Arquivo da Categoria ‘blog’

Rendição

Segunda-feira, 25 de Maio, 2009

Como podem ver, ali na barra lateral, rendi-me ao Twitter. Era previsível, mas não sei exactamente como é que vou usar a ferramenta. Integrei com o blog, através do TwitterTools, e vou ter os meus artigos automaticamente “tweetados”, além de ter os “tweets”, disponíveis na barra lateral. E vou testar uma integração com a minha conta no delicious, através do Mahalo Share. Aceito sugestões sobre outras possibilidades. O principal objectivo é manter-me ao corrente das possibilidades das ferramentas de micro-blogging, para poder avaliar da pertinência estratégica de cada uma delas.

Singularidades gravitacionais semânticas no espaço virtual

Terça-feira, 19 de Maio, 2009

Como já devem ter percebido, neste blog escreve-se sobre muitos assuntos. Mas como usei a palavra “sedução” no título dum post recente, os avançados algoritmos usados pelo AdSense para apresentar publicidade relevante no contexto do blog parecem ter sido sugado pelo incrível campo gravitacional desta palavra:

Publicidade no blog com a distorção introduzida pela palavra \"sedução\"

Para mim, estas “singularidades gravitacionais semânticas” não são novidade, mas nunca me tinha apercebido dum exemplo tão disparatado e/ou evidente, com excepção dos hilariantes anúncios a comida de cão e remédio para pulgas no blog do Pedro Aniceto, claro.

Também sei que, por causa da classificação deste post no sistema de tabs e categorias, com referências ao AdSense, ao Google e questões similares, tudo isto vai mudar rapidamente para o maravilhoso mundo das optimizações para motores de busca (SEO e SEF), optimização de conteúdos para criação de rendimento através de publicidade and so on… em algumas coisas, as singularidades da web são muito previsíveis. ;)

Uso, Permanência e Existência: os 3 estados “online”

Quinta-feira, 9 de Abril, 2009

Nos dias com muito tempo livre (mesmo que o tempo só seja livre em algumas áreas mais irresponsáveis do meu subconsciente), dou por mim a pensar em coisas parvas com uma certa conotação filosófica.

Hoje, por exemplo, a propósito de passar grandes temporadas sem ter sequer uma ligação à internet e, apesar disso, haver gente que acha que eu tenho uma existência “online”, cheguei à conclusão de que existem 3 estados ou modos de interagir com a internet (refiro-me a sites, correio electrónico e todos os protocolos e serviços baseados na rede). Estes “estados” são aplicáveis aos indivíduos e às organizações, ainda que com adaptações, como se percebe. E quer os indíviduos, quer as organizações são capazes de mudar entre estados, da mesma maneira que a água se evapora ou solidifica, de acordo com a temperatura.

  • Uso — é o estado mais elementar de interacção. As pessoas que simplesmente “usam” a internet fazem-no da mesma forma que usam telefones, televisões, jornais ou mesas de café. A sua vida não foi (conscientemente, pelo menos) mudada pela utilização desta ferramenta. Abordam os conteúdos online como leitores-consumidores e não interagem profundamente nos sites que consultam. Usam o correio electrónico e/ou trocam mensagens instântaneas com colegas e amigos. Não participam em comunidades ou fóruns, mas podem ocasionalmente, comentar um artigo num jornal e podem até ter um perfil no hi5 ou sucedâneo, porque um amigo ou conhecido sugeriu. Não se sentem parte da internet e não sentem (conscientemente) a sua falta, ainda que possam ser os primeiros, no trabalho ou na escola, a queixar-se se houver um corte no acesso.
  • Permanência — é o que acontece a um utilizador que se entrega aos (ou é absorvido pelos) mecanismos de interacção das diversas plataformas online. As pessoas que “permanecem” ou, mais simplesmente, que “estão” online, não se limitam a “usar” as ferramentas. Sentem-se parte do fenómeno e têm actividades regulares de definição de território pessoal: criam um blog, registam-se em várias redes sociais, de acordo com os seus perfis, comentam artigos em sites de vários tipos, participam em fóruns… isto além de usarem o correio electrónico e as mensagens instantâneas para todas as áreas da sua vida: família, trabalho, lazer, etc. A internet mudou a vida destas pessoas, e elas têm consciência disso. Identificam os “seus” espaços, privados e comunitários. Fazem da sua actividade e do seu “território” online, parte da sua apresentação e descrição como pessoas. E, claramente, há coisas que não saberiam fazer sem estas ferramentas.
  • Existência — quando quem “está” online, fica tão absorvido por ferramentas e serviços online que se convence que para cada uma das áreas da sua vida há alguma coisa online que pode melhorar ou facilitar a sua vida real e que, quando isso não acontece, começa a descurar esses aspectos da realidade, pode-se afirmar com propriedade que essa pessoa passou a “existir” online. São as pessoas que, conscientemente ou não, tentam assegurar-se de que terão sempre uma forma de estar ligados, mas mais do que isso, são as que fazem um investimento emocional desproporcionado na sua actividade virtual. Não são necessariamente as que têm net nos telemóveis e placas de banda larga portátil, mas são as que twittam no percurso entre casa e trabalho, as que, em vez de perguntarem a quem passa, usam um site ou serviço online para saber onde fica a farmácia ou o restaurante mais próximo. As que dão por elas a pensar, a cada momento, que deviam ter consigo uma máquina fotográfica ou de filmar para poderem transformar cada pedaço de realidade em registo digital partilhável. Mais do que isso; as que têm dificuldade em captar, usufruir e reagir ao mundo físico que as rodeia, mas têm um interesse quase mórbido pelas últimas actualizações no seu agregador de conteúdos, ou pelos vídeos mais populares do YouTube, ou…

