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“O Álbum” estreia hoje no PerFormas

Terça-feira, 18 de Novembro, 2008

Pois é: o PerFormas - Estúdio de Artes Performativas reabriu no dia 13 e tem uma programação intensa e diversificada, com concertos, performances, instalações… vale a pena ir (re)descobrir o espaço e o projecto. Visitem o blog para estarem a par da programação.

Hoje, às 22h00, estreia O Álbum, “uma criação híbrida que entrecruza os universos da performance, da fotografia, do vídeo, da imagem em tempo real, da música e utilizando como fio dramatúrgico condutor alguns fragmentos de textos de Câmara Clara de Roland Barthes e de Crave de Sarah Kane.” É uma criação e performance da Helena Botto, para a qual contribuem vários artistas da “nossa praça”. A banda sonora original e sonoplastia, por exemplo, é do João Figueiredo, o que, no meu caso, acrescenta uma óptima razão extra para estar na estreia a dar-lhe todo o meu apoio.

A performance está em cena de 18 a 22 de Novembro (3ª a sábado), sempre às 22h00. E há mais para ver e ouvir no renovado PerFormas.

Nota breve: no dia 22, também no PerFormas, a Beatriz Portugal vem cantar Sweet Punk & Jazz. A Beatriz é outra amiga de longa data, a cujo concerto não poderei assistir porque vou estar fora. :( Vão vocês, da minha parte, ok?

Filmes da Terra do Pai Natal

Terça-feira, 18 de Novembro, 2008

Turilas & Jäärä

Filmes da Terra do Pai Natal é um projecto do Space Ensemble em parceria com Finnish Film Contact e conta com o apoio da Embaixada da Finlândia em Lisboa.

O programa, foi especialmente criado para as crianças do ensino pré-primário e primário, e é composto por curtas metragens de animação, contemporâneas, do realizador Heikki Prepula e de episódios da série Turilas & Jäärä, dos realizadores Ismo Virtanen e Mariko Härkönen.

Neste projecto o Space Ensemble apresenta-se com Ana Veloso (guitarra),  Eleonor Picas (harpa), Henrique Fernandes (contrabaixo e acordeão), João Martins (saxofones, melódica, flauta e berbequim), João Tiago Fernandes (bateria e marimba), José Miguel Pinto (guitarra e theremin), Nuno Ferros (electrónicas) e Sérgio Bastos (piano).

As sessões na Casa da Música, segundo nos informaram, já estão esgotadas, mas temos datas confirmadas ainda antes do Natal, em Viseu, Aveiro e no Alandroal.

A lista total em 2008 (para já) é esta:

Casa da Música, Porto
20 e 21 de Novembro 2008 | 11h00 e 14h30 (Sessões reservadas para Escolas)
13 de Dezembro de 2008 | 16h00

Teatro Viriato, Viseu
5 de Dezembro 2008 | 10h30 e 15h30 (Sessões reservadas para Escolas)
6 de Dezembro 2008 | 16h00

Teatro Aveirense, Aveiro
10 de Dezembro 2008 | 10h30

Fórum Cultural Transfronteiriço do Alandroal
12 de Dezembro 2008 | 10h30

Nós estamos a gostar imenso desta experiência e esperamos ansiosamente que as crianças adiram.

Eu, pessoalmente, ando a tentar encontrar uma boa estratégia para a Maria poder assistir, apesar de não ser uma coisa pensada para bebés.

Orquestra de Altifalantes no Teatro Aveirense

Sexta-feira, 7 de Novembro, 2008

Este post vem com uns dias de atraso, mas ainda a tempo para os mais disponíveis:

A Orquestra de Altifalantes da Miso Music Portugal está em Aveiro para um concerto hoje (7 de Nov.), no Teatro Aveirense:

Ciclo Arte e Novas Tecnologias
Música Electrónica com a Orquestra de Altifalantes
Miso Music - Cinema dos Sons

A Orquestra de Altifalantes da Miso Music Portugal é um sistema de projecção sonora destinado tanto à difusão da música electroacústica sobre suporte como à difusão da música electroacústica com a intervenção de instrumentistas.
Tem como objectivo principal introduzir na música electroacústica a dimensão interpretativa, e com o sentido também de ritualizar o acto do concerto e de possibilitar uma comunicação expressiva com o público.
Para isso era necessário criar um instrumento de difusão sonora suficientemente flexível para se adaptar às referidas necessidades interpretativas e assegurar uma qualidade de difusão ímpar.
O sistema global é constituído por 40 a 60 altifalantes e é ele próprio constituído por 6 sub-sistemas diferentes de altifalantes colocados por todo o espaço da sala de concertos, tanto no plano horizontal como no eixo vertical, de forma a possibilitar um número alargado de planos e de perspectivas sonoras.
Um número máximo de 32 canais de distribuição e um interface de controlo com 32 faders permite controlar em tempo real 32 altifalantes ou grupos de altifalantes, configurados independentemente para cada obra musical a difundir.

