Pragmatismo

Hoje fui a uma grande superfície, ajudar uma pessoa amiga a escolher um computador portátil. Ajudei a comprar um computador que nada tem a ver comigo: um portátil de 15.6″, um bocado maior do que gostaria, vendido com Windows 7 pré-instalado. Já em casa, ajudei na configuração inicial e registo do hardware, instalei um antivírus gratuito (AVAST), um browser alternativo ao Explorer (Google Chrome) e o OpenOffice. E expliquei como activar a experiência de 60 dias do MS Office que, provavelmente, será adquirido no fim do período em que as 2 suites de escritório vão estar a ser “testadas”.

Noutras alturas, provavelmente não teria feito isto. Teria tentado convencer a pessoa que era melhor comprar um Mac (era o que esperavam de mim, de certa forma). Ou teria sugerido instalar Linux na máquina, fosse ela qual fosse. Ou teria simplesmente argumentado a favor de soluções mais leves e portáteis, tipo netbooks…

Não ignorei nenhuma dessas questões, mas tentei pôr-me no lugar da pessoa que me pediu conselho e cheguei facilmente à conclusão que, para o que ela precisava, a melhor solução, em termos dum compromisso “preço/qualidade/performance/mobilidade/ergonomia” era mesmo uma daquelas coisas que nunca compraria para mim.

Podemos chamar-lhe pragmatismo. Podemos chamar-lhe maturidade. Espero que tenha sido útil.