Entradas com Etiqueta ‘internet’

Este blog é visitado por pessoas normais… que estranho

Terça-feira, 2 de Dezembro, 2008

Confesso que quando imagino o universo de leitores deste blog, a imagem que resulta é construída um bocado à minha imagem e semelhança, como não podia deixar de ser. Mas as estatísticas, que às vezes, até sossegam essa minha costela narcisista, frequentemente demonstram, sem sombra de dúvida, que os leitores que cá vêm parar são pessoas normalíssimas:

Os browsers mais usados pelos visitantes do blog na semana que passou

Esta semana, como vêem, mais de 70% das visitas foram feitas com recurso ao vulgaríssimo Internet Explorer, seguido bem de longe pelo Firefox, o meu browser de eleição.

Será caso para ficar preocupado? Onde estão os meus leitores de “elite”? Como é que me “vulgarizei”? ;)

Terei que recorrer aos “desesperados” apelos para que as pessoas adoptem browsers modernos e fiáveis? Terei que escrever sobre Mac’s, iPod’s e sucedâneos, para aumentar a quota do Safari? ;)

Ou devo apenas ficar satisfeito com a “normalidade”?

O Público errou

Sábado, 2 de Agosto, 2008

Há uma secção com este nome no jornal Público, mas duvido que aquilo que para mim é um erro, seja assumido como tal pela redacção ou pelos seus editores.

Pela segunda vez, este blog aparece citado no jornal, na secção “Blogues em Papel”, na qual a equipa do Público escolhe um tema que esteja a dar que falar na blogosfera, mas não necessariamente bom para vender jornais e publica excertos, muitas vezes contraditórios, de opiniões que, para o leitor do jormal, não passam de vox populi. Em si mesmo é um procedimento que me causa estranheza e disse-o quando aconteceu a primeira vez e me vi catapultado para uma página de jornal, a esgrimir argumentos de crítica musical com um respeitado e respeitável crítico, a propósito da ópera de Emmanuel Nunes. Desta vez, foi a minha opinião acerca do lançamento fantasista do portátil Magalhães que atraiu a atenção dos jornalistas. Mas, quer num caso quer noutro, sem elementos adicionais que permitam filtrar de algum modo estas opiniões, cuja publicação acontece de forma unilateral e sem consulta prévia, estes excertos de opinião colhidos na blogosfera servem uma dupla função que em nada dignifica o Público.

Por um lado, aparentemente, liberta o jornal do seu trabalho de informar (a cobertura do Público do lançamento do Magalhães limita-se à transcrição dos comunicados de imprensa e pouco mais [1] [2]) e veicula opiniões contraditórias, mais ou menos bem fundamentadas sobre assuntos com os quais o jornal, através dos seus jornalistas e colunistas, parece não estar interessado em se envolver. É uma manobra oportunista e calculada: informações erradas ou opiniões extremadas são da responsabilidade dos autores dos blogues, com os quais o Público não tem nenhum tipo de vínculo e assim se encontra uma forma rápida barata e indolor de cobrir assuntos cuja polémica não traz benefícios ao jornal.

Na minha opinião, aquela coluna dos “blogues em papel”, nestes termos, é um erro. Se o assunto tiver honras de cobertura jornalística séria e empenhada e, eventualmente, suscitar opinião dos responsáveis da área temática, ou seja, se o trabalho do jornal estiver feito, faz sentido temperar as posições e opiniões mais ligadas ao status quo, com a tal vox populi que os blogs representam. Sem o trabalho do jornal feito, é esperteza saloia e não ajuda nem o jornal, nem os leitores, nem a blogosfera.

Digo eu, que gosto de dizer coisas. E fico curioso para saber o que dirá o Provedor do Leitor, já que lhe vou enviar esta pequena opinião.

