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	<title>diário de bordo &#187; Jeffery Davis</title>
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	<description>Há histórias de crianças que marcam, com migalhas de pão, o caminho que fazem pelos bosques, para poderem voltar a casa... são traídas pelos pássaros. Há histórias de marinheiros que registam as viagens de ida para se guiarem na volta e documentarem a sua glória... são engolidos pelo mar. À nossa volta, acumulam-se os registos do que foi, esperançosos de mudarem o que vai ser...</description>
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	<itunes:author>Joao Martins</itunes:author>
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		<title>jazz.pt &#124; Jeffery Davis Quartet: Haunted Gardens</title>
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		<comments>http://joaomartins.entropiadesign.org/2010/07/30/jazzpt-jeffery-davis-quartet-haunted-gardens/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 30 Jul 2010 19:35:08 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Haunted Gardens, Jeffery Davis Quartet CLASSIFICAÇÃO: 4/5 &#8220;Haunted Gardens&#8221; é a estreia em disco, como compositor e líder do virtuoso percussionista luso-canadiano Jeffery Davis. O percurso relativamente meteórico, ainda que pouco notado, de Jeffery Davis é justamente assinalado, neste momento, &#8230; <a href="http://joaomartins.entropiadesign.org/2010/07/30/jazzpt-jeffery-davis-quartet-haunted-gardens/">Continuar a ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<h3 style="text-align: center;"><a title="Haunted Gardens, Jeffery Davis Quartet @ Tone of a Pitch" href="http://www.toapmusic.com/artists/jeff-davis/haunted-gardens/"><img src="http://www.toapmusic.com/wp-content/uploads/jeff_davis_cover_site-11.jpg" alt="Haunted Gardens, Jeffery Davis Quartet" width="227" height="227" /></a><br />
Haunted Gardens, <span class="il">Jeffery</span> <span class="il">Davis</span> Quartet</h3>
<p style="text-align: right;">CLASSIFICAÇÃO: 4/5</p>
<p>&#8220;<strong>Haunted Gardens</strong>&#8221; é a estreia em disco, como compositor e líder do virtuoso percussionista luso-canadiano <strong><span class="il">Jeffery</span> <span class="il">Davis</span></strong>. O percurso relativamente meteórico, ainda que pouco notado, de <span class="il">Jeffery</span> <span class="il">Davis</span> é justamente assinalado, neste momento, com este registo de altíssima qualidade, onde se afirma, a par do seu virtuosismo como instrumentista, quer no vibrafone, quer na marimba, o seu talento e inteligência como compositor, a sua criatividade como improvisador e a sua visão enquanto líder. Desde logo, a escolha do grupo de músicos que constituem este quarteto e a adequação da escrita e desenvolvimento dos temas à sua personalidade, tem uma contribuição decisiva para a coesão do resultado final. André Fernandes, Nelson Cascais e Marcos Cavaleiro encontram na escrita de <span class="il">Jeffery</span> <span class="il">Davis</span> e na dinâmica de funcionamento do quarteto amplo espaço para a afirmação das suas identidades musicais em diversos registos, sendo de destacar a prestação de André Fernandes, que se apropria dos temas com grande conforto e solidez, mas também para Marcos Cavaleiro, que encontra e inventa, dentro da relativa convencionalidade estrutural dos temas, os momentos ideais para pontuar, esclarecer ou (des)equilibrar a dinâmica do grupo, com as doses certas de rigor e subtileza. Nelson Cascais, por sua vez, adapta-se muito bem às diferentes funções que lhe competem e à diversidade da escrita, em função, também do papel desempenhado por <span class="il">Jeffery</span> <span class="il">Davis</span>,  que consegue, com grande rapidez, alternar entre funções rítmicas, harmónicas e melódicas.<br />
&#8220;The Pitbull&#8217;s Revenge&#8221; a 4ª faixa do disco, destaca-se, de algum modo, por esclarecer de forma inequívoca o impacto da opção pela utilização do vibrafone e da marimba no universo tímbrico do quarteto e por representar, na fluidez com que o quarteto se move em estruturas rítmicas menos convencionais, o delicado equilíbrio entre simplicidade e virtuosismo que se mantém ao longo de todo o álbum.<br />
