(des)igualdade de género no desporto

Ontem à noite, o comentador de Atletismo da RTP, reflectia sobre a desigual prestação atlética chinesa, em termos de género. Isso aconteceu ao primeiros minutos da transmissão televisiva da Maratona que é, naturalmente, uma transmissão que se presta a reflexões de tipo mais geral.

Dizia ele que no Atletismo era evidente que havia mais atletas femininas chinesas no topo mundial do que masculinos. E que, noutros desportos, lhe parecia que isso também se verificava (citou o futebol, por exemplo). E dizia, numa atitude de honestidade e curiosidade que não é comum entre comentadores televisivos, que isso seria um fenómeno que merecia alguma atenção. Primeiro para se verificar se esta sua “impressão” corresponde à verdade, de facto, e, depois, para estudar as causas (e os efeitos, acrescentaria eu) desta desigualdade de género na prestação desportiva chinesa.

Não percebo nada destas coisas, mas a questão interessou-me, para lá de considerações filosóficas e/ou políticas profundas. Porque, provavelmente, seria importante perceber se se trata de uma desigualdade do contexto desportivo chinês (ou de outras nações em que este fenómeno se verifique), ou de uma desigualdade do sistema desportivo mundial, que privilegia o sector masculino (com visibilidade e recursos), transformando dessa forma a eventual “igualdade” de alguns sistemas de promoção do desporto, numa aparente desigualdade a favor das mulheres no quadro competitivo global. Percebe-se a minha questão?

Que dizem os treinadores de bancada?

Tragicomédia clássica, aqui e agora

Saiu de casa para uma corridinha para espairecer, numa terra que lhe era menos familiar do que ele gostaria de admitir. Uma decisão irreflectida no percurso, associada à teimosia que lhe era característica, acrescentou meia hora de sofrimento em subidas e descidas angustiantes em locais que não reconhecia e numa geografia que desafiava as referências que lhe pareciam óbvias. Era só uma corridinha e acabou por reencontrar o caminho para casa, mais cansado e dorido do que alguma vez admitiria e com um sério abalo no ego. O reencontro com a filha curou-lhe algumas feridas, apesar da sua insistência em correr mais um bocadinho com o pai. 30 ou 40 metros, de mão dada com a criança de 3 anos, com as pernas já dormentes, mas em paz. Um pouco depois, regressou a casa a mulher, com quem partilhou uma versão suave da sua aventura e pôs-se no banho.

Nunca se saberá do grau de intencionalidade da escolha da camisola que vestiu depois. Ao jantar, lia-se no seu peito: “Hercules”.

Ainda as piscinas do Beira-Mar

Desde que escrevi sobre o encerramento das Piscinas do Beira-Mar e o negócio dos terrenos tenho trocado algumas mensagens sobre o assunto com pessoas mais ou menos informadas e/ou interessadas e estava a preparar um conjunto de questões que me pareciam fundamentais para que se perceba a verdadeira natureza desta “operação”. Entretanto, a leitura deste artigo do Raúl Martins, faz-me corar de vergonha pelo município da minha cidade, dada a gravidade dos factos apresentados, mas creio que as minhas singelas questões ainda se justificam:

