[Divulgação] Ciclo de Debates sobre Investimento Cultural

O Roteiro sobre Políticas Culturais organizado pelo Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda começa este fim de semana (dia 10), no Porto (Teatro Carlos Alberto). Também este fim de semana, no dia 9, se inicia um Ciclo de Debates sobre Investimento Cultural, a ter lugar no Espaço Campanhã.

Ciclo de Debates “2010 – O Investimento Cultural”

Dias 9, 16 e 23 de Janeiro, com início pelas 16H00

Painel I – 9 de Janeiro
Produção Artística, as questões de Mercado
Apresentação de projecto: Projectos Vivos – Rui Ferro
Oradores: Alice Bernardo, Fabrice Ziegler, Isaque Pinheiro, João Teixeira Lopes, Renato Brito
Moderação: Lino Teixeira

Painel II – 16 de Janeiro
Clusters Criativos, experiências e expectativas
Apresentação de projecto: 20/21 – Pedro Pardinhas
Oradores: Álvaro Barbosa, Carlos Martins, Henrique Silva, Jorge Campos, Michael Dacosta Babb, Miguel Veloso
Moderação: Lino Teixeira

Painel III – 23 de Janeiro
Bonfim/Campanhã, um universo particular?
Apresentação de projecto: Circolando
Oradores: Daniel Pires, Helena Pereira, João de Sousa, José Castro, Junta de Freguesia Bonfim, Junta de Freguesia Campanhã, Miguel Pinho
Moderação: Lino Teixeira

Local: Espaço Campanhã
Rua Pinto Bessa 122 – Armazém 4. (atrás do BANIF) 4300-472 Porto
Tel: 912897580
Mail: linha1@plataformacampanha.com

Programa:

  • 9 de Janeiro, às 16H00 – Produção Artística, as questões de Mercado
  • 16 de Janeiro, às 16H00 – Clusters Criativos, experiências e expectativas
  • 23 de Janeiro, às 16H00 – Bonfim/Campanhã, um universo particular?

Entidade promotora: Estrutura

Entrada livre
Mais informação: ciclodedebates2010.tumblr.com

O ano de 2010 começa em grande no que à discussão sobre Políticas Culturais diz respeito. A participação nestas iniciativas legitima as preocupações que os agentes culturais vão manifestando de forma sistemática, contribuindo para uma maior pressão sobre os decisores políticos. Apareçam e divulguem.

[Divulgação] Roteiro sobre Cultura promovido pelo Bloco (actualizado)

[ACTUALIZADO] Recebi o convite e o apelo à divulgação. Mais uma iniciativa que me parece importante para a real definição de políticas culturais para o país.

Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda promove Roteiro sobre Cultura com sessões públicas em todo país. A primeira é no Porto e é dedicada ao Porto e Aveiro, no Teatro Carlos Alberto, no próximo dia 10 de Janeiro, às 18h. O Roteiro também passará por Aveiro.

Uma nova política cultural precisa-se!

Convite

Nos últimos 10 anos Portugal assistiu a alterações profundas na dinâmica cultural do país, que não foram, no entanto, acompanhadas do necessário investimento financeiro, nem de corpo legislativo que assegurasse o serviço público que se exige nesta área.

O Bloco de Esquerda assumiu como eixos prioritários na política cultural o acesso das populações à fruição de bens culturais e a meios de produção artística e cultural, a salvaguarda do património cultural material e imaterial, e os direitos laborais dos profissionais do sector cultural.

Estes eixos exigem a tomada de posições, e a elaboração de iniciativas legislativas, relativas a modelos de financiamento da cultura, cartas de missão de equipamentos culturais e estatuto e certificação profissionais.

Para que este percurso ambicioso se faça com conhecimento do terreno e com os contributos dos agentes culturais locais e nacionais, a deputada Catarina Martins, responsável pela área da Cultura na Assembleia da República, irá promover um conjunto de sessões públicas descentralizadas sobre política cultural, percorrendo os vários distritos do país, entre os meses de Janeiro a Março.

O Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda gostaria, deste modo, de o convidar a estar presente, na primeira sessão pública que tem lugar no dia 10 de Janeiro, no Porto, no Teatro Carlos Alberto, às 18h.

Nesta sessão, e nas que se seguem, debateremos questões relacionadas com a criação de cartas de missão para os equipamentos culturais, incluindo definição de objectivos de programação, serviços pedagógicos, requisitos técnicos e humanos, contratos-programa de financiamento e concursos para direcção, assim como questões relativas ao equilíbrio entre regulamentação nacional e autonomia local, regulamentação de redes e financiamentos directos e indirectos à criação e difusão artística.

