Entradas com Etiqueta ‘arquitectura’

Cuidado com as aparências

Quinta-feira, 17 de Junho, 2010

Deparei-me agora com um site, uma conta no Twitter e toda a uma presença online identificada com o Arquitecto Álvaro Siza Vieira que tenho praticamente a certeza que não tem nada a ver com ele, nem com o gabinete dele e pode, eventualmente, ser lesiva da sua imagem pública. Não sei se esta é uma situação já conhecida e relativamente à qual já alertaram o gabinete dele e/ou se foram tomadas medidas no sentido de evitar equívocos. Se sim, peço desculpa pela redundância.

O site é http://www.alvarosizavieira.com e tem uma conta no Twitter: http://www.twitter.com/sizavieira (não coloco links clicáveis, precisamente porque prefiro evitar contribuir para a visibilidade desta “manobra”).

A imagem do Arquitecto e da sua obra é usada extensivamente, como poderão constatar, com o objectivo de fazer dinheiro via anúncios no site e sistemas de filiação em lojas online (vendem livros e vídeos do e sobre o Arquitecto Siza Vieira, via Amazon, por exemplo). Os conteúdos aparecem no site “automagicamente”, rapinando aqui e ali as inúmeras referências online que existem.

Não sei se isso incomoda ou não o Arquitecto e o seu gabinete. A mim incomodou-me ver a cara do Siza na minha timeline do Twitter e descobrir que é só um esquema de republicação de conteúdos e publicidade.

Procurei um site verdadeiramente oficial e contactos fidedignos online, mas não encontrei, por isso, se algum dos leitores tiver forma de o fazer, podem fazer chegar este alerta ao gabinete dele?

Obrigado.

Moissac

Sexta-feira, 19 de Fevereiro, 2010

Moissac, vista externa

Há imagens que tenho vontade de pintar, mais do que fotografar.
Alguma edição digital acalma um bocado desse desejo.

Nuno Teotónio Pereira, um retrato

Quarta-feira, 14 de Outubro, 2009

Nuno Teotónio PereiraChamaram-me a atenção, via mail, para o documentário que a RTP2 vai exibir no próximo sábado, dia 17, às 21h00, sobre a figura notável que é Nuno Teotónio Pereira.

Nuno Teotónio Pereira é conhecido sobretudo como arquitecto. Mas ao longo da sua vida ele foi também muitas outras coisas. Mesmo se em todas essas coisas ele nunca deixou de ser arquitecto. E se todas essas coisas reenviam sempre ao arquitecto que ele é. Este “retrato” de Nuno Teotónio Pereira não pretende ser senão uma iniciação à sua vida e obra. Sabendo que num filme nunca cabe uma vida inteira.

Apontem nas agendas.

Um local de trabalho muito peculiar

Terça-feira, 10 de Fevereiro, 2009

É aqui que tudo se está a passar, por agora. E, como podem ver, recebemos “sinais”.

Passatempo: descubra a entrada do TNDMII

Terça-feira, 21 de Outubro, 2008

Quem diria que se podia fazer um passatempo com uma actividade tão banal como esta? Mas, para os não Lisboetas (e, se calhar para alguns lisboetas, também), cá fica o desafio:

Por onde se entra no Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa?

Passatempo: descubra a entrada do TNDMII, imagem aérea (Google maps)

Será pela escadaria principal, virada para a Praça D. Pedro IV (Rossio)?

TNDMII, vista do Rossio (fotografia de telemóvel)

Será pela entrada poente, virada para a Estação do Rossio?

TNDMII, vista da Estação do Rossio (fotografia de telemóvel)

Ou será pela entrada nascente, virada para o Largo da Ginjinha?

TNDMII, vista do largo da Ginjinha (fotografia de telemóvel)

Já ajuda dizer que não é pelas traseiras (viradas para o Gambrinus) e deixar as fraquíssimas fotografias. Por isso, para dificultar um bocadinho, fiquem sabendo que na escadaria principal há uma esplanada e uma entrada para a Livraria do Teatro e na entrada poente, um Restaurante.

Quem adivinhar ganha reservas* para o resto da temporada do Visões Úteis.

* Este é um concurso gozão e da minha exclusiva responsabilidade pessoal. As reservas não são nem convites nem bilhetes com desconto. ;)

Montanhas de papel

Quinta-feira, 4 de Setembro, 2008

Qualquer pessoa normal ficaria surpreendida ao olhar para a actual dimensão, em papel, dos elementos obrigatórios a submeter às Câmaras Municipais no momento de entregar um projecto de arquitectura. É que são montanhas de papel!

