Entradas com Etiqueta ‘design’

Estudo de opinião

Sexta-feira, 22 de Janeiro, 2010

Recebi um mail dum amigo que não gosta de ver o meu blog visualmente “poluído” com os resumos diários do Twitter. Pessoalmente, também acho que o blog fica mal servido com estas entradas, em termos gráficos, mas vejo alguma utilidade na sua publicação e, a julgar pelos números de visitas, leituras via feed e cliques, não sou o único. Isto aumenta a minha convicção de que uma parte significativa dos meus leitores não acede aos conteúdos via blog pelo que, cada vez mais, penso nele como uma plataforma funcional e preocupo-me pouco com o “aspecto” que tem. Sim, sou esse “tipo” de designer.

Num mundo ideal, claro que gostava de ter tempo ou vontade (não sei o que me faz mais falta) para actualizar por aqui umas coisas e refrescar o aspecto geral do blog, incluindo uma forma gráfica de separar estes conteúdos breves do resto, mas se soubesse que há mais gente que partilha da opinião deste meu amigo, talvez usasse isso como um incentivo importante. Como é? Há mais gente incomodada com o aspecto das minhas tuítadas ou a malta nem sequer tinha reparado e/ou pensado nisso se não fosse este artigo?

[divulgação] Oficina “Design para uma Redacção Livre”, no JUP

Quarta-feira, 20 de Janeiro, 2010

O Hacklaviva organiza no JUP uma oficina dedicada às ferramentas informáticas (FLOSS) necessárias para construir uma “redacção livre”, projecto em curso no JUP. É no próximo sábado, dia 23 de Janeiro, numa tarde cheia de actividades à volta do info-activismo (e que coincide com inaugurações nas galerias da Rua Miguel Bombarda), cujo programa completo pode ser consultado aqui.

Mas, do programa, destaco, por me interessar particularmente, esta Oficina de Design para uma Redacção Livre.

23 jan 2010 | 14h30 - 17h30
Oficina de Design para uma Redacção Livre

Uma redacção a funcionar apenas com software livre? É o objectivo de uma colaboração entre o JUP e o Hacklaviva. Nesta oficina, vamos falar sobre o que é o software livre e as suas implicações na prática criativa, associativa e editorial. Depois veremos como hoje é possível tratar fotografia, criar gráficos e tipografia, paginar, editar áudio e montar vídeo com ferramentas livres. Traz o teu portátil e vem passar uma tarde connosco a descobrir novas formas de fazer o teu trabalho.

A informação chegou-me por via do Ricardo Lafuente, que é uma das pessoas que vai orientar esta oficina. As ferramentas-base da oficina serão:

  • Imagem: GIMP, Scribus e Inkscape (3 que fazem parte do meu workflow actual)
  • Áudio: Audacity (ferramenta muito útil)
  • Vídeo: Kaltura, OpenShot e (talvez) PiTiVi (esta é a área que é toda nova para mim e tenho que verificar se se conseguem instalar algumas destas ferramentas num Mac)

Segundo o Ricardo, “a ideia é mais um overview do que tutoriais; podemos tocar em partes específicas de acordo com as vontades colectivas, mas seria mais uma cena de esclarecimento, já que boa parte do pessoal que vai aparecer não tem noção do que existe no mundo do FLOSS…

Boom & Bang

Sábado, 9 de Janeiro, 2010

Vem aí!

Boom % Bang, cartaz

35ª Criação Visões Úteis

Boom & Bang

a partir de “The power of Yes” de David Hare

no Labirintho Bar
26, 27 e 28 Janeiro 2010
23, 24 e 25 Fevereiro 2010
23, 24 e 25 Março 2010
Sempre às 22H

M12
Duração: 50 minutos

Isto é uma nova espécie de socialismo. É o socialismo para os ricos. Para os outros está tudo na mesma. Só para os bancos é que há socialismo. O resto do pessoal continua tão à rasca como dantes. E é nesta altura que começamos a sentir uma certa sensação de injustiça, ou não é?

