Routine Check: RC#20080226 – Pure Data sketch

I had to make a big effort to keep up with the weekly routine, so this episode is a bit late.

And it’s a completely different thing, since it’s built entirely over experiences made with Pure Data, after the workshop I attended this past weekend.

Pure Data is an amazing tool and it will take me a long time before I can start making really interesting things, musically, but this Routine Check series is about exercises and sketches, so it seemed right to post this “odd” construction.

You can hear a “chaos machine”, that I started building before the workshop and that “looks” like this:

Pure Data - chaos machine by João Martins

And a simple synth module, with Frequency and Amplitude Modulation and MIDI controls:

Synth module with AM and FM and Midi controls

The possibilities are endless and I have some interesting challenges ahead.

A special thank you goes to Miguel Cardoso, responsible for the workshop at Maus Hábitos.

Max/MSP e PureData: uma oficina

As minhas abordagens ao Max/MSP e ao Pure Data foram sempre tímidas, desajeitadas e fracassadas. Por um lado, acho a ideia de aprender a trabalhar com uma plataforma destas extraordinariamente aliciante, mas é-me muitíssimo difícil quebrar a barreira inicial.
Deixo-me intimidar por este aspecto pouco “musical” e muito “geeky”, por exemplo.

 

Um patch em Pure Data, muito básico

Mas uma reaproximação era inadiável e é por isso que vou passar este fim de semana numa Oficina do Maus Hábitos:

MAX/MSP, PURE DATA (PD)
Orientador: Miguel Cardoso
23 e 24 de Fevereiro – sáb, dom
12h às 13.30h e das 14.30h às 20h
Duração: 14h

Pure Data (PD) e Max/Msp são aplicações com uma linguagem gráfica de programação em tempo real, bastante fácil de utilizar, para a criação de objectos interactivos. Pure Data é muito utilizado para processamento de som e video, conectar sensores, comunicar com aplicações na internet.
Iremos ver exemplos de instalações e aplicações desenvolvidas com PD, conhecer a vasta comunidade PureData, aprender os termos e conceitos desta linguagem, os princípios básicos de manipulação e sintese de som e imagem, e exploraremos os nossos conhecimentos com exercícios criando patches (Objectos de controlo de video, som, interfaces físicos (sensores).
Esta workshop é uma oportunidade para aprender os princípios básicos desta ferramenta.

O meu objectivo pessoal é ser capaz de fazer coisas mais interessantes do que esta “Chaos Machine”, que mostro aqui.

Nota: tinha anexado um exemplo do áudio produzido pelo patch ilustrado acima, mas foi retirado por razões técnicas.

Not so bright

Um Director de Marketing decide ver como vai a imagem da sua empresa online e faz uma simples pesquisa no Google:

Resultados da pesquisa no Google por Bright Partners

Os resultados são interessantes pela quantidade e o lugar do site da própria empresa no ranking de relevância (1º e 2º lugares) atestam da eficácia dos mecanismos de indexação utilizados.

Nota também que um feito recente da empresa gera alguns resultados destacados, mas depara-se com uma entrada num blog desconhecido logo em 5º lugar, bem à vista de todos, num tom que não é propriamente elogioso.

O que fazer?

Eduardo Empis, o Director de Marketing da Bright Partners passou por isso hoje mesmo e, numa atitude que se poderia considerar corajosa e, por isso, louvável, decidiu, em nome próprio, comentar o artigo em causa.

Eu, que não sou especialista de Marketing (longe disso), não sou capaz de prever os efeitos que isso possa ter na imagem e na visibilidade geral online desta organização, mas estou tão curioso que não resisto a chamar este comentário à ribalta do blog e responder, aqui mesmo.

Eduardo Empis gostaria de “perceber as razões que [me] levam a pôr em causa a competência e/ou a seriedade da BRIGHT PARTNERS.” Eu não me lembro de ter questionado qualquer uma dessas virtudes. Mas percebo o que Eduardo Empis quer dizer. E esclareço: o que está em causa não é o comportamento da Bright Partners. Presumo que serão tão competentes e sérios quanto pode ser uma empresa de consultoria na área da gestão de projectos, com forte componente tecnológica e sólidos laços à Microsoft. Parabéns por isso.

E são tão sérios que não escondem que uma das suas principais áreas de intervenção é a Administração Pública, com responsabilidades no planeamento e execução de vários programas famosos: “SIMPLEX, PRACE, Plano Tecnológico, Procedimentos Públicos, Restrições Contratuais, Mobilidade…”.