Será ainda criado um fórum online (num endereço Web a divulgar em breve) sobre trabalho e qualificação no sector cultural, que estará aberto aos contributos de todos os profissionais e interessados nesta área, e será dinamizado pelo Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda.

Calendário dos encontros [actualizado]:
(sujeito a confirmação)

Janeiro
10 – Porto e Aveiro; às 18h no Teatro Carlos Alberto/Porto
23 – Braga e Viana do Castelo
30 – Coimbra e Viseu

Fevereiro
6 – Vila Real e Bragança
13 – Guarda e Castelo Branco
20 – Santarém e Leiria
29 – Évora, Beja e Portalegre

Março
6 – Faro
16 – Lisboa e Setúbal

Portugal 2010- Ideias Para a Década

Hoje, a SIC transmitiu uma Grande Reportagem em que 10 portugueses foram convidados a partilhar desejos ou propostas para a década, com comentários do filósofo José Gil. O meu pai, Arsélio Martins, foi um dos participantes, partilhando alguma da sua visão acerca do papel central da educação e da escola na construção dum país melhor, mais equilibrado e capaz de progredir. E também reforçou a ideia de que isso se consegue não necessariamente através de investimento em infraestruturas, mas, e principalmente, através do reconhecimento dos valores humanos em causa: a importância dos pais na construção de perspectivas de futuro para os seus filhos que passam pela valorização (social e económica) do conhecimento e o reforço da dignidade dos professores e da escola enquanto instituição central no desenvolvimento do país. Para mim e para quem o conhece, nada de novo, a não ser a frequência com que lhe sai um “totó!” da boca, enquanto interage com os alunos mais novos, pelos corredores da José Estêvão, por onde continua a circular com o assobio como companheiro inseparável.

Felizmente, a opinião do meu pai, assim como alguns dos desejos e propostas que ele sempre foi formulando, estão à minha disposição, pelo que vi o programa mais para perceber como é que a ideia de articular os desejos e propostas de 10 portugueses e concretizava (ou não) numa qualquer ideia dum país, passado, presente ou futuro. Foi, obviamente, apenas um programa de televisão, mas, além da participação do meu pai, interessaram-me, em mais detalhe, a do António Câmara (Ydreams) e da Né Barros (Balleteatro), por razões diferentes, e não dei o tempo por perdido, apesar de achar que os comentários e a espécie de conclusão, a cargo do José Gil, tenham deixado um bocado a desejar.

O que me surpreendeu mais foi, além do taxista que citou Alvin Toffler (músico, emigrante regressado), o estado de degradação do Shopping dos Clérigos e a clareza de pensamento do polícia do Porto que percebe que é pela prevenção da exclusão e pelos apoios sociais que se resolvem os problemas de marginalidade e segurança. Tivesse o edil da cidade a mesma clareza de espírito…

Teatro no Porto: O Anzol, de Gemma Rodríguez

aqui anunciei a estreia no Porto de O Anzol, de Gemma Rodríguez. É a 34ª criação do Visões Úteis, na qual participo com a banda sonora original e sonoplastia. De 11 a 13 de Dezembro, podem assistir ao espectáculo no Teatro Helena Sá e Costa (Porto), às 21h30.

É evidente que haverá sempre boas desculpas para não ir ao teatro, mas, ocasionalmente, como é o caso em muitas peças do Visões, há também óptimas razões para ir. Fiquem com o “trailer” que o Pedro Maia realizou, para vos ajudar a decidir.

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=zUBmyAJ99rs[/youtube]

Filmes-concerto de Natal pelo Space Ensemble

É mesmo isso: o Space Ensemble vai fazer uma mini-digressão com filmes-concerto para famílias na época natalícia. O programa é Uma Floresta Animada, curtas-metragens de animação de realizadores finlandeses, musicadas ao vivo.

Anotem nas agendas:

Será a primeira incursão do Space Ensemble nas Ilhas. Estamos entusiasmados com isso.

O que eu gosto do Lidl! (2)

O meu artigo mais recente no blog— uma transcrição fiel duma conversa que ouvi recentemente no Lidl— era uma espécie de teaser, muito peculiar, relativo à reposição da peça O Anzol, do Visões Úteis. A peça, que estreou em Vila Real, em Abril de 2009, terá agora a sua estreia no Porto, mais precisamente no Teatro Helena Sá e Costa. De 11 a 13 de Dezembro, às 21h30.

