<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	xmlns:itunes="http://www.itunes.com/dtds/podcast-1.0.dtd"
	xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/"
>

<channel>
	<title>diário de bordo &#187; revolução</title>
	<atom:link href="http://joaomartins.entropiadesign.org/tag/revolucao/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://joaomartins.entropiadesign.org</link>
	<description>Há histórias de crianças que marcam, com migalhas de pão, o caminho que fazem pelos bosques, para poderem voltar a casa... são traídas pelos pássaros. Há histórias de marinheiros que registam as viagens de ida para se guiarem na volta e documentarem a sua glória... são engolidos pelo mar. À nossa volta, acumulam-se os registos do que foi, esperançosos de mudarem o que vai ser...</description>
	<lastBuildDate>Mon, 26 May 2014 13:57:34 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-PT</language>
		<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
		<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=3.9.31</generator>
	<copyright>2006-2008 </copyright>
	<managingEditor>joaomartins@entropiadesign.org (Joao Martins)</managingEditor>
	<webMaster>joaomartins@entropiadesign.org (Joao Martins)</webMaster>
	<ttl>14400</ttl>
	<image>
		<url>http://joaomartins.entropiadesign.org/wp-content/uploads/podcast/silenciosuspeitosmall.jpg</url>
		<title>diário de bordo</title>
		<link>http://joaomartins.entropiadesign.org</link>
		<width>144</width>
		<height>144</height>
	</image>
	<itunes:subtitle></itunes:subtitle>
	<itunes:summary>Há histórias de crianças que marcam, com migalhas de pão, o caminho que fazem pelos bosques, para poderem voltar a casa... são traídas pelos pássaros. Há histórias de marinheiros que registam as viagens de ida para se guiarem na volta e documentarem a sua glória... são engolidos pelo mar. À nossa volta, acumulam-se os registos do que foi, esperançosos de mudarem o que vai ser...</itunes:summary>
	<itunes:keywords></itunes:keywords>
	<itunes:category text="Music" />
	<itunes:author>Joao Martins</itunes:author>
	<itunes:owner>
		<itunes:name>Joao Martins</itunes:name>
		<itunes:email>joaomartins@entropiadesign.org</itunes:email>
	</itunes:owner>
	<itunes:block>no</itunes:block>
	<itunes:explicit>no</itunes:explicit>
	<itunes:image href="http://joaomartins.entropiadesign.org/wp-content/uploads/podcast/silenciosuspeitosmall.jpg" />
	<item>
		<title>É uma revolução? É sim, meu menino.</title>
		<link>http://joaomartins.entropiadesign.org/2008/02/17/e-uma-revolucao-e-sim-meu-menino/</link>
		<comments>http://joaomartins.entropiadesign.org/2008/02/17/e-uma-revolucao-e-sim-meu-menino/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 17 Feb 2008 22:53:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[joaomartins]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[arquitectura]]></category>
		<category><![CDATA[cidadania]]></category>
		<category><![CDATA[cidade]]></category>
		<category><![CDATA[F.R.I.C.S.]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>
		<category><![CDATA[porto]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
		<category><![CDATA[video]]></category>
		<category><![CDATA[youtube]]></category>
		<category><![CDATA[mercado-do-bolhão]]></category>
		<category><![CDATA[protesto]]></category>
		<category><![CDATA[revolução]]></category>
		<category><![CDATA[rui-rio]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://joaomartins.entropiadesign.org/2008/02/17/e-uma-revolucao-e-sim-meu-menino/</guid>
		<description><![CDATA[Confuso com o movimento, o som da «Fanfarra Recreativa Improvisada Colher de Sopa» e os polícias que circulavam no interior e exterior do edifício, uma criança questionou o pai sobre o que se estava a passar. «É uma revolução?», ouviu-se &#8230; <a href="http://joaomartins.entropiadesign.org/2008/02/17/e-uma-revolucao-e-sim-meu-menino/">Continuar a ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Confuso com o movimento, o som da «<a href="http://www.myspace.com/fanfarraimprovisada" target="_blank" title="F.R.I.C.S. @ MySpace">Fanfarra Recreativa Improvisada Colher de Sopa</a>» e os polícias que circulavam no interior e exterior do edifício, uma criança questionou o pai sobre o que se estava a passar.<br />
