Crítica de design: Ecopontos

Os contentores dos Ecopontos em uso aqui em Aveiro têm 2 falhas graves, na minha opinião:

  1. O buraco redondo no ecoponto amarelo (embalagens) não dá jeito nenhum e é muito pequeno
  2. O buraco rectangular “panorâmico” do ecoponto azul (papel) é muito estreito e não dá jeito nenhum

Ecopontos em Aveiro, entradas assinaladas

Cheguei a pensar que este design dos contentores era um padrão nacional momentâneo e já tinha pensado várias vezes em escrever à Sociedade Ponto Verde a este respeito, mas apercebi-me recentemente que não existe, aparentemente, uniformização no design dos contentores. Em Nogueira da Regedoura (perto de Espinho), onde os ecopontos são da SulDouro, não há nenhuma destas desvantagens:

Ecopontos em Nogueira da Regedoura, com entradas assinaladas

E a olhar com mais atenção, reparei numa vantagem acrescida desta solução de design específica: é que o molde usado para os 3 ecopontos é o mesmo, quer num caso, quer noutro, mas enquanto no caso de Aveiro, se acrescenta material para criar a “entrada” do papelão, no caso dos ecopontos da SulDouro é simplesmente alterado o corte na entrada do “vidrão”, o que pode poupar dinheiro e recursos, certo?

No site O Meu Ecoponto, logo na página de abertura, vêem-se ainda 2 soluções diferentes, uma com aberturas simpáticas (Solução 1), outra com a chatice da abertura estreita do “papelão” (Solução 2):

Ecopontos em O Meu Ecoponto

Nenhuma das soluções ilustradas no site repete o “erro” de Aveiro, com o desperdício na entrada do “papelão”, mas não haverá vantagem económica e, também por isso, ecológica, em adoptar um contentor standard para todo o país? Se sim, podem optar por ecopontos com aberturas generosas e não muito “especializadas”?

Passar por parvo

É coisa que não me agrada particularmente. E chateia-me saber que foi isso que aconteceu de cada vez que fui com um saquinho depositar embalagens de medicamentos usados nas Farmácias. Pelos vistos, “as embalagens e medicamentos fora de uso recolhidos nas farmácias por todo o país estão a ser queimados em Lisboa, Porto e Madeira” pela ValorMed.

Ora, se é assim, quer dizer que mais nos valia fazermos em casa a triagem do papel, cartão, plástico e vidro, para evitar a incineração e mandar o resto dos medicamentos para o lixo indiferenciado o sistema de recolha da ValorMed*? E será que alguém me explica, então, o que raio faz a ValorMed?

* a correcção, induzida pelo comentário do “zé, amigo deste blog” é relevante