jazz.pt | Jazz no Parque 2010

JAZZ NO PARQUE 2010, 19ª edição
Ténis do Parque de Serralves

A edição deste ano do Jazz no Parque desenrolou-se em 3 tardes de sábado solarengas que fizeram do Parque de Serralves um óptimo sítio para se estar e todos os concertos atraíram um público considerável, com os 2 últimos concertos lotados com alguma antecedência e uma atmosfera de festa que se reflecte em todos os aspectos do festival e contribui para a justa afirmação do evento. O ambiente familiar, com muitas crianças no recinto e grandes grupos de várias gerações de apreciantes de música e jazz, mantém-se como uma das marcas identitárias do ambiente do Jazz no Parque mas este ano, viveu-se também a atmosfera mais intensa que um maior número de pessoas e um eventual maior entusiasmo em alguns momentos, produz.
Quanto à programação, este ano a presença portuguesa foi assegurada pelo Bernardo Sassetti Trio (com o convidado Perico Sambeat), com grande sucesso e entusiasmo por parte do pianista que, desde a primeira edição do Jazz no Parque que esperava voltar a tocar no festival, e, ao contrário do que sucedeu em anos anteriores, os outros 2 concertos vieram do outro lado do Atlântico— o Vijay Iyer Trio e Contact—, mas a diversidade de propostas estéticas que António Curvelo tenta muitas vezes assegurar incluindo uma proposta de jazz “europeu”, estava claramente patente neste tríptico que permitiu ao público que se deslocou a Serralves ouvir propostas claramente alternativas e de grande qualidade, através das quais se podem projectar os futuros do jazz, enquanto se compreende parte da sua história, missão a que o Jazz no Parque se propõe todos os anos, 3 concertos de cada vez. Continuar a ler

jazz.pt | 2 dias de História do Jazz

A 28 e 29 de Abril de 2008 a Casa da Música ofereceu ao seu público 2 eventos históricos em vários sentidos. O mais óbvio trata-se da referência explícita, nos 2 concertos apresentados, a duas figuras seminais da História do Jazz: Charlie Parker e Thelonious Monk. E interessa, não só por isso, mas também por se afirmarem, em duas noites autónomas, projectos com uma forte componente historiográfica e, até, pedagógica. Os dois pianistas e compositores responsáveis por cada uma das noites, Bernardo Sassetti e Jason Moran, não só partilharam de forma genuína as suas referências mais “profundas”, como apresentaram, com diferentes perspectivas, percursos através da(s) história(s) do Jazz que permitem compreender a sua evolução natural e a inevitabilidade dum futuro sempre transformador.

O texto que se segue foi escrito a propósito desde duplo evento, para o número 19 da Jazz.pt. Continuar a ler