«É uma revolução?», ouviu-se a pergunta.</p></blockquote>
<p align="center">[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=i0VnkeQWZSY[/youtube]</p>
<h3>Bolhão: Artistas e populares contra projecto recuperação</h3>
<p align="right"><small>Diário Digital/Lusa | 16-02-2008 16:51:00</small></p>
<p><strong>Artistas, arquitectos, políticos e populares aderiram hoje, no Porto, a mais uma manifestação organizada pelo movimento cívico em defesa do Mercado do Bolhão, que agendou já idêntico protesto para o próximo sábado.</strong></p>
<p>Animados pela notícia da classificação do mercado do Bolhão como imóvel de interesse público, os organizadores do protesto garantem que «não vão parar» e manifestam-se, agora, mais confiantes de que o tribunal, através de uma providência cautelar, lhes dê razão e impeça o avanço do projecto da autarquia de reconversão do edifício.<br />
Em declarações à Lusa, o arquitecto Correia Fernandes lamentou que a Câmara do Porto se tenha «demitido da obrigação de procurar rubricas, programas e outros apoios que existem para a reabilitação física dos espaços, optando pela imediata entrega do imóvel a um grupo privado».<br />
Entregou a concepção do projecto, mas também a construção e a exploração do mercado sem antes ter tentado encontrar uma solução alternativa, nomeadamente através de candidaturas a fundos comunitários que existem», frisou.<br />
O arquitecto, que hoje se juntou às dezenas de manifestantes que se reuniram em frente ao mercado, explicou que «todos os edifícios vão mudando &#8211; veja-se o caso da Cadeia da Relação &#8211; mas o importante é a manutenção da memória».<br />
No caso do Mercado do Bolhão, «trata-se de um edifício notável e de grande importância a nível mundial».<br />
A mesma opinião foi transmitida pelo mestre José Rodrigues, que faz questão de afirmar que adere a todos os movimentos que visem impedir os atentados contra o património.<br />
Do negócio não sei, mas sei que destruir um património destes é um crime», acrescentou o escultor, considerando que «uma cidade vive de memórias».<br />
José Rodrigues defende que se «façam obras e que se modernize o mercado», mas «mantendo as suas características principais».<br />
O Bolhão faz parte do Porto», frisou.<br />
A azáfama no interior do mercado era a habitual de uma manhã de sábado, não se notando, segundo os comerciantes e clientes, grandes alterações no movimento apesar da «festa» que decorria no exterior.</p>
<p>Isabel Figueira, de 71 anos, todos os dias visita o mercado.</p>
<p>«Só me ajeito a comprar aqui» disse, afirmando à Lusa que concorda que se façam obras «desde que garantam o regresso dos comerciantes».<br />
Os jovens Andreia e Humberto vieram do Algarve para um período de férias no Porto.<br />
«É a primeira vez que aqui estamos e viemos porque é um sítio emblemático da cidade», disseram.<br />
Um outro casal, também jovem, explicou que moram na baixa portuense e que todos os sábados fazem compras no «Bolhão».<br />
<strong> Confuso com o movimento, o som da «Fanfarra Recreativa Improvisada Colher de Sopa» e os polícias que circulavam no interior e exterior do edifício, uma criança questionou o pai sobre o que se estava a passar.<br />
«É uma revolução?», ouviu-se a pergunta.</strong><br />
Simultaneamente ao protesto decorreu uma recolha de assinaturas para um abaixo-assinado que será entregue, a meio da próxima semana, na Assembleia da República, onde se defende que o Mercado do Bolhão «deve ser reabilitado e não demolido».<br />
