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Terça-feira, 18 de Novembro, 2008

Filmes da Terra do Pai Natal é um projecto do Space Ensemble em parceria com Finnish Film Contact e conta com o apoio da Embaixada da Finlândia em Lisboa.
O programa, foi especialmente criado para as crianças do ensino pré-primário e primário, e é composto por curtas metragens de animação, contemporâneas, do realizador Heikki Prepula e de episódios da série Turilas & Jäärä, dos realizadores Ismo Virtanen e Mariko Härkönen.
Neste projecto o Space Ensemble apresenta-se com Ana Veloso (guitarra), Eleonor Picas (harpa), Henrique Fernandes (contrabaixo e acordeão), João Martins (saxofones, melódica, flauta e berbequim), João Tiago Fernandes (bateria e marimba), José Miguel Pinto (guitarra e theremin), Nuno Ferros (electrónicas) e Sérgio Bastos (piano).
As sessões na Casa da Música, segundo nos informaram, já estão esgotadas, mas temos datas confirmadas ainda antes do Natal, em Viseu, Aveiro e no Alandroal.
A lista total em 2008 (para já) é esta:
Casa da Música, Porto
20 e 21 de Novembro 2008 | 11h00 e 14h30 (Sessões reservadas para Escolas)
13 de Dezembro de 2008 | 16h00
Teatro Viriato, Viseu
5 de Dezembro 2008 | 10h30 e 15h30 (Sessões reservadas para Escolas)
6 de Dezembro 2008 | 16h00
Teatro Aveirense, Aveiro
10 de Dezembro 2008 | 10h30
Fórum Cultural Transfronteiriço do Alandroal
12 de Dezembro 2008 | 10h30
Nós estamos a gostar imenso desta experiência e esperamos ansiosamente que as crianças adiram.
Eu, pessoalmente, ando a tentar encontrar uma boa estratégia para a Maria poder assistir, apesar de não ser uma coisa pensada para bebés.
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Sábado, 8 de Novembro, 2008
Este blog é, de facto, sobre mim, mas nem sempre o tempo e/ou a vontade de escrever registam algumas coisas relevantes que me vão acontecendo e que, num blog sobre mim, ou num relatório da autoria duma entidade autónoma, abstracta e mais ou menos burocrática, focado na minha insignificante pessoa (tipo O que Diz de Molero, estão a ver?) teriam direito a algumas linhas.
As coisas que, por exemplo, justificam o acto de estar a escrever este artigo, sentado no Bar de Artistas da Casa da Música, às 10h30 da manhã de sábado. A presença no 4º Curso de Animadores Musicais é uma parte importante dum novo percurso que decidi começar, focando-me na descoberta e melhoria de vários aspectos, quer das minhas estratégias e práticas musicais, quer das “competências sociais” que tantas vezes me limitam na construção de melhores relações criativas e/ou na dinamização de trabalhos colaborativos. O processo, no caso deste curso, interessa-me mais do que as suas eventuais manifestações públicas, que terão também a sua importância, obviamente.
A razão que me põe aqui a esta hora, sendo a sessão de hoje, apenas à tarde, é outro facto relevante, sobre o qual, não tinha conseguido ainda dizer nada: o Space Ensemble está em processo de ensaios para o seu novo projecto, Filmes da Terra do Pai Natal, com estreia marcada também para a Casa da Música, a 20 de Novembro.
E promete.
Agora vou ensaiar…
Etiquetas:casa-da-música, curso de animadores musicais, space ensemble
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Segunda-feira, 29 de Setembro, 2008
Como é que o professor Arsélio mudava e melhorava a relação dos alunos com o ensino da Matemática?
