim são parasitas. Porque SIM, vivem à custa dos outros.

    Se uma pessoa compra um domínio com nome genérico como “bifanas.com” e decide fazer algo dele, tem todo o direito, quem faz um fan site de uma famosa, também terá, agora quem anda a registar centenas de domínios de nomes de famosas, marcas, e chegam mesmo alguns a fazer chantagem directa (outros apenas esperar que sejam contactados para ganhar dinheiro), ou andar a vender nomes na tentativa de fazer dinheiro, para mim serão parasitas. Pois andam a tentar viver à custa do prestígio de marcas construidas por empresas, de nomes de pessoas famosas que lutaram para ter o seu nome nos jornais, etc. E andarmos a defender que essas pessoas, terá de ser seguramente uma delas, porque não vejo o porquê de defender pessoas que vivem à custa de outras.

    E realmente são essas pessoas, que tanto defende, que impedem constantemente pequenas e comuns pessoas de terem o que quer. Possivelmente alguém quereria comprar um domínio para fazer um projecto com que sempre sonhou, um jogo de palavras como o “wook” acima falado, e que ao chegar ao momento de comprar o domínio encontra 20 tld’s ocupadas todas elas com páginas parqueadas e a pedir milhares pelo domínio.

    Os domínios .pt custarem uns 30-40€ ao ano e obrigar ao registo de marca, não inviabilizam o sonho dessas comuns pessoas que podem muito bem pagar os 40€ ao ano (com marca incluída diluída em 10 anos), ou por outras palavras uns 115€ pela marca a cada 10 anos e + 20 ao ano +-, muito pelo contrário, dificulta a vida aos que querem fazer o mesmo que fazem aos .com, e possibilita o seu acesso a qualquer pessoa, bastando para o efeito o registo de marca.

    Já registei 2, foi super simples e apanhei dois .pt que queria para projectos pessoais cujas todas as outras tld’s já teriam sido ocupadas. Por outras palavras, graças ao processo de registo de marcas, eu tive a chance de registar dois domínios em que tinha muito interesse e precisava .pt, que se não fosse o processo das marcas já teriam sido apanhados por outros possivelmente nem Portugueses.

    Desta forma só me resta concluir que o registo de marca protege o acesso aos domínios .pt de estrangeiros, da maioria dos especuladores (dificulta-lhes muito mas mesmo muito a vida), e favorece o cidadão comum que quer ter algo, quer seja o seu nome, a sua empresa, uma marca sua que já existe lá fora, etc.

    E estarmos a lamentar por a vida dos especuladores, aqueles que impossibilitam muito boa gente de ter um domínio bom (meu Deus, até me pediram uns 50.000 pelo meu primeiro e último nome em .com e é de um Americano que nem sabe que aquilo não tem esse valor!), enfim, é preciso ser-se um deles para andar a defendê-los. Não vejo outra explicação. Ou quem os defende faz o mesmo, especulação de domínios e anda a pedir valores exagerados e irreais (especulação) por domínios que possivelmente nem esse valor têm e poderiam ser usados possivelmente até por obras de caridade, ou então será alguém que tem uma raiva exacerbada à FCCN por algum motivo que me será alheio, mas penso que se for a primeira, qualquer pessoa verá que o defender-se esses especuladores não é algo de muito útil à sociedade, e se for a 2ª, digo que não deveríamos misturar razões pessoais neste assunto.

    Exemplo simples. Querem registar um domínio para um site vosso? Será o quê, “slaj” (imaginei agora). Esqueçam o .com, o .net, o .org, o .info, já está tudo ocupado destes, alguns parkeados, mas não se preocupem, terão o .pt, registem uma marca, e ficam a cada 10 anos com o domínio a uns 30-40€ ao ano, não é irreal, e poderá baixar no futuro, e depois agradeçam à obrigatoriedade de registo de marca para ter domínios o facto de o conseguirem ter, porque sem ela, possivelmente não teriam o .pt livre porque alguém iria registar tudo o que fossem domínios com menos de 5 letras em .pt, como é prática comum com os .com lá fora. Se não apanharem o vosso primeiro e último nome, tipo “joaosantos.pt”, se forem a ver verão que provavelmente a pessoa que o registou o queria mesmo por ser joão santos também. Enfim há uma certa protecção, e há uma certa dificuldade imposta aos especuladores. Sim podem haver os que tenham dinheiro e gastem em registar marcas mesmo que temporárias para apanhar .pt, mas, se não existissem marcas registariam muito mais. Dificultar a vida a essas pessoas ao máximo, é o que digo.

    E pode vir quem quiser dizer que esses especuladores não são parasitas que retiram a oportunidade ao cidadão comum de ter um bom domínio, e que são úteis por subirem preços aos domínios (não percebo o que há de bom em eu querer registar o slaj.pt por exemplo e em vez de pagar 100€ ter de pagar 10.000€ porque um especulador me obriga mas pronto), e podem dizer-vos mil e uma coisas para tornar a imagem desses especuladores algo de belo em vez de seres parasitas (sim são, no dicionário diz que parasita é alguém que vive à custa dos outros, e é este o caso), mas para mim, cyber squatters serão sempre o que serão, qualquer que seja o nome que lhes dão.

    Não liberalizem, eu pelo menos acho desta forma mais fácil ter um domínio bom do que com liberalização total. Agora basta registar marca, com liberalização, teríamos de gastar muito dinheiro, milhares mesmo, para ter alguns domínios comprados a especuladores sem escrúpulos.

    E quem leia que opine se quiser, não serve de nada estarmos aqui a combatermo-nos um ao outro porque já dissemos o que tínhamos a dizer, caberá a cada um opinar se quiser.

    .pt 30-40€ ao ano já com marca, acessível, registem o vosso, que se forem liberalizados já não o poderão fazer.

    PS: Nada de pessoal, como é óbvio.

    Felicidades a todos.

  20. Pingback: diário de bordo

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