Skitch extended…

Skitch + Paparazzi = ??No meio de toda esta agitação à volta do Skitch, fui pensando em funcionalidades que podiam melhorar a aplicação e ser úteis em alguns cenários específicos. Uma dessas funcionalidades seria a captura duma página web completa, independentemente da área visível num monitor, para analisar elementos de interface, áreas de maior ou menor destaque, etc.
Essa possibilidade poderia tornar o Skitch numa ferramenta bastante útil para fazer análise de interfaces, por exemplo, anotando a totalidade da página/layout graficamente.

Curiosamente, andava a pensar nisto e tropecei nesta apresentação do Paparazzi!, feita pela Paula Simões, no Blog do Felisberto. O Paparazzi! permite a captura como imagem duma página web, independentemente da área visível no monitor: insere-se o endereço a capturar, a área mínima e pode até refazer-se o enquadramento e programar um atraso, para que a captura seja feita alguns segundos depois da página carregar (útil se houver animações ou coisas assim).

Juntos, o Skitch e o Paparazzi! complementam-se de formas bem interessantes.

Outras coisas que eu gostava de ver no Skitch eram:

  • possibilidade de fazer um zoom a algumas áreas da imagem
  • possibilidade de fazer cortes parciais e juntar áreas distintas, talvez pela utilização de layers
    exemplo: captura de janela da aplicação, omissão do “miolo” e exibição das ferramentas/menus todas juntas
  • ampliação da área de trabalho para anotações não sobrepostas

Era giro, não era?

(não me chateiem com o óbvio: eu sei que com todas estas coisas, o que eu estou a descrever mais parece uma ferramenta completa de edição bitmap— Photoshop, Gimp, Fireworks…— com um interface mais “giro” e a integração de screenshot e de exportação/partilha web)

Hold your horses!

pt
Já distribuí 90 dos 100 convites que faziam parte da bonanza. Uns por aqui, outros por subscritores da ML “O Correio dos Outros”. Vou fazer uma pausa neste processo, para me certificar que há algum equilíbrio na distribuição destes últimos 10 convites.

Por isso é que fechei os comentários na bonanza e no concurso.

Mantenham-se atentos.

(no entretanto, os 90 novos utilizadores têm, cada um, pelo menos 2 convites, por isso…)

en
I’ve already sent 90 of the 100 bonanza invites, Some through the blog, some to subscribers of an amazing portuguese Mac users list. I’ll take a break to make sure that there’s some balance in how these last 10 invites go.
That’s why I closed the comments at bonanza and at the contest.

Keep tuned.

(in the meantime, each of the 90 new users has, at leat 2 invites each, so…)

iCreate de Julho já chegou!

iCreate de Julho: dar mais power ao iLife

A iCreate de Julho já me chegou à caixa de correio. Ainda não tive tempo de analisar com o mínimo de profundidade, mas— confesso que estava curioso—, já vi que a minha opinião “menos positiva” não é única e que, neste número tem reflexo na secção TalkingMac, pela pena do Nuno Rodrigues.

Assim não me sinto tão só, mas gostava de ter tido algum feedback da opinião que emiti há um mês e que enviei ao director da revista… fiquei apenas com uns comentários no blog e provoquei alguma troca de correspondência na ML “O Correio dos Outros”, mas da iCreate, nunca cheguei a ter respostas.

Provavelmente o meu tom não caiu bem… no hard feelings.

Aliás, continuo a recomendar a leitura da revista. Se não tiver leitores é que não poderá melhorar de certeza.

Revolucionário?

É cada vez mais frequente vermos aplicado o termo “revolucionário” a produtos, serviços ou tecnologias em fase de lançamento e é também muito frequente que isso seja apenas e só sinal crescente da banalização do termo por culpa de marketeers ambiciosos que vêm na “novidade”, por pequena que seja, a brecha para uma revolução que, com fogo de vista se oferece aos consumidores como outra coisa que não uma pequena revolução nos seus bolsos…

Assistimos a isso tantas vezes em tantas áreas que se torna por vezes difícil distinguir entre o hype e a real thing e, dependendo do grau de cinismo, podemos mesmo recorrer ao célebre mote The Revolution Will Not Be Televised para descartarmos todas as promessas de revolução que nos cheguem pela publicidade ou pelas notícias na imprensa…

Mas num mundo globalizado e cada vez mais dependente das tecnologias de informação e cada vez mais “ligado”, não podemos deixar de manter acesa alguma esperança de que sinais de revolução possam surgir nos monitores dos nossos computadores. E não podemos ignorar que algumas revoluções acontecem/acontecerão precisamente na forma como usamos estas tecnologias e que outras tantas se apoiam/apoiarão nestas tecnologias e na força “viral” das redes de informação para atingirem os seus objectivos.

