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	<title>diário de bordo &#187; criaturas</title>
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	<description>Há histórias de crianças que marcam, com migalhas de pão, o caminho que fazem pelos bosques, para poderem voltar a casa... são traídas pelos pássaros. Há histórias de marinheiros que registam as viagens de ida para se guiarem na volta e documentarem a sua glória... são engolidos pelo mar. À nossa volta, acumulam-se os registos do que foi, esperançosos de mudarem o que vai ser...</description>
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	<itunes:author>Joao Martins</itunes:author>
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		<title>Aveiro Jovem Criador 2009</title>
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		<pubDate>Sun, 22 Nov 2009 00:40:48 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Foi hoje a sessão de entrega de prémios e a inauguração da mostra relativa ao concurso Aveiro Jovem Criador 2009. No ano passado, fui convidado a integrar o júri da área de Artes Digitais e a experiência teve os seus &#8230; <a href="http://joaomartins.entropiadesign.org/2009/11/22/aveiro-jovem-criador-2009/">Continuar a ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Foi hoje a sessão de entrega de prémios e a inauguração da mostra relativa ao concurso <a title="Aveiro Jovem Criador 2009" href="http://www.cm-aveiro.pt/www/Templates/GenericDetails.aspx?id_object=32841&amp;divName=2&amp;id_class=2"><strong>Aveiro Jovem Criador 2009</strong></a>. No ano passado, <a title="Aveiro Jovem Criador 2008" href="http://joaomartins.entropiadesign.org/2008/09/28/aveiro-jovem-criador-08/">fui convidado a integrar o júri da área de <strong>Artes Digitais</strong> e a experiência teve os seus altos e baixos</a> (o workshop de <a title="Pure Data, plataforma de programação em tempo real para áudio, midi e gráficos" href="http://puredata.info"><strong>Pure Data</strong></a> proposto na altura não se chegou a realizar por falta de interessados, que acabaram por se reunir em Águeda, na <a title="Atelier no Hexa, da d'Orfeu" href="http://dorfeu.blogspot.com/2009/01/todos-os-ateliers-do-hexa.html"><strong>d&#8217;Orfeu</strong></a>). Este ano, apesar de manter as minhas reservas quanto a concursos deste tipo que exigem anonimato, decidi experimentar o processo do lado dos concorrentes, por razões várias, que vão da oportunidade ao risco. Submeti ao júri uma instalação interactiva, a que dei o nome de <strong>Public Piano #0909</strong>, e que resultou da junção dum par de ideias que me interessava testar no contexto da criação das &#8220;<a title="(ainda que não o diga frequentemente) as tuas criaturas povoam os meus sonhos, um projecto multimédia de João Martins" href="http://joaomartins.entropiadesign.org/tag/criaturas/"><strong>Criaturas</strong></a>&#8220;: trata-se dum <em>patch</em> relativamente simples, em <a title="Pure Data, plataforma de programação em tempo real para áudio, midi e gráficos" href="http://puredata.info"><strong>Pure Data</strong></a> + <a title="GEM, Graphics Environment for Multimedia" href="http://gem.iem.at/"><strong>GEM</strong></a> que</p>
<ol>
<li>recolhe e analisa o som ambiente, convertendo-o em sinal MIDI, usado para tocar um piano sintetizado</li>
<li>capta a imagem do público e espelha-a no monitor, alterando o espaço de cor e a opacidade de acordo com a frequência e amplitude do som ambiente</li>
</ol>
<p>A instalação apresenta-se de forma simples, como uma mistura de jogo e setup performativo, com uma estante de música virada para o monitor-espelho, montado num plinto, à altura do olhar. O microfone está colocado de forma visível junto à estante e virado para o público e, sobre a estante e o plinto, vários objectos (um metrónomo, uma caixa de música de manivela, um martelo de São João, entre outros) complementam o desafio do jogo, impresso na superfície da estante:</p>
