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IVA com recibo?

Sábado, 23 de Agosto, 2008

IVA com reciboVia Paulo Pires, descobri o “Movimento IVA com Recibo” que defende a discussão na Assembleia da República de uma proposta que contemple a possibilidade do IVA passar a ser pago ao Estado apenas no momento de emissão do recibo em vez da factura. O argumento é óbvio: com os atrasos nos pagamentos que, em Portugal, são uma espécie de cancro, muitas empresas são obrigadas a pagar valores de IVA respeitantes a facturas ainda não pagas, o que origina problemas de liquidez.

Quem se dirigir ao site ou ao blog do movimento poderá ficar com a ideia de que não existe grande profundidade na argumentação, e eu, por exemplo, concordo com o primeiro comentário no blog que sugere que a proposta tem um certo carácter paliativo, evitando debruçar-se directamente sobre o verdadeiro problema: os pagamentos em atraso.

Mas a mim agrada-me que um movimento deste tipo se apresente, num primeiro momento, como um movimento em construção, aberto a sugestões e propostas. Se se aumentar a discussão à volta desta questão, talvez seja possível encontrar uma proposta que proteja as PME’s (principalmente) dos efeitos nefastos da necessidade de pagarem IVA relativo a facturas em aberto, atacando simultaneamente o problema dos atrasos nos pagamentos, situação na qual o Estado (e todos os agentes públicos) tem uma enorme responsabilidade, não tanto pelo papel regulador que poderia ter, mas pelo exemplo que estabelece na prática quotidiana.

Sendo assim, esta é uma oportunidade para um exercício activo de cidadania, aconselhável a todos. A discussão faz-se no blog.

Quem é que fica com este 1%?

Quinta-feira, 27 de Março, 2008

A anunciada descida do IVA de 21% para 20% deixa, antes de mais, uma questão no ar: quem é que vai absorver de facto esta medida? É a questão colocada pelo Francisco Louçã e faz todo o sentido. Diz-nos a experiência que estas pequenas flutuações nos impostos, que se traduzem, teoricamente, em descidas de preços, acabam por nunca beneficiar de forma directa os consumidores, uma vez que, entre manobras de arredondamento e, com um vasto rol de razões sempre à mão de semear que justificam toda a rapidez na subida de preço e toda a lentidão na descida, é provável que esta “esmola” do Estado seja apenas sentida pelas empresas.

Viu-se isso nas alterações do IVA nos ginásios, por exemplo, e todos observamos a rapidez com que as ténues vibrações de taxas e indicadores se reflectem em aumentos nos combustíveis, nas taxas dos empréstimos e no custo de todos os produtos e serviços, enquanto que, para haver descidas de preços, as alterações têm que ser claras, substanciais e estabilizadas.

Ao contrário do que diz o ditado popular, no caso dos preços, é mesmo a subir que todos os santos ajudam.

Há cultura que é um luxo, mas todo o desporto é necessidade…

Quarta-feira, 16 de Janeiro, 2008

Lembram-se das infrutíferas campanhas para descer o IVA nos discos?

Sabiam que, sem campanha nenhuma (que eu tenha visto), os ginásio passaram a cobrar IVA de 5%?

Depois espantam-se com a irritação de alguns artistas.

Nota: gostei do que li a este respeito no blog A Esquina do Rio.