Mudanças, upgrades e dores de cabeça

Tinha planeado já há algum tempo rever parte da base tecnológica deste blog. Menos pelo blog em si, mas porque o uso frequentemente como laboratório de testes de outras coisas que faço. Se o WordPress é, sem dúvida, uma das mais avançada plataformas de publicação on-line, não é menos verdade que as possibilidades de construir sobre ele soluções mais completas, agradáveis e eficazes são tentadoras e a promessa de ser tratado como um gatinho ajudou-me a apostar agora na exploração do sistema de templates que é o K2.

A única coisa que posso dizer é que provavelmente fiz a aposta na altura mais complicada: com o cruzamento entre as actualizações do WordPress e do K2 e com incompatibilidades entre os dois sistemas no que diz respeito à gestão das barras laterais e dos widgets, perdi imenso tempo para ter uma solução minimamente estável. Como devem ter reparado perdi algumas funções da barra lateral e ganhei outras (uma tag cloud e um fotoblog). O plano é conseguir pôr tudo em ordem e acabar com uma plataforma melhor do que a que tinha, mas como sou teimoso (e se calhar nabo), não quis ficar com uma localização brasileira do K2 (mas meu agradecimento ao Diogenes que me poupou imenso tempo) e passei uma parte da tarde de volta do poEdit a criar uma localização no “nosso” português.

Gostava de ter tempo para explicar os meandros desta operação e como é que ela me ajudará no futuro em projectos completamente diferentes, mas ficará para outro dia.

Quem tiver sugestões ou dúvidas, pode usar a caixa de comentários e, quando tudo voltar à normalidade, espero não ter perdido nenhuma funcionalidade vital…

Clique para descarregar pt_PT.mo.zip
Este ficheiro pt_PT.mo permite a localização para Português de Portugal do tema K2.
Basta descarregar, descomprimir e fazer o upload para a sua pasta nomedoseublog/wp-content/themes/K2/.
Se não tiver definido o Português como língua base do blog, tem que editar também o ficheiro ‘wp-config.php’.
Se precisar de pormenores, avise, através dos comentários.

Zeldman’s mother has reasons to be proud

[jLanguage default=english][english][/english][portuguese][/portuguese][english]Jeffrey Zeldman greets his mother on the occasion of his reference on Business Week as a “cutting-edge designer” in 2007, mainly for his work as an accessibility guru and evangelist. I believe Mrs. Zeldman has every reason to be proud, since there are a lot of us that respect and acknowledge his son’s positive influence in the business and discipline of web design.

“Props” to Zeldman and to Business Week for understanding the vital importance of accessibility as a design issue.[/english][portuguese]Jeffrey Zeldman cumprimenta a mãe a propósito da referência que a Business Week lhe faz na peça sobre “cutting-edge designers” de 2007, principalmente por causa do trabalho que tem feito em prol da acessibilidade, quer como “guru”, quer como “promotor/evangelizador” (“evangelist” é um termo bastante usado neste contexto em inglês, mas traduzido para português parece adquirir outro sentido…). Acho que a S.ra Zeldman tem todas as razões para se sentir orgulhosa, já que muitos profissionais respeitam e reconhecem a influência positiva que o filho teve e tem tido sobre o negócio e a disciplina do web design.

É preciso dar crédito ao Zeldman mas também à Business Week por perceber a importância vital da acessibilidade como uma questão de design.[/portuguese]

Acessibilidade alta nos sites portugueses? Importa-se de repetir?

Internet: cego conclui que acessibilidade a sites portugueses é alta
15.06.2007 – 23h34 Lusa, PUBLICO.PT

Um relatório sobre a acessibilidade na Internet em Portugal, elaborado por um cego, conclui que os 200 sites nacionais consultados no estudo têm um índice de acessibilidade considerado alto.

Dentro da categoria relativa à Administração Pública (e-gov), o relatório, inserido na iniciativa “Integra 21″, destaca que os sites das universidades ou politécnicos e dos actuais candidatos à Câmara Municipal de Lisboa “são os mais acessíveis” dentro desta área, tendo registado um índice de acessibilidade “muito alto”.

As restantes categorias e-gov analisadas (juntas de freguesia e serviços financeiros/outros serviços) têm um índice de acessibilidade considerado alto.

A iniciativa “Integra 21″ partiu de uma empresa de tecnologias de informação nacional e pretendeu testar o grau de info-inclusão que existe para pessoas com necessidades especiais na sociedade portuguesa, através da avaliação dos níveis de acessibilidade de 200 sítios públicos e privados na Internet.

Fernando Santos foi quem realizou a experiência, tentando fazer a vida diária através da Internet, ao aceder aos sites portugueses a testar.

Fernando Santos falou online com Cavaco Silva

A iniciativa contou com o apoio do Presidente da República, tendo Aníbal Cavaco Silva mantido, ontem, uma conversa online com Fernando Santos, destinada a chamar a atenção para a importância das novas tecnologias da informação para os invisuais e a necessidade de combater a exclusão.

Durante o tempo que durou a iniciativa, foram analisados 200 sites, dos quais 129 da Administração Pública, 55 lojas electrónicas e 16 empresas, tendo o estudo concluído que “o nível de acessibilidde geral de todos os sítios analisados é alto”.