<blockquote><p>Imagina que isto é um jogo. Ou imagina que é um instrumento musical: um piano para todos, tocado de qualquer maneira. Usa o teu corpo e a  tua voz ou os objectos disponíveis. Experimenta novos objectos e, se quiseres e puderes, oferece novos objectos à instalação, depositando-os na estante ou no chão. Aqui não há intérpretes e audiência: todos somos tudo. Limita-te a participar.</p></blockquote>
<p>O <em>patch</em> está programado de tal forma que a <strong>sensibilidade</strong> (a amplitude mínima para gerar reacção) e a <strong>espontaneidade</strong> (o tempo entre a acção no ambiente e a reacção do sistema) variam de forma pendular, algo aleatória entre valores pré-determinados, por forma a que, ao longo do tempo, as condições do jogo se vão alterando. Contribui também para essa ideia de imprevisibilidade o facto do som produzido pelo sistema integrar o próprio som ambiente e, assim, realimentar a cadeia de processamento— problema técnico que resolvi, aplicando uma operação de divisão da frequência e amplitude em cada ciclo, que dá origem a uma espécie de <em>delay</em> com <em>pitch shifter</em> ou <em>arpeggiator</em> e impede loops infinitos. A ideia é que, a cada momento, o som produzido possa ser imediatamente identificado como reacção a estímulos acústicos exteriores ou seja completamente imperceptível essa relação, dada a quantidade de material residual ainda em processo e que, na alternância entre esses dois estados, resulte um objecto orgânico e vivo. A imagem pretende apenas funcionar como espelho-simbólico, reagindo às condições acústicas, mas, acima de tudo, projectando a imagem do público-performer, confrontando-nos com a nossa actual condição de criadores obsessivos.<br />
Ao criar esta peça não conhecia ainda o conceito do <a title="RjDj, everything is music" href="http://rjdj.me/"><strong>RjDj</strong></a>, mas, de certa forma, foi sobre ideias semelhantes e com as mesmas ferramentas que trabalhei. <img src="http://joaomartins.entropiadesign.org/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif" alt=";)" class="wp-smiley" /> </p>
<p>No processo de submissão da obra, juntamente com um registo vídeo pouco eficaz, em parte devido à limitação do anonimato que me obrigou a um registo muito parcial e limitado da instalação em uso, entreguei a seguinte <strong>Explicação de Processos</strong> e <strong>Argumentação</strong>:</p>
<blockquote><p><strong>Explicação de Processos</strong><br />
<strong>Public Piano #0909</strong> é uma instalação intermédia que capta o som e a imagem produzidas no espaço expositivo e devolvem-nos, em forma híbrida de &#8220;piano de imitação&#8221; e &#8220;vídeo-espelho manipulado&#8221;. Usando o <strong>Pure Data</strong> e <strong>GEM</strong>, os parâmetros do som são analisados em tempo real e convertidos em sinal MIDI para accionar um piano sintético e, simultaneamente, para definir as alterações cromáticas no &#8220;vídeo-espelho&#8221;.<br />
O público é, simultaneamente, performer.</p>
<p><strong>Argumentação</strong><br />
Numa era de democratização dos meios de criação e produção artísticas e em que todos pretendemos ser mais do que meros espectadores-receptores, <strong>Public Piano #0909</strong> apresenta-se como um resultado natural do encontro entre o video-jogo, o instrumento musical virtual e um espelho, símbolo do nosso crescente egoísmo. Se o aparato tecnológico remete para o universo das consolas, os objectos disponíveis convidam à experimentação e fruição acústicas.</p></blockquote>
<p>O vídeo em causa, era este:</p>
<p style="text-align: center;">[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=Wlq8rD9yYcw[/youtube]</p>
<p>O júri pediu para ser montada uma demonstração da instalação na <strong>Casa da Juventude</strong>, de acordo com sugestão da minha parte no momento da candidatura e em total respeito pelo regulamento e pelas normas relativas ao anonimato e teve, assim, acesso à montagem possível, dadas as limitações de espaço, tempo e recursos durante uma das suas reuniões.</p>
