jazz.pt #37 já nas bancas

O número 37 da jazz.pt já está nas bancas.

O destaque de capa vai para Wadada Leo Smith que vem ao Jazz em Agosto.

O “meu” destaque vai para o “forward” que assinala os 10 anos dos Soopa. Além disso, escrevo sobre a presença de Pauline Oliveros e Elaine Summers em Serralves, sobre o concerto de Elliot Sharp’s Carbon na Casa da Música e sobre os discos de José Valente and Experiences of Today e Tubab, de Jorge Queijo e Sérgio Carolino.

Enjoy!

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Instrumento descartável – palhinha 01

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=MQbS87qFPak[/youtube]

Há imensas instruções disponíveis online sobre como fazer este “instrumento de palheta dupla” e muitas variações. Mas basta achatar e cortar a ponta duma palhinha de plástico para fazer a palheta dupla e cortar uns furos para os dedos na própria palhinha para ficar com um brinquedo giro que quase parece capaz de tocar uma escala. Um dos sítios onde tudo isto está bem explicado é no site sciencetoymaker.org e há várias actividades propostas ali que funcionam bem com miúdos e graúdos.

O Júlio Vasconcelos também tem uma versão mais elaborada no seu canal do YouTube.

Nota: a Maria, que tem 3 anos, consegue, ocasionalmente fazer um ruído com esta “palheta”, mas uma das amiguinhas dela, com a mesma idade, não consegue. Creio que seja simples fazer coisas com este instrumento com crianças a partir dos 4. Talvez possa experimentar daqui a pouco.

Comunicação Social no seu melhor (sobre a supressão do comboio Porto-Vigo)

A CP decidiu acabar com a ligação ferroviária Porto-Vigo, dando um triste exemplo do que nos espera face às anunciadas privatizações. O Público dá a notícia de que a “CP suprime ligação Porto-Vigo a partir de domingo” e, na página da notícia, podemos ver, nos títulos relacionados, que os “Espanhóis aceitam fim da ligação de comboios Porto-Vigo“, mas que o “Autarca de Vigo lamenta fim da ligação ao Porto“.

Estará o Público a pôr em causa a nacionalidade do autarca de Vigo ou a alertar para as diferentes perspectivas entre o poder político local e a população? Nada disso: os “espanhóis” a que se refere o título acerca da aceitação deste fim anunciado, referem-se à Renfe, a operadora ferroviária espanhola.

Qual será o critério editorial que justifica estes títulos?