Na análise efectuada às lojas electrónicas, houve várias tentativas para efectuar transacções em 38 sites e destes em apenas quatro o objectivo não foi conseguido – a taxa de sucesso foi de 64 por cento.

Quanto aos sites das 16 empresas portuguesas, o mesmo relatório conclui que a sua acessibilidade também é considerada alta.

Fernando Santos aponta os quatro grandes problemas na consulta online

Aquando da participação nesta iniciativa, Fernando Santos disse esperar que a “experiência pudesse influenciar a forma como os sites são construídos” em Portugal.

Este invisual português, que trabalha na área da informática e está habituado a lidar com a Internet, lembrou, na altura, que a acessibilidade de um site não pode ser medida através da sua elaboração gráfica.

Fernando Santos explicou ainda que as pessoas cegas ou com baixa visão enfrentam, sobretudo, quatro grandes inimigos na consulta online: as imagens não legendadas, os menus que não permitem a utilização de teclado, alguns tipos de apresentações e a inexistência de informação estruturada.

Eu acho importantes todas as iniciativas que alertem para a necessidade de se pensar a questão da acessibilidade on-line como uma questão básica de cidadania e inclusão, mas será que a propaganda, para ter visibilidade e impacto, tem sempre que ser positiva e gentil?

É que se aceitarmos estes resultados obtidos neste estudo (muito sui generis), poderemos ter que concluir que a acessibilidade da net para invisuais em Portugal é maior do que a acessibilidade para utilizadores de browsers e/ou sistemas operativos não dominantes…

Sejamos claros: os níveis de acessibilidade dependem, obviamente, da capacidade real dos utilizadores interagirem com a informação e acederem aos serviços, mas isso está ligado à forma como os standards são implementados nos sites e à qualidade da programação e estruturação. Coisas que, em Portugal, a julgar pelo número de sites “optimizados para IE 5+” ou com “resolução recomendada: 1024×768″, ainda estão muito longe do topo da pilha de prioridades de web designers e programadores activos.

A forma de pensar e testar questões de acessibilidade on-line está bem explicada aqui, mas parece-me que nada disto esteve em causa na elaboração do estudo noticiado pelo Público: parece mesmo que o que foi testado foi a experiência e engenho do informático invisual que, tendo passado no teste a que se submeteu, deixou que os louros fossem cair a mãos alheias.

Só espero que isto seja o início de novas iniciativas, umas viradas para a comunidade de programadores e designers sobre a necessidade de utilizar standards e testar intensivamente e de forma diversificada todos os sites realizados, outras para os invisuais sem experiência na utilização de Tecnologias de Informação e Comunicação, para que possam usufruir de algumas das técnicas usadas por este informático para poder aceder de forma tão completa a tantos sites.

Só não deixem espalhar demasiado esta ideia de que a net portuguesa se pauta por níveis altos de acessibilidade… parece uma brincadeira de mau gosto.

Impresa e Macintosh

Periodicamente acontecem coisas assim: alguém decide publicar alguma coisa— um website, um determinado conteúdo on-line ou num CD-Rom, uma mini-aplicação de uso geral…— esquecendo-se de que nem toda a gente usa computadores com sistemas operativos Windows. Não me irrito mais pela exclusão da minha plataforma de eleição, os computadores Apple Macintosh, do que por todas as outras e, acima de tudo, fico irritado quando percebo que, no fundo, se trata apenas de preguiça: preguiça dos programadores que não querem saber de plataformas que não as que usam no local de trabalho, preguiça de quem elabora cadernos de encargos e não se está para chatear com “pormenores” como “quem é o público disto”…

Desta vez foi a Impresa que se esqueceu da imensa minoria “diferente” no lançamento de novas funcionalidades da edição on-line do Expresso.

O Pedro Aniceto (que é mais do que um pai para a comunidade de Mac Users portugueses), preparou um textozinho de protesto, pronto a enviar para impresa@impresa.pt. Sendo ou não Mac User, se se irrita com a preguiça, junte-se a nós neste protesto.

Use o e-mail que se transcreve, ou se quiser ser preguiçoso como os programadores da Impresa, pode simplesmente clicar aqui.
O Pedro Aniceto pede para ser informado, em CC, para “medir” o pulso à dimensão do protesto e (imagino eu) avaliar acções futuras.

Para: impresa@impresa.pt
CC: aniceto@mac.com
Assunto: Macintosh/ Mac OS

Mensagem:
É possível que tenha sido um lapso. Ou um desconhecimento. Ou ambas as coisas. Ou ainda outras que não consigo sequer imaginar quais tenham sido.
Deixar de fora MILHARES de utilizadores de computador que não utilizam Windows como sistema operativo, é pouco inteligente, não revela grande visão do mercado e, em termos de gestão económica, muito pouco sagaz.
Talvez exista alguma estratégia genial de afastar leitores, tão genial que está escondida algures, mas tão bem escondida que se não vê…

Como leitor do Expresso e de alguns outros produtos Impresa, lavro aqui o meu protesto pela falta de respeito técnico (porque há tantas soluções para múltiplas plataformas que me dispenso de as enumerar).

Cumprimentos,

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