  1. O valor da venda dos terrenos ao Beira-Mar, 1.283.000,00€, pelo que se percebe desta notícia onde se cita Carlos Santos, resulta duma avaliação feita por um técnico contratado pelo executivo anterior, mas já durante este mandato. A referida avaliação foi submetida e aceite pelo executivo e pela Assembleia Municipal, mas, a acreditar nos factos relatados por Raúl Martins em que se admite a possibilidade do terreno valer mais do que 4 milhões de euros, ou, em alternativa, observando como num momento de crise económica séria, o mesmo terreno foi vendido por 2,5 milhões (quase o dobro do valor) no mesmo momento… observando o mercado, portanto, o mínimo que se pode dizer acerca desta avaliação e da sua aceitação pelo executivo e assembleia é que é ingénua, desfasada da realidade e, por isso, absurda e lesiva do interesse público. Vai ser chamado o técnico para explicar como é que se determinou este valor? Vale alguma coisa uma avaliação que não tem o mínimo contacto com a realidade do mercado?
  2. As restrições de uso destes terrenos constantes do protocolo assinado entre a CMA e o SCB poderiam eventualmente justificar disparidades na avaliação do seu valor imobiliário, caso se considerasse que o programa imposto não atraía investimento. Por isso, impõe-se perceber que instrumentos usou a Câmara Municipal para assegurar o cumprimentos do disposto no protocolo. Estão as restrições de uso (programa lúdico-desportivo subordinado à temática da água e com 2 piscinas, uma delas de 50m) inscritas em algum instrumento de ordenamento do território? Estão os proprietários dos terrenos, quem quer que eles sejam, forçados a cumprir a “parte do Beira-Mar” neste ponto do Protocolo? Que garantias pode o executivo dar à cidade (já que do Beira-Mar ninguém espera nada) de que os equipamentos previstos serão de facto construídos? Que punições prevê e/ou pode o executivo (este ou o próximo) aplicar, caso se verifique o incumprimento destas restrições de uso?
  3. Ninguém acha cruel ou, pelo menos de mau gosto que, no meio de todas estas “manobras”, a única piscina de 50 metros da cidade, a única piscina ao ar livre, aberta durante os meses de férias e usada por muitas pessoas da cidade, especialmente por jovens, tenha fechado as portas a 1 de Agosto, sem pré-aviso?

Perguntas simples, face à situação extraordinariamente grave descrita por Raúl Martins, mas cuja eventual resposta poderia ajudar a saber quem é que está de consciência tranquila. E o mais grave é que me parece que o recurso à Inspecção Geral das Autarquias Locais, por parte da CMA, não vai esclarecer nenhuma destas questões. Como já comentei um destes dias, talvez o Tribunal de Contas fizesse o favor de analisar este negócio, que não tendo a escala do negócio da Liscont é, sem dúvida, um “negócio ruinoso”.

Pérolas desportivas do dia

Via Twitter, deparei-me com duas pérolas desportivas que mostram bem o estado dos media desportivos em particular, mas creio que não seria injusto generalizar para os media em geral:

  1. A Lusa chamou “tretacampeão” ao FCP (ver aqui) e o Público e o JN reproduzem, sem revisão. Uma gralha com graça.
  2. O blog Força nas Canetas encontrou uma forma engraçada de usar uma campanha de marketing do site do SLB e o JN, em vez de perceber a simplicidade da graçola e por, claramente, faltar na redacção o tipo que sabe navegar num site e olhar para uma barra de endereços com olhos de ver, fala de “piratas informáticos”. Se também quiser ser um pirata informático é fácil: vá até http://www.slbenfica.pt/Informacao/Futebol/Noticias/CompraRedPass.asp?Adepto=PirataInformatico (pode escrever, em vez de “PirataInformatico” a seguir a “Adepto=” qualquer nome que lhe interesse ver no plantel).

Como não acompanho a imprensa desportiva, não sei com que frequência estas coisas acontecem. A reprodução constante de gralhas e a falta de revisão dos textos é um problema endémico e só chateia que, mesmo depois de ter sido revelada a gralha, considerando que o meio online é facilmente actualizável, ninguém se pareça importar.

Notícia do JN sobre "possível ataque informático" ao site do SLB

Mas no segundo caso, a falha parece-me mais grave e reveladora duma enorme falta de formação, mais do que simples ingenuidade. Falar de “possível ataque informático” neste caso é, simplesmente, ser preguiçoso, pouco sério, nabo… para poupar em adjectivos mais fortes.

De quem são as piscinas?