  • dramaturgia e direcção Ana Vitorino e Carlos Costa
  • banda sonora original e sonoplastia João Martins
  • interpretação Ana Vitorino, Carlos Costa e Pedro Carreira
  • projecto fotográfico Paulo Pimenta
  • coordenação técnica e operação Luis Ribeiro
  • produção executiva Joana Neto
  • assistência de produção Helena Madeira
  • design gráfico entropiadesign a partir de imagem de Ricardo Lafuente

Logotipo Boom & Bang, uma criação entropiadesign

Crítica de design: Ecopontos

Quarta-feira, 26 de Agosto, 2009

Os contentores dos Ecopontos em uso aqui em Aveiro têm 2 falhas graves, na minha opinião:

  1. O buraco redondo no ecoponto amarelo (embalagens) não dá jeito nenhum e é muito pequeno
  2. O buraco rectangular “panorâmico” do ecoponto azul (papel) é muito estreito e não dá jeito nenhum

Ecopontos em Aveiro, entradas assinaladas

Cheguei a pensar que este design dos contentores era um padrão nacional momentâneo e já tinha pensado várias vezes em escrever à Sociedade Ponto Verde a este respeito, mas apercebi-me recentemente que não existe, aparentemente, uniformização no design dos contentores. Em Nogueira da Regedoura (perto de Espinho), onde os ecopontos são da SulDouro, não há nenhuma destas desvantagens:

Ecopontos em Nogueira da Regedoura, com entradas assinaladas

E a olhar com mais atenção, reparei numa vantagem acrescida desta solução de design específica: é que o molde usado para os 3 ecopontos é o mesmo, quer num caso, quer noutro, mas enquanto no caso de Aveiro, se acrescenta material para criar a “entrada” do papelão, no caso dos ecopontos da SulDouro é simplesmente alterado o corte na entrada do “vidrão”, o que pode poupar dinheiro e recursos, certo?

No site O Meu Ecoponto, logo na página de abertura, vêem-se ainda 2 soluções diferentes, uma com aberturas simpáticas (Solução 1), outra com a chatice da abertura estreita do “papelão” (Solução 2):

Ecopontos em O Meu Ecoponto

Nenhuma das soluções ilustradas no site repete o “erro” de Aveiro, com o desperdício na entrada do “papelão”, mas não haverá vantagem económica e, também por isso, ecológica, em adoptar um contentor standard para todo o país? Se sim, podem optar por ecopontos com aberturas generosas e não muito “especializadas”?

O marketing mesmo eficaz

Quarta-feira, 12 de Agosto, 2009

… é aquele que consegue conceber e divulgar uma mensagem tão simples e genuína que põe as pessoas a decidir em função de alguma boa referência que ouviram dum amigo ou conhecido.

Vem isto a propósito da compra dum par de sandálias para substituir as minhas fiéis Panama Jack que se desintegraram, no fim natural da sua vida, e da decisão final de comprar umas Crocs, coisa que não me imaginava fazer há uns dias atrás. Mas tinha decidido que havia de pôr um par nos pés só para confirmar o que me tinham dito acerca do conforto e da leveza daquelas “socas de borracha” feitas em Boulder, Colorado. E, porque prefiro fazer umas pesquisas online antes de me mandar às lojas à procura de seja o que for, tropecei em referências às Crocs em muitos sítios, fiquei a saber onde se vendem, por cá e lá fui, para tentar confirmar que, apesar do eventual conforto ou leveza, não se justificava andar com um par de socas. Mas a verdade é que, ao calçar as socas, senti o que é dito na publicidade das ditas e que, por ser simples e genuíno, muitos clientes satisfeitos vão repetindo a quem os quiser ouvir. Parte do entusiasmo virá, a partir de determinada altura, imagino eu, duma necessidade de gerir o embaraço por andar de socas pelas quais, ainda por cima, se desembolsaram 40 euros quando há imitações a menos de 5 euros em qualquer feira ou grande superfície. Mas, com este truque de marketing manhoso, a que alguns chamarão “satisfação do cliente”, os tipos de Boulder, Colorado, já têm aqui mais um otário de socas de borracha, preparado para dizer a quem quiser ouvir: “sim, sim… mas o aspecto não é tudo: tens que calçar umas para perceber… são tão leves que parece que não tens nada nos pés…

Sandálias Crocs

Talvez tenha que deixar passar uns dias, mas a ideia geral é esta. ;)

Design e Cidadania

Quinta-feira, 21 de Maio, 2009

Design e Cidadania, 19 de Junho, na FEUP

O DESIGN studio FEUP organiza, na FEUP (Rua Roberto Frias, Porto), no dia 19 de Junho de 2009 um dia dedicado ao Design e Cidadania.
Esta iniciativa visa dar a conhecer a disponibilidade do Design Studio FEUP para participar de forma cooperativa em projectos de Design para a Solidariedade e Cidadania, em Portugal ou em países em desenvolvimento.

Tenho acompanhado com muito menos atenção do que devia a actividade do professor, designer e cidadão Carlos Aguiar no DESIGN Studio FEUP. Esta iniciativa do dia 19 de Junho merece todo o destaque e atenção possíveis.
Mais info:

Poster do Dia Design e Cidadania

No dia anterior, no Edifício da Alfândega do Porto, um evento relacionado:

Conferência de Alexandre Manu

Organizem-se para poderem estar 18 e 19 no Porto, a pensar em Design, Sustentabilidade, Ambiente e Cidadania. Só boas causas.

