A Comissão: assustador!

O que me parece mais extraordinário n’A Comissão é que os momentos mais cómicos e as intervenções mais ridículas são citações reais de pessoas “sérias”, em contextos e locais “sérios”, em circunstâncias muitas vezes “graves”. Episódios passados em salas de reuniões, como aquela em que a peça acontece, ou mesmo em locais mais públicos e solenes, como as Comissões e Audições Parlamentares. Episódios a que assistimos todos via comunicação social, na maior parte dos casos. E a realidade, mais uma vez, supera a ficção e é isso que nos faz rir, mas nos assusta, ao mesmo tempo: “é que é mesmo assim!“, dizia algum do público com mais experiência nestas andanças.

Visões Úteis está, por isso, de parabéns: é que espectáculos assim alteram a forma como cada um de nós olha para o que nos rodeia. Acredito mesmo que será difícil a qualquer espectador d’A Comissão conter o riso quando ouvir ou ler um desses personagens da vida real que nos explica que devemos ter “confiança e avançar, sem medo, juntos“, ou tenta demonstrar, com termos técnicos, de preferência em inglês, porque é que o trabalho deles é tão importante, mesmo que ninguém perceba o seu processo, conteúdo ou efeito.

Como este, por exemplo:

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