Descentralização cultural

A agenda de concertos do Space Ensemble ilustra bem, na minha singela opinião, o esforço que vamos fazendo para fazer circular as nossas propostas um pouco por todo o país. Há regiões mais favorecidas do que outras, é verdade, mas já estivemos em muitas salas de espectáculos, das melhores às mais… sui generis. ;)

Mas no início de Novembro, o Space Ensemble procede a uma verdadeira proeza no que à descentralização cultural diz respeito:

Space Ensemble no CCB

É verdade, vamos levar os nossos filmes-concerto— AlgoRítmico, Música e Matemática e Filmes da Terra do Pai Natal— ao Centro Cultural de Belém, no âmbito de uma colaboração da Fábrica das Artes, do CCB, com o Festival Temps d’Images 2011.

3, 4 e 5 de Novembro serão portanto as datas à disposição do público de Lisboa para conhecer este nosso trabalho. Como nos dizem que em Lisboa vive bastante gente e que os indicadores relativos aos consumos culturais são um pouco diferentes do resto do país, estamos bastante entusiasmados com mais esta possibilidade de descentralização.

Mais informação nos links que se seguem:

Se, por acaso, conhecerem pessoas em Lisboa que possam estar interessadas nesta informação e que, por uma razão ou por outra, possam não a encontrar facilmente, agradecemos que nos ajudem a divulgar.

20 anos do Guimarães Jazz

A marcar a 20ª edição do Guimarães Jazz – um festival consolidado no panorama cultural português e já com afirmação além-fronteiras, pela qualidade da programação, pela diversidade e quantidade de propostas que apresenta ao seu público, pelo crescimento sustentado e continuado e pela adaptação a novos desafios e às profundas mudanças que o contexto em que se realiza sofreu, a várias escalas – é merecida uma visão retrospectiva ampla não só do que aconteceu nas diversas edições, mas, principalmente, dos parâmetros, das condições, das opções e dos acasos que lhes deram origem e o sustentam no tempo.
A pensar nisso, o livro “Guimarães Jazz 20 anos” é com certeza uma das melhores formas de assinalar este momento e prestar uma justa homenagem ao Guimarães Jazz e a todos os que o tornaram possível nestes 20 anos. O Café Concerto do CCVF é o espaço reservado para o lançamento desta edição especial.

O Guimarães Jazz neste ano de 20º aniversário, acontece de 8 a 19 de Novembro e o programa merece, mais uma vez, toda a atenção. Foi com enorme prazer e algum receio, dada a enorme responsabilidade, que contribuí para o livro que assinala a efeméride e será uma honra assistir e participar do seu lançamento.

Futureplaces Impromptu All-stars Orchestra CD

Faz parte do programa do festival Future Places – Digital Media and Local Cultures deste ano o lançamento de um CD com música criada a partir de recolhas e trabalhos realizados durante a edição do ano passado, na qual colaborei com Blaine L. Reiniger, Marc Behrens, Filipe Silva e Henrique Fernandes, entre outros. Fui convidado para assinar uma das faixas e é muito estimulante fazer parte de tão ilustre colectivo.

Mais novidades em breve.

Andrea Neumann & Guests no Festival TRAMA

No próximo dia 15 de Outubro, sábado, no âmbito do TRAMA – Festival de Artes Performativas, apresenta-se um projecto novo, dirigido por Andrea Neumann (composição e inside piano), com 4 convidados portugueses: Ana Veloso (guitarra), Diana Combo (gira-discos), Filipe Silva (feedbacks) e João Martins (sax, MeSa, Contratear e laptop acústico).

A performance será às 19h30, no Centro Português de Fotografia.

O projecto foi desenvolvido durante um workshop de 1 semana, combina composição e improvisação, num contexto em que há som gravado e som produzido em tempo real e que se baseia num processo de análise de gestos pessoais (performativos e quotidianos) e nas suas possíveis representações.

Considerem-se convidados.

Dia Tónico

A frequência com que canções de embalar me assaltam o espírito é quase preocupante.

