Se ñ é pa se divertir, podem sair.

DSC00027.JPG, colocada no Flickr por joaomartins.

Quem fala/escreve assim não é gago e este bem podia ser o mote de todas as intervenções da Fanfarra Recreativa e Improvisada Colher de Sopa (F.R.I.C.S.).
O sábio conselho estava numa das paredes da Sede do Sporting onde fizemos a parte “indoor” da nossa animação sanjoanina.
Disso e do resto, estão já fotografias disponíveis no Flickr.
Os vídeos estão quase a sair, também.

Era cinema que queria? Temos pipocas…

Cinemas Lusomundo, Forum AveiroEm Aveiro, uma das capitais de distrito deste nosso jardim à beira mar plantado, situada no litoral norte, equipada com uma Universidade e, por isso e muito mais, com aparentes condições para estar um bocadinho acima da média do país no que à qualidade dos equipamentos culturais diz respeito, há 16 salas de cinema com programação regular. De facto, há 3 espaços: 2 multiplexes da Lusomundo em Centros Comerciais (um com 8 salas, outro com 7) e o Cineclube / Cinema Oita. E, assim, temos, tipicamente, 10 a 11 filmes diferentes em exibição.

Sobre a hegemonia da Lusomundo e o mal que isso faz ao panorama geral da exibição de cinema em Portugal, já muito se disse e nem sequer me parece que seja uma boa solução responder a esse monopólio com outro, como tenta fazer a Medeia, mas nem é isso que me interessa, agora.

Eu, ultimamente tenho ido quase só ao Cineclube, mas há imensas razões para querer que haja boas salas de cinema e em quantidade razoável numa cidade de dimensão média e, ontem, fomos mesmo (eu e a minha cara-metade) a uma das salas Lusomundo, no Forum Aveiro, para nos entretermos com um filme, que é um direito que assiste a todos.

Bilheteira? Não, pipoqueira…Logo que chegámos ao cinema, lembrámo-nos porque é que há tanto tempo que não tínhamos grande vontade de lá ir: toda a experiência é deprimente, desde o momento de comprar os bilhetes. Pusemo-nos na fila das pipocas e quando chegou a nossa vez lá pedimos ao “pipoqueiro”, quase envergonhados, bilhetes para o cinema. Envergonhados por estarmos a fazer perder tempo ao senhor, porque não queremos pipocas, nem chocolates, nem coca-colas nem mais nada… só mesmo os bilhetes. E já agora, porque a sala está praticamente vazia, em lugares decentes, que não são nem na última fila, nem descentrados e… nem devia ser preciso explicar isso, pois não?

Passaram-nos para a mão uma espécie de factura que é o bilhete de todos e, mais uma vez, ficámos na dúvida sobre se podíamos ou não avançar para a área das salas, já que não há ninguém a não ser os vendedores de pipocas, que dão o “jeitinho” de vender bilhetes… e limpar as casas de banho e o chão, ver das projecções, abrir e fechar as salas… um espectáculo de produtividade e flexibilidade que deve fazer inveja a muitos dirigentes da administração pública.
Como não queremos perturbar o negócio principal dos senhores da Lusomundo— as pipocas— com as coisas que se passam nas “traseiras”—o cinema — seguimos para a sala e cruzámo-nos com um jovem (desta vez cruzámos, porque já aconteceu passarmos “indetectados”) que, quase por acaso, olhou para o bilhete e disse qual era a sala: sala 4… número familiar…

Entrámos, sentámo-nos e pasmámos! A razão pela qual a sala 4 nos era familiar, era por ter sido a primeira e última sala de que nos tínhamos levantado antes sequer do início dum filme (e que filme), para exigir o dinheiro de volta. A tela tinha uma mancha gigantesca, bem no centro, como se alguém tivesse tentado limpar alguma coisa, deixando um rasto circular gorduroso e com um reflexo muito brilhante. Essa mancha que nos fez sair da sala há mais de um ano atrás e que nos tentaram convencer a aceitar porque “quase ninguém se tinha queixado, mas [eles iam] tentar ver se era na tela ou no projector e resolver imediatamente” ainda lá está!! Eu repito: uma mancha enorme, mesmo no centro da tela, há mais de um ano!