O sistema é fabuloso e o trabalho de difusão e interpretação do Miguel Azguime é de altíssimo nível. Tive o privilégio de estar quer no seminário sobre composição electroacústica, no dia 5, quer no workshop de difusão e interpretação com a orquestra de altifalantes, ontem e hoje, e tenho imensa pena de não poder assistir ao concerto de hoje à noite. Os exemplos que nós, participantes no workshop, apresentámos em ensaio aberto, hoje à hora do almoço, não permitiram mais do que ficar com uma vaga ideia do que este sistema de difusão permite. Se puderem, aproveitem.

Amanhã, sábado, dia 8, ainda pela mão do Miguel Azguime apresenta-se o Itinerário do Sal, no Ciclo Arte e Novas Tecnologias, que também trouxe a Aveiro o Space Program do Rafael Toral.

Acredito que a apresentação do Itinerário do Sal, uma “new op-era” (nas palavras do compositor) internacionalmente premiada, será um momento singular no percurso do Teatro Aveirense e, por isso, no percurso da cidade. E mais não digo.

Lisboa

Quarta-feira, 15 de Outubro, 2008

Estou em Lisboa.

Quem tiver prestado alguma atenção ao blog nos últimos tempos sabe que é por causa da temporada do Muna no TNDMII e já deve ter percebido que o tempo para escrever aqui no blog não abunda. E mesmo que tivesse tempo, não sei se teria grande energia, confesso. E se tivesse, não devia conseguir fazer coincidir isso tudo com um momento em que tivesse acesso à Internet.*

(Além disso, as saudades fazem-me passar mais tempo ao telefone e menos no computador.)

Obviamente que não é a primeira vez que estou em Lisboa, nem sequer é a primeira vez que por aqui estou em trabalho. Mas é a primeira vez que estou de forma mais prolongada e com a sensação de que, temporariamente, é aqui que tenho que “morar”. E é mais estranho do que esperava. O meu instinto natural, relativamente inconfessável, faz-me sentir mais “tripeiro” quando estou em Lisboa, o que tem a sua “graça” quando venho num fim-de-semana ou para dar um concerto, mas, ao fim de vários dias, começa a fazer-me pensar de onde me vem esta reacção “intestina”.
Talvez tenha a ver com o facto de, em Lisboa, me sentir sempre relativamente “estrangeiro”. Não pela estranheza do território ou das pessoas e da sua diversidade, mas pela escala (ter mudado do Porto para Aveiro talvez acentue a minha dificuldade em lidar com cidades maiores) e pela sensação de ter muito pouco em comum com as pessoas à minha volta.

Hoje, depois da estreia do espectáculo para a infância, durante um belo almoço no FrutAlmeidas (os pastéis de massa tenra e os sumos de fruta são tão bons ou melhores do que a minha irmã vinha anunciando), consegui verbalizar melhor esta forma de “estranheza” ou “desconforto”: sinto nitidamente que há muito poucos assuntos da minha “agenda cívica” que sejam comuns à maior parte dos lisboetas. E vice-versa. As questões que mais me preocupam, no meu quotidiano em Aveiro e no Porto, são absoluta e naturalmente estranhas aos lisboetas. E aceito com naturalidade que o contrário é absolutamente real. Mesmo assuntos genéricos e preocupações “nacionais” têm que ser verbalizados e ilustrados de forma diferente. E não é natural que haja acordo acerca do que são as nossas prioridades.

Pode parecer ridículo falar-se de forma tão “radical” acerca de diferenças e assimetrias locais e regionais num rectângulo tão pequeno como este, e só com 10 milhões de pessoas. Mas aqui, à minha volta, se é verdade que estão concentradas quase metade dessas pessoas, também é verdade que está concentrado muito mais de metade do poder político e económico. E é isso que é desconfortável: sentir que a esmagadora maioria das decisões que afectam o meu quotidiano é tomada por gente que lhe é completa e naturalmente alheia. E se me pedirem para eleger um assunto tipicamente “lisboeta” que afecta todo o território nacional, é fácil: a suburbanidade. Eu não conheço território suburbano fora da região de Lisboa e Vale do Tejo. A discussão técnica não é fácil, mas eu partilho da visão de alguns geógrafos e urbanistas que consideram que o espaço urbano contínuo entre Aveiro e Viana do Castelo, constitui um fenómeno de conurbação, onde múltiplos pólos urbanos se intersectam e promovem cruzamentos de pessoas, serviços e mercadorias, sem uma hierarquia clara que permita falar de urbes e subúrbios. Além disso, uma parte significativa das cidades portuguesas não chega a ser propriamente “urbana”, pelo que não faz sentido falar de “suburbanidade”. Ou, numa visão mais distanciada, poder-se-ia dizer que todo o país é sub-urbano, relativamente à região da capital, onde existe uma cultura urbana e suburbana real, que no resto do país ainda se cruza muito com uma raíz profundamente rural. Este problema de desenvolvimento, gestão e planeamento territorial marca de forma profunda a agenda nacional, mas devia reconhecer-se a sua natureza específica. E aceitar com naturalidade que a simples diferença de escala e de modelo de desenvolvimento urbano traça fronteiras no país, que não se podem ignorar.