Pela qualidade geral da composição e da interpretação, face à maturidade e ao equilíbrio na afirmação individual das personalidades musicais do quarteto, considerando a diversidade presente e a coesão global estética, que parece afirmar um arco narrativo consequente, da leveza do &#8220;Joao&#8217;s Cafe&#8221; à densidade de &#8220;Viktoria&#8217;s Nightmare&#8221;, onde o solo de <span class="il">Jeffery</span> <span class="il">Davis</span> se  afirma como um gesto &#8220;precioso&#8221;, também na transição para o tema seguinte, mesmo tratando-se dum primeiro disco e apesar de não ser imaculado, creio ser justo dizer que estamos perante uma consagração.</p>
<h3>Haunted Gardens, <span class="il">Jeffery</span> <span class="il">Davis</span> Quartet</h3>
<p><a title="Haunted Gardens, Jeffery Davis Quartet @ Tone of a Pitch" href="http://www.toapmusic.com/artists/jeff-davis/haunted-gardens/"><strong>TOAP</strong> Tone of a Pitch</a> (2009)<br />
Gravado em Lisboa (2009)</p>
<ul>
<li><strong><span class="il">Jeffery</span> <span class="il">Davis</span></strong> vibrafone  e marimba</li>
<li><strong>André Fernandes</strong> guitarra</li>
<li><strong>Nelson Cascais</strong> contrabaixo</li>
<li><strong>Marcos Cavaleiro</strong> bateria</li>
</ul>
<h5>Texto escrito por <strong>João Martins</strong>. Depois de revisto e     editado por <strong>Rui Eduardo Paes</strong>, foi publicado no <a title="jazz.pt #29" href="http://www.jacc.pt/jazzpt/arquivo.php?id_revista=29" target="_blank">nº 29 da revista <strong>jazz.pt</strong></a>. A    publicação do texto neste blog tem como principal objectivo promover a     revista: <a title="Encontre os pontos de venda da jazz.pt" href="http://www.jacc.pt/jazzpt/dist.php" target="_blank">compre</a> ou <a title="Assine a jazz.pt" href="http://www.jacc.pt/jazzpt/assinaturas.php" target="_blank">assine</a> a <a title="Site da jazz.pt" href="http://www.jazz.pt/" target="_blank"><strong>jazz.pt</strong></a>.</h5>
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		<title>jazz.pt &#124; Vibrafonias, apresentação do Jeffery Davis Quartet</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Apr 2010 11:32:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[joaomartins]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[concertos]]></category>
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		<description><![CDATA[Jeffery Davis Quartet: &#8220;Haunted Gardens&#8221; Ficha Técnica do disco título: Haunted Gardens editora: Tone of a Pitch gravação: Novembro de 2008 e Março de 2009, Estúdios Timbuktu, Lisboa lançamento: Julho de 2009 staff: Jeffery Davis (Vibrafone e Marimba), André Fernandes &#8230; <a href="http://joaomartins.entropiadesign.org/2010/04/05/jazzpt-vibrafonias-apresentacao-do-jeffery-davis-quartet/">Continuar a ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<h3>Jeffery Davis Quartet: &#8220;Haunted Gardens&#8221;</h3>
<p><strong>Ficha Técnica do  disco</strong><br />
título: <strong>Haunted Gardens</strong><br />
editora: <strong>Tone of a Pitch</strong><br />
gravação:  Novembro de 2008 e Março de 2009, Estúdios Timbuktu, Lisboa<br />
lançamento:  <strong>Julho de 2009</strong><br />
staff: <strong>Jeffery Davis</strong> (Vibrafone e  Marimba), <strong>André Fernandes</strong> (Guitarra), <strong>Nelson Cascais</strong> (Contrabaixo) e <strong>Marcos Cavaleiro</strong> (Bateria)<br />
Todos os temas  compostos por <strong>Jeffery Davis</strong>.<strong></strong></p>
