Bebe água, básico!

Se acompanham com atenção a minha saúde (ou o blog), saberão que eu preciso de beber água e que tenho alguma dificuldade. O que talvez não saibam, como eu não sabia até falar com o meu médico de família mais em pormenor, é que há alguma vantagem em que a água que eu beba tenha um pH elevado, ou seja, que seja mais alcalina ou básica, do que ácida. Se se lembram das aulas de química, um pH superior a 7 indica uma solução aquosa alcalina, ou básica e inferior, uma solução ácida. Pelo que percebi, o nosso organismo tende a funcionar melhor se não se deixar cair numa certa tendência para a acidificação, por isso, se vou ingerir grandes quantidades de água no organismo, mais vale aproveitar e contribuir para esse equilíbrio. O conselho é simples, mas segui-lo, nem por isso: as nossas águas engarrafadas têm um pH normalmente entre 4,5 e 6 e não é fácil encontrar águas com pH superior a 7, como aconselhado. Além disso, o pH dos lotes de água varia incrivelmente— descobri isto a fazer a experiência de comprarar pH de várias marcas em vários estabelecimentos e perceber que nem entre marcas tinha valores iguais— e só algumas águas importadas, tipo Evian ou Jana apresentam regularmente um pH elevado (7 a 9). E eu não tenho carteira para águas “panisgas”, desculpem lá.

Por isso, tenho andado de volta desta questão da água básica (no sentido químico do termo) e hoje tive uma maravilhosa surpresa: a água mais barata do Jumbo, a da marca do polegar (que vem do mesmo local que a Água São Silvestre— tenho que verificar) está neste momento com um pH de 7,13. Comprei um garrafão de 5 litros para testar e, tirando o sabor a água espanhola (característico de todas as águas básicas, percebi por agra), bebe-se bem e barato. Espero que me faça bem, também.

E dou por mim a pensar: porque raio é que as nossas águas nacionais mais consumidas (Luso, Vitalis, Caramulo, etc) têm pH tão baixo? E terá isso alguma influência na saúde pública? Ou sou só eu que tenho azar e há por aí imensa água portuguesa, sem sabor e de qualidade, com um pH adequado?

Digam-me que água bebem e verifiquem esses pH, se puderem.

Bebam água, pela vossa saúde

Não se trata duma acção publicitária, mas dum apelo sincero a que tenham cuidado convosco, misturado com um pedido de sugestões para conseguir ter mais cuidado comigo.

No passado dia 7 de Julho dei entrada nas Urgências do Hospital Infante D. Pedro, aqui em Aveiro, com uma cólica renal. Foi a segunda vez que tal coisa me aconteceu e a primeira experiência ajudou-me a ter mais calma na interpretação dos sintomas e a dirigir-me às Urgências no momento certo: já com a certeza do problema, mas ainda em condições de responder às perguntas que me eram feitas (da primeira vez foi um caos, pelo nível de dor em que estava quando dei entrada nas Urgências). Ir ao Hospital, e em condições de desconforto deste tipo (é difícil descrever o tipo de dor que uma cólica renal provoca), é uma experiência a evitar, em qualquer caso, mas pessoalmente fui sempre bem tratado (com eventuais esperas desnecessárias na triagem que em Aveiro me pareceu ser menos eficaz que no Porto, mas pode ter sido só uma sensação) e recebi todos os cuidados necessários, sendo que, no caso, ecografia para o diagnóstico, anti-inflamatórios e analgésicos para aliviar os sintomas e paciência para esperar são os únicos cuidados possíveis. Seguindo as indicações dos médicos visitei a urgência uma segunda vez, acabando por passar lá a noite, em que os analgésicos disponíveis em casa não eram suficientes.

