Serralves em Festa 2010

O Serralves em Festa é já este fim de semana. São 40 horas non-stop de actividade cultural num evento que não tem paralelo, pelo menos no norte do país. Este ano, lá estarei, a participar e a assistir e não posso deixar de aconselhar esta experiência. Quem lá esteve em anos anteriores sabe que é qualquer coisa de muito especial. Quem nunca experimentou, tem mesmo que experimentar. Pelos eventos, mas também pela atmosfera de festa verdadeira à volta da criação e da fruição artística, coisa rara em Portugal.

Nas centenas de actividades programadas em todas as áreas e formatos imagináveis, há, de certeza, alguma coisa que vos interessa. Consultem o programa no site.

E porque não custa nada puxar a brasa à minha sardinha, recordo:

E chamo a atenção para o facto de, na Casa de Serralves, se poder assistir à apresentação de dois trios especiais: Martin Brandlmayr, Steve Heather e Gustavo Costa (sábado às 15h00) e B. Fleischmann, João Pais Filipe e Jorge Queijo (domingo, às 16h30).

Serralves em Festa, uma participação em grande

Nos últimos anos tenho tido participações pontuais nessa grande iniciativa que é o Serralves em Festa, integrado em algum dos projectos colectivos em que milito, como a F.R.I.C.S. ou o Space Ensemble, mas este ano, os convites “choveram”, fruto provavelmente de alterações na própria forma de programar a festa, pelo que, durante as 40 horas non stop, estarei envolvido em 3 apresentações independentes, entre sexta, dia 4 e sábado, dia 5. A saber:

  • F.R.I.C.S. – Fanfarra Improvisada Colher de Sopa
    Sexta-feira, dia 4, às 21h30, na Praça Parada Leitão ao Café Piolho (Baixa)
  • Margareth Kammerer, Gustavo Costa, Henrique Fernandes e João Martins
    Sábado, dia 5, às 16h30, na Casa de Serralves
    O nosso trio mais constante junta-se à cantora alemã Margareth Kammerer, para uma sessão de improvisação seguramente inesperada.
  • Derek Shirley’s CARD BLANCHE ENSEMBLE
    Sábado, dia 5, às 18h00, na Casa de Serralves
    Uma das estratégias da Festa deste ano é convidar músicos do Porto a integrarem colectivos de improvisação, com a designação genérica de CARD BLANCHE ENSEMBLE, dirigidos por alguns dos músicos estrangeiros convidados a participar no evento e o contrabaixista canadiano Derek Shirley, manifestou interesse na minha colaboração.

F.R.I.C.S. no aniversário da AMCSB

A Fanfarra Recreativa e Improvisada Colher de Sopa (F.R.I.C.S.) terá a grande honra e privilégio de se associar às comemorações do 23º 33º aniversário da Associação Musical e Cultural São Bernardo, com quem tivemos já o prazer de colaborar, no Porto em 3 eventos memoráveis: espectáculo da Trisha Brown Dance Company em Serralves, abertura do FIMP em 2008 e em 2009.

O programa detalhado das festas poderá ser consultado brevemente, presumo, no blog ou no Facebook da AMCSB, mas a participação da F.R.I.C.S. acontecerá já no próximo dia 6 de Dezembro, domingo.

Apareçam para desejar muitas felicidades e muitos anos de vida à Fanfarra de São Bernardo e à miríade de projectos da AMCSB. Merece um brinde!

jazz.pt | F.R.I.C.S.: balanço do 1º ano de actividade

Porque vem a propósito da comemoração do 2º aniversário da Fanfarra Recreativa e Improvisada Colher de Sopa – F.R.I.C.S., que será eficazmente assinalado com o concerto de amanhã, e porque estou diligentemente a fazer crescer o número de artigos do blog originalmente publicados na Jazz.pt, republico na íntegra o ensaio/reportagem que escrevi para o número 17 da revista, por encomenda do Rui Eduardo Paes, responsável pelo seguinte prólogo:

O crescendo de popularidade em apenas 15 meses de vida desta invulgar mini-”big band” está a torná-la num dos mais curiosos fenómenos musicais da actualidade do nosso país.

Muita água correu debaixo das pontes, mas o que escrevi em Janeiro de 2008 continua, na minha modesta opinião, a valer o espaço que ocupa.

FANFARRA RECREATIVA E IMPROVISADA COLHER DE SOPA – F.R.I.C.S.

Balanço do primeiro aniversário

A 14 de Dezembro de 2006, em jeito de “mashup” celebrativo- juntando o Natal ao Solstício de Inverno e ao Ano Novo-, o colectivo portuense Soopa, no cumprimento duma quase “tradição”, levou a um espaço habitual (o palco dos Maus Hábitos) alguns dos suspeitos do costume- anunciados como “algumas das mais obscuras celebridades do underground nortenho”-, numa configuração e sob um pretexto inesperado: “Uma Fanfarra Para o Século XXI!“.
A promessa, como é aliás comum nas propostas deste prolixo colectivo elevava a fasquia bem alto:

“Este grupo de 7 músicos irá levar o público numa viagem psicadélica que tem como ponto de partida o princípio comunitário, festivo e ruidoso das fanfarras populares, estando o ponto de chegada situado algures entre o desconhecido e a madrugada do dia 15.”