<p><strong>Jeffery Davis</strong> é um  músico invulgar: com apenas 28 anos, este percussionista português  nascido no Canadá, acumula no currículo uma vastíssima formação, um  invejável número de distinções e longa experiência nos principais palcos  e com alguns dos nomes maiores, quer da música erudita, quer do jazz,  em Portugal e fora de portas. A sua progressão académica foi meteórica e  merecedora de atenção: concluiu, com nota máxima, a licenciatura em  percussão na Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo do Porto,  onde estudou com Miguel Bernat e Manuel Campos e colaborou, entre  outros, com o Drumming &#8211; Grupo de Percussão, tendo estreado peças de  compositores tão diversos e distintos como Emmanuel Nunes, João Pedro  Oliveira, Mário Laginha e Carlos Azevedo; concluiu, com o estatuto Summa  Cum Laude, o curso de &#8220;Jazz Performance Vibraphone&#8221; na importante  Berklee College of Music, onde ingressou após vencer o primeiro prémio  no Concours International de Jazz, em Paris, em 2002, tendo sido  igualmente reconhecido na Berklee como &#8220;Most Active Mallet Player&#8221;, com a  &#8220;Gary Burton Scholarship&#8221; e o prémio por excelência académica &#8220;Dean of  Curriculum&#8221;. Durante a sua estadia nos EUA recebeu também do IAJE  (International Association for Jazz Education) o prémio de &#8220;Outstanding  Musicianship&#8221; e colaborou com alguns nomes incontornáveis da cena  jazzística norte-americana: Hal Crook, Joe Lovano, Gary Burton, Dave  Liebman, Dave Samuels, Phil Wilson, Terrence Blanchard, Michel Camilo,  Bob Mintzer, entre outros.<br />
Mas, apesar deste sucesso e  reconhecimento, Jeffery Davis, actualmente professor de Vibrafone na  Licenciatura em Jazz da ESMAE, entre outras tarefas pedagógicas no mundo  da música erudita e do jazz, não cedeu à tentação de se especializar na  linguagem jazzística e distanciar-se da música erudita porque, como  afirma, não vê &#8220;<em>grande separacão entre os dois: é tudo música</em>.&#8221;  Para Jeffery, &#8220;<em>tocar um estilo ajuda-me a tocar melhor o outro. A  enorme diferença que existe entre os dois é a preparação necessária.  Para o Jazz sinto que para tocar é muito mais de momento, não é preciso  uma preparação tão específica para um determinado concerto, embora,  obviamente, tudo depende da banda e dos temas que se vai tocar. Para o  clássico é preciso uma preparação bastante mais específica e minuciosa,  para um determinado concerto. Mas o estudo diário e bastante intenso é  preciso para os dois mundos. Se não estiver em forma, nem um estilo nem o  outro serão executados com rigor</em>.&#8221;<br />
Esta visão global do fenómeno  musical e da sua interpretação é bastante precoce na formação de  Jeffery: &#8220;<em>sempre ouvi muito Jazz, desde miúdo, e sempre ouvi muita  música erudita</em>.&#8221;<br />
Mas é uma convicção amadurecida ao longo do  tempo, consciente e atenta: &#8220;<em>também acho que cada vez mais estes dois  estilos se estão a aproximar um do outro. A existência de músicos que  tocam estes dois estilos é cada vez</em> (mais rara)<em>, na minha  opinião, só pelo enorme trabalho que é </em>(preciso para) <em>fazer as  duas coisas: são precisas longas horas de estudo diário para se  sobreviver nos dois mundos</em>.&#8221; E Jeffery faz bem mais do que  &#8220;sobreviver&#8221;: no universo da música erudita, mantém uma sólida carreira  como concertista, além das actividades pedagógicas, e importantes  colaborações, nomeadamente nos duos com percussionista Pedro Carneiro e  com o saxofonista Fernando Ramos, tendo estreado várias peças escritas  propositadamente para estes agrupamentos; no universo do jazz, além do  seu próprio quarteto, que se apresentará no festival jazz.pt, <span class="normtext">Jeffery lidera um trio e integra de forma activa muitos  projectos nacionais: Quinteto de Nelson Cascais, Lift Off, Duo Erro de  Sintaxe, Yeti Project, Quarteto de Vasco Agostinho, Septeto de Michael  Lauren, Trio de Percussão &#8220;Jeffery Davis, Pedro Carneiro e Alexandre  Frazão&#8221;, entre outros. E na cena internacional, quer como jazzman, quer  como intérprete de música erudita, Jeffery Davis é um músico activo e  reconhecido pelos pares e pela crítica, merecendo de forma continuada a  atenção de compositores e líderes de agrupamentos.</span><br />
<span class="normtext">E, apesar da elevada exigência que a sua actividade de  instrumentista impõe, Jeffery afirma-se como músico criativo completo,  compondo para diversos músicos e agrupamentos de música erudita e jazz,  numa experiência completa de afirmação duma identidade musical madura,  exigente</span> e em constante crescimento.<br />
