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	<title>diário de bordo &#187; ableton live</title>
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	<description>Há histórias de crianças que marcam, com migalhas de pão, o caminho que fazem pelos bosques, para poderem voltar a casa... são traídas pelos pássaros. Há histórias de marinheiros que registam as viagens de ida para se guiarem na volta e documentarem a sua glória... são engolidos pelo mar. À nossa volta, acumulam-se os registos do que foi, esperançosos de mudarem o que vai ser...</description>
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	<itunes:author>Joao Martins</itunes:author>
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		<title>(ainda que não o diga frequentemente) as tuas criaturas povoam os meus sonhos</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Nov 2009 01:17:48 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Apresenta-se hoje, dia 5 de Novembro, quinta-feira, às 22h00, na Sala Estúdio do Teatro Aveirense, a minha mais recente criação, com o longo título (ainda que não o diga frequentemente) as tuas criaturas povoam os meus sonhos Esta obra resulta &#8230; <a href="http://joaomartins.entropiadesign.org/2009/11/05/ainda-que-nao-o-diga-frequentemente-as-tuas-criaturas-povoam-os-meus-sonhos/">Continuar a ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Apresenta-se <strong>hoje</strong>, dia <strong>5 de Novembro</strong>, <strong>quinta-feira</strong>, às <strong>22h00</strong>, na <strong>Sala Estúdio</strong> do <a title="Teatro Aveirense" href="http://www.teatroaveirense.pt"><strong>Teatro Aveirense</strong></a>, a minha mais recente criação, com o longo título</p>
<h3>(ainda que não o diga frequentemente) as tuas criaturas povoam os meus sonhos</h3>
<p>Esta obra resulta dum convite dirigido pelo <a title="Teatro Aveirense" href="http://www.teatroaveirense.pt"><strong>Teatro Aveirense</strong></a> para que apresentasse uma nova criação no âmbito do <strong>CANT &#8211; Ciclo Arte e Novas Tecnologias</strong> e foi desenvolvida, na sua fase final, em residência, o que apresenta claras vantagens para um projecto desta natureza.<br />
Este é um projecto muito mais &#8220;pessoal&#8221; do que qualquer outro que tenha realizado até agora, pelo que, por agora, falta-me um distanciamento mínimo para saber se resulta. Cabe ao público essa função, como sempre.</p>
<p style="text-align: center;"><img src="http://joaomartins.entropiadesign.org/wp-content/uploads/2009/11/criaturas1.jpg" alt="Imagem de divulgação das &quot;criaturas&quot;" width="450" /></p>
<h4>Sinopse</h4>
<p>Alguns dos sonhos mais extraordinários e marcantes são aqueles cuja verosimilhança nos deixa num estado confuso; sonhos que estão de tal forma contaminados de realidade e familiaridade que chegam a integrar as nossas memórias reais, até serem denunciados por um ou outro pormenor.</p>
<p>Nesses sonhos é  frequente encontrar solução para problemas que nos afligem, ainda que ou a solução ou o problema pertençam, por vezes, apenas ao universo peculiar dos sonhos, faltando-lhes qualquer aplicação prática.</p>
<p>O poder sugestivo, quase hipnótico, da verosimilhança e da familiaridade cria também alguns dos mais intensos e assustadores pesadelos, mas nestes nota-se, com mais facilidade, que no universo dos sonhos estas sensações podem estar associadas não a elementos ou representações da realidade, mas apenas a sensações ou imagens que integram desde cedo um determinado vocabulário onírico. Elementos com os quais sonhamos frequentemente- sejam sensações, personagens ou imagens&#8230;- podem, paradoxalmente, deixar de denunciar a situação-sonho, já que se encontram no seu universo natural e, por isso, são verosímeis no contexto: verdadeiros porque completamente imaginados, como diria Boris Vian.</p>
<p>O que define a fronteira entre o sonho e a realidade e a forma como nos debatemos para a transgredir é o tema central da obra que se estreia no Teatro Aveirense: &#8220;<strong>(ainda que não o diga frequentemente) as tuas criaturas povoam os meus sonhos</strong>&#8220;, assim como uma pergunta recorrente: &#8220;<strong>tens mais medo do escuro ou do silêncio?</strong>&#8220;.</p>
<p>Som, imagem e palavras, situações e bandas sonoras e visuais recuperadas de fragmentos de sonho, pesadelo e realidade são apresentadas e propostas ao público num convite não à contemplação ou voyeurismo onírico, nem ao devaneio surrealista, mas como exercício colectivo de reconstrução das sensações individuais das viagens de e para o sonho.</p>
<h4>Sobre o processo de criação:</h4>
<p>A obra a apresentar intitula-se &#8220;<strong>(ainda que não o diga frequentemente) as tuas criaturas povoam os meus sonhos</strong>&#8221; e já teve duas apresentações como work-in-progress, em que explorei um trecho da obra que envolve processamento de saxofone baixo em tempo real associado a uma simples experiência de privação sensorial (a obra apresenta-se em escuro absoluto).</p>
<p>A experiência pretende explorar as sensações e os momentos em que o sonho se deixa contaminar pela realidade e nos faz acordar confusos pela aparente estranheza do que nos é(era) familiar. As motivações originais são os instrumentos que toco, uns familiares e outros muito estranhos e a forma como construo grande parte da minha música, por um lado e a relação que estabeleço entre isso e ilustrações que fazem parte do meu imaginário de criança.</p>
<p>O primeiro estudo-apresentação que mereceu esta designação e que iniciou o processo, apresentava-se assim:</p>
<blockquote><p>Este estudo é a primeira apresentação (identificada como tal) dum work-in-progress, que conta já com alguns anos de existência / insistência: a procura e reprodução de sons sugeridos por criaturas nascidas em ilustrações familiares.<br />
Essas criaturas, através dos novos instrumentos que &#8220;geraram&#8221; e das novas técnicas que me &#8220;ensinaram&#8221;, povoam a minha criação musical dos últimos 10 anos, sem exigir nada em troca. Ao preparar um momento de reconhecimento e retribuição, o plano de estudos prevê a apresentação pontual de algumas dessas criaturas, intercaladas com momentos de mais descoberta e diálogo.</p></blockquote>
<p>Foi no <strong>Cinema Passos Manuel</strong>, no Porto, no contexto do <strong>Projecto Tell</strong> que propunha performances no escuro absoluto. Essa experiência foi bastante intensa, quer para mim quer para o público e decidi voltar a repetir esta forma de privação sensorial no <strong>AveiroSaxFest</strong>, em que fiz uma segunda apresentação, sem escuro absoluto, mas sem que a minha presença fosse visível, também.</p>
<p>Recrutei, entretanto, a colaboração da <strong>Cláudia Escaleira</strong>, para usar o desenho como instrumento narrativo.</p>
<p>Estes testes serviram para afinar algumas estratégias e, com o feedback de pessoas presentes (músicos e outros criadores, além de público), estou a desenvolver a estratégia global de cruzamento entre os instrumentos convencionais que toco e os que concebo e construo: a <strong>MeSA</strong>, o <strong>Contratear</strong>, o <strong>Munaciclo</strong>, etc.</p>
<p>Alguns destes instrumentos tiveram uma atenção particular em vários projectos e bandas sonoras, mas quero avançar particularmente no campo dos cruzamentos entre instrumentos e na construção duma experiência capaz de submergir completamente o público: som, vídeo, luz, etc.</p>
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