Sinto-me um herói, de facto
Fui à iniciativa de colheita de sangue e registo como dador de medula óssea de que falei ontem e, com alguma surpresa e para minha grande felicidade, nenhum dos “mitos” se confirmou: nem a minha medicação regular me impede de ser dador de sangue, nem as cirurgias a que fui submetido no passado terão envolvido transfusões pelo que pude dar sangue e registar-me como dador de medula óssea.
Só depois das análises feitas e de todos os dados processados é que terei confirmação da minha condição de dador, obviamente, mas este primeiro passo, que podia (e devia) ter dado muito mais cedo, fez-me ficar a sentir muito bem comigo mesmo. E não custou nada: um ambiente simpático, profissionais de saúde muito cuidadosos, atenciosos e divertidos e um processo que, pelo menos para mim, foi completamente tranquilo. Suminho de laranja e um belo pão com queijo… conforto no corpo e na alma. Fiquei mesmo contente e, apesar de ser uma atitude que devia ser “normal”, as campanhas de publicidade e sensibilização que nos falam em “salvar vidas”, promovem mesmo um certo sentimento de heroísmo do acto.
É passageiro, até tirar o penso do braço.
Entretanto, se quiserem, podem ir confirmar isto mesmo no complexo residencial da Universidade de Aveiro, hoje, até às 17h00. Se, como eu, andarem a adiar por terem dúvidas sobre se podem ou não ser dadores, deixem-se disso e vão, nem que seja só para esclarecer. E podem registar-se só como dadores de medula óssea, que é um acto muitíssimo importante.
Etiquetas: aveiro, cedace, cidadania, colheita-de-sangue, dadores, ipsangue, medula-óssea, ua
7 de Maio, 2008 às 22:33
és o meu herói, MUITO OBRIGADA
8 de Maio, 2008 às 12:18
Não sou nada, Ágata.
Se há heróis neste história são as pessoas que, como tu, são dadores “militantes” há anos.
Espero que a recolha de dados para o registo de dadores de medula óssea que organizaram na Murtosa, assim como esta em Aveiro, possa dar uma nova esperança às pessoas que aguardam um dador compatível. E espero que, cada vez mais, este registo fique independente das motivações circunstanciais do caso A ou B e passem a ser opções naturais.
11 de Setembro, 2008 às 12:06
Olá João,
Vim aqui dar por acaso!
Eu fui chamada para doar medula, primeiro ainda tenho que fazer mais testes para ver o grau de compatibilidade mas espero que corra bem…
No meu blogg vou escrever tudo no sentido de acabar com mais uns medos infundados.
Fica bem
11 de Setembro, 2008 às 12:19
Muitos parabéns pela coragem e generosidade, Duda.
E obrigado por estar disponível para partilhar a sua experiência.