Devia ser simples, não?

Mas pergunto-me (e a vocês, que me lêem, já agora) se, da mesma forma que me ajudou estar nesta condição de “estrangeiro” para me pôr a pensar nisto (outra vez), não precisaremos todos de conhecer melhor o país todo, partindo, sempre que possível, dessa condição de “estrangeiro” que resulta, necessariamente, duma certa disponibilidade para nos alhearmos do que já julgamos saber. Será esse exercício possível?

* Aceito sugestões de locais agradáveis na vizinhança do D. Maria (Rossio) ou perto da estação de Metro da Av. de Roma (onde estou alojado) com acesso rápido e gratuito (wireless, preferencialmente) e onde se possa trabalhar. Tem mesmo que ser um sítio simpático, porque preciso de uma tomada, já que a bateria do meu velhinho portátil não colabora.

Pela sua saúde…

Segunda-feira, 29 de Setembro, 2008

No Centro de Saúde de Aveiro (onde temos sido acompanhados exemplarmente), esforçam-se por dar conselhos e responder a perguntas frequentes sobre vários temas importantes. Num painel sobre a vacina da gripe, encontrei esta questão, que muito agradaria ao Caçador de Pérolas, Pedro Aniceto:

Centro de Saúde de Aveiro. Perguntas Frequentes e  Conselhos sobre a vacina da gripe: \"Não posso tomar a vacina quando estou a tomar antibióptico?\"

Mas esta pergunta fez-me pensar noutra, presumindo que apenas são prescritos “antibiópticos” a ciclopes em maus lençóis: quantos ciclopes farão parte da população que este Centro de Saúde serve, para que esta pergunta seja assim tão frequente? ;)

O melhor da Escola

Segunda-feira, 29 de Setembro, 2008

Como é que o professor Arsélio mudava e melhorava a relação dos alunos com o ensino da Matemática?
Só tenho uma hipótese. Continuar a fazer o meu trabalho. ABraçar os alunos quando é caso disso, ralhar com eles quando é necessário. E tentar com todos os exemplos à minha disposição mostrar que a Matemática é uma coisa de importância vital. A minha posição é esta: quando uma pessoa pensa que uma coisa é importante, tenta aprendê-la e fazê-la bem. Todos os alunos que são maus a Matemática fazem muitas coisas bem. Porquê? Porque para eles são coisas importantes. A Matemática é que não é uma delas. O problema é de cultura. Os pais não entendem isto e desculpam a falta de cultura científica. QUnado perceberem que é vital, vão aprendê-la. Não pode ser feito doutra maneira.

O professor Arsélio Martins responde a perguntas do aluno Tomás Fidélis, na Pública de 28.09.08

Arsélio e Tomás são o melhor da escola (Pública 28.09.08)

Aveiro Jovem Criador ‘08

Domingo, 28 de Setembro, 2008

Jovem Criador Aveiro, Exposição de 4 de Outubro a 2 de Novembro

A mostra dos trabalhos seleccionados e premiados no Concurso Aveiro Jovem Criador ‘08 acontece de 4 de Outubro a 2 de Novembro na Galeria dos Paços do Concelho e no Salão Nobre da Casa Municipal da Cultura, aqui em Aveiro. Colaborei na selecção, avaliação e atribuição do prémio na área de Artes Digitais, na minha primeira experiência como membro de júri e foi uma experiência interessante. Como durante esse processo se levantaram algumas questões pertinentes sobre processos e ferramentas de criação nesta área das “Artes Digitais”— sejam elas o que forem—, fui desafiado a organizar um workshop e aceitei. Assim, no último fim-de-semana da exposição (31 de Outubro e 1 de Novembro), oriento um Workshop de Introdução ao Pure Data. São só 8 horas e os objectivos são, acima de tudo, apresentar o Pure Data e manipular os seus conceitos fundamentais, na expectativa de aumentar a massa crítica de utilizadores a contribuir para a comunidade.