O Anzol, de Gemma Rodríguez, pelo Visões Úteis, no Teatro Helena Sá e Costa

Com a minha história podia fazer-se um espectáculo de teatro; ainda que eu não saiba se se pode, porque só fui uma vez ao teatro e parece-me que seria difícil, por causa do cenário e isso tudo, e porque fazem falta muitas coisas para a contar.

Por exemplo, é preciso um autoestrada.

(…)

Também há um vídeo porteiro e um grande centro comercial com todos os produtos que se podem comprar nas grandes superfícies, e é preciso pôr os preços dos produtos numas etiquetas e assinalar com cartazes vistosos as promoções do dia porque pode haver pessoas, sobretudo mulheres, que desconfiavam se não se vissem as promoções, porque há sempre promoções nas grandes superfícies e toda gente sabe isso, especialmente as mulheres. Além disso era preciso contratar um grupo de dez pessoas, no mínimo, para que façam de trabalhadores do centro comercial e têm que ter experiência e alguns devem ter a pele escura e falar com sotaque, porque se são todos brancos as pessoas desconfiam.

(…)

PAI: Agora Jesus Cristo caminha comigo. E entramos juntos no Lidl. Jesus Cristo à esquerda e eu à direita. No Lidl há um corredor cheio de brinquedos que deixava qualquer miúdo babado. Jesus ajuda-me a escolher duas prendas: uma para o Óscar, o pequeno, e outra para o Eric. Também encontro um bolo cor-de-rosa em promoção. Até diz: “Feliz aniversário” escrito com letras verdes e está dentro de uma caixa de plástico transparente muito bonita. Então, quando vamos para a caixa, Jesus crava-me o cotovelo nas costelas, eu páro, e vejo o seu dedo levantado: “Promoções Lidl”, diz um cartaz pendurado no tecto e mesmo por baixo um barco insuflável, lindíssimo, verde e branco, com dois assentos de borracha e cordas pretas e um remo e essas coisas todas. E só por quarenta euros. Caralho, o que eu gosto do Lidl.

in O Anzol, de Gemma Rodríguez

O Anzol, de Gemma Rodríguez
Teatro Helena Sá e Costa | 11 a 13 de Dezembro de 2009 | 21h30

34ª criação do Visões Úteis
uma co-produção com o Teatro Municipal de Vila Real

texto: Gemma Rodríguez

tradução e direcção: Ana Vitorino, Carlos Costa e Catarina Martins
cenografia e figurinos: Inês de Carvalho
desenho de luz: José Carlos Coelho
banda sonora original e sonoplastia: João Martins

interpretação: Ana Vitorino, Carlos Costa, Catarina Martins e Pedro Carreira

coordenação técnica: Luís Ribeiro
assistência cenográfica: Rui Azevedo

produção executiva: Joana Neto
assistência de produção: Helena Madeira

design gráfico: entropiadesign a partir de Imagem de Ricardo Lafuente

Space Ensemble apresenta ALGORÍTMICO

Space Ensemble @ Casa da Música | Sala de Ensaio 1
27 a 30 de Outubro 2009 | 11h00 e 14h30
(sessões reservadas a escolas)
31 de Outubro 2009 | 11h00 e 16h00

ALGORÍTMICO – Música e Matemática
um novo programa do Space Ensemble

[...] Nenhum matemático devia alguma vez esquecer que a matemática, mais do que qualquer outra arte ou ciência, é um jogo juvenil.
G. H. Hardy (1877-1947)

O Space Ensemble encara o desafio de construir um programa de filmes-concerto relacionando Música e Matemática com naturalidade e entusiasmo. Frequentemente referidas como linguagens universais, a relação entre Música e Matemática parece ser uma fonte inesgotável de descoberta e inspiração e o Space Ensemble escolhe uma perspectiva bastante particular:

  • a Música, nosso território “nativo”, é uma linguagem universal por ser, com o movimento, condição prévia de comunicação, socialização e, assim, humanidade— une todos os seres humanos no que há de mais elementar e instintivo;
  • a Matemática, base do conhecimento, como ciência e aprendizagem, é também universal, por operar como uma poderosa ferramenta de modelação e manipulação da realidade (esta e todas as outras) e, assim, se constituir também como mecanismo de tradução e conversão entre virtualmente todos os domínios humanos— congrega e articula todas as formas de conhecimento e criação.

Assim, mais do que relacionar Música e Matemática, procuramos usar a universalidade da expressão musical como forma de ilustrar a extraordinária potência da ciência matemática na construção de relações: construímos música a partir de números, em jogos com o público ou com filmes, musicamos as composições geométricas animadas de Norman McClaren e René Jodoin e invertemos o processo, criando novas animações, que traduzem, em tempo real, a música produzida.

