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Sinto-me um herói, de facto

Quarta-feira, 7 de Maio, 2008

Fui à iniciativa de colheita de sangue e registo como dador de medula óssea de que falei ontem e, com alguma surpresa e para minha grande felicidade, nenhum dos “mitos” se confirmou: nem a minha medicação regular me impede de ser dador de sangue, nem as cirurgias a que fui submetido no passado terão envolvido transfusões pelo que pude dar sangue e registar-me como dador de medula óssea.

Só depois das análises feitas e de todos os dados processados é que terei confirmação da minha condição de dador, obviamente, mas este primeiro passo, que podia (e devia) ter dado muito mais cedo, fez-me ficar a sentir muito bem comigo mesmo. E não custou nada: um ambiente simpático, profissionais de saúde muito cuidadosos, atenciosos e divertidos e um processo que, pelo menos para mim, foi completamente tranquilo. Suminho de laranja e um belo pão com queijo… conforto no corpo e na alma. Fiquei mesmo contente e, apesar de ser uma atitude que devia ser “normal”, as campanhas de publicidade e sensibilização que nos falam em “salvar vidas”, promovem mesmo um certo sentimento de heroísmo do acto.

É passageiro, até tirar o penso do braço. ;)

Entretanto, se quiserem, podem ir confirmar isto mesmo no complexo residencial da Universidade de Aveiro, hoje, até às 17h00. Se, como eu, andarem a adiar por terem dúvidas sobre se podem ou não ser dadores, deixem-se disso e vão, nem que seja só para esclarecer. E podem registar-se só como dadores de medula óssea, que é um acto muitíssimo importante.

Abençoados os pobres de espírito

Domingo, 4 de Maio, 2008

Hoje, na Universidade de Aveiro, realiza-se a Benção dos Finalistas. Esta cerimónia que se realiza um pouco por todas as academias do país deixa-me doente, irritado e deprimido.

Por um lado, há a hipocrisia extrema e muito portuguesa de encerrar um período em que se cometem todos os excessos e todos os pecados, quase por obrigação, com uma cerimónia religiosa, bem comportada, para emoção das famílias e satisfação de egos parolos e provincianos.

Depois há esta doença social profunda e muito mais debilitante do que se pensa de aceitar a ideia duma religião dominante e da “normalidade” de se organizarem cerimónias para multidões que se supõem diversas, mas unidas nesse padrão quase nunca praticado e cada vez menos professado. A associação entre a vontade popular (ou estudantil, neste caso) de celebrar ou assinalar com pompa e circunstância um momento mais ou menos determinante com a incompreensível e muito pouco debatida necessidade da sua sacralização é um sintoma claro da pequenez do nosso país. Da nossa pobreza de espírito.

Não questiono (nem tal me passaria pela cabeça) que os estudantes, individualmente ou em grupo, sintam uma necessidade de integrar na sua eventual prática religiosa estes momentos. É natural. O que não é nada natural e resulta apenas e só da perigosa presunção nacional de que, a não ser que nos manifestemos em contrário, somos todos católicos e que ninguém se incomodará com a imposição dessa religião dominante porque “sempre foi assim” e toda a gente sabe que até somos “tolerantes”, é que as instituições (Universidades, Órgãos de Soberania, Associações de Pessoas, etc.) não compreendam a necessidade de fronteiras claras e definidas entre a sua esfera pública e a religiosidade presumida.

Países com uma maior presença de diversas culturas e religiões, que não admitem (porque não podem) que religiões historicamente dominantes se confundam com a expressão do que é público e colectivo, não limitam a liberdade religiosa de ninguém ao atribuir exclusivamente às igrejas e aos indivíduos a responsabilidade de organizarem as suas práticas.

O envolvimento que os nosso poderes públicos, das Câmaras aos Governos, passando pelas Universidades, corporações de Bombeiros, colectividades várias e Associações de Estudantes, por exemplo, continuam a assumir com a Igreja Católica é, por isso mesmo, uma manifestação triste da nossa pequenez e da nossa pobreza de espírito.

Não sei se isso nos garante a benção, mas acho que garante parte do nosso atraso civilizacional.

