Jogos de Tabuleiro

Tenho um amigo músico que é “viciado” em jogos. É “maluco” por RPGs, principalmente, mas experimenta todo o tipo de jogos (incluindo musicais) e tem uma energia imensa para partilhar essa “paixão”. À conta disso e duma vontade “familiar” de mudar hábitos que cada vez mais passam por monitores de computadores ou televisões, consolas e outras tretas, um pouco por todas as idades, juntei-me ao João Tiago, frequentando, de forma bastante irregular, sessões de jogos de tabuleiro e RPGs com a malta do JogoEu. Joguei com eles, umas sessões de D&D e uma sessão de Imperial.
Carcassonne, o jogoPercebi, com uma ou duas sessões, que há qualquer coisa de muito relaxante nos jogos de tabuleiro e dificilmente emulável por outras práticas lúdicas e gostava de conseguir trazer isso dentro de algumas rotinas familiares. Foi por isso que oferecemos o Carcassonne a um sobrinho e, para aprendermos, fizemos umas sessões com o jogo emprestado do João Tiago (obrigado).

Aspecto dum tabuleiro de CarcassonneÀ parte puramente lúdica, que não se deve racionalizar demasiado para não “estragar”, o Carcassonne é uma mistura muito interessante de estratégia, topologia e cartografia: o tabuleiro constrói-se enquanto se joga e assim se forma o território que se vai gerindo e ocupando em operações que, sendo simples, permitem que cada sessão seja sempre diferente.

Tem ainda a vantagem de ser um jogo com uma duração mais ou menos pré-determinada que é razoável (cerca de 45 minutos) e conseguimos, entretanto, encontrar uma forma de jogar com crianças abaixo dos 8 anos (a idade mínima recomendada), com uma simplificação das regras, o que nos permite jogar com mais sobrinhos. ;)

Há muitas sugestões de jogos no JogoEu e vamos tentar experimentar algumas por cá, mas, acima de tudo, estou convencido que a prática de jogos de tabuleiro e outros tipos de jogo são óptimas formas de encontrar escapes às rotinas muitas vezes involuntárias que passam pelo prolongamento desnecessário das horas em frente ao computador/estação de trabalho e a sua substituição acrítica por formas de entretenimento que envolvem mais monitores.

Não é muito “fashion”, bem sei, mas que se lixe.

E vocês? Quando foi a última vez que passaram umas horas em frente a um tabuleiro de Monopólio, de Xadrez, de Damas, Risco… ou com um baralho de cartas? ou…