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	<title>diário de bordo &#187; ruído</title>
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	<description>Há histórias de crianças que marcam, com migalhas de pão, o caminho que fazem pelos bosques, para poderem voltar a casa... são traídas pelos pássaros. Há histórias de marinheiros que registam as viagens de ida para se guiarem na volta e documentarem a sua glória... são engolidos pelo mar. À nossa volta, acumulam-se os registos do que foi, esperançosos de mudarem o que vai ser...</description>
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	<itunes:author>Joao Martins</itunes:author>
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		<title>Ainda sobre o filtro de Vuvuzelas</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Jun 2010 00:11:16 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Notícias recentes fazem saber que algumas televisões vão transmitir jogos do Mundial sem Vuvuzelas. O Meo prepara-se para oferecer essa opção e a BBC também a estuda. Obviamente não o farão com uma solução parecida com a que andámos a &#8230; <a href="http://joaomartins.entropiadesign.org/2010/06/17/ainda-sobre-o-filtro-de-vuvuzelas/">Continuar a ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Notícias recentes fazem saber que algumas televisões vão transmitir jogos do Mundial sem Vuvuzelas. O <strong><a title="Jogos do Mundial sem Vuvuzelas no Meo" href="http://aeiou.exameinformatica.pt/meo-vai-transmitir-mundial-sem-vuvuzelas=f1006411">Meo</a></strong> prepara-se para oferecer essa opção e a <a title="BBC plans Vuvuzela-free transmissions" href="http://www.guardian.co.uk/media/2010/jun/14/bbc-vuvuzela-free-world-cup"><strong>BBC</strong></a> também a estuda. Obviamente não o farão com uma <a title="Vuvuzela filter with PureData" href="http://joaomartins.entropiadesign.org/2010/06/15/vuvuzela-filter-a-puredata-approach/">solução parecida com a que andámos a estudar</a> (houve quem perguntasse).</p>
<p>Um fitro de Vuvuzelas, para os emissores de TV, é uma coisa relativamente elementar. Um filtro simples como o que desenvolvemos, aplicado exclusivamente ao som do estádio chegaria para atenuar a irritação, mas podem e devem usar filtros mais avançados, com análise em tempo real de padrões de ruído, como o <strong><a title="Vuvux, Vuvuzela Filtering Audio Unit by Prosoniq" href="http://www.vuvux.com">Vuvux</a></strong> da <a title="Prosoniq" href="http://www.prosoniq.com/"><strong>Prosoniq</strong></a>, específico para Vuvuzelas (gratuito, mas exclusivo para Mac OS) ou o <a title="Bias SoundSoap Pro2, Pro-audio restoration" href="http://www.bias-inc.com/products/soundSoapPro2/"><strong>SoundSoapPro</strong></a> da <a title="Bias" href="http://www.bias-inc.com"><strong>Bias</strong></a>, por exemplo, que é usado para &#8220;limpar&#8221; registos sonoros ruidosos— desde vinis antigos e riscados a gravações ao ar livre com ruídos de fundo irritantes (motores, ares condicionados, vuvuzelas&#8230;). Estes softwares específicos para &#8220;limpeza&#8221; e/ou &#8220;restauro&#8221; incluem algoritmos que visam a protecção da voz e, apesar de não fazerem milagres, no caso das Vuvuzelas, a sua aplicação é relativamente elementar e os benefícios evidentes. Considerando que quem transmite tem a possibilidade de separar o som do estádio do som dos comentários e aplicar os filtros de forma doseada, só não se compreende porque é que tardaram tanto a tomar medidas, mas deram-me indicações que o relato da <a title="TSF Radio" href="http://tsf.sapo.pt"><strong>TSF</strong></a> já era relativamente livre de Vuvuzelas, por exemplo. Não tive oportunidade de confirmar.</p>
<p>Entretanto, para quem não tem acesso a emissões pré-filtradas, <a title="Vuvuzela filter with PureData" href="http://joaomartins.entropiadesign.org/2010/06/15/vuvuzela-filter-a-puredata-approach/">o filtro que desenvolvemos está disponível</a> para ser usado e melhorado.</p>
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		<title>Uma tarde de tuning / modding</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Feb 2009 23:40:14 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Nota prévia: em rigor, a tarde foi de modding e não de tuning, mas o espírito é semelhante. O meu Power Mac G4 Quicksilver é a minha máquina de estúdio há bastantes anos (começam a ser demasiados) e, apesar da &#8230; <a href="http://joaomartins.entropiadesign.org/2009/02/04/uma-tarde-de-tuning-modding/">Continuar a ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Nota prévia: em rigor, a tarde foi de <a title="Modding, o Tuning dos computadores" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/modding" target="_blank">modding</a> e não de <a title="Tuning na Wikipedia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/tuning" target="_blank">tuning</a>, mas o espírito é semelhante.</p>