Apesar do porte muito pouco atlético que ostento, fui atleta federado nos chamados escalões jovens, ou escalões de formação, durante muitos anos e em várias modalidades. Não só por não me distinguir em nenhuma, mas também porque a diversidade de práticas desportivas me era muito útil à saúde física e mental, pelo que uma parte significativa do que sou ou não hoje devo-o à prática desportiva formal, no Desporto Escolar, na Escola do Clube de Ténis de Aveiro, nas Escolas de Natação do São Bernardo e no Sport Clube Beira-Mar, onde pratiquei patinagem, ginástica, basquetebol e andebol. Fora dos clubes, em família, a prática desportiva informal também foi muito importante, por exemplo, para desenvolver o gosto pela corrida, pelo ciclismo e pela natação, as 3 vertentes do triatlo que é, neste momento, o meu projecto desportivo “pessoal”, mas os desportos de equipa, por um lado e a natureza das relações hierárquicas que a prática formal exige, por outro, ajudam-me a olhar para o fenómeno do desporto organizado em clubes e colectividades como algo de absolutamente necessário, ainda que, por estas alturas, extensivamente infectado de péssimos exemplos.

Vem isto tudo a propósito da notícia recente do encerramento do Complexo de Piscinas do SC Beira-Mar e da escandalosa venda do terreno onde elas se encontram a um promotor imobiliário: o clube vendeu o terreno por 2,5 milhões de euros no mesmo dia em que o comprou à Câmara Municipal de Aveiro, por 1,28 milhões de euros, de acordo com esta notícia.

A venda é escandalosa por 2 razões diferentes:

  1. a quase duplicação do valor indicia que o negócio da dupla transacção lesa claramente os interesses e os cofres públicos, ao favorecer os interesse e cofres do clube desportivo
  2. a inexistência de garantias, por parte do clube, do cumprimento do Protocolo celebrado com a Câmara, no contexto do qual a transacção se efectuou e que se destinaria a salvaguardar o interesse público e a manutenção de uso do terreno, aprofunda a sensação de que tudo se tratou duma manobra de encaixe de capital, com terrenos de grande valor urbanístico a serem entregues à especulação

Estas questões são levantadas, e bem, pela candidatura do PS à Câmara de Aveiro e, se o primeiro ponto não carece de argumentação (é factual), a verificação do segundo ponto requer apenas a leitura do comunicado do Beira-Mar:

Paralelamente, continuamos a trabalhar com a CMA, no âmbito da implementação do Protocolo no sentido de se concretizar a construção das novas Piscinas.

Ora, a parte da CMA no que concerne às Piscinas, pelo que se percebe do protocolo, está feita:

Transferir para o SCBM, ate ao dia 31 de Dezembro de 2008, a propriedade total do prédio onde se encontra implantado o Complexo Desportivo de Piscinas, sito na Rua das Pombas, em Aveiro, através da competente escritura pública de compra e venda, pelo preço da avaliação patrimonial de 1.283.200,00 € (um milhão duzentos e oitenta e três mil e duzentos euros) constante do inventário municipal e com a capacidade construtiva máxima de doze mil metros quadrados de implantação com 3 pisos acima do solo e cave, para nele ser edificado equipamento comercial-lúdico-desportivo, subordinado à temática da água, que deverá compreender obrigatoriamente a construção de duas piscinas.

É certo que, infelizmente e ao contrário do que acontece com os prazos estipulados para a construção do Centro de Treinos, no caso das Piscinas a Câmara não obriga o Clube a cumprir qualquer prazo, mas a condição da transacção é clara. E só essa condição poderia justificar uma operação de alienação de património público desta natureza.