Fomos ao mercado

Sábado, 3 de Maio, 2008

Fui ao mercado com a Lau e a Maria

Fomos todos (a Maria ainda bem protegida).
O Mercado de Santiago fica no Bairro de Santiago, os “comboios amarelos” a quem muita gente associa algumas das piores coisas de Aveiro. Não percebo. Eu, em Aveiro, sempre morei junto do Bairro de Santiago e não conheço muitos espaços em cidades portuguesas com a qualidade de vida que o Bairro de Santiago oferece. Por muito que se favoreça a degradação dos espaços públicos e jardins, por acções e omissões, e por muitas dificuldades que se vivam dentro das habitações (que conheço e que, como quase toda a habitação social em Portugal, não é de grande qualidade), a verdade é que a vida no Bairro de Santiago aproveita o que de melhor se pode fazer, urbanisticamente falando, numa cidade como Aveiro: há espaço para respirar, campos de desportos, jardins para passear, luz… e há o Mercado!

Se uma parte da cidade se alheasse de preconceitos e viesse usar mais estes espaços que são de todos, seria mais difícil aos responsáveis públicos abandonar de forma tão miserável alguns dos espaços e serviços prometidos.

Venham daí!

Colóquio no TA: “Os desafios de uma nova política para a cultura e criatividade da cidade/região de Aveiro”

Quarta-feira, 23 de Abril, 2008

No âmbito do projecto Cidades Criativas, realizar-se-á no próximo dia 29 de Abril (terça-feira) às 21:15, no Café/Bar do Teatro Aveirense, um Colóquio sobre “Os desafios de uma nova política para a cultura e criatividade da cidade/região de Aveiro - Valorizar as oportunidades do QREN 2007/13“.

Poster do Colóquio “Os desafios de uma nova política para a cultura e criatividade da cidade/região de Aveiro”


O colóquio contará como principais oradores o Dr. Carlos Martins, Coordenador do Estudo Estratégico sobre as Indústrias Criativas da Área Metropolitana do Porto, e a Professora Susana Sardo, docente do Departamento de Comunicação e Arte da UA.

Mais informações: cidadescriativas@sapo.pt


Recebi esta informação via mail. Acho que pode ser uma boa oportunidade para discutir algumas questões fundamentais e, quem sabe, contribuir com ideias e estratégias frescas. E tentar perceber algumas das dinâmicas em movimento. Apareçam, se puderem.

Profissional? Eu?

Segunda-feira, 21 de Abril, 2008

A convite do Dr. Nelson Lopes, psicólogo no Gabinete de Apoio ao Jovem da Câmara Municipal de Aveiro, participei num Painel de Profissionais, com a missão de partilhar com alunos do 12º ano da Escola Secundária Jaime Magalhães Lima, alguma da minha experiência na qualidade de web designer. Todas as minhas reservas— não ter um percurso de formação minimamente regular, ser demasiado jovem e inexperiente para poder dar uma visão completa de qualquer exercício profissional e ser excessivamente disperso na minha actividade para me poder assumir como profissional seja de que área for— foram sendo rebatidas pelo Nelson Lopes, a quem a ideia de trazer um “agente provocador” ao painel, parecia agradar.

Participei, por isso, nessa qualidade e, apesar do cansaço (o painel foi de manhã e tinha tido filme-concerto do Space Ensemble em Barcelos na noite anterior), acho que não se perdeu tudo e ninguém ficou demasiado melindrado (espero) com a minha presença.

Comecei, destacando a velocidade vertiginosa a que a web, enquanto suporte, se desenvolve e modifica e, por isso, a necessidade imperiosa de, quem se interessar por ela, não se afeiçoar demasiado a ferramentas, linguagens ou procedimentos específicos e, necessariamente circunstanciais, e investir numa formação flexível, centrada no “aprender a aprender” e no “aprender a pensar“, muito mais “estáveis” e úteis a médio e longo prazo do que o “aprender a fazer“. Partilhei também a parte mais “dramática” do meu percurso escolar (uma prolongadíssima desistência do curso de arquitectura) e aconselhei, nos limites do que me é permitido, a não ter medo de mudar de sonhos e vontades e, acima de tudo, fugir das armadilhas das expectativas externas (ou da percepção que temos delas) e quebrar este ciclo vicioso de prolongar os percursos formativos ad nauseam, sem convicções.

Não se metam num curso superior qualquer só porque é o que se espera que façam ou, pior, porque é aquele em que conseguem entrar. O curso não pode ser um fim em si mesmo.

Não sei se o disse com esta convicção, mas tentei.

Para ilustrar a questão da velocidade, usei uma citação do Boris Vian, tirada de “Os Construtores de Impérios“:

Corremos com toda a força para o futuro e vamos tão depressa que o presente nos escapa e a poeira da nossa corrida nos esconde o passado.