“Magalhães”, o portátil “português” para crianças já tem site

Sexta-feira, 1 de Agosto, 2008

A procura pelo site oficial do “Magalhães“, o portátil do e-escolinhas, deve ser elevada após o seu anúncio, mas não é fácil. Nem nos sites de notícias, nem nos fabricantes, nem nos promotores se encontra muita informação, mas a verdade é que o “Magalhães” tem site e bastante completo: www.classmatepc.com

Para já, só tem informação em inglês e ainda não leva o logotipo novo na capa. Isso terão que ser os senhores da JP Sá Couto a fazer, presumo. Mas, no geral, o Magalhães é aquilo mesmo. Basta que, onde se lê Classmate PC, se leia Magalhães e se ponha um “porreiro, pá!” no fim das frases e é isso. Ah! e deve ser preciso adaptar uns conteúdos e pô-los lá dentro até Setembro.

E agora a sério, não é normal que um anúncio deste tipo tenha algum tipo de acompanhamento em termos de presença on-line? Não seria de esperar um site para o lançamento, destaques no site dos fabricantes e dos promotores (o Portal da Educação, por exemplo, limita-se a isto)?
Não é normal satisfazer parte da curiosidade acerca das reais adaptações da máquina à realidade portuguesa e, por exemplo, sobre qual o papel da Prológica?

Vão esperar que o “buzz” aumente? Não vão participar directamente na guerra propagandística? Qual é a lógica?

PageRank: é tão simples!

Domingo, 27 de Julho, 2008

Li, com interesse, um post recente no AirDiogo acerca do PageRank, o sistema através do qual o Google organiza os resultados das pesquisas em função da relevância atribuída ao conteúdo da página ou site. A reflexão sobre a popularidade deste assunto e sobre as diferentes posturas de SEO - Search Engine Optimization que vão desde a explicação séria e simples dos parâmetros envolvidos até às lógicas obscurantistas e promessas milagoras, típicas de vendedores de banha da cobra é, parece-me, uma outra forma de atrair visitantes ao blog, aproveitando a onda gigantesca de pesquisas. No caso dele, como no meu, agora, ao escrever este post ou quando escrevi este outro, mais obsceno, ou na experiência recente do Nuno Saraiva, usando a orientação sexual da Brandie Carlile como chamariz de visitas, percebe-se que há um critério simples, superficial e fácil de manipular no sistema: se usarmos frases, palavras ou expressões muito populares e, especialmente, se lhes dermos valor semântico (num título é melhor que no corpo do artigo) e as repetirmos em vários contextos (as tags e índices são óptimas estratégias), podemos trepar a escala da relevância com facilidade. Mas é fácil de perceber que esta estratégia se usada de forma “maliciosa” gera visitas “enganadas”, o que não contribui nem para a reputação nem para a relevância global do site em causa. O artigo mais popular desde blog, por exemplo, chama-se “Pornografia, ou a arte de ser explícito“, mas duvido seriamente que as intenções duma parte significativa dos visitantes fosse ler a minha reflexão acerca das práticas de distribuição de publicidade no site do Correio da Manhã.

Mas, se percebermos este primeiro princípio, percebemos, de facto, que o segredo da relevância— por isso, o segredo do PageRank ou o segredo do SEO - Search Engine Optimization— é escrever de forma organizada e sistemática, com cuidados ao nível da marcação semântica dos conteúdos. Ou seja, é preciso cuidar dos conteúdos e pensar, pesquisar e analisar quais os termos e expressões de pesquisa mais usados pelos internautas que fazem parte do nosso público-alvo. E isso é simples, certo?

