Muna – Um espectáculo “dupla-face”

Muna no TEATRO CARLOS ALBERTO, no Porto
uma criação Visões Úteis

de 18 a 29 de Junho

Muna – Versão Infância (M4)
de quarta a quinta, às 10h30 e 15h00 | sexta e sábado, às 15h00

Muna – Versão Adultos (M12)
sexta e sábado, às 21h30 | domingo, às 16h00

“Estás a gostar da brincadeira?”, pergunta a Muna. “Estou a gostar de tudo!”, responde o Muna.

Ilustração de Júlio Vanzeler para o espectáculo No Muna, o espectáculo de “dupla-face” que estreia no dia 18, sou também um Muna e estou a gostar muito da “brincadeira”, mesmo que o trabalho envolvido seja hercúleo (pensavam que estava calado por ter metido férias ou uma licença de paternidade?).

Há canções, uma corneta-mangueira, uma bicicleta-musical, um piano… e há músicas de embalar e de sonhar (sonhos bons, sonhos maus e sonhos esquisitos) que fui criando para Muna e, obviamente, para a Maria.

Eu, que não posso ver nenhum dos espectáculos, porque aceitei ser parte integrante deste universo, aconselho os adultos a verem os dois espectáculos, se puderem. E estou verdadeiramente ansioso pela reacção das crianças, já que a dos adultos tende a ser menos genuína.

Venham. E tragam as vossas crianças… ou as dos outros.

Muna não é uma experiência trivial.

Serralves em Festa e Ó da Guarda: F.R.I.C.S. e Ensemble Granular

Se há alturas do ano em que marcar um concerto é um suplício infernal, há outras em que as propostas são tantas que nem se pode aceitar tudo. Este sábado é bem exemplo disso: de manhã, no âmbito do Serralves em Festa, estarei com a F.R.I.C.S. a animar a Baixa do Porto. À noite, no âmbito do Ó da Guarda – Festival de Novas Músicas, estarei no Teatro Municipal da Guarda, com o Ensemble Granular. E, no meio, vejo-me obrigado a faltar à performance do Space Ensemble no Serralves em Festa, que promete.

Mas, à falta do dom da ubiquidade, e combatendo o cansaço natural, terei oportunidade de, num só dia, rever amigos de origens diversas e confrontar espaços e públicos completamente diferentes.

Para quem estiver no Porto (ou para lá for), o Serralves em Festa promete muito (e cumpre), como é habitual. Eu seguirei para a Guarda com vontade de matar saudades do grupo que se estreou em Bruxelas.

Ensemble Granular

Ensemble Granular (da esquerda para a direita): João Martins (eu), Ulrich Mitzlaff, Miguel Cabral, Ricardo Freitas, Emídio Buchinho e Nuno Rebelo.

Música Portuguesa, Hoje – CCB

A promessa é grande e as expectativas criadas, enormes:

Música Portuguesa, Hoje (cartaz)

A maior mostra de música portuguesa realizada até hoje num Festival que celebra os compositores, as obras e os músicos portugueses. 52 obras de 48 compositores, 3 orquestras, 2 ensembles, 3 concertos de câmara com 19 músicos, 12 concertos de música jazz, improvisada ou electrónica, em formatos e criações inovadoras, e ainda 4 conferências e 2 colóquios.
Venha festejar connosco!
11, 12 e 13 Jul 2008

Comissariado por António Pinho Vargas, Pedro Santos e Rodrigo Amado, o Festival Música Portuguesa, Hoje pretende apresentar o que de melhor se faz actualmente na música portuguesa, atravessando géneros musicais e apostando numa grande diversidade de propostas. Durante três dias, o CCB recebe alguns dos melhores músicos e mais importantes projectos do panorama actual da música em Portugal, da música erudita ao jazz, passando pelo fado, electrónica ou música experimental.

Marquem já nas agendas!

Space Ensemble em Portalegre

Este fim-de-semana é altura de rumar a sul, até ao Centro de Artes do Espectáculo de Portalegre, onde vamos apresentar em dias consecutivos os dois projectos de filme-concerto do Space Ensemble: As Aventuras do Príncipe Achmed na sexta e Kino Eye, no sábado.

Um desafio para nós e, creio, uma oportunidade interessante para o público.

Apareçam! Nós até vamos ter t-shirts para vender! :)

PS: Além dos espectáculos à noite, para o “público em geral”, faremos espectáculos à tarde, exclusivamente para escolas.