<p>O meu <a title="Power Mac G4 Quicksliver, a minha máquina desktop desde 2001" href="http://www.everymac.com/systems/apple/powermac_g4/stats/powermac_g4_867_qs.html" target="_blank">Power Mac G4 Quicksilver</a> é a minha máquina de estúdio há bastantes anos (começam a ser demasiados) e, apesar da idade, tem sido um fiel companheiro. Acho que o comprei no ano em que foi lançado, 2001, e a primeira modificação que lhe fiz foi um muito básico upgrade de RAM. Isso, assim como a instalação sucessiva de discos (tem 3 discos internos, neste momento), a substituição da Superdrive de origem por um gravador de DVD mais rápido ou a instalação de uma placa de expansão PCI com 4 portas USB 2.0— que com o USB 1 de origem já não me safava— são operações que, apesar de não serem elementares para muitos Mac users, pouco habituados a mexer nas entranhas das suas máquinas, não se podem considerar <a title="Modding, o Tuning dos computadores" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/modding" target="_blank">modding</a>. A propósito: é curioso pensar que, provavelmente, há menos gente a fazer alterações nas suas próprias máquinas (mesmo as mais elementares) entre os Mac users, apesar de muitas máquinas, como a minha, serem de manipulação muito mais simples do que muitas caixas de PC. Ou será que isso é só um preconceito e a estranheza relativamente ao funcionamento interno do hardware é tão presente entre utilizadores de Mac&#8217;s e o resto do mundo?</p>
<p>Adiante&#8230; com a mudança de instalações e a montagem do estúdio numa sala maior e completamente vazia, com todas as superfícies a reflectir som, o ruído (a)normal de funcionamento do Power Mac, que com a idade tem piorado, tornou-se insuportável. As causas do <a title="O ruído nos Power Mac G4 Quicksilver" href="http://xlr8yourmac.com/systems/quicksilver_noise/quieting_quicksilver_noise.html">problema</a> são conhecidas e algumas soluções também, umas mais radicais que outras, umas mais mirabolantes do que outras&#8230; Ponderei longamente e, não me sendo fácil proceder à substituição de todas as ventoinhas do computador ou à troca da fonte de alimentação ou outros componentes mais ruidosos, decidi fazer, pelo menos, a alteração mais evidente: a remoção da 2ª protecção da ventoinha da fonte de alimentação, que, estando desalinhada relativamente à 1ª, provoca um dos ruídos mais evidentes. Isso fez-me desmontar muito mais componentes do que alguma vez tinha desmontado em qualquer máquina e, pela primeira vez, fiz um <a title="Modding, o Tuning dos computadores" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/modding" target="_blank">modding</a> verdadeiro. Confesso que o fiz por estar a dar em doido com o ruído e por me parecer ridículo não agir, mas tive que ter alguma coragem para cortar a dita protecção. Além dessa alteração, experimentei mais algumas coisas simples e percebi que um dos ruídos mais chatos na minha máquina é produzido por vibração da protecção de borracha da ventoinha do CPU, mas as soluções propostas não o resolvem (remoção de parafusos de fixação da ventoinha à protecção, cobertura da abertura extra ou atilho de fixação no corpo de borracha). No caso da minha máquina, esse ruído (uma espécie de aceleração cíclica), só se reduz apertando o mais possível a ventoinha contra o painel traseiro, ou seja, apertando os parafusos que seguram a ventoinha no sítio. Fiquei-me portanto pela alteração na traseira da fonte de alimentação, por uma limpeza geral e por uma revisão de alguns parafusos chave na fixação dos elementos sujeitos a maior vibração.</p>
<p>A alteração reduziu o ruído, mas a diferença é bastante ténue e acabou por ser mais um processo psicológico de saber que estava a fazer o que podia para ter melhores condições no estúdio. As diferenças reais, audíveis para toda a gente, são as que fiz na disposição do equipamento, afastando-me o mais possível das superfícies mais reflectoras. Até porque as diferenças que contam a sério e que garantem que posso gravar vozes nesta sala (na qual o zumbido do computador é o menor dos meus problemas), tinha-as feito na semana passada quando instalei <a title="Protecção acústica portátil: t.bone micscreen" href="http://www.thomann.de/pt/the_tbone_micscreen.htm" target="_blank">uma protecção adicional para os microfones</a>.</p>
<p>Mas, como vêm, a adrenalina do <a title="Modding, o Tuning dos computadores" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/modding" target="_blank">modding</a>, ainda que modesto e estritamente funcional, é bem maior do que a aquisição de equipamento: até me faz quebrar o silêncio aqui no blog.</p>
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