Criaturas @ TA, um registo possível

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=UrdCRECDEMo[/youtube]

Nem o som, nem a imagem estão brilhantes, mas, para já, é o registo possível. Também no Vimeo, no Facebook e no MySpace.

Uma pequena experiência de “cross-posting” para ver qual das plataformas gera mais feedback.

Quad Quartet: entrevista

A crítica ao CD Now Boarding, publicada no nº 24 da jazz.pt, aconteceu depois de ter conduzido uma entrevista ao Quad Quartet, em Dezembro de 2008, para publicação na Viento, uma revista espanhola especializada em instrumentos de sopro e editada pela Mafer Musica, representante ibérica da Selmer e da Vandoren. A edição na revista espanhola acontecerá brevemente, mas, para os leitores portugueses, deixo o conteúdo aqui, em pré-publicação. Continuar a ler

AveiroSaxFest 2009

AveiroSaxFest 2009

De 29 de Abril a 3 de Maio, os saxofones estarão em grande, em Aveiro: Concertos, MasterClasses e Workshops numa produção do QuadQuartet, a ter lugar no Conservatório de Música de Aveiro Calouste Gulbenkian e no Estúdio Performas.

Vale a pena ver o programa geral, aqui.

Eu vou tentar retribuir o simpático convite que o Quad me dirigiu e dinamizar um curto workshop de 3 horas, no dia 2, sábado, dedicado à utilização de novas tecnologias na criação e interpretação musical.

Workshop de Composição Interactiva e Novas Tecnologias

As Novas Tecnologias são encaradas no âmbito deste Workshop como extensões possíveis e disponíveis para a prática instrumental criativa. As possibilidades de manipulação sonora em tempo real oferecem possibilidades de expansão tímbrica e expressiva a qualquer instrumentista, mas colocam questões técnicas específicas.
Da mesma forma, estas ferramentas expandem o campo de possibilidades na composição, interessando-nos, especificamente, processos de interacção ambiental e multimédia.
Apesar da sua potencial complexidade, os temas serão abordados de forma prática e generalista, privilegiando-se durante a sessão única, a possibilidade dos participantes testarem e experimentarem as ferramentas e processos de manipulação. Assume-se, como principal objectivo da sessão, a demonstração dum conjunto de ferramentas relativamente elementares e a sensibilização dos participantes para o seu potencial musical e criativo, estabelecendo ligações com algumas das performances que acontecerão durante o AveiroSaxFest.

Estrutura:

  1. Questões Técnicas Elementares
    a) Captação e Amplificação (microfones, amplificadores, altifalantes, etc);
    b) Processamento (unidades independentes, computadores, cadeia de processamento, etc.);
    c) Interfaces (placas de som, controladores MIDI, outros controladores)
  2. Processamento em Tempo Real como Técnica Instrumental
    a) A virtualização dos processos “naturais”: Equalização, Eco e Reverberação
    b) Efeitos “clássicos”: saturação, distorção, chorus, phaser, flanger, panning, etc
    c) Outros efeitos: modulação, vocoding, transposição, etc
    d) Efeitos compostos
  3. Processamento em Tempo Real como Técnica Compositiva
    a) Looping e contraponto
    b) Looping e cânone
    c) Outras técnicas de manipulação em “camadas”
  4. Composição Interactiva
    a) Modelos de manipulação não-musical (gestual, visual, etc)
    b) Interacção entre material sonoro e outras informações “performativas” e “ambientais”

Além do Workshop, participarei no concerto 220 Volts, também no dia 2, no Estúdio Performas, com mais uma incursão no work-in-progress “(ainda que não o diga frequentemente) as tuas criaturas povoam os meus sonhos”.

E depois dum longo silêncio…

… vinha só partilhar convosco a incrível sensação que o Carmex proporciona.

Carmex, imagem da WikipediaParece-vos anormal esta “interrupção para publicidade”? Experimentem passar um fim de semana de mudança de estação a tocar saxofone 4 a 8 horas por dia, num ambiente muito seco… Desde que ouvi o João Guimarães, colega saxofonista que descobriu o Carmex em Nova Iorque, a tecer-lhe rasgados elogios que andava a pensar se seria coisa que se encontraria por cá, ou se teríamos algo equivalente. Hoje, descobri que se vende na minha farmácia do costume, apesar da farmacêutica nunca ter ouvido falar do produto e não se lembrar de alguém ter comprado alguma vez. Comprei, pus nos lábios e…

Se precisam de alguma coisa para hidratar, proteger e ajudar a recuperar os lábios muito secos ou gretados, seja por tocarem instrumentos de sopro, seja por passarem muitas horas em ambientes hostis, seja porque razão for, experimentem. Há outros produtos que devem ser tão bons como este, mas pela “mística” e pelo humor do site deles, vale a pena fazer esta escolha.

Criatura #20081127

Para ouvir às escuras, o meu solo em saxofone baixo apresentado no Projecto Tell, no dia 27 de Novembro, no Passos Manuel.

(ainda que não o diga frequentemente) as tuas criaturas povoam os meus sonhos

estudo #20081127

Este estudo é a primeira apresentação (identificada como tal) dum work-in-progress, que conta já com alguns anos de existência / insistência: a procura e reprodução de sons sugeridos por criaturas nascidas em ilustrações familiares.
Essas criaturas, através dos novos instrumentos que “geraram” e das novas técnicas que me “ensinaram”, povoam a minha criação musical dos últimos 10 anos, sem exigir nada em troca. Ao preparar um momento de reconhecimento e retribuição, o plano de estudos prevê a apresentação pontual de algumas dessas criaturas, intercaladas com momentos de mais descoberta e diálogo.

Com um agradecimento muito especial ao João Figueiredo e ao Conservatório de Música de Aveiro Calouste Gulbenkian, por me permitirem explorar essa extraordinária criatura musical que é o saxofone baixo.

Fernando Valente

Quarteto de Saxofones de Amesterdão na homenagem a Fernando ValenteJá há muito tempo que deveria ter escrito aqui a propósito da homenagem a Fernando Valente que está a decorrer no Teatro Aveirense e que se conclui hoje com o concerto do Quarteto de Saxofones de Amesterdão.

O Fernando Valente que eu conheci como professor, maestro e amigo é bastante diferente do retrato pintado em alguns dos escritos que têm aparecido por aí, mas merece, certamente uma homenagem. Uma homenagem à energia e à paixão que punha em tudo o que fazia. Porque eu não sei se ele era um grande pedagogo (tenho sérias dúvidas acerca disso), não tenho a certeza do seu génio musical (sem questionar o seu talento), mas tenho a certeza que essa energia e paixão, que nos galvanizava, motivava, envolvia, consumia e, por vezes, agredia e repelia, nos fazem falta.

A nós, a Aveiro e ao país.