Este blog é visitado por pessoas normais… que estranho

Confesso que quando imagino o universo de leitores deste blog, a imagem que resulta é construída um bocado à minha imagem e semelhança, como não podia deixar de ser. Mas as estatísticas, que às vezes, até sossegam essa minha costela narcisista, frequentemente demonstram, sem sombra de dúvida, que os leitores que cá vêm parar são pessoas normalíssimas:

Os browsers mais usados pelos visitantes do blog na semana que passou

Esta semana, como vêem, mais de 70% das visitas foram feitas com recurso ao vulgaríssimo Internet Explorer, seguido bem de longe pelo Firefox, o meu browser de eleição.

Será caso para ficar preocupado? Onde estão os meus leitores de “elite”? Como é que me “vulgarizei”? ;)

Terei que recorrer aos “desesperados” apelos para que as pessoas adoptem browsers modernos e fiáveis? Terei que escrever sobre Mac’s, iPod’s e sucedâneos, para aumentar a quota do Safari? ;)

Ou devo apenas ficar satisfeito com a “normalidade”?

iCreate: a gota de água

A minha opinião acerca da iCreate nunca foi das melhores (e a associação à WebDesigner não me deu motivos para pensar que melhoraria), mas a presença do Pedro Aniceto fez-me manter a ténue esperança de que as coisas haviam de melhorar. O conteúdo do último editorial e, precisamente, a forma como trataram o Pedro Aniceto faz-me arrepender amargamente de ter sequer assinado a revista e ponderar a possibilidade de dedicar alguns minutos do meu tempo a fazer publicidade negativa desta e doutras publicações da Enjoy. Mas acho que não vale a pena: eles parecem bem capazes de tratar disso sozinhos.

Decidam-se

Há vários tipos de erros com que um tipo se pode deparar quando está a navegar pela Web. Em plataformas minoritárias arriscamo-nos mais, suponho eu, mas é uma questão generalizada.

Mas acho que algumas mensagens de erro deviam tentar ser um bocadinho mais específicas.

Exemplo recolhido agora mesmo:

Error: browser is either too old or too modern

Não digo para já onde foi encontrado o erro (quero ver qual a reacção dos responsáveis), mas isto acontece com Firefox 2.0.0.12 e Safari 3.0.4 em Mac OS X 10.4.11. Em Opera 9.01 e Internet Explorer 5.2 não acontece, mas parte do conteúdo não aparece.

Mas “too old or too modern” é um bocado lato, como explicação, não acham?

Toca a facturar: Gardénia foi a escolha acertada

Pedi sugestões para software de facturação e recebi várias. Gostava de ter tido tempo para fazer testes reais a mais do que uma, mas acabei por usar um conjunto de critérios básicos para seriar as soluções e como os testes da primeira escolha correram bem, a partir de amanhã estarei a “facturar” com o Gardénia Desktop Edition, da Gotham.

As soluções “candidatas” à escolha eram inicialmente três— Evaristo / MP-Biz, Gardénia e Projecto Colibri—, mas vi-me forçado a excluireste último, porque ainda não faz exportação para SAFT-PT na versão Mac e isso é um imperativo legal. Em boa verdade, o facto de não ser open-source também não ajudava, mas foi o SAFT o critério decisivo.

Assim, dei por mim a olhar para as duas opções open-source e verdadeiramente multi-plataforma, muito semelhantes entre si e decidi testar o Gardénia Desktop Edition pela razão mais óbvia de todas: preguiça! Enquanto todas as outras ferramentas obrigam a instalação de PostGreSQL, o Gardénia Desktop Edition funciona com um único instalador e isso, considerando o uso que o software vai ter, é uma grande vantagem. Ainda assim, esperava mais dificuldades, uma vez que não há um manual e que a exportação para SAFT-PT, por exemplo, depende de um script autónomo. E, genericamente, estou habituado a que este tipo de ferramentas não seja de instalação ou manuseamento básico em Mac OS. Mas tive uma agradável surpresa: o fórum de suporte tinha a resposta a todas a minhas questões, a instalação decorreu sem problemas de maior, assim como a configuração dos parâmetros fundamentais e do script para exportação SAFT-PT.