Este abaixo-assinado já recolheu cerca de «20 mil assinaturas», segundo um dos promotores, mas espera-se que o número continue a aumentar até 21 de Fevereiro, dia em que será entregue no parlamento.<br />
A Câmara do Porto assinou a 23 de Janeiro um contrato com a TranCroNe (TCN), onde se prevê que a autarquia ceda o edifício em direito de superfície por 50 anos, recebendo um milhão de euros no momento da emissão da licença de construção e uma percentagem dos resultados de exploração a partir do décimo ano.<br />
As origens do Mercado do Bolhão, um dos edifícios mais emblemáticos da cidade, remontam a 1838, quando a Câmara do Porto decidiu construir uma praça em terrenos adquiridos ao cabido.</p>
<p><small>Diário Digital/Lusa<br />
16-02-2008 16:51:00</small></p>
<p>Ainda não assinou a <a href="http://www.petitiononline.com/ptratt/petition.html" target="_blank" title="Petição online em defesa do Mercado do Bolhão">petição</a>? De que é que está à espera?</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://joaomartins.entropiadesign.org/2008/02/17/e-uma-revolucao-e-sim-meu-menino/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Revolucionário?</title>
		<link>http://joaomartins.entropiadesign.org/2007/07/12/revolucionario/</link>
		<comments>http://joaomartins.entropiadesign.org/2007/07/12/revolucionario/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 12 Jul 2007 19:32:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[joaomartins]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[política]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[acessibilidade]]></category>
		<category><![CDATA[apple]]></category>
		<category><![CDATA[apple-tv]]></category>
		<category><![CDATA[cidadania]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[gadget]]></category>
		<category><![CDATA[internet]]></category>
		<category><![CDATA[iphone]]></category>
		<category><![CDATA[marketing]]></category>
		<category><![CDATA[olpc]]></category>
		<category><![CDATA[Open Source]]></category>
		<category><![CDATA[plano-tecnológico]]></category>
		<category><![CDATA[protesto]]></category>
		<category><![CDATA[publicidade]]></category>
		<category><![CDATA[revolução]]></category>
		<category><![CDATA[segway]]></category>
		<category><![CDATA[web]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://joaomartins.entropiadesign.org/2007/07/12/revolucionario/</guid>
		<description><![CDATA[É cada vez mais frequente vermos aplicado o termo &#8220;revolucionário&#8221; a produtos, serviços ou tecnologias em fase de lançamento e é também muito frequente que isso seja apenas e só sinal crescente da banalização do termo por culpa de marketeers &#8230; <a href="http://joaomartins.entropiadesign.org/2007/07/12/revolucionario/">Continuar a ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p> É cada vez mais frequente vermos aplicado o termo &#8220;revolucionário&#8221; a produtos, serviços ou tecnologias em fase de lançamento e é também muito frequente que isso seja apenas e só sinal crescente da banalização do termo por culpa de <em>marketeers</em> ambiciosos que vêm na &#8220;novidade&#8221;, por pequena que seja, a brecha para uma <em>revolução</em> que, com fogo de vista se oferece aos consumidores como outra coisa que não uma pequena revolução nos seus bolsos…</p>
<p>Assistimos a isso tantas vezes em tantas áreas que se torna por vezes difícil distinguir entre o <em>hype</em> e a <em>real thing</em> e, dependendo do grau de cinismo, podemos mesmo recorrer ao célebre mote <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/The_Revolution_Will_Not_Be_Televised" target="_blank" title="The Revolution Will Not Be Televised, a poem by Gill Scott Heron (wikipedia)">The Revolution Will Not Be Televised</a> para descartarmos todas as promessas de revolução que nos cheguem pela publicidade ou pelas notícias na imprensa…</p>