Timeline of major browser releases, Wikipediae, para dar um aspecto mais “técnico”, mostrei-lhes esta timeline dos lançamentos dos principais browsers, que pode ser vista em detalhe na Wikipedia.

Para quem nasceu à volta de 1990, este ritmo de desenvolvimento, a par das datas de lançamento dos principais serviços web que fazem parte do nosso quotidiano— Amazon, 1994; Yahoo e Sapo, 1995; hi5, 1996; Google, 1997, MSN, Blogger e RSS, 1999; Wikipedia, 2001, Last.fm, 2002; Skype e MySpace, 2003, YouTube, 2005— deve fazer pensar 2 vezes todos aqueles que aspiram a um futuro sossegado (que espero que sejam sempre cada vez menos).

Datas de lançamento de serviços web emblemáticos

O tempo não era muito (15 minutos para a apresentação) e não consegui fazer nada de tão rigoroso ou completo como gostaria. Até porque não podia evitar a “provocação” final que, infelizmente, não tivemos tempo para debater, nem com os alunos, nem com os professores, nem com os restantes profissionais presentes: o matemático Manuel Scotto, o engenheiro electrotécnico/telecomunicações José Carlos Pedro, o engenheiro civil João Paulo Tavares (CMA) e o professor de educação física / empresário Ricardo Silva.

Quem sabe se a podemos debater aqui no blog? Cá vai:

O trabalho é a porca chantagem da sobrevivência.
Movimento Situacionista

Homens valentes

Domingo, 27 de Janeiro, 2008

Miguel Borges, Peter Michael Dietz, Romeu Runa e Romulus Neagu. E Paulo Ribeiro, claro. Homens valentes, todos eles.

Masculine, a coreografia apresentada ontem no Teatro Aveirense é um fortíssimo exercício de coragem. E de talento, claro.

Romeu Runa em Masculine, coreografia de Paulo Ribeiro

Um dos melhores espectáculos de dança a que assisti.
E um exercício singular de masculinidade. Honesto. Um daqueles que nos deixa com poucas palavras.

Vamos fazer um brainstorming?

Quarta-feira, 16 de Janeiro, 2008

Hoje avisei-vos dum espectáculo que vai acontecer hoje. O que é irritante, não é?

Mas porque é que só agora é que aviso? Porque só agora é que soube. E isso é relevante? É, porque não me canso de espantar com as dificuldades de comunicação na área da cultura. Mas como é que eu saber ou não é relevante para avaliar de eventuais dificuldades? Se calhar o problema é meu… Se calhar é, mas também é verdade que se uma pessoa com os meus hábitos, a minha “predisposição” e a minha ligação ao meio (fui eu que pus o trailer de A Boneca no YouTube, por exemplo) se deixa surpreender por informação desta, o que acontecerá a pessoas mais “afastadas”?

Mas que dificuldades são estas? Por um lado, não há público, por outro, o público queixa-se de falta de divulgação, e por outro ainda, há quem ache que isto tudo é uma “pescadinha-de-rabo-na-boca” porque alguns eventos, sem divulgação de maior, têm na mesma público e são esses, precisamente, que parecem “criar” públicos.

Será que não há mesmo nada a fazer?

Sem querer estar a ser insistente ou irritante, proponho que se faça aqui mesmo um pequeno brainstorming, sobre o exemplo do Teatro Aveirense (espero que não em levem a mal e possam aproveitar algumas sugestões), para encontrar propostas concretas para melhorar a visibilidade da programação do Teatro.

Eu inicio com três propostas simples relacionadas com a presença online e peço a todos os leitores que se pronunciem  sobre estas e contribuam com outras seja para que meios for.

Inscrição na mailing list do Teatro Aveirense é confusa

SUGESTÃO 1: UM MAILING MELHOR
Simplificar e pôr a funcionar uma mailing list/newsletter de subscrição fácil e óbvia. Tentei subscrever a “mailing list” anunciada no site várias vezes e nuncarecebi informação nenhuma por esse meio. Agora vejo uma notíca com um novo sistema de subscrição de newsletter. “Consolida, filho, consolida… O que é preciso é consolidar”, já dizia o Zé Mário Branco no FM. ;)
A divulgação via e-mail funciona muito bem se for pensada em termos de periodicidade e especificidade, na minha opinião. Um mailing da programação trimestral, por exemplo é uma boa base, que, com acrescentos ou adendas semanais ou quinzenais pode ser uma óptima ferramenta. Fundamental, na minha opinião, é que se faça um tratamento tão sistemático como possível de todos os eventos. Há vários exemplos de mailings nesta área que me parecem funcionar bem: a newsletter do Visões Úteis (que conheço na óptica do editor) ou os mailings do Mercado Negro ou do Cineclube de Aveiro (que conheço na óptica do subscritor) são simples e acho que eficazes, por ser elementar a subscrição, por haver correpondência entre mailings e conteúdos dos sites e por ser fácil reenviar ou reutilizar (o reenvio e reutilização para blogs, por exemplo, é um dos grandes trunfos dos mailings bem feitos… por isso nada de mailings só imagem ou em formatos estranhos: deve ser sempre possível a leitura em texto simples!).