<p>A peça foi seleccionada para integrar a mostra, mas o júri decidiu não atribuir quaisquer prémios ou menções honrosas na área de <strong>Artes Digitais</strong>, na edição deste ano. A experiência de integrar o júri do ano passado ajuda-me a compreender a dificuldade destas decisões e a respeitá-las. Estivesse eu no lugar do júri e, provavelmente, não consideraria a minha peça digna de prémio ou menção honrosa, pela forma como foi apresentada e até por alguns aspectos da sua realização. Mas a experiência de preparar esta candidatura, este ano, mostrou-me de forma bem mais evidente, as fragilidades deste concurso, na área específica de <strong>Artes Digitais</strong>. Tenho pena que algumas das questões levantadas no ano passado não tenham ainda sido objecto de reflexão para o regulamento deste ano. Entristece-me saber que algumas obras interessantes foram desclassificadas, de novo, pelo problema da sua identificação e compreendi bem algumas dificuldades que se colocam aos concorrentes para apresentar as obras no seu melhor estado, sem as identificar. Espero que a regra do anonimato, que já não existe na área da <strong>Pintura</strong>, por exemplo, possa cair em todas as áreas. E, acima de tudo, espero que as limitações técnicas das obras a concurso na área de <strong>Artes Digitais</strong> sejam explicitadas com a clareza que se vê na <strong>Escultura</strong>, por exemplo (extraordinário o trabalho vencedor nesta categoria, já agora). Com uma descrição dos recursos técnicos disponíveis e das limitações existentes na mostra (projecção, computadores, monitores, sistemas de som, espaço expositivo, isolamento, iluminação) e a possibilidade de montagem prévia das obras, nos casos em que se justifique, para apreciação pelo júri, em local adequado e/ou com imposições claras relacionadas com a natureza da mostra, o trabalho dos concorrentes é facilitado. Eu, pessoalmente, arrependo-me de ter produzido sistematicamente versões e apresentações da proposta a pensar em eventuais limitações técnicas finais e usando apenas material que poderia ceder para a mostra (condição que acabou por se verificar), quando algumas experiências de montagem com mais meios me mostraram um objecto artístico muito mais bem conseguido, completo, compreensível, envolvente e impactante. Reduzi nos meios usados em função do que me parecia ser possível para a mostra e, com isso prejudiquei a &#8220;obra&#8221;. Mas a verdade é que a montagem final, na mostra, depende de facto do meu material e é uma versão &#8220;modesta&#8221;, na qual, entre outras coisas, os responsáveis pela organização não podem garantir som contínuo e/ou a alternativa de auscultadores que sugeri: na inauguração de hoje, por exemplo, várias pessoas pararam em frente à instalação, usando os objectos e esperando reacção que não existia, já que o som estava cortado, por causa duma intervenção musical a ocorrer no mesmo espaço.</p>
<p>Há muito caminho a fazer.<br />
Pessoalmente, espero pegar neste objecto e apostar na versão mais ambiciosa, com meios mais capazes, quer em termos de captação de vídeo e áudio, quer em termos de difusão e ocupação de espaço. Espero encontrar o local e os parceiros necessários para, pelo menos, uma montagem e demonstração pública para efeitos de registo.</p>
<p>Entretanto, aconselho a visita à exposição, na <strong>Casa Municipal da Cultura Fernando Távora</strong>, aqui em Aveiro (em frente aos Paços do Concelho). Se o meu <strong>Public Piano #0909</strong> estiver mudo, peçam a alguém para o ligar e avisem-me.</p>