Festival SIRENES, Estarreja

O Cine-Teatro de Estarreja dá mais uma prova de vitalidade, apresentando um Festival de Música(s) original na forma e no nome: S.I.R.E.N.E.S. – Soluções Irreverentes Revelam ao Espectador Novos Estilos Sonoros. O alinhamento tem alguns velhos amigos e promete. Apesar de, face ao meu posicionamento musical, não se tratarem exactamente de “novos estilos sonoros”, acho que será uma óptima forma de comemorar a liberdade:

Festival SIRENES, EstarrejaAbril de 2008 fica marcado com a primeira edição do Festival S.I.R.E.N.E.S., um Festival de Música(s) que visa ser uma mostra de sonoridades singulares no panorama artístico.

Precisamente por isso o festival adopta a sigla S.I.R.E.N.E.S. – Soluções Irreverentes Revelam Ao Espectador Novos Estilos Sonoros.

Porque são sons em alerta, é urgentes escutá-los!

O Festival decorre no fim-de-semana de 25 e 26 de Abril de 2008, associando-se de forma simbólica à Revolução dos Cravos, porque acreditamos que os nomes em cartaz são também eles uma revolução de sonoridades e musicalidades “frescas”, projectos que se afirmam como “pedradas no charco” no marasmo do panorama musical mais mainstream…

Escolhemos esta data em particular, porque o que une estes projectos, bandas e músicos, não é apenas a língua de Camões, mas sobretudo a atitude de não se acomodarem e combaterem os “cânones” estereotipados pela ditadura do airplay das rádios e do consumo fácil e imediato…

Além do site, o festival está no MySpace e na Last.fm, mostrando claramente que está atento a novas formas de divulgação e promoção. Muito bem! Venham mais cinco!

Colóquio no TA: “Os desafios de uma nova política para a cultura e criatividade da cidade/região de Aveiro”

No âmbito do projecto Cidades Criativas, realizar-se-á no próximo dia 29 de Abril (terça-feira) às 21:15, no Café/Bar do Teatro Aveirense, um Colóquio sobre “Os desafios de uma nova política para a cultura e criatividade da cidade/região de Aveiro – Valorizar as oportunidades do QREN 2007/13“.

Poster do Colóquio “Os desafios de uma nova política para a cultura e criatividade da cidade/região de Aveiro”


O colóquio contará como principais oradores o Dr. Carlos Martins, Coordenador do Estudo Estratégico sobre as Indústrias Criativas da Área Metropolitana do Porto, e a Professora Susana Sardo, docente do Departamento de Comunicação e Arte da UA.

Mais informações: cidadescriativas@sapo.pt


Recebi esta informação via mail. Acho que pode ser uma boa oportunidade para discutir algumas questões fundamentais e, quem sabe, contribuir com ideias e estratégias frescas. E tentar perceber algumas das dinâmicas em movimento. Apareçam, se puderem.

Schiu! – Instalação, na Igreja dos Grilos

Dia 18 de Abril assinala-se o Dia Internacional dos Monumentos e dos Sítios, este ano dedicado ao Património Religioso e Espaços Sagrados. Neste âmbito, e a convite da Diocese do Porto, o Visões Úteis apresenta em estreia absoluta a instalação SCHIU! na Igreja de São Lourenço (Igreja dos Grilos), no Porto (18 de Abril das 10h30 às 17h30).

Fotografia SchiuFotografia Schiu 2
Fotografia Schiu 3Fotografia Schiu 4

Em 2000 o Visões Úteis criou o espectáculo SCHIU!, para a Igreja de Nossa Senhora das Dores e São José, no Porto, a partir de “O Livro das Igrejas Abandonadas” de Tonino Guerra. Criamos agora uma instalação visual e sonora sobre os lugares da fé, a partir do material gerado por esse espectáculo. Esta instalação invade com as imagens, as histórias e os sons de SCHIU! um lugar de culto. Um local de fé.
As igrejas, como os teatros, são locais que celebram e preservam as ideias de memória e de comunidade. E são locais onde reinventamos a nossa identidade comum.

