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Rodrigo Amado: Searching for Adam

Sexta-feira, 19 de Setembro, 2008

Assisti ontem na Casa da Música ao concerto de estreia do projecto Searching for Adam, de Rodrigo Amado. A exposição de fotografia, central no projecto, está patente apenas em Lisboa, mas o concerto, com Taylor Ho-Bynum, John Hebert e Gerald Cleaver, além do próprio Rodrigo Amado, estreou-se no Porto.

Rodrigo Amado: Searching for Adam

Guardo as impressões mais completas e profundas para o artigo que escreverei para a Jazz.pt, mas aconselho o concerto vivamente e sem reservas, a quem ainda puder ir hoje à Culturgest.

O que raio é que se passa com o Público?

Segunda-feira, 25 de Agosto, 2008

Quando me mostraram, não queria acreditar.
O Público, diário generalista dito “de referência”, publicou na edição deste sábado, no caderno P2, um artigo intitulado “Do outro lado da cidade”, assinado pela jornalista Ana Cristina Pereira.

"Do outro lado da cidade", página 1 "Do outro lado da cidade", página 2

Em circunstâncias normais, uma tal visibilidade do “Vou ao Porto“, o projecto do Paulo Pimenta e do Visões Úteis, que resultou dum desafio no contexto de “O Resto do Mundo“, deixar-nos-ia a todos bem contentes, mas, assim,

Sem dizer que as fotografias de que fala, e que mostra, são muito mais do que a ilustração de um artigo. São parte de um projecto artístico muito mais vasto, da autoria do fotógrafo Paulo Pimenta e da companhia de teatro Visões Úteis (que não é sequer referida).
Aquelas 6 imagens fazem parte de uma exposição composta por 21 imagens criadas ao longo de um projecto que nos acompanha há quase dois anos.
Aquele conceito de traçar uma geografia do Porto através de retratos de famílias que habitam zonas marginalizadas da cidade, nasceu do discurso do Visões Úteis sobre a cidade e da cumplicidade com o Paulo Pimenta.

Assim, trata-se apenas e só dum erro muito grave e de mais um sinal da degradação dos órgãos de comunicação social, particularmente, do Público. Espero que quer o Paulo Pimenta (que se encontra na situação particularmente complicada de ter sido “traído” no seu próprio local de trabalho), quer o Visões Úteis façam chegar a sua justa indignação ao director do Jornal e ao Provedor e que estes sejam capazes de agir em conformidade, explicando o que houver a explicar e assumindo e corrigindo os erros.

Por falar nisso, a minha mais recente mensagem ao Provedor não teve qualquer eco.