Um blog, um portal generalista ou outras experiências cujo único objectivo seja gerar visitas, sem preocupações de fidelizar públicos-leitores, pode dar-se ao luxo de seguir a onda dos acontecimentos, alternando entre referências aos últimos gadgets (o iPhone e o iPod são boas opções), escândalos sexuais, económicos ou políticos, fait-divers de vários tipos, ou alimentar as eternas flamewars de sistemas operativos (Windows vs. Mac vs. Linux) ou consolas de jogos (Playstation vs. Xbox vs. Wii), por exemplo. Esse comportamento gera visitas e aumenta a relevância / PageRank artigo-a-artigo, mas a inconsistência dum site que segue simplesmente hypes sucessivos, sofre com isso. Porquê? Porque se fosse apenas um problema de quantidade de keywords, não se justificava a investigação, o segredo ou até o registo de patentes à volta do “coração” do Google. Por um lado, referências avulsas a termos “populares” não chegam para enganar o sistema, já que todo o conteúdo é visado e são cruzadas referências para perceber se o artigo é ou não “genuíno”. É também aí que entra a importância da construção de links para o conteúdo. O número de sites que refere o nosso conteúdo, através dum link, é mais um sistema de validação da relevância dos conteúdos. E isso também é fácil de perceber: se eu for uma “autoridade” numa determinada área é natural que muitos sites dedicados ao mesmo assunto, ou artigos avulsos, se refiram e liguem a mim. E essa é uma medida socialmente aceitável, mesmo no mundo real do ensino, por exemplo. (Uso o termo “autoridade”, numa piscadela de olho ao sistema de Authority que o Technorati usa). Cá está outro parâmetro base de relevância: links dirigidos aos nosso conteúdo “provam” que ele é relevante. (Claro que as “roletas” de troca de links sugeridas por alguns “especialistas” e que ligam ad nauseam sites igualmente irrelevantes são identificados pelo sistema e pelos utilizadores, também. Isso e outras práticas semelhantes a vudu.) ;)

Mas, além disso, se o PageRank de cada página dum mesmo site for alto, mas responder a termos de pesquisa demasiado diversificados, não é possível determinar a relevância global do site, porque não existe um contexto temático em que ele se encaixe. Os links podem ajudar, mas não resolvem o problema de base. Por isso é que se fala muito da necessidade de “especialização”. Há até quem sugira que a melhor forma de garantir uma grande visibilidade é encontrar um “nicho” e explorá-lo até ao tutano garantindo que, à medida que o interesse cresce (e o interesse sobre qualquer coisa na Internet cresce sempre, é um problema básico de entropia), nos mantemos no topo da vaga.

Este é o tipo de coisas que os especialistas de SEO - Search Engine Optimization vão dizendo e vendendo, mas se um projecto estiver limitado tematicamente (que é o caso de quase todos os sites de empresas e organizações), não faz sentido falar de determinado tipo de manipulação de conteúdos ou da auscultação constante dos hypes gerais. Para um site “normal”, com objectivos pré-determinados e um posicionamento marginal às modas e tendências da web, o trabalho é, paradoxalmente, muito mais simples. Como é óbvio que a relevância absoluta do site será sempre condicionada pela popularidade do tema— uma sex-shop on-line não tem que trabalhar quase nada para garantir valores altos de relevância, enquanto um clube de leitura ou uma carpintaria terão que se contentar com um tecto baixo definido pelos hábitos de utilização e pela baixa densidade do “meio” específico onde estão—, o trabalho deve concentrar-se apenas na apresentação fluída e bem estruturada dos conteúdos e na adequação da escrita ao meio e aos hábitos (percebidos) dos internautas. Não é pouco trabalho, mas é simples:

  • escrever bem, sem ser nem prolixo nem telegráfico
  • identificar as palavras, expressões e frases em uso no “meio” e usá-las em quantidade, mas com critério, um pouco por todo o site (uma boa forma de fazer isto é usar os simuladores do Google AdWords que, a partir de uma expressão, nos dão as alternativas mais procuradas)
  • perceber que ninguém lê tudo, pelo que o que nos pode parecer redundante quando estamos a criar e/ou a rever conteúdos, pode ser perfeitamente aceitável para leituras na diagonal
  • usar as palavras e frases chave em títulos e sub-títulos, correctamente marcados semanticamente (<h1>, <h2>, etc)
  • não substituir por imagens conteúdo fundamental, a não ser que se usem criteriosamente as possibilidades de legendagem (tags alt e title) e/ou se adoptem técnicas de Image Replacement inteligentes
  • procurar os melhores locais on-line para se ser referenciado e tentar perceber como é que isso é possível (publicidade, troca de links, simples contacto?)