Em boa verdade, o que aqui está em causa é uma enorme confusão sobre a propriedade das piscinas. Construiu-as o Beira-Mar, em terrenos da Câmara. Nelas nadaram atletas de vários clubes (de todos os clubes, de facto, enquanto as Piscinas do INDESP estavam em obras), nelas se organizaram provas, algumas bem importantes e que justificavam o facto de se ter uma piscina olímpica descoberta em Aveiro. Delas usufruiu toda a população, atletas ou não, desde os bébés nos primeiros contactos com a água, aos mais idosos praticantes de hidroginástica, passando por nadadores de todas as idades, classes, condições e interesses. É por isso que seria bom pensar que as piscinas, de facto, não são nem do Beira-Mar, nem dum Executivo Camarário: são das pessoas. E são as pessoas que estão neste momento a ser “roubadas”, sem qualquer tipo de escrúpulo e por gente que usa um pobre disfarce dum negócio inexplicável, mas que ficará sempre mal atacar porque um dos aparentes beneficiários é a instituição de utilidade pública SC Beira-Mar. Pois para mim, o estatuto de utilidade pública tem que ser merecido dia-a-dia, e o SC Beira-Mar há muito que o perdeu, como todos os pequenos clubes sem visão estratégica de sustentabilidade, que deveriam ter percebido que o seu único papel defensável é a promoção do desporto e da vida saudável junto das populações que servem e não o alimento do circo cruel e insaciável do “desporto profissional”, especialmente o dito “desporto-rei”, que sequestra as energias e as finanças dos clubes em negócios demasiado próximos do tráfico de humanos e nada compatíveis com a referida “utilidade pública”.

QUERO AS MINHAS PISCINAS DE VOLTA!

Formas de descanso

Eu sou um tipo genericamente muito preguiçoso. E canso-me com muita facilidade. Cansaço físico, mas mais do que isso, cansaço mental que se não conseguir gerir correctamente desorganiza toda a minha vida, em volta de montanhas de coisas que vou adiando ou deixando a meio. Conto com a ajuda de muita gente para garantir que não é sempre um caos e periodicamente sou obrigado a rever as minhas formas de descanso. Isto porque já desisti de fazer de conta que posso ter mais energia do que tenho e que não preciso mesmo de descansar, como grande preguiçoso que sou. O segredo para me manter à tona (quando me mantenho) é uma gestão criteriosa de formas complementares de descanso, umas dirigidas à parte física, outras à parte mental. Dormir bastante sempre foi uma receita poderosa, para mim. É verdade: sou daqueles tipos que precisam mesmo de dormir muitas horas seguidas, de vez em quando. Também preciso, frequentemente, de “vegetar” em frente à televisão, a blogs ou outros estímulos confusos que não me prendem de facto a atenção, mas me ajudam a abstrair das coisas que tenho em mente. É uma estranha forma de “Zen”, mas resulta. Variar frequentemente de actividade também é bom e, no meu caso, fácil: de horas de estúdio a compor uma banda sonora, posso passar para concertos ao ar livre ou à construção dum site, à programação duma base de dados, à organização de formação… e isto sem falar da vida pessoal e familiar.

Mas periodicamente, sou invadido por uma vaga de cansaço para a qual só tenho uma solução, que me deixa sempre intrigado: periodicamente para me sentir descansado, tenho que ir fazer alguma actividade física intensa. Ultimamente, quando isso acontece, escolho correr, pedalar ou nadar, alimentando um sonho antigo de vir a completar um Triatlo. E o efeito é espantoso: posso estar estourado, mesmo fisicamente, e uma corrida de 1 hora, como a de hoje, deixa-me fresco e pronto para muito mais produtividade.

Quando isso acontece, decido para mim mesmo, manter uma rotina de exercício, que fará bem à produtividade, mas também à saúde, auto-estima e isso tudo. Mas dificilmente mantenho essa rotina. Por preguiça? Talvez.

O que interessa é que hoje recomecei: uma sessão de 45 minutos de corrida, mais 25 minutos a andar. Planeio manter alguma rotina e, com o vosso apoio ;) , hei-de realizar o tal sonho de completar um Triatlo antes de chegar aos 35. Que dizem? Posso contar convosco? :D

Triatlo: o nosso desporto-rei

Alguém tem ainda dúvidas sobre qual devia ser, verdadeiramente, o nosso desporto-rei?