Só tenho uma hipótese. Continuar a fazer o meu trabalho. ABraçar os alunos quando é caso disso, ralhar com eles quando é necessário. E tentar com todos os exemplos à minha disposição mostrar que a Matemática é uma coisa de importância vital. A minha posição é esta: quando uma pessoa pensa que uma coisa é importante, tenta aprendê-la e fazê-la bem. Todos os alunos que são maus a Matemática fazem muitas coisas bem. Porquê? Porque para eles são coisas importantes. A Matemática é que não é uma delas. O problema é de cultura. Os pais não entendem isto e desculpam a falta de cultura científica. QUnado perceberem que é vital, vão aprendê-la. Não pode ser feito doutra maneira.
O professor Arsélio Martins responde a perguntas do aluno Tomás Fidélis, na Pública de 28.09.08

Etiquetas:arsélio-martins, ensino, escola, escola secundária josé estêvão, matemática, pública, tomás fidélis
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Domingo, 28 de Setembro, 2008

A mostra dos trabalhos seleccionados e premiados no Concurso Aveiro Jovem Criador ‘08 acontece de 4 de Outubro a 2 de Novembro na Galeria dos Paços do Concelho e no Salão Nobre da Casa Municipal da Cultura, aqui em Aveiro. Colaborei na selecção, avaliação e atribuição do prémio na área de Artes Digitais, na minha primeira experiência como membro de júri e foi uma experiência interessante. Como durante esse processo se levantaram algumas questões pertinentes sobre processos e ferramentas de criação nesta área das “Artes Digitais”— sejam elas o que forem—, fui desafiado a organizar um workshop e aceitei. Assim, no último fim-de-semana da exposição (31 de Outubro e 1 de Novembro), oriento um Workshop de Introdução ao Pure Data. São só 8 horas e os objectivos são, acima de tudo, apresentar o Pure Data e manipular os seus conceitos fundamentais, na expectativa de aumentar a massa crítica de utilizadores a contribuir para a comunidade.
Farei os meus melhores esforços para que quem decidir participar possa passar pelo processo de construir “patches” e fique capaz de:
- compreender os conceitos básicos de algoritmia e programação por objectos para estruturar, planificar e implementar “patches” personalizados
- criar osciladores e modular frequência e amplitude (com controladores MIDI externos e outros osciladores)
- criar um audio player, básico (com controlo MIDI externo)
- criar um video player, básico (com controlo MIDI externo)
- interligar dados de áudio, MIDI e vídeo
- usar matrizes de dados e visualizar gráficos para representação de som
O cumprimento destes objectivos e/ou a sua superação, dependerá de quem se inscrever, mas o Workshop será sempre apenas introdutório. Veremos os resultados.
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Terça-feira, 16 de Setembro, 2008

Para Mariano Gago, o Ministro do Ensino Superior, “a degradação física e psicológica dos mais novos como rito de iniciação é uma afronta aos valores da própria educação e à razão de ser das instituições de ensino superior e deve pois ser eficazmente combatida por todos, estudantes, professores e, muito especialmente, pelos próprios responsáveis das instituições” (já o tinha citado aqui).
Já para a Universidade de Aveiro, aparentemente, imagens da Praxe são a melhor forma de ilustrar a notícia do arranque das matrículas.
E esta é apenas a face pública das coisas, já que, segundo soube, circula um apelo (oficial ou oficioso, não percebi bem) aos professores desta instituição, para que os membros do Conselho do Salgado ( o órgão da Praxe, em Aveiro) não sejam submetidos ao normal regime de faltas, enquanto dura esta época inicial de “caça”.
Expliquem-me depois, devagarinho, como é que em contextos deste tipo (e a UA é um exemplo moderado, pelo que vou conhecendo), se espera que a aceitação ou não da Praxe seja apenas uma questão de livre escolha de quem acaba de chegar às instituições.
Etiquetas:aveiro, praxe, ua, universidade-de-aveiro
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Sexta-feira, 12 de Setembro, 2008
Aparentemente, a posição de Mariano Gago que já tinha comentado por aqui, é mesmo para ser consequente, e o Ministério do Ensino Superior vai denunciar qualquer “prática de ilícito” nas praxes, responsabilizando também a omissão por parte das Universidades e das Associações de Estudantes. É como se, de repente, entrasse um xerife no faroeste em que se transformam os campus universitários nas alturas das praxes. A ver vamos até onde vai a convicção de Mariano Gago e qual será a reacção dos diversos intervenientes no sistema.