Não é magia, nem milagre ou prática mística, mas funciona. Sendo assim, porque é que se continua a falar destas coisas e há uma tão grande procura por estes assuntos? Porque as pessoas, empresas e organizações são preguiçosas e querem, no fundo, no fundo, descobrir a cura milagrosa que ponha o seu site no top dos tops, sem terem o trabalho de criarem, sistematizarem e organizarem conteúdos. Para os “preguiçosos” que podem, existe o Google AdWords, que, para quem puder pagar, permite colocar links patrocinados nas primeiras páginas de todas as pesquisas. Para os outros, é trabalho simples. Mais ou menos trabalho, mas simples e relativamente transparente. E o resultado final não é o mesmo: com o trabalho feito, o site aparecerá por mérito próprio e sem custos. Pela via imediata, o site só vai aparecer enquanto pagarmos e a eficácia provavelmente decresce com o tempo (um link patrocinado que não chega pelo próprio mérito às páginas principais causa desconfiança nos utilizadores).

E, com este artigo escrito, revejo e posso prever que, com tantas referências a hypes, ao Google e ao PageRank, a estratégias de SEO, a gadgets e a outros termos de pesquisa populares, vou ter outro pico de visitas. Justifica-se?

Comer em casa

Sábado, 26 de Julho, 2008

Quando eu era criança, comia-se quase sempre em casa e a comida era quase sempre feita em casa. Às vezes íamos a restaurantes, outras levávamos a comida e faziam-se piqueniques. Outras ainda, para desenrascar, iam-se buscar uns frangos de churrasco. Havia pessoas que iam buscar outras comidas aos restaurantes para levar para casa, mas o mais comum era o frango de churrasco feito à nossa frente e posto num saco de papel. Umas vezes levávamos batatas fritas de pacote, outras levávamos as batatas e/ou o arroz da mesma churrasqueira. Não me lembro se se usava ou não o termo “take away” (é bem possível que sim), mas tenho ideia que só na minha adolescência é que surgiram serviços de entrega de refeições ao domicílio aqui em Aveiro. Podem ter surgido antes, mas não deviam ser comuns. As “refeições para fora” ou “take away” foram sendo cada vez mais comuns em todo o tipo de restaurantes para todo o tipo de clientes e com todo o tipo de “requintes”, desde a caixa de cartão da pizza, às embalagens de esferovite, passando pelas marmitas de metal e pelos tachos e panelas que os próprios clientes deixavam nos sítios do costume.

O ritmo a que estas coisas evoluíram deve variar muito de local para local e o grau de utilização destas simples “refeições para fora”, das encomendas via telefone e, depois, das entregas ao domicílio deve ser um indicador engraçado de qualquer coisa que fica entre o cosmopolitismo, a preguiça, o esboroar da estrutura familiar tradicional, a modernidade e a pós-modernidade, a industrialização da restauração, a globalização…

Vem isto tudo a propósito de ser agora possível, aqui em Aveiro, através de um só serviço (um franchise que parece estar a crescer em zonas “modernaças” do país), encomendar e receber, no conforto do lar, refeições de alguns bons restaurantes da cidade. O serviço chama-se NoMenu e não me pagam publicidade. Só que entregaram para o nosso jantar de hoje uma pizza da Pizzarte, e isso merece uma referência. :)

A lista de opções e restaurantes em Aveiro é interessante, assim como a possibilidade de encomendar refeições de mais do que um dos sítios para uma única entrega. Mas lembrem-se de verificar as opções todas no site antes de encomendar: os folhetos impressos dão a sensação de menús muito reduzidos e ficar a saber, a posteriori, que podia ter comido uma Calzone e, eventualmente, um crepe com gelado de sobremesa, pode provocar uma certa sensação de desconsolo. ;)

Dê Sangue! Seja herói por uma vida.