Acho que já devo ter passado por estes 3 estados, em níveis diferentes e por razões diferentes e acho que conheço pessoas mais ou menos estabilizadas em cada um deles. Mais do que isso, conheço pessoas que ocupam variadíssimos lugares intermédios nesta escala ultra-simplificada e sei que o processo que nos leva duns estados a outros resultam duma mistura complexa de decisões conscientes, omissões e constrangimentos. Sei que me sinto limitado ou “reduzido”, quando não posso fazer mais do que “usar” a internet. Sei que já me assustei com a sensação de que tinha estado a “existir” online. Sei que sinto algum conforto no “meu” espaço online. Mas (agora) sei que nada disto é verdadeiramente relevante comparado com a esmagadora dimensão que tem a vida real.

O diário de bordo (re)feito pelos seus leitores

Sexta-feira, 3 de Abril, 2009

Porque o comentário do NS faz todo o sentido, os artigos escritos para a jazz.pt vão aparecer de forma faseada, para poupar os leitores à “enxurrada”. Será a um ritmo mais rápido do que um texto por semana, num compromisso entre a minha vontade de pôr tudo disponível e um certo conforto de leitura.

Para quem já tinha posto os olhos neste ou naquele artigo, não se preocupem: tudo ficará publicado em pouco mais de uma semana, incluindo a cobertura do Guimarães Jazz 2008, que fiz para o número 22 da revista.

Prometo ser mais cuidadoso na gestão da publicação, no futuro e espero que assim, possam ler com mais calma e visitar com alguma frequência o estaminé.

Cá vos espero.

Para quê publicar os artigos escritos para a jazz.pt?

Quinta-feira, 2 de Abril, 2009

Como terão notado, reiniciei a publicação de textos escritos para números antigos da jazz.pt e tenciono publicar aqui, com autorização da revista, obviamente, todos os artigos escritos e já publicados.

O objectivo é duplo: por um lado, acredito poder contribuir para a promoção da revista e, por outro, interessa-me recolher opiniões acerca da minha colaboração específica. Não sou jornalista nem crítico e tenho relativamente a esta “função”, uma atitude peculiar.

Também sei que a crítica da crítica é normalmente um exercício reservado para as mesas de café, mas se alguém sentir que me pode ajudar a melhorar, agradeço.

E depois dum longo silêncio…

Segunda-feira, 23 de Março, 2009

… vinha só partilhar convosco a incrível sensação que o Carmex proporciona.

Carmex, imagem da WikipediaParece-vos anormal esta “interrupção para publicidade”? Experimentem passar um fim de semana de mudança de estação a tocar saxofone 4 a 8 horas por dia, num ambiente muito seco… Desde que ouvi o João Guimarães, colega saxofonista que descobriu o Carmex em Nova Iorque, a tecer-lhe rasgados elogios que andava a pensar se seria coisa que se encontraria por cá, ou se teríamos algo equivalente. Hoje, descobri que se vende na minha farmácia do costume, apesar da farmacêutica nunca ter ouvido falar do produto e não se lembrar de alguém ter comprado alguma vez. Comprei, pus nos lábios e…

Se precisam de alguma coisa para hidratar, proteger e ajudar a recuperar os lábios muito secos ou gretados, seja por tocarem instrumentos de sopro, seja por passarem muitas horas em ambientes hostis, seja porque razão for, experimentem. Há outros produtos que devem ser tão bons como este, mas pela “mística” e pelo humor do site deles, vale a pena fazer esta escolha.

Novelas no blog #2: a liberalização do domínio .pt (questões de valor e especulação)

Terça-feira, 3 de Março, 2009

Outra “novela” recente, em termos de participação de leitores aqui do blog, é a discussão acerca dos vícios e virtudes da liberalização do domínio .pt, sobre a qual escrevi em Maio de 2008, e que, recentemente, originou uma troca intensa e extensa de comentários entre dois leitores com visões bastante especializadas e particulares desta questão, por serem ambos, pelo que percebi, profissionais do ramo. A discussão centra-se precisamente no problema de determinar o eventual valor da terminação .pt num mercado liberalizado, ou seja, discute-se o real potencial de negócio especulativo presente no registo de novos domínios e sua posterior transacção. O conteúdo da discussão entre estes dois leitores, ainda que pareça representar pontos de vista opostos, vem apenas reforçar a minha ideia inicial: a liberalização do domínio não apresenta vantagens óbvias para os utilizadores da internet, nem para as organizações ou produtores de conteúdos que pretendam ter uma presença online com esta terminação. Os verdadeiros interessados na liberalização deste mercado são os intermediários (especuladores selvagens ou não) que olham para o registo de domínios livres como uma oportunidade de negócio. Chega-se mesmo a comparar o registo dum domínio com a aquisição dum terreno no qual não se pretende fazer nada, apenas com a perspectiva de que ele venha a ter valor no futuro… pois, para mim, a especulação imobiliária com casas, terrenos ou domínios online faz-me o mesmo tipo de confusão e provoca-me o mesmo tipo de repulsa. É verdade: não sou nem capitalista nem liberal e não acredito no mercado ou nas suas virtudes sem fim. Custa-me sequer pensar na criação de valor a partir do nada, não gosto de oportunistas e acho que os mercados (todos) têm que ser regulados. O dos domínios não devia ser excepção.