Ora, não é segredo nenhum para quem me conhece, que eu não sou adepto da Microsoft, mas, acima de tudo, não sou adepto da adopção de soluções proprietárias em termos de Software. Isso é um problema meu, obviamente, mas na qualidade de cidadão preocupado isso traduz-se no apoio político a opções por Software Livre nos vários sectores da Administração Pública.

Se juntarmos isto tudo, não é difícil perceber que a minha “irritação” relativa à Bright Partners se deve ao facto de ver nela um instrumento da Microsoft na adopção pouco transparente por parte do Estado de soluções que, a mim, me parecem desadequadas. É legítimo, sério e/ou competente da parte da Bright Partners? Não tenho razões para duvidar disso. Mas o contexto global que gere a adopção destas soluções não é transparente e, na minha opinião, não favorece a “coisa pública”. E é ao Estado que se destina toda a minha verdadeira irritação.

Empresas oportunistas não me aquecem nem arrefecem. Mas a gestão danosa de dinheiros públicos com que essas empresas lucram tira-me do sério.

O episódio dos Óscares da Microsoft, na minha opinião, é apenas prova de que a actividade da Bright Partners beneficia a multinacional de Redmond. A adopção de soluções proprietárias, baseadas em tecnologias e ferramentas MS na Administração Pública é, na minha opinião, uma forma de prejudicar o Estado. Mesmo quando é ele que pede.

Preciso de ser mais claro?

Até onde pode ir o Software Livre no Estado Português?

É uma óptima pergunta, não é?

O site Software Livre na AP procura ser parte da resposta:

Este local é um repositório de conhecimento em software livre (Open Source Software – OSS) das entidades do Estado Português e destina-se a ser um ponto de encontro e troca de experiências entre todos aqueles que, ao serviço do Estado, o utilizam. Deste contributo resulta uma mais-valia incalculável para quem pretende vir a utilizá-lo.

Associação Ensino LivreMas a navegação pelos incipientes exemplos de boas práticas dá-nos uma visão deprimente, ainda que realista, do panorama. Uma das áreas fulcrais (porque tem grandes impactos a prazo) é a Educação, e é por isso que a recém-criada Associação Ensino Livre pode vir a ter uma grande importância na definição duma dinâmica diferente.

É que a resposta à pergunta que serve de título a este artigo está na educação. É nas escolas, em todos os graus de ensino, que se podem inverter práticas perversas, criar novos hábitos, difundir novas posturas éticas.

Pessoalmente (e localmente), não posso deixar de lamentar o afastamento que a Universidade de Aveiro, que tanto se orgulha do seu papel pioneiro em tantas áreas, mantém, relativamente ao Software Livre. E não posso deixar de me interrogar, por causa do peso que a UA tem na dinâmica “local”, como seriam as coisas na autarquia, por exemplo, se o “contexto” fosse mais favorável à adopção destas soluções.

Mas quais serão os factores que determinam o grau de penetração do Software Livre nas diferentes áreas da Administração Pública portuguesa (nas autarquias, por exemplo)?

  • Opções políticas?
  • Dimensão e complexidade dos sistemas implementados?
  • Grau e antiguidade da informatização dos serviços?
  • Dependências económicas?
  • Competência do apoio técnico disponível?
  • Proximidade de prestadores de serviços/soluções diversificados?

A resposta será sempre multifacetada e há algumas partes da resposta mais defensáveis (e confessáveis) do que outras, como é óbvio. Mas era importante que se reflectisse publicamente sobre isto, porque esta é uma questão pública, por mais que se tente disfarçar.

Para esta reflexão, todas as contribuições são bem vindas.

Toca a facturar: Gardénia foi a escolha acertada

Pedi sugestões para software de facturação e recebi várias. Gostava de ter tido tempo para fazer testes reais a mais do que uma, mas acabei por usar um conjunto de critérios básicos para seriar as soluções e como os testes da primeira escolha correram bem, a partir de amanhã estarei a “facturar” com o Gardénia Desktop Edition, da Gotham.

As soluções “candidatas” à escolha eram inicialmente três— Evaristo / MP-Biz, Gardénia e Projecto Colibri—, mas vi-me forçado a excluireste último, porque ainda não faz exportação para SAFT-PT na versão Mac e isso é um imperativo legal. Em boa verdade, o facto de não ser open-source também não ajudava, mas foi o SAFT o critério decisivo.