Sala 4 do Cinema Lusomundo, Forum AveiroNa fotografia de telemóvel quase não se nota, é verdade, mas está mesmo no centro, quase a rir-se de nós, como quem diz “Vocês acham que eu justifico uma intervenção qualquer de limpeza, substituição ou reparação? Ainda se fosse uma das máquinas de pipocas a avariar, ou se acabasse o gás da coca-cola ou alguma dessas coisas importantes… eu sou só uma mancha irritante que vos impede, a vocês, picuinhas dum raio, de usufruírem do filme que, ainda por cima, querem ver sem consumir mais nada. Concentrem-se nas legendas, já que não têm baldes de pipocas ou coca-cola com que se distrair. Assim, como assim, os empregados desta casa já estão suficientemente ocupados com a venda de guloseimas, a limpeza das casas de banho e a cobrança de bilhetes. Querem dar-lhes ainda mais trabalho? Se quisessem ver cinema, iam a um cinema. Aqui vendem-se pipocas…”

Estávamos demasiado cansados e a precisar duma anestesia hollywoodesca para voltarmos a sair e reclamar, mas não consigo tirar da cabeça esta dúvida dilacerante: eles estão-se nas tintas para as reclamações, ou as pessoas que lá vão estão-se tão nas tintas para os filmes que já nem reclamam? Que os donos da Lusomundo se estão marimbando para o cinema, acho que não é novidade nenhuma. Mas será que os espectadores também já entraram nessa onda?

Se assim for, só me resta dizer: tirem-me deste filme!

Uma nota breve acerca das sessões do Cineclube, já agora: eu compreendo que o equipamento de projecção e de som, que já dá sinais de precisar de reforma, não possa ser substituído, assim como percebo que deve ser difícil arranjar cópias em melhor estado de alguns dos filmes (ultimamente não tenho tido razões de queixa)… eu até percebo, por muito que me custe, que as sessões tenham intervalo se for por razões técnicas (as pessoas nem saem da sala e, se saem é só para esticar as pernas), mas porque é que insistem em retomar o filme ainda com as luzes da sala acesas e… pronto, eu, picuinhas, me confesso.

(Uma cópia deste post será enviada para o Cineclube de Aveiro e outra para a Lusomundo, se eu lhes encontrar um contacto online.)

Como é que se lê um protesto quando se está a posar num pedestal?

protesto-rivoli.jpg, colocada no Flickr por joaomartins.

Cá está um “erre” especialmente apontado a algumas cavalgaduras que parece que não são mesmo capazes de perceber a natureza e dimensão do protesto da passada quinta-feira.

Que país! Que cidade!

Aveiro Antigo

Imagem(1).jpg, colocada no Flickr por joaomartins.

Ontem, aqui no centro de Aveiro, junto ao Mercado do Peixe, foi organizada uma recriação da venda de peixe a retalho, tal como se faria no final do séc. XIX, princípios do XX.
Admito o interesse pedagógico da iniciativa pela qual passei sem poder parar. Gosto, genuinamente, de ver barcos nos canais de Aveiro e, em dias bonitos, Aveiro, com iniciativas destas e outras, podia muito bem ser um forte pólo turístico. Um dia, quem sabe?
Mas, de facto, o que tiro destas recriações são os momentos, imagens e pormenores cómicos: os pescadores e marnotos ao telemóvel, varinas maquilhadas à la Britney Spears… ou burros “sujeitos a reboque”.

Serralves em Festa – Sons na Paisagem

Set 3 . 12h00 . Clareira das Azinheiras (1), colocada no Flickr por joaomartins.

No intervalo dos concertos na Casa da Música, fomos convidados para criar “Sons na Paisagem” no primeiro dia das 40 horas non-stop de Serralves em Festa.
Numa bela manhã de sol, associarmo-nos ao aniversário de uma das mais relevantes instituições culturais da cidade do Porto é um belo tónico para o espírito. E que aniversário!
Foram 3 sets de improvisação livre em 3 locais diferentes dos Jardins. E foi a primeira vez que nos juntámos assim: eu no saxofone soprano, a Anita na flauta transversal e o Henrique no contrabaixo.

A repetir…

F.R.I.C.S. @ Bragança

F.R.I.C.S. @ Bragança 07, colocada no Flickr por joaomartins.

Ir tocar a Bragança foi uma aventura… um drama, meio telenovela mexicana, meio épico de hollywood…
Mas aconteceu e a verdade é que chegámos mesmo a tocar no Teatro Municipal de Bragança. (nas escadas da entrada também conta?)

Mas foi cumprida a 4ª paragem da “Capitais de Distrito por Ordem Alfabética Tour”, com concerto em coreto, na rua, junto do Teatro Municipal e no simpático café “Floresta”.
A nossa versatilidade foi posta à prova e há provas de que correspondemos.