Não é nunca fácil a tarefa de compreender a real profundidade ou o real compromisso de quem se envolve neste tipo de propostas, ou neste tipo de formulações (nem quando se é parte do evento), pelo que, quanto ao nascimento do projecto, por elementar justiça, poder-se-á apenas afirmar que o investimento feito a priori na definição dum modus operandii e na selecção dos intervenientes e instrumentação disponível, provou ser determinante na definição da anatomia do concerto em causa e, consequentemente, de todo o projecto, a longo prazo: a estratégia de improvisação dirigida, por recurso à figura do “tele-maestro”, com imensa eficácia conceptual e pragmática e a opção pela prevalência de instrumentos de sopro transformaram uma promessa que poderia não passar disso mesmo, num daqueles raros momentos em que, no reino da experimentação mais radical (na perspectiva de alguns), o prometido é cumprido.

Não é claro, nem será a curto prazo, quanto do resto desta história depende directamente do eventual sucesso dessa primeira abordagem deste universo. E o panorama onde circulam estes projectos está cheio de histórias que se encerram com um primeiro capítulo deste género, independentemente do grau de realização ou das repercussões geradas.
O que é claro é que essa primeira experiência não só deixou marcas nos participantes directos, como terá criado necessidades imprevistas no público: não só a recepção foi entusiasta e incrédula quanto seu ao carácter inaugural, como nos deparámos com incentivos e convites para a sua repetição em diversos contextos e receptividade face ao possível lançamento de um disco.
Para um projecto recém-nascido, em que parte substancial dos músicos se encontrava pela primeira vez, a natureza dessas reacções não era vulgar. Mas era verosímil e parecia fazer sentido.
Ainda que articular uma explicação fosse (e continue a ser) uma tarefa difícil.

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F.R.I.C.S. convida José Cid. Imperdível!

F.R.I.C.S. convida José Cid, no Passos manuel, 3 de Dezembro

Um evento difícil de descrever, difícil de prever e, certamente, difícil de esquecer.

É já amanhã, dia 3 de Dezembro, no Passos Manuel e, se houvesse algum tipo de justiça, ou simplesmente lógica, no funcionamento do mundo, a sala estaria cheia. Como não há, contamos com toda a gente capaz de compreender estas singularidades.

Sente-se preparado?

Meio Dia Meia Noite

O Teatro do Frio promove 12 horas de actividades constantes hoje, 22 de Novembro, entre teatro, circo, concertos e vários híbridos. Do meio dia à meia noite, na Fábrica da Rua da Alegria, no Porto.

Meio Dia Meia Noite, cartaz

Ao meio dia, lá estarei, com os F.R.I.C.S., na abertura. E, para garantir que tudo corre bem, lá estarei no fecho, também, com Alfred 23 Harth, naquela que será a minha estreia como membro do Mental Liberation Ensemble.

Mais informação e detalhes sobre a programação do evento, aqui: http://www.teatro-do-frio-meiomeia.blogspot.com/

As ruas deviam ser sempre nossas

Se esta rua fosse minha... com destaque no Público

Nós, F.R.I.C.S., fizemos a nossa parte e, a mim, soube-me muito bem. Se pudesse, tinha ficado por ali, a participar nas actividades ou só a ver as pessoas e a animação. Mas, se algumas pessoas podem sentir e dizer que “o Porto devia ser sempre assim”, o que muito me alegra, a verdade é que o evento e a energia positiva que o parece caracterizar não é muito comum na cidade. Não me interpretem mal: gosto imenso do Porto, mas se me vim embora foi precisamente por ser comum um sentimento insuportável de opressão e uma espécie de impossibilidade de se ser ali genuinamente feliz, sem ser numa breve explosão.

Interessam-me todos os registos desta festa e reacções, pelo que se tropeçarem em alguma coisa interessante, agradeço que apontem aqui nos comentários.

Se esta rua fosse minha…

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=0uR9m7MntfA[/youtube]

Reparem, mesmo no fim do spot, quem vem, de forma temerária, na traseira da motoreta? Os F.R.I.C.S., claro, que não podiam deixar de estar presentes num festival que equaciona a possibilidade da rua ser mesmo nossa.

Se esta rua fosse minha é o “único Festival de Rua no Porto”, e acontece no dia 4 de Outubro, na Rua Cândido dos Reis. Nós tocamos pelas 14h00, como se a rua fosse nossa, como já é nosso costume.

Uma iniciativa do PlanoB.