No melhor pano cai a nódoa

Quarta-feira, 31 de Dezembro, 2008

Terra, de Mariza, é um óptimo CD, musicalmente e é também interessante como objecto gráfico. Mas, o interior reserva uma surpresa gráfica, a que os amantes do detalhe e todos aqueles próximos das artes gráficas acharão muita graça. Se houvesse um prémio para a Gralha do Ano, ou coisa do género, cá estava um bom candidato.

Terra, de Mariza, interior do CD

A mensagem sobre a necessidade de respeitar os direitos de autor dos músicos e a arte final está em 4 línguas, mas reparem na versão francesa:

O texto em francês no interior do CD

:D

Que belo “Lorem Ipsum”… alguém na OgilvyOne se deve ter distraído.

Se for para mudar, que mudem para melhor

Terça-feira, 7 de Outubro, 2008

Ouvi, nas notícias, que o Multibanco ia mudar de imagem. Fiquei curioso, obviamente, mas por acaso, e porque uso a Internet para quase todas as operações bancárias, só alguns dias depois da mudança é que me deparei com ela. E fiquei muito desiludido. As questões mais profundas, as que potencialmente dificultarão a acessibilidade ao novo interface, são bem analisadas pelo Ivo Gomes, mas a mim, a impressão mais imediata e superficial foi “porque é que isto ficou tão feio”? E reparem que eu não achava nem a imagem, nem o interface antigo particularmente bonito. Mas se, por um lado, funcionava, por outro, tinha algum equilíbrio. Já esta nova imagem, pode eventualmente ter melhorias ao nível da “actualização” da identidade gráfica do Multibanco que se reflectem (eventualmente) na comunicação fora do interface. Aceito até que pessoas menos sensíveis a questões de legibilidade e acessibilidade considerem que, em geral, a nova imagem é mais “moderna”.

Multibanco - nova imagem

Mas não concordam que o novo “boneco” do MB é feio e mal desenhado?

MB, o novo boneco é feioE isso, chama a atenção para os pormenores de todo o interface e da identidade e, genericamente, há imensas fragilidades gráficas. Ora reparem com atenção… não é mesmo “feio”?

Porquê?

Design para míopes: o infeliz contra-exemplo destas novas caixas de lentes de contacto

Terça-feira, 29 de Julho, 2008

Atenção aos incautos: as novas caixas de lentes de contacto oferecidas com o líquido de tratamento 3 em 1 da Bausch & Lomb, que eu compro na MultiOpticas, são bem piores do que as antigas, tornando fácil a troca entre a lente esquerda e direita. Reparem:

Caixa de lentes de contacto iWear: mudar para pior?

Por isso, se usarem estes produtos e precisarem, como eu, de ter a certeza que não trocam a lente esquerda e direita, guardem as caixas antigas.
Um daqueles exemplos em que a decisão de mudar o “design” fez “perder de vista”, momentaneamente, os clientes do produto e a sua função específica.

Imagino que não seja complicado

Sexta-feira, 16 de Maio, 2008

“Eu não percebo nada disso, mas imagino que não seja complicado. É?”

Com cada vez mais frequência sou confrontado com este paradoxo: com a “democratização” das tecnologias e com a disseminação da ideia (absurda) de que dos computadores se tira o trabalho já feito, são cada vez mais as pessoas que, sem terem a menor ideia das competências necessárias, tarefas envolvidas ou tempo dispendido em alguns dos trabalhos que desenvolvo, requerem, em cima do prazo final de entrega dos trabalhos, actualizações, rectificações, modificações, revisões e outras tarefas que têm o seu tempo próprio no processo. E é comum dizerem mesmo coisas deste tipo: “não faço a mínima ideia como é que isso se faz, mas não deve ser assim tão complicado substituir isto, ou acrescentar aquilo ou…”

Mas não é bem assim, senhores. Se não fazem a menor ideia como se faz, é possível, e até provável, que aquilo que vos parece perfeitamente banal, mas que vos foi dito que teria um tempo próprio, seja de facto bastante complicado fora desse tempo.

Ah! É importante que se esclareça que neste “estabelecimento” o cliente não tem sempre razão. Aliás, é raro isso acontecer.

Desculpem o desabafo, mas são 5 da manhã e estou a acabar um desses projectos fora de tempo. Porquê? Porque, apesar de tudo, o trabalho é mesmo “a porca chantagem da sobrevivência”.