Navegar através da crise


IMG126, colocada no Flickr por joaomartins.

Fomos à Feira de Março porque “faz parte”. A grande e boa surpresa foi a reacção da Maria a estes divertimentos em família: sorrisos genuínos pela novidade, pela descoberta e pela companhia. Nos carroceis, mas também no algodão doce e no pão quente… neste monumento à cultura popular que é a “feira”.
São momentos destes, sorrisos destes, que temos que saborear e guardar para navegar através da crise, diz a minha costela lírica e ingénua.

0,5% do meu IRS vai para as Aldeias de Crianças SOS

Aldeias de Crianças SOS, ajudar sem custos

Todos os contribuintes podem indicar uma Instituição Particular de Solidariedade Social como destinatária de 0,5% do seu IRS, bastando para isso indicarem o NIPC da IPSS no Campo 901 do Quadro 9 no Anexo H do Modelo 3 da Declaração de IRS.
Esta percentagem é retirada ao total que o Estado liquida, e não ao imposto que é devolvido aos contribuintes, se houver lugar à restituição, pelo que para o contribuinte não tem qualquer custo. E é muito fácil.

Entre muitas instituições meritórias, encontram-se as Aldeias de Crianças SOS, implantadas em Portugal desde 1967, garantindo o acolhimento de crianças órfãs, abandonadas ou pertencentes a famílias de risco que não podem cuidar delas, e oferecendo amor e um lar, numa família, para que se sintam acarinhadas, apoiadas e protegidas, dando-lhes a oportunidade de construir laços familiares duradouros, obter uma formação sólida e desenvolver-se de forma saudável até à sua plena autonomia e integração na sociedade. As três Aldeias SOS em Portugal, em Bicesse (Cascais), Gulpilhares (V.N. de Gaia) e na Guarda, acolhem actualmente cerca de 120 crianças e jovens de todo o país.

A possibilidade de destinar uma percentagem do IRS, ainda que pequena, a uma IPSS específica, é uma decisão pessoal, sem impacto nos orçamentos pessoais e familiares, mas com um profundo impacto nos orçamentos das instituições beneficiárias.
Para apoiar, sem custos, as Aldeias de Crianças SOS, basta que se lembre deste número: 500 846 812. É o NIPC das Aldeias de Crianças SOS Portugal.

As mais pequenas acções importam e todos os contributos são valiosos para que, nas Aldeias SOS, possam continuar a proteger e acarinhar crianças em risco, oferecendo-lhes um lar e uma família.

E as crianças da Aldeias SOS agradecem.

Para saber mais sobre as Aldeias de Crianças SOS: http://www.aldeias-sos.org

Para saber mais sobre o apoio por via fiscal às Aldeias de Crianças SOS: http://www.aldeias-sos.org/actualidades/detalhe.asp?idcat=&id_parent_cat=&id=D6B1BAAA-F8D5-4AAD-AE49-601EBAC9E6C7

Férias marcadas

Na próxima segunda-feira, dia 20, parto de férias em família. Férias bem merecidas e necessárias num sítio que não nos podia ter recebido melhor: “precisamos de vos avisar que, uma vez que só temos energia por recurso a painéis solares, há algumas restrições na utilização de aparelhos eléctricos”.

Para gente como nós, isto sim, são férias.

Depois, poderei partilhar convosco o destino e algumas impressões pertinentes. Mas também pode acontecer que o sítio seja um daqueles bom demais para partilhar. Se assim for, azar. Quem precisar mesmo, mesmo muito e me conheça suficientemente bem, sabe sempre o que tem a fazer para aceder a esta informação.

Mesmo no fim destas férias, no dia 25, encontro-me com o Henrique, o Gustavo e o Luís em Lisboa, para um concerto de Lost Gorbachevs na ZDB, em Lisboa. Para voltar ao mundo real com um “estrondo”. ;) E volto ao Porto para as comemorações do Dia Mundial da Música (1) (2) que, este ano, envolvem a Casa da Música e esse mega centro de produção musical portuense que é o Centro Comercial Stop.

Mas sobre isso e outros projectos próximos, ainda vou dizer mais qualquer coisa.

Remorsos

Chego ao fim deste mês de Agosto com a certeza de ter feito quase tudo mal. Quase tudo o que interessava, bem visto. Pela simples razão de saber que, quando a Maria voltar ao infantário e os meninos partilharem memórias das suas férias, é bem provável que eu não faça partes dessas memórias.

Pensando nisso, fico triste e penso “que se lixe o trabalho…”.

Ainda vamos ter as nossas férias, Maria. Desculpa.

No meio da tragédia, um instante de orgulho familiar

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=7FbIBN2-oMs[/youtube]

Ouço a minha irmã na Assembleia da República e o seu brilhantismo chega a fazer-me esquecer, ainda que por instantes, a gravidade da situação criada pelas opções deste Ministério da Cultura.

«Para poupar o equivalente a três quilómetros de auto-estrada, este Governo decidiu colocar todo o sector cultural em risco. E porque o próprio Ministério da Cultura— qual comissão liquidatária do sector— tem promovido um discurso populista e demagógico de ataque à cultura e aos seus profissionais não será demais esclarecer o que está em causa:o Ministério da Cultura assina contratos com estruturas privadas a quem delega prossecução de políticas públicas e o que o Ministério propõe agora é não cumprir estes contratos. E isto é inédito!

(…)

Todos os cortes são retroactivos porque se referem a contratos já assinados e portanto correspondem a compromissos que os privados já assumiram. E todos os cortes têm efeito irreversíveis: as estruturas que se desmobilizam agora não conseguirão refazer-se.

(…)

Desistir do sector da Cultura é desisitir de uma ideia de futuro para o país.»

E, no registo de intervenção não escrita, também dá gosto. Reparem:

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=ejl5LdxBbcU[/youtube]

E directamente na cara da Ministra da Cultura, fazendo-a encostar às cordas:

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=lR_elpFrTN8[/youtube]

«Vai ou não o Ministério da Cultura cumprir os contratos assinados no âmbito dos concursos da Direcção Geral das Artes e do Instituto do Cinema e do Audiovisual? Lembro que a assinatura destes contratos são a única coisa a que o sector cultural se pode agarrar, de fixo, num Ministério da Cultura cada vez com menos fundos e cada vez com menos critérios. E a partir do momento em que nem os contratos assinados valem, nada vale neste sector. (…) Os contratos eram quase nada e era tudo o que existe. E portanto, senhora Ministra, vai ou não cumprir os contratos assinados pelo Ministério da Cultura?»

Tenho pena de não ter tido ainda acesso à (eventual) resposta da Ministra.

EXTRA: A Ministra parece ter ficado »visivelmente irritada», segundo o Público, e cai mesmo na dupla asneira de acusar o Bloco de «liderar o protesto dos agentes culturais»— numa demonstração de paternalismo e infantilização do sector que os agentes culturais não poderão deixar passar impunemente— e exigir “sangue”, leia-se, querer que lhe mostrem casos concretos de gente que perde o emprego como consequência destes cortes, que considera estarem a ser empolados.