Sexta-feira, 25 de Julho, 2008

Dê Sangue! Seja herói por uma vida. Participe nas campanhas do Instituto Português do Sangue.Sem sugestões e tendo recebido esta semana o Cartão Nacional de Dador de Sangue, pouco tempo depois da primeira dádiva, (e há gente que espera anos!) pareceu-me apropriado mudar o selo do canto direito para um apelo à dádiva de sangue, com link para o Instituto Português de Sangue. A imagem é duma das campanhas recentes (espero que ninguém se incomode com a utilização) e, para quem quiser associar-se, basta seguir um das instruções simples:

Versão 1:

selo fixo no canto superior direito da janela do browser, funciona em browsers modernos e inteligentes (exclui IE 5 e 6)
copiar e colar a seguir a <body>

<div id="selo" style="position:fixed; left:100%; top:0px;
height:100px; width:100px; margin:0 -100px -100px -100px; z-index:10000;">
<a href="http://www.ipsangue.org/" target="_blank" title="Dê Sangue! Seja herói por uma vida. Participe nas campanhas do Instituto Português do Sangue"><img
src="http://joaomartins.entropiadesign.org/wp-content/uploads/selos/apoio_ipsangue.gif"
width="100" height="100" border="0" alt="
Dê Sangue! Seja herói por uma vida. Participe nas campanhas do Instituto Português do Sangue" /></a>
</div>

Versão 2:

selo fixo no canto superior direito da página (desaparece com o scroll), funciona em todos os browsers modernos e mesmo nos pouco inteligentes (inclui IE 5 e 6)
copiar e colar a seguir a <body>

<div id="selo" style="position:absolute; left:100%; top:0px;
height:100px; width:100px; margin:0 -100px -100px -100px; z-index:10000;">
<a href="http://www.ipsangue.org/" target="_blank" title="
Dê Sangue! Seja herói por uma vida. Participe nas campanhas do Instituto Português do Sangue"><img
src="http://joaomartins.entropiadesign.org/wp-content/uploads/selos/apoio_ipsangue.gif"
width="100" height="100" border="0" alt="
Dê Sangue! Seja herói por uma vida. Participe nas campanhas do Instituto Português do Sangue" /></a>
</div>

Versão 3 (a que está em uso neste site):

selo fixo no canto superior da janela do browsers modernos e inteligentes e no canto superior da página nos pouco inteligentes (inclui IE 5 e 6)
copiar e colar a seguir a <body>

<style type=”text/css”>
body>div.selo {position: fixed;}
div.selo{
margin: 0 -100px -100px -100px;
text-align: right;
position: absolute;
top: 0px;
left: 100%;
width: 100px;
right: 100px;
z-index:1000;
}
</style>
<div class="selo">
<a href="http://www.ipsangue.org/" target="_blank" title="
Dê Sangue! Seja herói por uma vida. Participe nas campanhas do Instituto Português do Sangue"><img
src="http://joaomartins.entropiadesign.org/wp-content/uploads/selos/apoio_ipsangue.gif"
width="100" height="100" border="0" alt="
Dê Sangue! Seja herói por uma vida. Participe nas campanhas do Instituto Português do Sangue" /></a>
</div>

Aceitam-se correcções e sugestões. O selo anterior, de apoio à Associação Portuguesa de Deficientes, continua disponível e pode ser usado, como indicado aqui.

Ser solidário, ano II: aceitam-se sugestões

Sexta-feira, 18 de Julho, 2008

Este blog apoia a Associação Portuguesa de DeficientesHá quase um ano que este blog ostenta no canto superior direito um “selo” de apoio à Associação Portuguesa de Deficientes. A ideia surgiu dum dos membros da direcção da Associação, que precisava de apoio técnico para o colocar no seu próprio blog, e foi com prazer que ao resolver o problema dele, marquei também o meu próprio site. Entre um canto destes e um banner de suporte a causas mais globais ou afirmações humorísticas de independência (estou a pensar na piaçaba, sim), pareceu-me adequado tomar esta posição. E continua a parecer mas, passado um ano, estava a considerar a hipótese de começar a ter alguma rotação no “selo”, destacando por períodos, associações, causas ou organizações que possam ter interesse num modesto contributo para a sua visibilidade online. Não sei que resultado teve este selo para a APD, mas o selo, além de ficar disponível no meu site, pode ser usado por outros, já que partilho o código (sem erros, desta vez) e crio e alojo a imagem necessária.

Mas gostava de, em vez de usar apenas os meus critérios subjectivos, poder contar com sugestões dos leitores. Pode ser?