No tempo do e-gov, da obrigatoriedade de preenchimento online de declarações ao Estado, de informatização generalizada nos serviços da administração pública e de todas essas coisas que se dizem por aí, apesar de ser norma e, em alguns casos, obrigação dos arquitectos, desenvolver e apresentar os projectos (também) em formato digital, o processo de entrega dum licenciamento continua a passar pela manipulação de cópias variadas de documentos de diversas fontes e preenchimento de formulários e minutas que, apesar de estarem disponíveis em formato digital e corresponderem a realidades informáticas em cada uma das entidades emissoras ou receptoras (Registos Prediais, Finanças, Instituto Nacional de Estatística, a própria Câmara Municipal, a Ordem dos Arquitectos…) têm que ser impressas, coleccionadas e entregues em duplicado, triplicado ou mais, dependendo do número de entidades “reguladoras” (Património, Economia, etc.).

O exemplo mais caricato é o dum formulário de dados estatísticos (para o INE) obrigatório em todos os licenciamentos, que está disponível em PDF, mas não como formulário digital, pelo que se imprime e preenche, para que, depois, alguém leia e volte a digitar a informação!

E cópias de BIs dos requerentes e dos técnicos e cópias de certidões que incluem referência a códigos de referenciamento electrónico no serviço emissor (Registo Predial, por exemplo), mas que se supõe não estar disponível para verificação noutros serviços… uma trapalhada que resulta em noites em claro só para a tarefa de imprimir e verificar as tais montanhas de papel.

Estamos (eu e a Cláudia), numa dessas “aventuras”. Eu, solidário, a gerir a impressora e a organizar processos enquanto ela finaliza e verifica PDFs. É um nunca acabar de árvores mortas que me passa pelas mãos e que tem como único objectivo alimentar um monstro burocrático. E não páro de pensar se alguém verifica mesmo estas pilhas de papel e as usa para seja o que for. De facto, não acredito que seja útil e acho mesmo que tudo não passa dum embuste: para que ninguém tenha o trabalho e assuma a responsabilidade de organizar estes processos com mecanismos de centralização, verificação e validação documental, “venham daí as cópias em papel que a indústria da celulose agradece e nós havemos de pedir instalações maiores para os arquivos”!

E lá vamos, cantando e rindo…

(a impressora pede, incessantemente, mais papel)

Questões pertinentes

Domingo, 6 de Julho, 2008

Volta e meia, há assuntos que ganham nova pertinência aqui no blog. Foi o que aconteceu a uma reflexão com mais dum ano acerca da diferença entre sistemas CAD e sistemas BIM, que conta agora com vários participantes comentadores, entre eles professores universitários dos dois lados do atlântico: Miguel Krippahl, professor da UCP, que comentou na altura e que tem este blog e Adriano Sales, professor no Brasil, que fez agora alguns comentários, ao mesmo tempo que inaugurou o seu próprio blog.

Vale a pena seguir os novos comentários e participar na troca de opiniões e experiências que por lá se vai fazendo. Os locais especializados, mantidos pelos professores/arquitectos, prometem reflexões mais profundas, mas é curioso terem passado ambos por aqui.

Fomos ao mercado

Sábado, 3 de Maio, 2008

Fui ao mercado com a Lau e a Maria

Fomos todos (a Maria ainda bem protegida).
O Mercado de Santiago fica no Bairro de Santiago, os “comboios amarelos” a quem muita gente associa algumas das piores coisas de Aveiro. Não percebo. Eu, em Aveiro, sempre morei junto do Bairro de Santiago e não conheço muitos espaços em cidades portuguesas com a qualidade de vida que o Bairro de Santiago oferece. Por muito que se favoreça a degradação dos espaços públicos e jardins, por acções e omissões, e por muitas dificuldades que se vivam dentro das habitações (que conheço e que, como quase toda a habitação social em Portugal, não é de grande qualidade), a verdade é que a vida no Bairro de Santiago aproveita o que de melhor se pode fazer, urbanisticamente falando, numa cidade como Aveiro: há espaço para respirar, campos de desportos, jardins para passear, luz… e há o Mercado!

Se uma parte da cidade se alheasse de preconceitos e viesse usar mais estes espaços que são de todos, seria mais difícil aos responsáveis públicos abandonar de forma tão miserável alguns dos espaços e serviços prometidos.

Venham daí!

E o Pritzker vai para… Jean Nouvel

Segunda-feira, 31 de Março, 2008

Jean Nouvel, vencedor do Pritzker 2008O Público dá a notícia: o francês Jean Nouvel ganhou o Pritzker deste ano. Infelizmente, o Público não tinha nenhuma imagem do arquitecto francês ou duma das suas obras e achou que era boa ideia ilustrar o artigo com uma fotografia de Siza Vieira, vencedor do prémio em 1992. Como neste blog não temos as restrições a que estão sujeitas as grandes publicações de referência como o Público, é com prazer que vos mostro o premiado deste ano: Jean Nouvel.

Anúncio Obsceno

Quinta-feira, 6 de Março, 2008

Na edição de hoje do Diário Regional de Aveiro. Sem comentários.

Anúncio no Diário Regional de Aveiro: Arquitecta disponível para assinar alvarás