Finalmente! Os crimes da Praxe serão tratados como crimes

Aparentemente, a posição de Mariano Gago que já tinha comentado por aqui, é mesmo para ser consequente, e o Ministério do Ensino Superior vai denunciar qualquer “prática de ilícito” nas praxes, responsabilizando também a omissão por parte das Universidades e das Associações de Estudantes. É como se, de repente, entrasse um xerife no faroeste em que se transformam os campus universitários nas alturas das praxes. A ver vamos até onde vai a convicção de Mariano Gago e qual será a reacção dos diversos intervenientes no sistema.

Vale a pena sublinhar este trecho da carta que o ministro fez chegar às Universidades:

“A degradação física e psicológica dos mais novos como rito de iniciação é uma afronta aos valores da própria educação e à razão de ser das instituições de ensino superior e deve pois ser eficazmente combatida por todos, estudantes, professores e, muito especialmente, pelos próprios responsáveis das instituições”, sublinha o membro do Governo.

4 pensamentos em “Finalmente! Os crimes da Praxe serão tratados como crimes

  1. “Finalmente! Os crimes da Praxe serão tratados como crimes”

    Os crimes sempre foram tratados como crimes e não faz sentido que seja doutra forma. Não percebo a pertinência da afirmação.

  2. sao estes meninos que sempre foram proscritos do meio universiário.

    Mas com boa justificação, a de que as actividades intelectais nao se coadunavam com a vida académica.

  3. @José Silva: não se apercebeu, então, das decisões judiciais que aceitaram o argumento “Praxe Académica” para “desclassificarem” crimes (ofensas corporais, por exemplo)? ou do testemunho dado em Tribunal por professores e outros responsáveis académicos, no tristemente célebre caso do Instituto Superior Agrário de Santarém, que aceitavam como “normais no contexto das praxes” práticas que se provaram criminosas? ou do clima execrável de pressão exercido sobre quem tenta denunciar as práticas criminosas da Praxe, como foi o caso no Piaget?
    Nos raros momentos em que alguém consegue resistir às pressões e denunciar estes casos e, sobre eles, a comunicação social faz incidir as atenções, temos razões de sobra para acreditar que, não só estamos a olhar para a ponta do icebergue, como o clima nas Universidades é de cumplicidade total. Por isso é que as declarações de Mariano gago são importantes e é importante que todos os responsáveis (por acções ou omissões) saibam que podem vir a ter que responder pelos seus crimes.

    Quanto ao comentário do anónimo “democrata cristão, obviamente”, não percebi nada. Deve ser do avançado da hora.

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