Estou mais virado para causas e operações locais (think global, act local), de dimensões pequenas e médias, a quem possa interessar este tipo de visibilidade online. Usarei os meus critérios e quadro de valores como filtro, mas todas as sugestões serão bem recebidas.

O selo da APD e o código continuarão sempre disponíveis, aqui.

Perder, momentaneamente, a capacidade de escrever

Quarta-feira, 16 de Julho, 2008

Ando preocupado: depois de umas horas a mexer em ficheiros de configuração de servidores e a manipular variáveis de PHP para que outros possam testar o correcto funcionamento de scripts que eu, provavelmente, nunca usarei, dou por mim com uma espécie de bloqueio na escrita normal, em português corrente e sobre assuntos que me interessam.

Estarei a sofrer dum “memory leakage”? Precisarei dum “reboot”? Será melhor reconfigurar-me através dum simples .htaccess ou com um php.ini local? Qual é a sintaxe para a função “write_interesting_and_relevant_content”?

Alguém tem por aí um manual impresso com o qual me possa dar uma violenta pancada na nuca? Acho que é mesmo o que estou a precisar…

Estado da Nação: nota de rodapé #1

Quinta-feira, 10 de Julho, 2008

Hoje começaram as candidaturas ao Ensino Superior. Os candidatos, jovens finalistas do ensino secundário, podiam optar entre um processo online ou um processo presencial, com filas que começaram à porta de escolas em capitais de distrito durante a madrugada.

Segundo os testemunhos recolhidos por alguns canais de televisão, junto dos jovens que optaram pelas filas e por manipular papelada, uma parte significativa destes candidatos optou mesmo por evitar a Internet, por desconfianças várias e dificuldades umas mais óbvias do que outras.

Este é um preocupante, ainda que superficial, indicador do Estado da Nação, que se discute hoje na AR: esta geração de jovens que não confia na Internet para fazer as suas candidaturas ao Ensino Superior é a mesma a quem o Estado financia a aquisição de portáteis e banda larga móvel, num país em que um vasto conjunto de procedimentos na relação com esse mesmo Estado passa obrigatoriamente pela Internet.

Será tudo uma piada de mau gosto, um enviesamento de informação pela comunicação social? Ou estamos mesmo perdidos num pântano?

Destaque a links: sim ou não?

Quinta-feira, 10 de Julho, 2008

Devem ter reparado, pelo meu último post, que activei o serviço do del.icio.us que publica em forma de artigo no blog os últimos links adicionados à lista. Claro que os mais interessados já tinham acesso a esses links, indo ao meu perfil do del.icio.us ou vendo, na barra da direita as “leituras recentes”. Mas é com frequência que marco alguma coisa que gostava mesmo que passasse pelos olhos de todos os leitores do blog, incluindo o que subscrevem o feed (e que, por isso, não vêm a barra da direita). Além disso, a minha utilização do del.icio.us não é “intensiva” e, agora que tomei esta decisão, dar-me ei ao trabalho de escrever uma pequena nota acerca de cada link partilhado, porque compreendo que uma simples lista de links tenha um interesse muito reduzido, por muito bem escolhidos que sejam.

Mais do que ser uma forma fácil e “preguiçosa” de garantir um post diário (ou não, porque nem todos os dias marco alguma coisa), parece-me um bom compromisso entre a simples sugestão de leitura, com um comentário ocasional, com a possibilidade de destacar artigos noutros blogs que comentei (já escrevi sobre a importância que isso tem para mim).

A minha decisão de tentar usar esta possibilidade de forma útil foi fortemente influenciada pelo City of Sound, que o faz de forma exemplar (notem a diferença entre a apresentação no blog em “noted elsewhere” e vejam como surge no feed… e a qualidade das notas!), mas como sei que há quem não seja grande adepto desta “forma de preguiça” e tenho a certeza que não terei um nível de qualidade das sugestões e/ou notas tão elevado, gostava de saber a vossa opinião: incomoda-vos muito este item automático? Avisam-me se eu deixar as minhas boas intenções resvalar para listagens neutras e sensaboronas de links?

Obrigado.