50 anos de Amnistia Internacional

[vimeo]http://www.vimeo.com/24146622[/vimeo]

A causa é valorosa. O vídeo belíssimo e, como se pode constatar no making of, a referência “florida” ao nosso 25 de Abril de 74 é uma escolha consciente e simbólica que muito nos devia honrar e que nos devia dar força para continuar a lutar pelos amanhãs que cantam.

Jogos Olímpicos Pequim 2008: agora a sério

Campanha da Amnistia Internacional: Stop the World Record of Executions

Stop the world record of executions
China holds the current world record of executions with executing 1,010 people of 1,591 confirmed executions worldwide.
Although the Beijing Olympic committee declared that hosting the Olympics will ‘help the development of human rights in China’.
Join the fight against death penalty.

Do site da Amnistia Internacional Portugal:

“Daremos aos média total liberdade para realizarem o seu trabalho quando vierem para a China. (…) Estamos confiantes que os Jogos, ao serem entregues à China, promoverão não apenas a nossa economia, mas também irão melhorar todas as condições sociais, incluindo educação, saúde e direitos humanos”, disse Wang Wei, Secretário-Geral do Comité Organizador dos Jogos Olímpicos de Pequim, a 13 de Julho de 2001, no China Daily.

Jacques Rogge, Presidente do Comité Olímpico Internacional, afirmou a 23 de Abril de 2002, no programa Hardtalk da BBC: “… estamos convencidos que os Jogos Olímpicos vão melhorar os registos de direitos humanos [na China]… Nós no Comité Olímpico Internacional solicitámos ao governo Chinês que melhorasse, o mais depressa possível, a sua prática de direitos humanos. No entanto, o Comité Olímpico Internacional é uma organização responsável e se a segurança, a logística ou os direitos humanos não forem satisfatoriamente postos em prática, então iremos actuar”.

No entanto, verificamos perseguição a activistas de Direitos Humanos, aumento da censura aos meios de comunicação social e acesso aos mesmos, aumento das detenções administrativas que levam à pena de “reeducação pelo trabalho”… e tantas outras situações que temos denunciado nos últimos tempos (ver relatório da Amnistia Internacional intitulado The Olympics Countdown: Broken Promisses, na versão integral, em inglês, ou resumida, em português).

É isto que a China entende por “melhoria” dos Direitos Humanos? Não é perante isto que o Comité Olímpico Internacional prometeu “actuar”?

Por que caminhos se perdeu a responsabilidade do Comité Olímpico Internacional e do seu Presidente, Sr. Jacques Rogge?

Porém, nem todos se calaram: Hans-Gert Pottering, o Presidente do Parlamento Europeu, apelou, num artigo de opinião publicado há dias no jornal alemão Bild am Sonntag, aos atletas participantes nos Jogos Olímpicos para denunciarem a violação dos Direitos Humanos na China.

A organização dos Jogos Olímpicos poderia ter sido – aliás foi esse o compromisso assumido entre as autoridades Chinesas e o Comité Olímpico Internacional para a realização das olimpíadas em Pequim – ocasião para a melhoria rápida do respeito pelos Direitos humanos na China.

O Presidente do Parlamento Europeu apelou, no passado dia 3 de Agosto, aos atletas que participam nos Jogos Olímpicos para denunciarem violações de Direitos Humanos na China: “Quero encorajar os atletas mulheres e homens a olharem a situação bem de frente e não ao lado. Cada um pode a seu modo lançar um sinal”. Segundo Hans-Gert Poettering, a alegria do desporto e dos Jogos Olímpicos não poderá “confundir o nosso olhar sobre os homens e os seus Direitos”. Acrescentou: “É nosso dever não esquecer o povo tibetano que luta pela sua sobrevivência cultural”.

O presidente do Parlamento Europeu foi apenas um dos vários políticos e analistas alemães que apontaram o dedo ao regime chinês, criticando-o pelos ataques à liberdade de imprensa e às violações dos Direitos Humanos na China. Também o ministro dos Negócios Estrangeiros alemão, Frank-Walter Steinmeier, e o ministro do Interior alemão, Wolfgang Schaüble, não pouparam nas críticas ao comportamento de Pequim, exigindo o respeito pela liberdade de imprensa.

A Amnistia Internacional Portugal apela:

Aos dirigentes Chineses que cumpram o compromisso que assumiram como condição para que os Jogos Olímpicos se realizassem em Pequim (melhorar a situação geral dos Direitos Humanos no país, nomeadamente na região do Tibete);

Aos dirigentes do Comité Olímpico Internacional que cumpram o compromisso que assumiram perante o Mundo, de actuar em defesa dos Direitos Humanos caso a China os violasse no contexto dos Jogos Olímpicos;

Aos dirigentes políticos, designadamente, aos Portugueses, que, à semelhança dos políticos alemães, tomem uma posição pública e firme contra a violação dos Direitos Humanos na China e nas suas regiões autónomas, nomeadamente do Tibete;

Aos atletas para que não calem a indignação perante a violação dos Direitos Humanos em nome do legítimo desejo de vitória;

A todos quantos se preocupam com as vítimas dos Direitos Humanos, que não se cansem de denunciar as violações.