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		<title>Criaturas, excertos das projecções</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Nov 2009 15:32:07 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=AsW60KgdAsg[/youtube] Porque o registo vídeo anterior não permite perceber minimamente a projecção, decidi fazer esta pequena montagem, com excertos das animações em tempo real geradas por Pure Data + GEM, com alguns elementos áudio da performance de estreia.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=AsW60KgdAsg[/youtube]</p>
<p>Porque o <a title="O registo possível" href="http://joaomartins.entropiadesign.org/2009/11/09/criaturas-ta-um-registo-possivel/">registo vídeo anterior</a> não permite perceber minimamente a projecção, decidi fazer esta pequena montagem, com excertos das animações em tempo real geradas por <a title="Pure Data, plataforma de programação em tempo real para áudio, midi e gráficos" href="http://puredata.info"><strong>Pure Data</strong></a> + <a title="GEM, Graphics Environment for Multimedia" href="http://gem.iem.at/"><strong>GEM</strong></a>, com alguns elementos áudio da performance de estreia.</p>
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		<title>(ainda que não o diga frequentemente) as tuas criaturas povoam os meus sonhos</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Nov 2009 01:17:48 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Apresenta-se hoje, dia 5 de Novembro, quinta-feira, às 22h00, na Sala Estúdio do Teatro Aveirense, a minha mais recente criação, com o longo título (ainda que não o diga frequentemente) as tuas criaturas povoam os meus sonhos Esta obra resulta &#8230; <a href="http://joaomartins.entropiadesign.org/2009/11/05/ainda-que-nao-o-diga-frequentemente-as-tuas-criaturas-povoam-os-meus-sonhos/">Continuar a ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Apresenta-se <strong>hoje</strong>, dia <strong>5 de Novembro</strong>, <strong>quinta-feira</strong>, às <strong>22h00</strong>, na <strong>Sala Estúdio</strong> do <a title="Teatro Aveirense" href="http://www.teatroaveirense.pt"><strong>Teatro Aveirense</strong></a>, a minha mais recente criação, com o longo título</p>
<h3>(ainda que não o diga frequentemente) as tuas criaturas povoam os meus sonhos</h3>
<p>Esta obra resulta dum convite dirigido pelo <a title="Teatro Aveirense" href="http://www.teatroaveirense.pt"><strong>Teatro Aveirense</strong></a> para que apresentasse uma nova criação no âmbito do <strong>CANT &#8211; Ciclo Arte e Novas Tecnologias</strong> e foi desenvolvida, na sua fase final, em residência, o que apresenta claras vantagens para um projecto desta natureza.<br />
Este é um projecto muito mais &#8220;pessoal&#8221; do que qualquer outro que tenha realizado até agora, pelo que, por agora, falta-me um distanciamento mínimo para saber se resulta. Cabe ao público essa função, como sempre.</p>
<p style="text-align: center;"><img src="http://joaomartins.entropiadesign.org/wp-content/uploads/2009/11/criaturas1.jpg" alt="Imagem de divulgação das &quot;criaturas&quot;" width="450" /></p>
<h4>Sinopse</h4>
<p>Alguns dos sonhos mais extraordinários e marcantes são aqueles cuja verosimilhança nos deixa num estado confuso; sonhos que estão de tal forma contaminados de realidade e familiaridade que chegam a integrar as nossas memórias reais, até serem denunciados por um ou outro pormenor.</p>
<p>Nesses sonhos é  frequente encontrar solução para problemas que nos afligem, ainda que ou a solução ou o problema pertençam, por vezes, apenas ao universo peculiar dos sonhos, faltando-lhes qualquer aplicação prática.</p>
<p>O poder sugestivo, quase hipnótico, da verosimilhança e da familiaridade cria também alguns dos mais intensos e assustadores pesadelos, mas nestes nota-se, com mais facilidade, que no universo dos sonhos estas sensações podem estar associadas não a elementos ou representações da realidade, mas apenas a sensações ou imagens que integram desde cedo um determinado vocabulário onírico. Elementos com os quais sonhamos frequentemente- sejam sensações, personagens ou imagens&#8230;- podem, paradoxalmente, deixar de denunciar a situação-sonho, já que se encontram no seu universo natural e, por isso, são verosímeis no contexto: verdadeiros porque completamente imaginados, como diria Boris Vian.</p>