O próprio processo de  consolidação do quarteto e do reportório que poderemos ouvir no disco  &#8220;Haunted Gardens&#8221; e no seu concerto de lançamento, durante o Festival  Jazz.pt, reflecte bem essa exigência e esse crescimento constante, como  nos diz Jeffery: &#8220;<em>quando voltei dos Estados Unidos andei bastante  tempo à procura dos músicos ideais para desenvolverem este projecto,  porque tinha algumas ideias bastante claras. O André Fernandes, para  mim, era uma escolha óbvia, desde o princípio, porque me relaciono muito  bem com o que ele faz e porque dei por mim a escrever especificamente  para ele, a pensar nas coisas que ele faz. Depois conheci o Nelson  Cascais e percebi que era com ele que  projecto podia resultar. O que me  custou mais foi o baterista, até porque o Marcos </em>(Cavaleiro)<em> andava ocupado com outros afazeres</em>. <em>O disco já esteve para sair  antes, mas eu re-escrevi quase tudo: tocámos durante algum tempo e eu  fui-me apercebendo que as coisas não estavam a funcionar como eu queria</em>.  <em>Só fazemos no disco uma peça minha mais antiga, que é uma suite que  escrevi ainda quando estava na América e que foi sofrendo um processo de  metamorfose</em>.&#8221;<br />
&#8220;Haunted Gardens&#8221; é, por isso, o encontro entre  estes músicos, todos eles notáveis e amplamente reconhecidos, e as  ideias, em constante crescimento e evolução, de Jeffery Davis, que  assina todos os temas, numa escrita que, pela amostra, faz justiça aos  talentos interpretativos e criativos do quarteto e às imensas  possibilidades que uma personalidade musical completa e sem preconceitos  pode alcançar: o som que esta escrita e este quarteto produzem é  singular e, por vezes, surpreendente, explorando um ambiente que o  próprio Jeffery classifica de &#8220;<em>sombrio – daí o título</em> (Haunted  Gardens)&#8221;, com as lâminas do vibrafone e da marimba em grande destaque–  pelo virtuosismo verdadeiramente musical, pela forte expressividade,  pela clareza do gesto, pela enorme paleta dinâmica e tímbrica– mas com  espaço para a expressão também singular de André Fernandes, Nelson  Cascais e Marcos Cavaleiro (no concerto, substituído por Carlos Miguel),  em estruturas articuladas e coesas, onde o discurso solístico parece  cumprir funções no arco dramático.<br />
Sombria a música? Positivamente  densa, isso sim. Mas claramente em contraste com a personalidade afável,  acessível e simples do luso-canadiano que se afirma &#8220;<em>português de  gema, gajo de aldeia, daqueles que vai beber umas minis à taberna, com  os amigos</em>&#8220;, que um acaso biográfico fez nascer no Canadá, pátria  paterna, e a incompatibilidade entre o frio e a bronquite trouxe de  regresso à pátria materna, Febres, Cantanhede.</p>
<p>A promessa está  feita: a apresentação de &#8220;Haunted Gardens&#8221;, disponível a partir de Julho  através da &#8220;Tone of a Pitch&#8221;, tem todas as condições para ser um  concerto notável, rico, intenso e fortemente empático, a cargo de  Jeffery Davis, no vibrafone e marimba, de André Fernandes, na guitarra,  de Nelson Cascais, no contrabaixo e de Carlos Miguel, na bateria.</p>
<p>+ info: <a title="Tone of a Pitch, editora" href="http://www.toapmusic.com">www.toapmusic.com</a> | <a title="Site oficial de Jeffery Davis" href="http://www.jefferydavis.net">www.jefferydavis.net</a></p>
<h5>Texto escrito por <strong>João Martins</strong>. Depois de revisto e  editado por <strong>Rui Eduardo Paes</strong>, foi publicado no <a title="jazz.pt #26" href="http://www.jacc.pt/jazzpt/arquivo.php?id_revista=26" target="_blank">nº 26 da revista <strong>jazz.pt</strong></a>, como parte da apresentação do <a title="Festival jazz.pt 2009" href="http://www.jazz.pt/festival/2009/">Festival jazz.pt 2009</a>. A publicação do texto neste blog tem como principal objectivo promover a  revista: <a title="Encontre os pontos de venda da jazz.pt" href="http://www.jacc.pt/jazzpt/dist.php" target="_blank">compre</a> ou <a title="Assine a jazz.pt" href="http://www.jacc.pt/jazzpt/assinaturas.php" target="_blank">assine</a> a <a title="Site da jazz.pt" href="http://www.jazz.pt/" target="_blank"><strong>jazz.pt</strong></a>.</h5>
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