Perigosos subversivos

à atenção dos Serviços de Informação da Câmara Municipal do Porto e do nosso mui Querido Líder:

Um grupo de perigosos subversivos, entre os quais uma facção de arruaceiros, auto-denominada F.R.I.C.S., ocupou durante parte da noite de S. João, no Porto, a Praça D. João I, junto ao Rivoli e, a coberto da normal agitação sanjoanina, tentaram, por todos os meios ao seu alcance, dos quais se destaca um conjunto de gaitas, cornetas e tambores muito pouco católicos, influenciar as mentes dos festivos transeuntes, distribuindo inclusivamente panfletos de teor muito duvidoso.
No sentido de contribuir para a completa documentação e catalogação destes meliantes, publica-se online uma sequência de vídeos bastante esclarecedores.

[youtube]http://youtube.com/watch?v=lUpQEbIsI9E[/youtube]

Ficamos disponíveis para apoiar os V/ melhores esforços na identificação, apreensão e castigo destes… falta-me o termo… entartung… degenerados.

:)

Se não fosse o concerto de hoje…

… ia assistir à reunião da Assembleia Municipal de Aveiro.
Mas vou estar em Castelo Branco, noutro tipo de animação

É que promete!

O assunto quente deverá ser apresentado antes da ordem do dia, por um grupo de pais e encarregados de educação de crianças das escolas do Agrupamento de Escolas de Aveiro, que não compreendem a decisão da Câmara de implementar o Projecto PETIz, que “não passa de um projecto de intenções, organizado em consórcio com uma empresa de ensino de inglês de Santarém, e, ainda por cima, erradamente apresentado em nome da Universidade de Aveiro. O PETIz foi formalmente apresentado aos pais numa reunião que teve lugar no dia 26 de Junho, terça-feira passada, no Instituto da Juventude”, segundo comunicação que recebi por e-mail.

Eu, não sendo pai, nem encarregado de educação, tive a sorte de ser informado e aproveito para divulgar a questão, apelando a quem se interessar pelo assunto para que apareça no edifício da Capitania (sede da Assembleia Municipal), às 20h30.

Aqui ficam então algumas das controvérsias associadas ao modelo de implementação do Projecto PETIz no Agrupamento de Escolas de Aveiro:

  • A decisão tomada pela Câmara Municipal, na pessoa do Exmo. Sr. Vereador Dr. Pedro Nuno Tavares de Matos Ferreira, com o apoio do Agrupamento de Escolas de Aveiro, de implementar no próximo ano lectivo o Projecto PETIz nas escolas deste agrupamento foi uma novidade absoluta para os Encarregados de Educação em geral, para as Associações de Pais enquanto seus representantes e mesmo para as coordenação das várias escolas.
  • A Senhora Representante da CMA [em reunião de apresentação do projecto aos pais e encarregados de educação] admitiu não estar em condições de responder às muitas questões colocadas e não apresentou nenhuma justificação para a conveniente ausência do Senhor Vereador.
  • Embora, segundo informação da própria representante da CMA, tenham chegada à câmara muitas propostas para a prestação deste serviço, a escolha deste projecto em concreto é completamente obscura já que não foram apresentados pela CMA nenhuns argumentos nem critérios adoptados na avaliação das várias propostas.
  • Esta é a única possibilidade (não se pode chamar opção, por ser uma solução única) que é oferecida aos pais, excluindo liminarmente a articulação com os ATLs já em funcionamento.
  • As IPSS que asseguraram estas actividades no ano lectivo que agora termina colmatando assim as insuficiências das escolas, não foram consultadas, nem participam nas actividades de enriquecimento curricular.
  • Não se pode perspectivar de forma realista a resolução dos numerosos e graves problemas de infra-estruturas existentes nas várias escolas, por forma a garantir as condições necessárias à implementação de tais actividades, com qualidade, para todos os alunos em Setembro de 2007.
  • As escolas não têm capacidade para assegurar toda a logística necessária nem foram apresentadas soluções alternativas que teriam que ser promovidas pela CMA.
  • Como, por quem, em que condições efectivas e com que custos para os Pais serão assegurados os períodos depois das 17:30h (dada a impossibilidade da maioria dos Pais de recolherem os seus filhos a esta hora) de férias escolares, dias de greve e outras interrupções, vindo a confirmar-se a hipótese das valências de ATL das IPSS encerrarem por falta de financiamento.
  • Como, por quem e em que condições é garantido o almoço no período compreendido entre as 12,00 horas e as 13,30, sabendo os pais as dificuldades com que algumas refeições são servidas actualmente nas escolas à não totalidade das crianças.
  • O projecto foi apresentado de forma generalista, vaga e com carácter de “declaração de intenções” não permitindo perceber que objectivos, que estratégias, que actividades e que recursos estão envolvidos para a sua implementação, o que mostra à priori as dificuldades de implementação no terreno.

Dada a gravidade da situação, acho mesmo que todos os interessados deviam aparecer na reunião de hoje. O tempo urge.