Ficha Artística
SCHIU! – Instalação
Direcção: Ana Vitorino, Carlos Costa e Catarina Martins
Espacialização, Edição e Montagem Audiovisual: João Martins
Realização Plástica: Ana Luena
Banda Sonora: Albrecht Loops
Vídeo: Susana Paiva
Textos: Tonino Guerra
Interpretação: Ana Vitorino, Carlos Costa, Catarina Martins e Pedro Carreira

A Casa dos Afectos – instalação interactiva

A Casa dos Afectos, a instalação interactiva de Eduardo Condorcet, produzida pelo CITAR, para a qual eu criei a banda sonora, terá a sua estreia no próximo dia 17 de Abril, às 21h00 no Auditório Ilídio Pinho (Escola das Artes, UCP) e apresentações nos dias 18 e 19 também.

Paralelamente, decorre a partir do dia 15 o primeiro Workshop de Narrativa Espacial em Instalações Audiovisuais Interactivas.

Poster da estreia de A Casa dos Afectos

Space Ensemble apresenta Kino Eye

O Space Ensemble começa em Abril a apresentar o seu novo projecto de filme-concerto. Do universo da animação de silhuetas de Lotte Reiniger, passamos à “primeira coisa cinematográfica não ficcional, sem guião nem actores, e realizado fora de estúdio e sem cenários“. Kino Eye, de Dziga Vertov é uma obra desconcertante realizada em 1924 e será o guião duma nova experiência, para novos públicos.

12 de Abril, sessão no Passos Manuel, no Porto.
16 de Abril, sessão no Zoom Cineclube, em Barcelos.

Em Maio, vamos até Portalegre e Leiria.

Recomeça a temporada!

Eu sou o cine-olho.
Eu sou um construtor. Você, que eu criei, hoje, foi colocada numa câmara (quarto) extraordinária, que não existia até então e que também foi criada por mim. Neste quarto há doze paredes que eu recolhi em diferentes partes do mundo. Justapondo as visões das paredes e dos pormenores, consegui arrumá-las numa ordem que agrade a você e edificar devidamente, a partir de intervalos, uma cine-frase que é justamente este quarto (câmara).

Eu, o cine-olho, crio um homem mais perfeito do que aquele que criou Adão, crio milhares de homens diferentes a partir de diferentes desenhos e esquemas previamente concebidos.

Eu sou o cine-olho.

De um eu pego os braços, mais fortes e mais destros, do outro eu tomo as pernas, mais bem-feitas e mais velozes, do terceiro a cabeça, mais bela e expressiva e, pela montagem, crio um novo homem, um homem perfeito.

Eis, cidadãos, o que vos ofereço em primeira mão, em lugar da música, da pintura, do teatro, do cinematógrafo e de outras efusões castradas.

Trisha Brown Dance Company em Serralves

Com a participação da Fanfarra Recreativa e Improvisada Colher de Sopa (F.R.I.C.S.) e Fanfarra de S. Bernardo

29 e 30 de Março 2008, 22h00
Auditório da Fundação Serralves, Porto

Um anúncio Soopa:

Trisha Brown Dance Company

Integrado no Ciclo Paralelo à Exposição “Robert Rauschenberg: Em viagem 70-76“, o espectáculo da Trisha Brown Dance Company inclui 5 coreografias, que abarcam 27 anos da carreira da seminal coreógrafa norte-americana.

A última peça do programa, “Foray Forêt” (1990), com figurinos de Robert Rauschenberg, tem como ambiente sonoro temas interpretados por uma fanfarra ou banda filarmónica recrutada no local de cada apresentação; este ambiente sonoro tem como objectivo uma evocação do imaginário musical dos cortejos e procissões da infância da própria Trisha Brown.

O repertório musical e ideológico da F.R.I.C.S. alicerça-se neste imaginário, embora os seus temas sejam improvisados, não pertencendo ao “corpus” da música escrita para um contexto filarmónico. A colaboração com a Trisha Brown Dance Company será a primeira vez em que a F.R.I.C.S. irá interpretar e trabalhar sobre música escrita, em concreto marchas e outras peças do repertório tradicional das fanfarras portuguesas.

A situação é tão mais específica e estimulante quanto consiste na primeira colaboração da F.R.I.C.S. com um agrupamento genuíno de músicos de fanfarra, a Fanfarra de S. Bernardo (Aveiro).

Uma nota paralela (e posterior): fiquei a saber agora, e muito me agrada, que a exposição de Robert Rauschenberg é a segunda exposição mais vista da história de Serralves.