Farei os meus melhores esforços para que quem decidir participar possa passar pelo processo de construir “patches” e fique capaz de:

  • compreender os conceitos básicos de algoritmia e programação por objectos para estruturar, planificar e implementar “patches” personalizados
  • criar osciladores e modular frequência e amplitude (com controladores MIDI externos e outros osciladores)
  • criar um audio player, básico (com controlo MIDI externo)
  • criar um video player, básico (com controlo MIDI externo)
  • interligar dados de áudio, MIDI e vídeo
  • usar matrizes de dados e visualizar gráficos para representação de som

O cumprimento destes objectivos e/ou a sua superação, dependerá de quem se inscrever, mas o Workshop será sempre apenas introdutório. Veremos os resultados.

Se eu tivesse conta no Twitter

Sexta-feira, 19 de Setembro, 2008

… diria que um grupo de espanhóis de alguma idade (galegos, presumo), em visita turística à nossa cidade de Aveiro, estão a cantar em grupo, de forma espontãnea e com bastante qualidade, canções tradicionais, na praça por baixo da janela do meu escritório.

Normalmente, a praça tem música (muito pouco variada) fornecida por uma loja de discos, mas assim é bem mais humana. Pena que tenham que ser turistas espanhóis a animar a malta.

Como não tenho conta no Twitter, perdi muito mais tempo a escrever e publicar este post. :(
Mas evito (mais) um fluxo constante de distracções. ;)

Comer em casa

Sábado, 26 de Julho, 2008

Quando eu era criança, comia-se quase sempre em casa e a comida era quase sempre feita em casa. Às vezes íamos a restaurantes, outras levávamos a comida e faziam-se piqueniques. Outras ainda, para desenrascar, iam-se buscar uns frangos de churrasco. Havia pessoas que iam buscar outras comidas aos restaurantes para levar para casa, mas o mais comum era o frango de churrasco feito à nossa frente e posto num saco de papel. Umas vezes levávamos batatas fritas de pacote, outras levávamos as batatas e/ou o arroz da mesma churrasqueira. Não me lembro se se usava ou não o termo “take away” (é bem possível que sim), mas tenho ideia que só na minha adolescência é que surgiram serviços de entrega de refeições ao domicílio aqui em Aveiro. Podem ter surgido antes, mas não deviam ser comuns. As “refeições para fora” ou “take away” foram sendo cada vez mais comuns em todo o tipo de restaurantes para todo o tipo de clientes e com todo o tipo de “requintes”, desde a caixa de cartão da pizza, às embalagens de esferovite, passando pelas marmitas de metal e pelos tachos e panelas que os próprios clientes deixavam nos sítios do costume.

O ritmo a que estas coisas evoluíram deve variar muito de local para local e o grau de utilização destas simples “refeições para fora”, das encomendas via telefone e, depois, das entregas ao domicílio deve ser um indicador engraçado de qualquer coisa que fica entre o cosmopolitismo, a preguiça, o esboroar da estrutura familiar tradicional, a modernidade e a pós-modernidade, a industrialização da restauração, a globalização…

Vem isto tudo a propósito de ser agora possível, aqui em Aveiro, através de um só serviço (um franchise que parece estar a crescer em zonas “modernaças” do país), encomendar e receber, no conforto do lar, refeições de alguns bons restaurantes da cidade. O serviço chama-se NoMenu e não me pagam publicidade. Só que entregaram para o nosso jantar de hoje uma pizza da Pizzarte, e isso merece uma referência. :)

A lista de opções e restaurantes em Aveiro é interessante, assim como a possibilidade de encomendar refeições de mais do que um dos sítios para uma única entrega. Mas lembrem-se de verificar as opções todas no site antes de encomendar: os folhetos impressos dão a sensação de menús muito reduzidos e ficar a saber, a posteriori, que podia ter comido uma Calzone e, eventualmente, um crepe com gelado de sobremesa, pode provocar uma certa sensação de desconsolo. ;)

Música na Praça do Peixe, Aveiro

Sexta-feira, 18 de Julho, 2008

Apesar de ter começado no princípio do mês, só agora é que me apercebi que há concertos e animação no Coreto da Praça do Peixe em Julho e Agosto. O Rui Pedro Andarilho, que toca hoje, mandou-me o cartaz por mail:

Cartaz do Música na Praça 2008

Para animar as noites de Verão e, espero eu, para animar a vida cultural da cidade. Só é pena só haver concertos à noite, aparentemente. O de hoje, de acordo com a regra, creio, é entre as 22h e as 24h. Seria interessante um plano para animar as tardes, com uma componente de dinamização turística também. O ano passado aconteceu, mas nem sempre da melhor forma. São, de facto mecanismos que é preciso testar e afinar, mas acima de tudo, persistir, para criar hábitos.