Tive apenas que alterar um ou dois parâmetros em ficheiros de configuração, como indicado no fórum (um por causa do UTF-8, outro por causa da configuração do script do SAFT). E criei 2 scripts simplórios, um para lançar a aplicação, outro o SAFT Export Utility, sem ter que ir ao Terminal (e aprendi a executar shells em AppleScript, que é básico mas acho que nunca tinha precisado).

Continuo a olhar para qualquer aplicação de facturação como um boi para um palácio, mas agora o problema é não perceber nada de contabilidade. Mas fiz os testes de que precisava, confirmei com a contabilista que nos vai dar uma ajuda e está tudo nos conformes. Toca a facturar!

Se alguém quiser fazer perguntas acerca do processo de instalação e/ou configuração, eu posso tentar responder (para Mac OS X 10.4.11), mas ficam muito bem servidos no fórum de suporte. E se quiserem saber mais acerca do Gardénia, podem ter interesse em ver esta apresentação em PDF.

E se tiverem observações pertinentes a fazer, agradeço, também. Só dispenso mesmo maldições e votos de infortúnio. ;)

Uma imagem de felicidade

Música no iTunes para quase 10 diasDesde que decidi pôr a minha biblioteca de música completamente acessível a partir de qualquer um dos meus dois computadores, colocando a biblioteca do iTunes num disco externo e importando, um a um, as poucas centenas de CDs que constituem a minha colecção de aspirante a melómano que vou observando, com algum gozo, o crescimento do número de músicas e do tempo contínuo de audição de temas diferentes que tenho neste momento, a partir dum disco rígido que já é quase um tesouro.

São quase 10 dias ininterruptos de música diversa, mas minha. Não só no sentido “adquirido”, mas principalmente no sentido “escolhido”.

Este “tesouro”, que ainda tem muito que crescer, torna os dias de trabalho mais agradáveis e, ainda por cima, o trabalho sistemático de importar todos os discos, um a um (ouvindo-os), fez-me redescobrir álbuns de que já não me lembrava ou que nunca tinha ouvido desta forma.

Sinto-me verdadeiramente enriquecido por tudo isto.

Puritanos

Tenho seguido com um misto de incredulidade, espanto e nojo uma conversa colectiva via mail, que começou com uma simples questão que envolvia o uso de Linux em portáteis e descambou numa discussão interminável à volta de tudo e mais alguma coisa que se relacione (ou não) com a utilização e o apoio ao Software Livre. A incredulidade, o espanto e o nojo não têm nada a ver com o tema da conversa, que me é caro, mas com o estranho rumo a que este tipo de conversas parece condenado. Mas, desta vez, alguns argumentos e opiniões são rocambolescos na forma e ofensivos no conteúdo.

Nada de novo, para quem tem experiência nestas lides, mas, ainda assim é preocupante ficar com a sensação de que não é possível ter conversas racionais sobre estes assuntos em determinados círculos. Desta vez, chegou-se ao cúmulo de pretender determinar se apoiar o Software Livre implicaria ou não usá-lo exclusivamente e/ou recusar a utilização de software proprietário. Para mim, que me considerava apoiante— não-incondicional, mas, ainda assim, apoiante— do Software Livre, pela simpatia filosófica e pela experiência positiva que tenho com várias ferramentas e processos fortemente melhorados pela implementação dessas soluções, uma postura de “tudo ou nada” parece-me completamente ridícula. E, mais do que isso, diz muito acerca da (falta de) mundividência e da ignorante arrogância de quem produz afirmações deste tipo. Basicamente, medir a realidade por um padrão que guardamos no umbigo, não será muito mais do que uma forma idiota de Puritanismo, completamente contrária à promoção duma ideia justa, como a do Software Livre.