<p>Mas num mundo globalizado e cada vez mais dependente das tecnologias de informação e cada vez mais &#8220;ligado&#8221;, não podemos deixar de manter acesa alguma esperança de que sinais de revolução possam surgir nos monitores dos nossos computadores. E não podemos ignorar que algumas revoluções acontecem/acontecerão precisamente na forma como usamos estas tecnologias e que outras tantas se apoiam/apoiarão nestas tecnologias e na força &#8220;viral&#8221; das redes de informação para atingirem os seus objectivos.</p>
<p>Poderá não ter lugar no horário nobre das televisões e escapar mesmo à maioria da imprensa &#8220;convencional&#8221;, mas a(s) revolução(ões) do nosso tempo chegarão até nós via web, ou acontecerão à frente dos nosso narizes, nos nossos monitores e encherão páginas de blogs e emissões de podcasts e videocasts.</p>
<p>O problema que se coloca é saber se no meio de todo este ruído digital, de tantas notícias de <a href="http://www.segway.com/" target="_blank" title="Lembram-se da Segway?">revolução nos transportes</a>, <a href="http://www.apple.com/iphone/" target="_blank" title="O iPhone é revolucionário?">revolução nas comunicações</a>, <a href="http://www.apple.com/appletv/" target="_blank" title="Já ouviram falar da AppleTV">revolução no entretenimento</a>, seremos capazes de manter presente a ideia de que só existe verdadeiro potencial revolucionário em ideias capazes de unir as pessoas e transformar efectivamente o mundo e que nada disso depende de <em>gadgets</em> mais ou menos interessantes e inovadores, mas, evidentemente, exclusivistas, efémeros e superficiais.</p>
<p style="text-align: center"><img src="http://myskitch.com/joaomartins/segway-20070712-200303.jpg" alt="A Segway, que ia revolucionar os transportes, agora é "Mobility, Evolved" para jogadores de golfe!" style="width: 450px; height: 266px" height="266" width="450" /></p>
<p>Os exemplos que escolhi para os links (<a href="http://www.segway.com/" target="_blank" title="Lembram-se da Segway?">Segway</a>, <a href="http://www.apple.com/iphone/" target="_blank" title="O iPhone é revolucionário?">iPhone</a> e <a href="http://www.apple.com/appletv/" target="_blank" title="Já ouviram falar da AppleTV">AppleTV</a>) são apenas exemplos de <em>revoluções de marketeer</em> que, pela visibilidade obscena que têm, merecem este tratamento de destaque negativo. Acredito que cada um destes produtos inclui características e inovações tecnológicas que constituem passos evolutivos importantes em cada uma das áreas. E acredito até que a integração desses aspectos em novos contextos menos centrados no lucro financeiro imediato possa trazer à sociedade em geral melhorias que poderão desempenhar um qualquer papel em algumas das <em>revoluções reais</em> de que necessitamos.</p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p style="text-align: center"><img src="http://myskitch.com/joaomartins/apple_-_iphone_-_revolutionary_phone-20070712-195430.jpg" alt="Apple iPhone. Revolutionary Phone !?" style="width: 450px; height: 255px" height="255" width="450" /></p>
<p>Acredito, por exemplo, que partes da engenharia da <a href="http://www.segway.com/" target="_blank" title="Lembram-se da Segway?">Segway</a> combinados com outros bocados do génio de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Dean_Kamen" target="_blank" title="Dean Kamen na wikipedia">Dean Kamen</a> poderão contribuir decisivamente para uma revolução real na mobilidade e nas políticas de transporte nas cidades, mas o verdadeiro motor dessa revolução não será um produto ou um conjunto de soluções técnicas, mas a vontade social de quebrar as barreiras que tornam as nossas cidades inimigas das pessoas.</p>