Assim, dei por mim a olhar para as duas opções open-source e verdadeiramente multi-plataforma, muito semelhantes entre si e decidi testar o Gardénia Desktop Edition pela razão mais óbvia de todas: preguiça! Enquanto todas as outras ferramentas obrigam a instalação de PostGreSQL, o Gardénia Desktop Edition funciona com um único instalador e isso, considerando o uso que o software vai ter, é uma grande vantagem. Ainda assim, esperava mais dificuldades, uma vez que não há um manual e que a exportação para SAFT-PT, por exemplo, depende de um script autónomo. E, genericamente, estou habituado a que este tipo de ferramentas não seja de instalação ou manuseamento básico em Mac OS. Mas tive uma agradável surpresa: o fórum de suporte tinha a resposta a todas a minhas questões, a instalação decorreu sem problemas de maior, assim como a configuração dos parâmetros fundamentais e do script para exportação SAFT-PT.

Tive apenas que alterar um ou dois parâmetros em ficheiros de configuração, como indicado no fórum (um por causa do UTF-8, outro por causa da configuração do script do SAFT). E criei 2 scripts simplórios, um para lançar a aplicação, outro o SAFT Export Utility, sem ter que ir ao Terminal (e aprendi a executar shells em AppleScript, que é básico mas acho que nunca tinha precisado).

Continuo a olhar para qualquer aplicação de facturação como um boi para um palácio, mas agora o problema é não perceber nada de contabilidade. Mas fiz os testes de que precisava, confirmei com a contabilista que nos vai dar uma ajuda e está tudo nos conformes. Toca a facturar!

Se alguém quiser fazer perguntas acerca do processo de instalação e/ou configuração, eu posso tentar responder (para Mac OS X 10.4.11), mas ficam muito bem servidos no fórum de suporte. E se quiserem saber mais acerca do Gardénia, podem ter interesse em ver esta apresentação em PDF.

E se tiverem observações pertinentes a fazer, agradeço, também. Só dispenso mesmo maldições e votos de infortúnio. ;)

Desambiguação: Software Livre / Open Source

Presumo que para muitas pessoas que tentaram acompanhar os comentários a este artigo recente sobre Open Source terão ficado baralhadas pela utilização dos termos Software Livre e Open Source. Eu próprio sou parte dessa confusão porque tenho ainda alguma dificuldade em compreender os contextos em que uma e outra designação se aplicam.

Para ajudar à definição de Software Livre / Free Software e a sua relação com o Movimento Open Source, este artigo do Georg C. F. Greve, traduzido pelo Rui Miguel Seabra no site da ANSOL pode ser útil.

Mas para se perceber que a confusão não é só minha e como forma de perguntar ao “vasto auditório” se estão de acordo com esta visão da FSF e da ANSOL de que

O movimento “Open Source” tem por objectivo ser um programa de marketing do Software Livre. Esse objectivo deliberadamente ignora todos os aspectos filosóficos ou políticos; estes aspectos são considerados prejudiciais à comercialização.

Por outro lado, o movimento Software Livre considera o ambiente filosófico/ético e político como uma parte essencial do movimento e um dos seus pilares fundamentais.

pergunto se as possibilidade de extrapolação do conceito e do termo Open Source, para outras áreas disciplinares, não terão algum interesse.

Não podemos falar da aplicação dos princípios defendidos pelo movimento Open Source em várias áreas vitais? Não será possível agrupar vários esforços “libertários” no que à informação e tecnologia diz respeito debaixo destes princípios, depois duma qualquer generalização? Isso fere os princípios do Software Livre? Ou expande-os?

Estou, muito sinceramente, a pensar alto e a tentar esclarecer-me com a vossa ajuda (possivelmente), sobre as implicações de se confundir processos e procedimentos de desenvolvimento e distribuição de código informático, com princípios éticos e filosóficos. Os últimos são a base dos primeiros e são generalizáveis. Mas esses, como os vou encontrando por aí, ora me iludem, ora simplemsente me confundem e baralham.

A desambiguação da responsabilidade da ANSOL vale como esclarecimento para a futura utilização dos termos neste blog, no contexto do software.

Mas, sinceramente, não estou completamente esclarecido.

Aceitam-se sugestões para software de facturação

Por razões que até a mim me ultrapassam, vou precisar de arranjar um software de facturação. Aceitam-se sugestões dentro dos seguintes parâmetros:

  • emissão de facturas de acordo com a legislação em vigor (incluindo suporte de exportação em SAFT-PT)
  • módulos adicionais de apoio contabilístico e financeiro são extras
  • mais barato do que os livros impressos nas tipografias aqui do burgo (à volta de 60 euros para 2 livros de facturas A5 a 1 cor e 4 vias)
  • preferencialmente open source
  • multiplataforma (Mac / Windows / Linux / …)
  • … lembram-se de mais alguma coisa?

Estou a ponderar fazer um test-drive ao Evaristo, que tem um belo nome. Se tiverem experiência com esta solução ou soluções parecidas (aplicação Java com base de dados em PostgreSQL), avisem.