<p>O que define a fronteira entre o sonho e a realidade e a forma como nos debatemos para a transgredir é o tema central da obra que se estreia no Teatro Aveirense: &#8220;<strong>(ainda que não o diga frequentemente) as tuas criaturas povoam os meus sonhos</strong>&#8220;, assim como uma pergunta recorrente: &#8220;<strong>tens mais medo do escuro ou do silêncio?</strong>&#8220;.</p>
<p>Som, imagem e palavras, situações e bandas sonoras e visuais recuperadas de fragmentos de sonho, pesadelo e realidade são apresentadas e propostas ao público num convite não à contemplação ou voyeurismo onírico, nem ao devaneio surrealista, mas como exercício colectivo de reconstrução das sensações individuais das viagens de e para o sonho.</p>
<h4>Sobre o processo de criação:</h4>
<p>A obra a apresentar intitula-se &#8220;<strong>(ainda que não o diga frequentemente) as tuas criaturas povoam os meus sonhos</strong>&#8221; e já teve duas apresentações como work-in-progress, em que explorei um trecho da obra que envolve processamento de saxofone baixo em tempo real associado a uma simples experiência de privação sensorial (a obra apresenta-se em escuro absoluto).</p>
<p>A experiência pretende explorar as sensações e os momentos em que o sonho se deixa contaminar pela realidade e nos faz acordar confusos pela aparente estranheza do que nos é(era) familiar. As motivações originais são os instrumentos que toco, uns familiares e outros muito estranhos e a forma como construo grande parte da minha música, por um lado e a relação que estabeleço entre isso e ilustrações que fazem parte do meu imaginário de criança.</p>
<p>O primeiro estudo-apresentação que mereceu esta designação e que iniciou o processo, apresentava-se assim:</p>
<blockquote><p>Este estudo é a primeira apresentação (identificada como tal) dum work-in-progress, que conta já com alguns anos de existência / insistência: a procura e reprodução de sons sugeridos por criaturas nascidas em ilustrações familiares.<br />
Essas criaturas, através dos novos instrumentos que &#8220;geraram&#8221; e das novas técnicas que me &#8220;ensinaram&#8221;, povoam a minha criação musical dos últimos 10 anos, sem exigir nada em troca. Ao preparar um momento de reconhecimento e retribuição, o plano de estudos prevê a apresentação pontual de algumas dessas criaturas, intercaladas com momentos de mais descoberta e diálogo.</p></blockquote>
<p>Foi no <strong>Cinema Passos Manuel</strong>, no Porto, no contexto do <strong>Projecto Tell</strong> que propunha performances no escuro absoluto. Essa experiência foi bastante intensa, quer para mim quer para o público e decidi voltar a repetir esta forma de privação sensorial no <strong>AveiroSaxFest</strong>, em que fiz uma segunda apresentação, sem escuro absoluto, mas sem que a minha presença fosse visível, também.</p>
<p>Recrutei, entretanto, a colaboração da <strong>Cláudia Escaleira</strong>, para usar o desenho como instrumento narrativo.</p>
<p>Estes testes serviram para afinar algumas estratégias e, com o feedback de pessoas presentes (músicos e outros criadores, além de público), estou a desenvolver a estratégia global de cruzamento entre os instrumentos convencionais que toco e os que concebo e construo: a <strong>MeSA</strong>, o <strong>Contratear</strong>, o <strong>Munaciclo</strong>, etc.</p>
<p>Alguns destes instrumentos tiveram uma atenção particular em vários projectos e bandas sonoras, mas quero avançar particularmente no campo dos cruzamentos entre instrumentos e na construção duma experiência capaz de submergir completamente o público: som, vídeo, luz, etc.</p>
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