No meio dos comentários, escreveram-se algumas coisas graves acerca do estado actual da regulação do domínio .pt e, a confirmarem-se, ficamos apenas a saber que esta é mais uma das áreas em que o país é uma espécie de república das bananas. Continuo, por isso, pouco convencido das virtudes da liberalização e cada vez mais preocupado com o processo de regulação existente.

E registo com estranheza que alguém diga, como que a justificar a profundidade das intervenções aqui no blog, que há poucos sítios onde se fale sobre isto. É verdade? Esta não é uma questão pertinente na blogosfera “especializada”?

Novelas no blog #1: o escândalo Enjoy (Web Designer / iCreate)

Terça-feira, 3 de Março, 2009

Em Dezembro de 2007, aquando do lançamento da revista Web Designer, pela Enjoy (a mesma editora da iCreate), escrevi sobre aquilo que me pareciam falhas elementares da revista, que poderiam pôr em causa, de forma desnecessária o seu sucesso editorial. Longe de mim pensar que esse artigo iria dar origem a uma das mais longas trocas de comentários e que a situação das duas revistas editadas pela Enjoy chegaria a um ponto tão deprimente. Neste momento, esse artigo conta com mais de 100 comentários, na sua esmagadora maioria de leitores e ou assinantes das duas publicações, em claro litígio com a editora, que não foi capaz de cumprir os seus mais elementares deveres. Para os devidos efeitos, o que se passa neste momento com a Enjoy e com as suas duas publicações, Web Designer e iCreate, é um escândalo inadmissível e merece toda a atenção judicial com que alguns leitores já a terão brindado. Mas, dia-após-dia, chegam aqui mais comentários e, da parte da editora não parece haver nenhum esforço de esclarecer seja o que for ou assumir as suas responsabilidades e, quem sabe, proteger o seu nome e o das suas publicações. E isso é mesmo muito estranho. Já voltei a escrever sobre a gravidade desta situação aqui, mas o arrastar da novela assusta-me: qunato ao comportamento da editora e quanto ao fraco funcionamento dos mecanismos de protecção dos consumidores.

Quanto mais tempo e quanto mais pessoas prejudicadas teremos que descobrir até que alguém encontre uma solução para o problema e obrigue a editora a tomar uma atitude digna?

Porque é que o Twitter não me convence

Terça-feira, 24 de Fevereiro, 2009

Quem me lê, por aqui, sabe que tenho alguma dificuldade em dizer seja o que for em 140 caracteres. Sou um tipo palavroso e prolixo, por natureza. Talvez essa seja a maior barreira que existe entre mim e o Twitter, mas não deixo de me surpreender quando ouço no vídeo de apresentação rápida que têm no site qualquer coisa como “a vida real acontece entre a escrita nos blogs e o envio dos emails”. Que vida real é a deles? Que vida real é a das pessoas adeptas do microblogging?

Não me interpretem mal: não pretendo emitir juízos de valor sobre os hábitos comunicativos de seja quem for, nem sequer estou em posição de questionar o peso que as tecnologias e/ou a internet podem ter no quotidiano das pessoas, mas… haverá por aí alguém que compreenda a minha relutância?

Este blog é visitado por pessoas normais… que estranho

Terça-feira, 2 de Dezembro, 2008

Confesso que quando imagino o universo de leitores deste blog, a imagem que resulta é construída um bocado à minha imagem e semelhança, como não podia deixar de ser. Mas as estatísticas, que às vezes, até sossegam essa minha costela narcisista, frequentemente demonstram, sem sombra de dúvida, que os leitores que cá vêm parar são pessoas normalíssimas:

Os browsers mais usados pelos visitantes do blog na semana que passou

Esta semana, como vêem, mais de 70% das visitas foram feitas com recurso ao vulgaríssimo Internet Explorer, seguido bem de longe pelo Firefox, o meu browser de eleição.

Será caso para ficar preocupado? Onde estão os meus leitores de “elite”? Como é que me “vulgarizei”? ;)

Terei que recorrer aos “desesperados” apelos para que as pessoas adoptem browsers modernos e fiáveis? Terei que escrever sobre Mac’s, iPod’s e sucedâneos, para aumentar a quota do Safari? ;)

Ou devo apenas ficar satisfeito com a “normalidade”?