Este “Dia Tónico”, dedicado à minha filha, começou a insinuar-se há uns dias, numa viagem de regresso de Paredes de Coura, onde estive com muitas crianças. Vai por isso para todas elas, para quem partilhou essa experiência comigo e para uma bebé muito simpática, chamada Ana Luísa.

20 anos do Guimarães Jazz

2011 é ano de celebrações, sendo uma delas, os 20 anos do Guimarães Jazz. Tenho o privilégio de participar nas celebrações com um pequeno artigo retrospectivo, tendo tido a oportunidade de entrevistar alguns dos protagonistas destes 20 anos. Escrevo, a certa altura da introdução:

(…) Era bom que fosse frequente celebrarmos a 20ª edição destes acontecimentos: festivais de músicas várias, de teatro, dança ou artes performativas em geral. Iniciativas culturais descentralizadas, instituições ou espaços dedicados à promoção da arte e da cultura cujos projectos celebrassem esta singela marca das duas décadas seriam bons indicadores da saúde do nosso tecido cultural mas, mais do que isso, da nossa liberdade, da qualidade do nosso desenvolvimento e da maturidade da nossa democracia.
Infelizmente não é o caso: não só não é frequente celebrarmos 20 edições consecutivas e sustentadas de festivais ou 20 anos de programação consequente de instituições culturais, especialmente, se pensarmos em termos de descentralização cultural, como não chega sequer a ser assunto de debate aprofundado as razões que dificultam a sua realização ou continuidade.
E, enquanto a tão debatida questão da “cultura dos mega-eventos” consome demasiado espaço na opinião pública, não aparecem com a frequência necessária os exemplos que contrariam essa tendência.
Pensar, por isso, nas 20 edições do Guimarães Jazz e tentar fornecer uma visão retrospectiva ampla não só do que aconteceu nas diversas edições, mas, principalmente, dos parâmetros, das condições, das opções e dos acasos que lhe deram origem e o sustentam no tempo é um desafio de importância extrema.

Lá se vai o chafariz, uma radionovela

Começa esta semana a transmissão da radionovela “Lá se vai o chafariz“, resultado duma oficina promovida pelo Centro Cultural Vila Flor, dirigida por mim e pela Manuela Ferreira (Teatro A Oficina). Foi um trabalho realizado entre 11 e 15 de Julho, com adolescentes, que definiram o tema, escreveram os episódios, fizeram gravações dos locais onde se passa a acção e deram voz aos diferentes personagens. Foi uma experiência intensa sobre a qual ainda hei-de escrever mais qualquer coisa. Mas gostava de vos convidar a sintonizar e ouvir.

  • Rádio Universitária do Minho (RUM): a emissão começa hoje (2ª feira, 8 de Agosto) nos seguintes horários: 9h20, 14h30 e 17h45. Posteriormente irão disponibilizar os conteúdos em podcast. É o indicativo deles que podem ouvir ali em baixo.
  • Rádio Santiago: A Radionovela vai ser emitida durante esta semana (2ª a 6ª) depois do informativo e bloco de publicidade das 21h00.

Posteriormente, também a Rádio Fundação irá emitir esta radionovela sobre um “chafariz perdido e uma comunidade em choque”. ;)

ACTUALIZAÇÃO: A Radionovela vai para o ar na Rádio Fundação de segunda, 22 de Agosto, até sexta-feira, 26.. Os episódios (1 por dia) passam nos seguintes horários: 08h15; 14h15; 16h15; 22h15; e madrugadas: 02h15 e 04h15.

Sons microscópicos: improvisações

Como disse no artigo inicial sobre este trabalho dos sons microscópicos, “além dos desenhos, que são solos, fizemos improvisações em alguns dos meus “instrumentos” que, depois duma oficina de sonoplastia, já faziam mais sentido.

Cá estão as improvisações (dirigidas): 3 trios e um duo em “MeSA”, “laptop acústico” e “desenho”.

Sons microscópicos: faz-me um desenho III

continuação dum artigo anterior

[desenho 11 e 12. trios improvisados no próximo artigo]

Sons microscópicos: faz-me um desenho II

continuação do artigo anterior

[desenhos 6 a 10. continua no próximo artigo]