AlgoRítmico é um jogo juvenil, como a própria Matemática, segundo Hardy. Um jogo de sons e imagens, com regras matemáticas, como o mundo.

História de Palavras

Algoritmo e Algarismo têm a mesma origem etimológica: al-Khuwarizmi era um matemático árabe do séc. IX e não é comum que palavras tão importantes e de uso científico tenham origem no nome duma pessoa.

Na origem da palavra algoritmo também participa o grego para número: arithmós (donde vem a Aritmética).

Arithmós é número, em grego, e significa número e quantidade e Rhuthmós é ritmo, em grego, e significa medida, cadência e ritmo.
Portanto, o rhuthmós, a medida, pode ser representada por arithmós, quantidades. Giro, não é?

Daqui, temos a Aritmética, o Algarismo, o Algoritmo, o Ritmo e…

Matemática vem também do grego mathematikê ou mathêmatikós, que junta máthêma ou mathêmatos (estudo, ciência, conhecimento), que vem de manthánô (estudar, aprender), com -ica, um sufixo grego especialmente usado no domínio das artes, ciências, técnicas, doutrinas e afins, fazendo da Matemática a ciência fundamental, por se construir com base etimológica na própria ideia da aprendizagem e construção do conhecimento.

Se pensarmos que a Música (mosoikê) é, etimologicamente, também, a Arte das Musas, ou seja a Arte das Artes… temos uma espécie de “ciclo virtuoso“, em vez de “ciclo vicioso“.

Isto tudo dá o quê? Dá AlgoRítmico.

Space Ensemble: Sérgio Bastos (piano), Henrique Fernandes (contrabaixo), João Tiago Fernandes (percussão), Nuno Ferros (electrónicas), João Martins (saxofones), Eleonor Picas (harpa).

Programação Pure Data [pd~]: João Martins
Ilustrações: João Tiago Fernandes

Filmes de René Jodoin e Norman McClaren cedidos pelo National Film Board (Canadá).
Produção do Serviço Educativo da Casa da Música.

Venham ver-nos em Muna

Muna está de volta aos palcos do Porto. No Teatro Helena Sá e Costa. Estreámos hoje com a versão infância, para escolas. Sexta e sábado há sessões abertas, das duas versões.

Muna no THSC

Eu gosto do que fiz em Muna e gosto de estar em Muna e de ser um Muna. Venham ver-nos em Muna.

De 19 a 24 Outubro no Teatro Helena Sá e Costa

Versão para Infância [M4] | Versão para Adultos [M12]

Horários
Seg a Sex (p/ escolas): 10h30 + 15h00 [M4]
Sex: 21h30 [M12]
Sáb: 16h30 [M4] | 21h30 [M12]

Reservas 225189982 / 225189983

Em defesa do Teatro Sá da Bandeira

9 DE OUTUBRO, 18:30
CONCENTRAÇÃO FRENTE AO TEATRO SÁ DA BANDEIRA

Recebi o seguinte apelo, via mail e acho importante divulgar:

O Teatro Sá da Bandeira, fundado em 1855 e restruturado em 1877, mantendo ainda os traços arquitectónicos dessa época, é uma das salas mais emblemáticas e históricas do Porto.

A empresa detentora do imóvel colocou-o à venda por 5,5 milhões de euros, não sendo obrigado o futuro proprietário a manter a mesma actividade. No desenrolar dos acontecimentos, surgiram vários interessados, entre os quais, uma empresa que pretende transformá-lo num hotel (mais um; já o nosso antigo Teatro Águia d’Ouro se encontra no processo de transformação em hotel).

O poder político local não se manifesta, mostrando total desprezo pela cultura e por um dos espaços com mais história da cidade! É importante intervir contra um (mais um) crime patrimonial que se encontra prestes a acontecer!

Juntem-se a nós e manifestemos o nosso desagrado! O destino do TSB só pode ser um: ser remodelado e continuar como espaço teatral/musical!

Pela História, pela Cultura, pelo Teatro, mas sobretudo, pelo Porto!

Esta é já uma causa no Facebook e o JPN – Jornalismo Porto Net (UP) publica aqui algumas notáveis reacções à possibilidade de extinção do TSB:

“Ao imaginar aquela sala transformada num hotel tenho um vómito…um daqueles vómitos de raiva que eu tenho e que fazem parte da minha forma de estar”, confessa Simone de Oliveira.