Claro que esta é apenas a minha opinião, que acredito que, se do lado de quem desenvolve software, opções exclusivistas por Software Livre poderão ser possíveis (acredito no que me dizem) e, se no meu trabalho modesto de programação para a web e implementação de soluções de apoio em sistemas de informação, normalmente consigo implementar soluções desse tipo, não posso ignorar que há áreas importantes da minha própria actividade e de outros utilizadores (não programadores) em que não há soluções fiáveis, equiparáveis a software proprietário ou sequer produtivas. Não reconhecer essa realidade é “enfiar” a cabeça na areia e confundir utilizadores com programadores no contexto destas conversas é prestar um péssimo serviço ao movimento do Software Livre, na minha humilde opinião.

Claro que como eu uso software proprietário para criar e editar áudio, vídeo e animações e como eu reconheço que na área gráfica, por exemplo, não é fácil usar só Software Livre porque uma parte do “aparelho produtivo” não está preparada para isso e como eu reconheço ainda que a implementação de novas soluções deve ser adaptada também ao nível de familiaridade dos utilizadores… e, ofensa das ofensas, as minhas opções sucessivas e as áreas de especialização fizeram-me escolher um Sistema Operativo “maléfico”… tudo isso junto deve fazer com que a minha opinião seja completamente irrelevante para alguns “puritanos”.

Azar…

Acontece aos melhores

Packman Lucas computer errorA Packman Lucas é uma empresa de topo, com uma série de trabalhos impressionantes e inovadores na concepção de estruturas. Mas quando passámos na montra deles, um daqueles crípticos erros do Windows (mas sem a piada destes ou destes) tinha bloqueado o monitor de apresentação do portfólio.

Para quem passava, tinha alguma piada, mas gostava de ter visto a apresentação dos trabalhos da empresa.

Não digo que se usassem Mac’s não teriam problemas, mas eu talvez não tivesse tirado a fotografia. ;) E daí, acho que tirava, por ser uma raridade! ;)

Apostas

Quem quer apostar que este artigo do Jeffrey Zeldman vai fazer correr muita tinta electrónica acerca da estratégia da Apple em geral, do iPhone em particular e das motivações que cada um usa para se convencer a si próprio que o iPhone é o máximo ou que o iPhone é o “demo”?

Eu sou o primeiro a admitir que, depois de uma leitura na diagonal, comecei a pôr em causa alguma da minha desconfiança face ao gadget e ao “encaixe” numa estratégia de crescimento da Apple. O Zeldman tem esse efeito em mim, que querem que vos diga?

Ainda o Skitch

Espero não me especializar nisto, mas depois do comentário da Maria João Valente à minha wishlist de funcionalidades para o Skitch, como sabia como é que se pode mudar o estilo do texto (só o alinhamento é que não), decidi usar o próprio Skitch para mostrar como e, ao fazê-lo, apercebi-me que é possível fazer o “crop” da imagem (seja para retirar partes, seja para acrescentar área livre):

Skitch: crop e estilos de texto

 Assim, fica resolvido (porque já estava) um dos meus desejos (o crop) e um dos da Maria João Valente (os estilos de texto):

  • clicar e arrastar nas margens para o crop
  • edit > show fonts (option+t) para alterar o tamanho, tipo e estilo, com a possibilidade de retirar o contorno e/ou a sombra ou reverter para o estilo Skitch

Há mais dúvidas ou dicas, por aí? Ou dúvidas que se transformem em dicas? ;)

iCreate de Julho já chegou!

iCreate de Julho: dar mais power ao iLife

A iCreate de Julho já me chegou à caixa de correio. Ainda não tive tempo de analisar com o mínimo de profundidade, mas— confesso que estava curioso—, já vi que a minha opinião “menos positiva” não é única e que, neste número tem reflexo na secção TalkingMac, pela pena do Nuno Rodrigues.

Assim não me sinto tão só, mas gostava de ter tido algum feedback da opinião que emiti há um mês e que enviei ao director da revista… fiquei apenas com uns comentários no blog e provoquei alguma troca de correspondência na ML “O Correio dos Outros”, mas da iCreate, nunca cheguei a ter respostas.

Provavelmente o meu tom não caiu bem… no hard feelings.

Aliás, continuo a recomendar a leitura da revista. Se não tiver leitores é que não poderá melhorar de certeza.