SUGESTÃO 2: GO VIRAL!
Entrar pelas redes de social networking é uma “seca”, mas os benefícios podem ser bem superiores à chatice. Quase todas as redes têm funções de partilha de agendas, boletins, divulgações, etc. Como as pessoas são muito preguiçosas, ir às redes onde elas já estão pode ser uma das melhores formas de garantir que a informação está a passar. E a ideia do “viral” é muito verdadeira: o principal trunfo destas abordagens é que depois da informação começar a circular, dependendo da topologia e funcionamento das redes, pode rapidamente chegar a grandes quantidades de gente, duma forma relativamente sectorizada. MySpace, hi5, Last.fm para a música… as opções são muitas e os públicos abrangidos são diferenciados. Estudar o(s) meio(s) e fazer opções pode não ser fácil, mas eu apostaria nos resultados. É claro que mantenho a minha opinião acerca das falhas destas plataformas, mas acho que no contexto duma estratégia de divulgação da programação dum espaço como um Teatro, não deve haver demasiados pruridos na escolha dos suportes.

SUGESTÃO 3: SUBSCRIÇÃO
A preguiça das pessoas faz com que seja fundamental disponibilizar conteúdos que se possam subscrever, para consulta nos “espaços virtuais” que cada utilizador decide frequentar. E há duas coisas que se podem disponibilizar de forma simples:

  1. feed RSS de notícias: pode ser agregado no leitor RSS de cada pessoa, pode ser redistribuído por blogs, portais e outras plataformas e ajuda a trazer visitantes ao site com as novas actualizações
  2. feed RSS/XML/iCAL do calendário: esta é a funcionalidade que a mim, pessoalmente me pareceria mais influente. Manter no Google Calendar, por exemplo, um ou mais calendários partilhados e que podem ser subscritos em várias aplicações (Outlook, iCal, Thunderbird/Lightning, etc…) pode ajudar (e muito!) a manter informação actualizada junto dos utilizadores. E, no caso do Google Calendar é até possível permitir que também o calendário seja embebido em vários sites, blogs e outras plataformas. Se esse calendário existisse, com os eventos do TA (ou doutra entidade ligada à cultura aqui em Aveiro), provavelmente apareceria nas barras laterais de vários bloggers ligados à cidade, assim como nos sites da região.

Estas são as minhas primeiras 3 (e mais simples) sugestões, úteis para o TA ou para outras entidades com os mesmos problemas. E as vossas?

A Boneca: hoje no Teatro Aveirense

Quarta-feira, 16 de Janeiro, 2008

A Boneca está hoje, quarta-feira, 16 de Janeiro, no Teatro Aveirense, às 21h30.

Eu vou ver:

Boneca
Encenação de Nuno Cardoso

Nora Helmer pediu emprestada, em segredo, uma larga soma de dinheiro para que o marido pudesse recuperar de uma doença grave. Nunca lhe falou do empréstimo que secretamente foi pagando com o que poupara. Quando é nomeado director do Banco Comercial, a primeira medida do seu marido, Torvald, é despedir um homem cuja reputação tinha sido desgraçada por forjar a assinatura de um documento. Este homem, Nils Krogstad, é a pessoa a quem Nora pediu o dinheiro emprestado. Nora também forjou a assinatura do seu pai para conseguir obter o dinheiro. Para defender o emprego, Krogstad ameaça revelar o crime de Nora e assim, destruir a vida do casal. Nora tenta influenciar o marido, mas para ele Nora é uma criança que não compreende decisões de negócios. Desesperada, Nora prepara-se para a descoberta da verdade pelo marido.