<p>Acredito até, tentando ver para lá da minha desconfiança relativamente a dispositivos tácteis, que aspectos pontuais do interface do <a href="http://www.apple.com/iphone/" target="_blank" title="O iPhone é revolucionário?">iPhone</a> possam expandir as possibilidades de interacção com dispositivos de várias escalas e que o impulso que ele trará à construção de novos tipos de <em>web apps</em> possa permitir algumas mudanças positivas, mas o verdadeiro motor de uma revolução nas comunicações (como se vê nas sucessivas definições da web 2.0) será a vontade social de estender as possibilidades de intercâmbio e participação a mais e mais pessoas, quebrando barreiras culturais, técnicas e económicas.</p>
<p><img src="http://joaomartins.entropiadesign.org/wp-content/uploads/2007/07/kc9-small.jpg" alt="Porta Chaves Che Guevara" align="right" />Nenhuma revolução se fará, aliás, nem com <em>gadgets</em> de ricos, nem com <a href="http://www.thechestore.com/" target="_blank" title="The Che Store, for all your revolutionary needs"><em>memorabilia</em> revolucionária</a>, por mais que os <em>marketeers</em> façam subir os lucros dos seus patrões a vender t-shirts, porta-chaves ou iPods (ainda não se lembraram desta, pois não?) com a já gasta silhueta do <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Che_Guevara" title="Che Guevara, na wikipedia">Che Guevara</a> (deve andar às voltas na tumba).</p>
<p>Mas se é fácil denunciar as &#8220;falsas&#8221; revoluções, mais difícil é dar visibilidade a eventos, causas e projectos verdadeiramente revolucionários, principalmente quando parte da revolução assenta em tecnologias. Basta pensarmos na questão óbvia do movimento <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Open_Source" target="_blank" title="Open Source, definição Wikipedia">Open Source</a>, para vermos como facilmente chovem acusações de parcialidade, preconceito ou pura e simples inépcia quando alguém tenta promover uma ferramenta, uma linguagem ou uma plataforma de desenvolvimento que pareça uma verdadeira ferramenta da revolução. Organizado em &#8220;seitas&#8221; (como tantos movimentos revolucionários), o mundo do <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Open_Source" target="_blank" title="Open Source, definição Wikipedia">Open Source</a> tem dificuldade em lidar com o exterior e consigo próprio e as guerras internas, que o debilitam, servem apenas para alimentar as grandes empresas, que têm razões para recear o potencial verdadeiramente revolucionário do <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Open_Source" target="_blank" title="Open Source, definição Wikipedia">Open Source</a>.</p>
<p>E (essa) revolução vai sendo adiada, avançando passo-a-passo, aos soluços.</p>
<p>Essa era uma revolução em que eu queria participar, mas o ambiente de &#8220;clandestinidade&#8221; que se vive por ali, faz-me manter este estatuto tipo &#8220;esquerda-caviar&#8221; que é, de facto, a condição dos Mac Users.</p>
<p>Outra revolução real é a que <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Nicholas_Negroponte" target="_blank" title="Nicholas Negroponte, na wikipedia">Nicholas Negroponte</a> pretende com o projecto <a href="http://wiki.laptop.org/go/Home" target="_blank" title="One Laptop Per Child Wiki">One Laptop Per Child</a>, que como ele não se cansa de referir, &#8220;<em>é um projecto de educação, não um projecto de um computador portátil</em>&#8220;.</p>
<p style="text-align: center"><img src="http://joaomartins.entropiadesign.org/wp-content/uploads/2007/07/770px-green_and_white_machine.jpg" alt="OLPC Laptop" width="450" /></p>
<p>Uma iniciativa destas reduz todos <a href="http://www.planotecnologico.pt/" target="_blank" title="Plano tecnológico, Portugal a Inovar">os planos e choques tecnológicos de <em>marketeers</em> armados em políticos</a> à sua insignificância e devia-nos pôr todos a pensar nas verdadeiras revoluções que faltam fazer.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://joaomartins.entropiadesign.org/2007/07/12/revolucionario/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