Vale a pena sublinhar este trecho da carta que o ministro fez chegar às Universidades:
“A degradação física e psicológica dos mais novos como rito de iniciação é uma afronta aos valores da própria educação e à razão de ser das instituições de ensino superior e deve pois ser eficazmente combatida por todos, estudantes, professores e, muito especialmente, pelos próprios responsáveis das instituições”, sublinha o membro do Governo.
Etiquetas:educação, ensino-superior, portugal, praxe, universidade
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Sábado, 23 de Agosto, 2008
Questão Prévia
Porque é que as pessoas não lêem?
A quantidade de pedidos de informação sobre o portátil português Magalhães e o programa e-escolinhas que me veio parar a esta caixa de comentários é indicativo de que as pessoas, cada vez mais, simplesmente não lêem o que está escrito nos artigos. Pesquisam no Google ou noutro motor de pesquisa, clicam num resultado mais ou menos promissor, passam os olhos na diagonal, e perguntam o que precisam de saber. Esta é a verdadeira definição de lazy web. Que me irrita.
Para que conste: escrevi sobre a inexistência de informação online oficial sobre o portátil Magalhães ou sobre o programa e-escolinhas. Não tenho informação a dar e só sei (porque alguém escreveu na caixa de comentários) que há um site não oficial, da autoria dum astuto blogger profissional português, a quem poderão colocar questões, que está a aproveitar bem a falta de informação oficial sobre este projecto. Veremos quando é que a falta de informação se transforma em falta de transparência. Por isso, se estiverem à procura de informação sobre o Portátil Magalhães, o melhor é irem mesmo ao blog: www.portatilmagalhaes.com.
Questão de Fundo
Onde estão as escolas no e-escolas?
Há muitas coisas que me irritam no programa e-escolas ou na sua variante e-escolinhas. Irrita-me a falta de transparência dos processos, irrita-me a falta de diversidade na oferta e a constante promoção de soluções baseadas no binómio Intel + Microsoft, irrita-me a associação estranha entre aquisição subsidiada pelo estado e contratos de fidelização com empresas privadas de telecomunicações… e a lista continua. Até a publicidade dos operadores de telecomunicações me faz desconfiar ainda mais do programa e dos seus efeitos, já que a lógica de promoção passa sempre muito ao largo da lógica da utilização dos computadores e/ou da internet no contexto educativo.


Já viram bem os anúncios do e-escolas, promovidos pela Optimus ou TMN? São claramente campanhas de promoção da utilização de computadores portáteis e da internet de banda larga móvel, mas onde é que entra a parte da escola, da formação ou do conhecimento?
Pode parecer cruel usar a publicidade produzida pelos privados para julgar este programa, mas parece-me que isto ilustra bem problema de base de que o programa sofre, na minha perspectiva: com estas campanhas de promoção da aquisição pessoal de computadores portáteis e planos de internet móvel não se opera nada de significativo sobre a escola, enquanto tal. Nem sobre o tecido de produção de conhecimento, informação ou comunicação. Facilitar a aquisição de computadores, sem intervir na base do sistema, é um desperdício. E, na base, o que é que está?