Poderá não ter lugar no horário nobre das televisões e escapar mesmo à maioria da imprensa “convencional”, mas a(s) revolução(ões) do nosso tempo chegarão até nós via web, ou acontecerão à frente dos nosso narizes, nos nossos monitores e encherão páginas de blogs e emissões de podcasts e videocasts.

O problema que se coloca é saber se no meio de todo este ruído digital, de tantas notícias de revolução nos transportes, revolução nas comunicações, revolução no entretenimento, seremos capazes de manter presente a ideia de que só existe verdadeiro potencial revolucionário em ideias capazes de unir as pessoas e transformar efectivamente o mundo e que nada disso depende de gadgets mais ou menos interessantes e inovadores, mas, evidentemente, exclusivistas, efémeros e superficiais.

A Segway, que ia revolucionar os transportes, agora é

Os exemplos que escolhi para os links (Segway, iPhone e AppleTV) são apenas exemplos de revoluções de marketeer que, pela visibilidade obscena que têm, merecem este tratamento de destaque negativo. Acredito que cada um destes produtos inclui características e inovações tecnológicas que constituem passos evolutivos importantes em cada uma das áreas. E acredito até que a integração desses aspectos em novos contextos menos centrados no lucro financeiro imediato possa trazer à sociedade em geral melhorias que poderão desempenhar um qualquer papel em algumas das revoluções reais de que necessitamos.

 

Apple iPhone. Revolutionary Phone !?

Acredito, por exemplo, que partes da engenharia da Segway combinados com outros bocados do génio de Dean Kamen poderão contribuir decisivamente para uma revolução real na mobilidade e nas políticas de transporte nas cidades, mas o verdadeiro motor dessa revolução não será um produto ou um conjunto de soluções técnicas, mas a vontade social de quebrar as barreiras que tornam as nossas cidades inimigas das pessoas.

Acredito até, tentando ver para lá da minha desconfiança relativamente a dispositivos tácteis, que aspectos pontuais do interface do iPhone possam expandir as possibilidades de interacção com dispositivos de várias escalas e que o impulso que ele trará à construção de novos tipos de web apps possa permitir algumas mudanças positivas, mas o verdadeiro motor de uma revolução nas comunicações (como se vê nas sucessivas definições da web 2.0) será a vontade social de estender as possibilidades de intercâmbio e participação a mais e mais pessoas, quebrando barreiras culturais, técnicas e económicas.

Porta Chaves Che GuevaraNenhuma revolução se fará, aliás, nem com gadgets de ricos, nem com memorabilia revolucionária, por mais que os marketeers façam subir os lucros dos seus patrões a vender t-shirts, porta-chaves ou iPods (ainda não se lembraram desta, pois não?) com a já gasta silhueta do Che Guevara (deve andar às voltas na tumba).

Mas se é fácil denunciar as “falsas” revoluções, mais difícil é dar visibilidade a eventos, causas e projectos verdadeiramente revolucionários, principalmente quando parte da revolução assenta em tecnologias. Basta pensarmos na questão óbvia do movimento Open Source, para vermos como facilmente chovem acusações de parcialidade, preconceito ou pura e simples inépcia quando alguém tenta promover uma ferramenta, uma linguagem ou uma plataforma de desenvolvimento que pareça uma verdadeira ferramenta da revolução. Organizado em “seitas” (como tantos movimentos revolucionários), o mundo do Open Source tem dificuldade em lidar com o exterior e consigo próprio e as guerras internas, que o debilitam, servem apenas para alimentar as grandes empresas, que têm razões para recear o potencial verdadeiramente revolucionário do Open Source.

E (essa) revolução vai sendo adiada, avançando passo-a-passo, aos soluços.

Essa era uma revolução em que eu queria participar, mas o ambiente de “clandestinidade” que se vive por ali, faz-me manter este estatuto tipo “esquerda-caviar” que é, de facto, a condição dos Mac Users.

Outra revolução real é a que Nicholas Negroponte pretende com o projecto One Laptop Per Child, que como ele não se cansa de referir, “é um projecto de educação, não um projecto de um computador portátil“.

OLPC Laptop

Uma iniciativa destas reduz todos os planos e choques tecnológicos de marketeers armados em políticos à sua insignificância e devia-nos pôr todos a pensar nas verdadeiras revoluções que faltam fazer.