Solo para olhos bem fechados

Sem percebermos bem como, habituámo-nos a viver no escuro. Uns apenas a sobreviver, outros a prosperar. Mas todos no escuro.
E a verdade é que, neste escuro pesado que cai sobre nós, ainda que sintamos os sinais da existência dos outros, dificilmente nos podemos de facto reconhecer. E no mais brilhante dos dias, saídos da caverna, havemos de olhar uns para os outros e perguntar “quem és? o que fazes? o que fazias ali, no escuro?”. E nem todos seremos capazes de responder.

Foi hoje, no Passos Manuel, em noite de Tell.

Deixar uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Pode usar estas etiquetas HTML e atributos: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>