Vanessa FernandesHoje, em Pulpi (Espanha), Vanessa Fernandes sagrou-se pela 4ª vez consecutiva Campeão Europeia de Triatlo Sub-23 e na prova masculina, João Silva e Miguel Arraiolos conquistaram a medalha de ouro e a medalha de prata, respectivamente, num feito verdadeiramente notável para o desporto nacional e inédito na história dos campeonatos, segundo ouvi na rádio.

Claro que as capas dos jornais estarão reservadas para os tipos que andam aos chutos na bola e que parece que marcaram uns golos, hoje. Aliás, já quererá dizer qualquer coisa o facto do Público online só referir o resultado de Vanessa Fernandes, sem salientar o resultado histórico na prova masculina, enquanto reserva dois espaços de última hora para os futebóis, um para o jogo, outro para as declarações do “mister”.
Mas, se há desporto que merece a nossa atenção e orgulho nacional é, claramente, o Triatlo.

Ou isso de prestarmos atenção a desportos que não sejam futebóis era só durante os Jogos Olímpicos?

Eu consegui!

Apesar desta não ser a melhor altura (as primeiras noites dum pai estreante não são fáceis), achei boa ideia experimentar correr os 10 km da Corrida Cidade de Aveiro por várias razões, das quais se destaca achar que as manifestações desportivas não-futebolísticas merecem todo o apoio. Escolhi os 10 km, em vez dos 5 km, porque me queria testar um bocadito e tenho uma costela masoquista para exercitar. O objectivo era terminar a prova e consegui!

Eu no fim da Corrida Cidade de Aveiro, fotografia do João Oliveira

Ser o último a terminar (não faço ideia quantas pessoas começaram a prova) acabou por ser extremamente divertido, porque tive escolta duma mota da BT nos últimos quilómetros, o que me fez sentir como o nosso primeiro-ministro quando vai ao jogging. ;)
Gostei bastante da experiência e vou começar a pensar em fazer isto com mais frequência. E mais depressa, também.

Um obrigado especial ao João Oliveira, em cujo blog vi a referência à corrida e que me fotografou na meta, meia hora depois de ter terminado os seus 5 km.

Acho que, mais uma vez se provou que Aveiro devia ter um calendário mais preenchido de eventos deste tipo (atletismo, ciclismo, triatlo…).

Subsídio-dependentes

Tiago Monteiro, o piloto da Fórmula 1 subsídio-dependenteDa próxima vez que alguém aparecer com o discurso dos “sacanas preguiçosos dos subsídio-dependentes das Artes”, façam-me o favor de ir falar com o Tiago Monteiro e com o Laurentino Dias. É que, se é normal que o Estado contribua com 2 milhões de euros para manter uma presença portuguesa na Fórmula 1, quanto é que seria normal que estivesse disposto a gastar para manter um tecido cultural activo?

Haja pachorra!

O pior é que, mesmo dentro da sua área, o próprio Secretário de Estado parece nem se dar conta da enormidade que é comparar a manutenção desta “presença portuguesa” na Fórmula 1, por 2 milhões de euros/ano, e com improváveis benefícios para o país, com as centenas de milhares de euros gastas para garantir um Europeu de Judo, realizado em Portugal, e, por isso, com impactos directos na economia (turismo, hotelaria, restauração…). O episódio é deprimente e vergonhoso no sector específico do Desporto e é (mais) um insulto a todas as áreas que necessitam de apoios e a quem se vai dizendo que têm que ser capazes de apelar ao mercado e aos privados…

E, se pensarmos bem, quando Laurentino Dias, afirma que os 2 milhões que o Estado paga correspondem apenas a “quase a um nome no retrovisor de um automóvel”, e se olharmos para Tiago Monteiro e o seu carro, percebemos que o que isso significa é que o Estado paga o que falta para que algumas marcas nacionais tenham visibilidade no circuito mundial de Fórmula 1. Isso não é uma forma de favorecimento?

E se nós arranjarmos um patrocínio duma adega cooperativa para os concertos da Fanfarra Recreativa e Improvisada Colher de Sopa, mas não chegar, o Estado paga o resto?