A partir de “Uma casa de bonecas”, de Henrik Ibsen.
Ficha Artística e Técnica
Tradução: Fernando Villas-Boas
Encenação: Nuno Cardoso
Assistência de Encenação: Paula Garcia
Design Luz: José Álvaro Correia
Cenografia: Fernando Ribeiro
Figurinos: Storytailors
Sonoplastia: Rui Dâmaso
Apoio ao Movimento: Marta Silva
Elenco: Ana Brandão, Flávia Gusmão, José Neves, Lúcia Maria, Nuno Cardoso, Peter Michael
Gestão de Projecto: Cassiopeia, desenvolvimento de projectos culturais, Lda.
Direcção de Produção: Ada Pereira da Silva
Produção Executiva: Marina Freitas
Co-produção: Cassiopeia; Centro Cultural Vila Flor; Teatro Nacional D. Maria II e Theatro Circo.

Das Märchen, de Emmanuel Nunes, também no Teatro Aveirense

Terça-feira, 15 de Janeiro, 2008

Acabei de receber esta notícia, que muito me agrada.

No próximo dia 25 de Janeiro estreia a primeira ópera de Emmanuel Nunes, Das Märchen, no Teatro Nacional São Carlos, pelas 20:00.

Escrita por um dos mais notáveis compositores do nosso tempo, esta ópera resulta da encomenda conjunta do Teatro Nacional de São Carlos, Fundação Calouste Gulbenkian e Casa da Música no contexto de uma co-produção sem precedentes com a Fundação Calouste Gulbenkian, a Casa da Música e o Ircam-Centre Pompidou (Paris).

Numa acção inédita em Portugal, DAS MÄRCHEN estreia em simultâneo, a 25 de Janeiro, em 14 teatros do País e Ilhas com transmissão em directo do São Carlos numa iniciativa com o apoio da RTP e da PT Inovação.

O Teatro Aveirense é um dos 14 Teatros que se inclui nesta rede de transmissão em directo, sendo a entrada gratuita, no limite dos lugares disponíveis.

Com direcção musical de Peter Rundel, Director Musical do Remix Ensemble desde Janeiro de 2005, destaca-se também a encenação de Karoline Gruber.

É óbvio que não é a mesma coisa do que ter a primeira ópera de Emmanuel Nunes em circulação pelo país. Mas, bem vistas as coisas, é muito melhor que nada, não é?

A não ser que aconteça uma desgraça qualquer, eu lá estarei.

E, para os leitores de outras partes do país, cá fica a lista dos 14 teatros envolvidos:

  • Teatro Diogo Bernardes em PONTE DE LIMA
  • Casa da Música no PORTO
  • Centro Cultural Vila Flor em GUIMARÃES
  • Teatro Aveirense em AVEIRO
  • Teatro Académico Gil Vicente em COIMBRA
  • Cine-Teatro Avenida em CASTELO BRANCO
  • Teatro Miguel Franco em LEIRIA
  • Teatro Virgínia em TORRES NOVAS
  • Centro de Congressos dos Paços do Concelho em PORTALEGRE
  • Teatro Bernardim Ribeiro em ESTREMOZ
  • Teatro Pax Julia em BEJA
  • Teatro Lethes em FARO
  • Teatro Micaelense nos AÇORES
  • Teatro Baltazar Dias na MADEIRA

Adúlteros Desorientados: estreia no Porto, vai a Aveiro e a Vila Real

Quarta-feira, 9 de Janeiro, 2008

Adúlteros Desorientados é a primeira produção do Visões Úteis em 2008 (e a minha primeira banda sonora do ano) e é uma nova incursão no género do “teatro portátil”— espectáculos capazes de se adaptar a vários tipos de espaços, com condições técnicas e ambientes tão diversos como galerias de arte, salas de teatro, bares e cafés…

Adúlteros DesorientadosEste novo monólogo, protagonizado pelo Pedro Carreira, foi construído através da adaptação de Contos de Adúlteros Desorientados, de Juan José Millás, escritor e jornalista espanhol.

Eu estou muito satisfeito com o resultado e muito entusiasmado com a aposta do Visões Úteis num formato que permite uma circulação fora do comum. Só para que se perceba a portabilidade desta proposta, vejam a agenda:

  • estreia a 15 de Janeiro, no Espaço Serv’Artes, no Porto, onde se apresentará todas as terças-feiras, às 22h00, até dia 25 de Março (são 11 terças-feiras)
  • no fim de semana a seguir à estreia, estará em Aveiro nos dias 18 e 19 de Janeiro (sexta e sábado), no Mercado Negro, também às 22h00
  • no fim de semana seguinte, estará em Vila Real, no dia 25 de Janeiro (sexta-feira), no Teatro de Vila Real, também às 22h00

Escolham o local e a data que vos convier. E, se estivermos ainda muito longe, façam propostas de novos sítios.

A sério… proponham.