- equipar escolas, bibliotecas e diferentes espaços públicos com computadores acessíveis e boas ligações à internet, de utilização gratuita, com possibilidade de acompanhamento por parte de formadores-monitores experientes não só na utilização das ferramentas, mas na pesquisa e utilização de conteúdos relevantes
- apostar de forma séria e decisiva na produção de conteúdos e na sua promoção, assim como na indexação e interligação dos conteúdos existentes (nas escolas, nos centros de formação, etc)
- preparar professores e formadores para usarem, de facto, as tecnologias e encontrarem usos relevantes nos seus espaços e comunidades educativas, divulgando conteúdos e ferramentas e promovendo a troca de experiências
- concentrar esforços na promoção de soluções livres e abertas ao nível da produção e divulgação de conteúdos, para garantir interoperabilidade, acessibilidade a todos e optimização dos resultados, através de sinergias entre as diversas comunidades educativas
- procurar uma mudança de mentalidades que permita que cada vez mais pessoas olhem para os computadores e para a internet como meios de comunicação e acesso a conteúdos relevantes (informação e conhecimento), assim como ferramentas de produção e divulgação de novos conteúdos e não apenas como plataformas de entretenimento ou fonte de distracções
- …
É que, sem medidas que garantam a utilização relevante das ferramentas, de que adianta facilitar a sua aquisição? Aumentamos o nosso parque informático e o número de acessos de banda larga dispara (e isso deve ficar bem nas estatísticas e deve ser um dos indicadores na execução dos objectivos do Plano Tecnológico), mas e daí? Aumenta o conhecimento? Aumenta a utilização relevante das ferramentas? Aumentam as qualificações tecnológicas da população?
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Sexta-feira, 1 de Agosto, 2008
A procura pelo site oficial do “Magalhães“, o portátil do e-escolinhas, deve ser elevada após o seu anúncio, mas não é fácil. Nem nos sites de notícias, nem nos fabricantes, nem nos promotores se encontra muita informação, mas a verdade é que o “Magalhães” tem site e bastante completo: www.classmatepc.com
Para já, só tem informação em inglês e ainda não leva o logotipo novo na capa. Isso terão que ser os senhores da JP Sá Couto a fazer, presumo. Mas, no geral, o Magalhães é aquilo mesmo. Basta que, onde se lê Classmate PC, se leia Magalhães e se ponha um “porreiro, pá!” no fim das frases e é isso. Ah! e deve ser preciso adaptar uns conteúdos e pô-los lá dentro até Setembro.
E agora a sério, não é normal que um anúncio deste tipo tenha algum tipo de acompanhamento em termos de presença on-line? Não seria de esperar um site para o lançamento, destaques no site dos fabricantes e dos promotores (o Portal da Educação, por exemplo, limita-se a isto)?
Não é normal satisfazer parte da curiosidade acerca das reais adaptações da máquina à realidade portuguesa e, por exemplo, sobre qual o papel da Prológica?
Vão esperar que o “buzz” aumente? Não vão participar directamente na guerra propagandística? Qual é a lógica?
Etiquetas:classmate-pc, e-escolas, ensino, internet, jp-sá-couto, magalhães, política, portugal, prológica, tecnologia, web 2.0
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Quinta-feira, 31 de Julho, 2008
O nosso Primeiro Ministro lembra-me muitas vezes o Feiticeiro de Oz. Hoje fez isso mesmo durante o anúncio com pompa e circunstância do “Magalhães”, o primeiro netbook made in Portugal para o mercado da Educação. Quem tiver ouvido a notícia que eu ouvi, sem conhecer o projecto OLPC deve ter pensado “uau! que revolução! que grande avanço! que maravilha! que…!”
Como em Oz, temos que ir espreitar por trás da cortina, para ver o triste espectáculo de marionetas em que a gestão da coisa pública se vai transformando: se a perspectiva do projecto OLPC for demasiado parcial, podem ler no IOLDiário um artigo sobre a “guerra dos computadores portáteis para crianças”.
Infelizmente, nem sequer posso dizer que estou surpreendido. Já há muito tempo que andamos a hipotecar o nosso futuro, tecnologicamente, falando.
Etiquetas:classmate-pc, e-escola, ensino, intel, josé-sócrates, magalhães, olpc, política, portugal, tecnologia
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Domingo, 27 de Julho, 2008
Na Vida, ninguém é um exemplo acabado nem de Vício, nem de Virtude. Por isso, para crescermos e aprendermos, devemos procurar o máximo de figuras exemplares que, apesar dos seus melhores esforços, nos ensinarão, dos Vícios, as Virtudes e, das Virtudes, os Vícios.
Ocorreu-me no banho. Coisas de pai.
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