O episódio, que está felizmente ultrapassado é particularmente triste porque a responsabilidade é exclusivamente minha: a predisposição para a formação de cálculos renais, identificada há mais de 4 anos obrigava-me apenas a uma disciplina de ingestão elevada de líquidos (água) e à atenção a dois ou 3 indicadores simples das análises rotineiras. Essa disciplina, que cumpri enquanto a dor do primeiro episódio estava bem fresca na memória, foi sendo quebrada com o tempo e é, em grande parte responsável por esta “sequela”. Mas no Hospital de Aveiro estavam, no mesmo dia, vários outros casos de cólicas renais que, segundo a médica que me assistiu, são comuns nesta altura do ano, em que as mudanças de temperatura provocam alguma desidratação, sem que as pessoas se apercebam imediatamente.

Por isso mesmo, fica o apelo a todos: bebam água, pela vossa saúde. Com ou sem pedras nos rins, bebam água. Com ou sem sede, bebam água. Mais hidratado, o organismo funciona melhor e defende-se de todas as agressões, incluindo da temida Gripe A. 2 ou 3 litros diários, até mais, dependendo dos metabolismos pessoais, fazem maravilhas. É o que me dizem e é aquilo em que preciso de acreditar, já que tenho razões bem objectivas para beber água, mesmo que me custe imenso, quer porque é muito raro ter sede, quer porque, quanto mais água bebo, mais me apercebo das diferenças de sabor e vou ficando “enjoado” da água disponível.

Por isso, se forem capazes de seguir este apelo, digam-me a mim o que é que eu posso fazer para não me esquecer desta disciplina e para passar por cima destas dificuldades. Se tiverem hábitos saudáveis de ingestão de água, ou conhecerem gente que tenha, digam-me se há segredos para manter essas rotinas. Sugiram coisas, falem-me de coisas que me dêm sede… eu sei lá.

Aluguer de contadores de água, luz e gás acaba dia 26 Maio

CORRECÇÃO: Graças ao comentário do Kincas, fiquei a saber que caí no mesmo erro que o Diário Económico. Esta lei entrou em vigor em 2008! Ou seja, este aviso tem um ano de atraso.

Lembraram-me hoje, via mail, que é já a partir de amanhã!

Aluguer de contadores de água, luz e gás acaba no próximo mês de Maio

Os consumidores vão deixar de pagar os alugueres de contadores de água, luz ou gás a partir de 26 de Maio próximo. Nesta data entra também em vigor a proibição de cobrança bimestral ou trimestral destes serviços, segundo um diploma que foi publicado em Fevereiro no Diário da República.

A factura de todos aqueles serviços públicos vai ser obrigatoriamente enviada mensalmente, evitando o acumular de dois ou três meses de facturação, indica a Lei 12/2008 que altera um diploma de 1996 sobre os “serviços públicos essenciais”.

A nova legislação passa a considerar o telefone fixo também como um serviço essencial e inclui igualmente nesta figura as comunicações móveis e via Internet, além do gás natural, serviços postais, gestão do lixo doméstico e recolha e tratamento dos esgotos.
O diploma põe fim à cobrança pelo aluguer dos contadores feita pelas empresas que fazem o abastecimento de água, gás e electricidade.

Também o prazo para a suspensão do fornecimento destes serviços, por falta de pagamento, passa a ser de dez dias após esse incumprimento, mais dois dias do que estava previsto no actual regime.

Outra mudança importante é o facto de o diploma abranger igualmente os prestadores privados daqueles serviços, classificando-os como serviço público, independentemente da natureza jurídica da entidade que o presta.
Numa reacção à publicação do diploma em causa, “a Deco congratula-se com estas alterações, há muito reivindicadas”, afirmou à agência Lusa Luís Pisco, jurista da associação de defesa do consumidor.

O diploma publicado, para entrar em vigor a 26 de Maio, proíbe também a cobrança aos utentes de qualquer valor pela amortização ou inspecção periódica dos contadores, ou de “qualquer outra taxa de efeito equivalente”.

Agora cabe-nos a nós estar atentos às facturas e fazermos valer os nossos direitos.