Entradas com Etiqueta ‘teatro’
Quinta-feira, 18 de Fevereiro, 2010

O projecto A Língua das Pedras, que estamos a preparar no Visões Úteis para Cluny 2010, arrancou com uma viagem por sítios de Cluny. Pelo caminho perguntámos a algumas pessoas se se sentiam mais perto ou mais longe daquilo a que poderíamos chamar o «centro do mundo». O sentido da pergunta liga-se directamente ao significado para a construção da Europa Moderna da rede que a Ordem de Cluny começou a tecer no século X: Cluny, que agora é uma pequena cidade de província, na Borgonha, já foi, de alguma forma, o centro do mundo e as suas ramificações, como Saint Hyppolite, ilustrado nesta fotografia, estavam todas bastante próximas, do ponto de vista geopolítico, desse centro. Agora, atravessámos o campo francês, muitas vezes para visitar ruínas, como estas.
Muitas respostas foram surpreendentes.
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Terça-feira, 16 de Fevereiro, 2010
Quando ontem ouvimos na TSF as notícias sobre o envolvimento da Goldman Sachs no ilusionismo da dívida pública na Grécia e sobre a investigação da Secreta Espanhola a alguns especuladores e meios de comunicação especializados, começámos a cantar a banda sonora do Boom & Bang. De forma completamente espontânea.
Para quem não percebe a relação ou para quem ainda anda a tentar compreender esta coisa da crise internacional, aconselho uma ida ao Labirintho ou agora em Fevereiro (23, 24 e 25), ou em Março (23, 24 e 25). Sempre às 22h00. Quando a realidade se torna demasiado “surreal”, o contributo do teatro torna-se fundamental para compreender ou, pelo menos, questionar o que nos rodeia.
E se estiverem atentos, saem de lá com uma bela melodia para trautear da próxima vez que se sentirem “atropelados” pela alta finança. Imaginem que o nosso mais alto responsável pela regulação dos mercados, que não se apercebeu do regabofe, era promovido a responsável pela regulação no espaço europeu… trauteiem comigo:
Boom, Bang!
Boom Bang Boom Boom Bang Boom
Boom, Bang!
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Domingo, 17 de Janeiro, 2010
A convite da SOOPA / OOPSA - Associação Cultural, vou orientar um workshop no Maus Hábitos (Porto) sobre sonoplastia e dramaturgia.
O Som no Drama, exercícios de sonoplastia e dramaturgia
por João Martins
13, 14, 21 e 28 Fevereiro
O workshop pretende ser uma forma introdutória, elementar e bastante prática de abordar questões recorrentes em qualquer exercício de sonorização. Dirige-se a todos os interessados na problemática do som e do seu significado e impacto em contextos narrativos e/ou dramático, sejam músicos, técnicos de som, performers (teatro, dança, etc), criadores (encenadores, escritores, etc), estudantes em qualquer uma destas áreas ou simples curiosos.
O workshop abordará questões como “Significado do Som e da Música”, “Convenções e Clichés”, “Gestão do Silêncio” e “Som como Espaço”. Através da análise e discussão de exemplos práticos, procurar-se-á fomentar reflexões pessoais e exemplificar várias técnicas, de acordo com o perfil dos participantes. A vertente prática do workshop assume particular importância, definindo a sua própria estrutura temporal: após as primeiras sessões de exposição, análise, reflexão e pequenos exercícios técnicos, sera proposto um exercício prático para ser realizada de forma autónoma, por cada participante num período de 2 ou 3 semanas. A meio desse exercício, será organizada uma sessão para que cada participante possa fazer um ponto de situação do seu exercício e esclarecer quaisquer questões (teóricas ou práticas, conceptuais ou técnicas). A apresentação final dos exercícios será o mote para uma reflexão conjunta global.
Nota: as questões abordadas no workshop têm aplicação prática não só em objectos artísticos (peças de teatro, dança performance, vídeo, cinema, sound art, etc), mas também em objectos de consumo (publicidade, aplicações multimédia, video-jogos, etc).
Os formandos deverão trazer o seu próprio equipamento (computador portátil e equipamento de gravação, se tiverem).
Datas e horário:
- 13 e 14 de Fevereiro | 10:00- 13:00 15:00-18:00
- 21 de Fevereiro | 15:00-18:00
- 28 de Fevereiro | 10:00-13:00 15:00- 18:00
Duração: 15 horas, em 5 sessões de 3 horas
Nº de formandos mínimo: 4
Nº de formandos máximo: 10
Custo: 70€ por aluno
Biografia
João Martins nasceu em 1977. Estudou Música, Arquitectura e Design. Colabora com o Visões Úteis (companhia profissional de teatro do Porto) desde 1998, como músico e sonoplasta, sendo responsável por diversas bandas sonoras, assim como pela sonoplastia e pela criação de paisagens sonoras para peças de teatro e audiowalks. Criou também música para cinema e para instalações multimédia e desenvolve inúmeros projectos como músico quer em colectivos, quer a solo.
Desenvolve paralelamente a actividade de designer e tem experiência como formador e consultor na área das ferramentas informáticas e da comunicação.
Informações: producao [@] soopa.org
Etiquetas:cinema, dramaturgia, formação, maus-hábitos, música, multimedia, performance, sonoplastia, soopa, teatro, video, workshop
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Sábado, 9 de Janeiro, 2010
Vem aí!

35ª Criação Visões Úteis
Boom & Bang
a partir de “The power of Yes” de David Hare
no Labirintho Bar
26, 27 e 28 Janeiro 2010
23, 24 e 25 Fevereiro 2010
23, 24 e 25 Março 2010
Sempre às 22H
M12
Duração: 50 minutos
Isto é uma nova espécie de socialismo. É o socialismo para os ricos. Para os outros está tudo na mesma. Só para os bancos é que há socialismo. O resto do pessoal continua tão à rasca como dantes. E é nesta altura que começamos a sentir uma certa sensação de injustiça, ou não é?
- dramaturgia e direcção Ana Vitorino e Carlos Costa
- banda sonora original e sonoplastia João Martins
- interpretação Ana Vitorino, Carlos Costa e Pedro Carreira
- projecto fotográfico Paulo Pimenta
- coordenação técnica e operação Luis Ribeiro
- produção executiva Joana Neto
- assistência de produção Helena Madeira
- design gráfico entropiadesign a partir de imagem de Ricardo Lafuente

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Quarta-feira, 23 de Dezembro, 2009
Workshop de Voz
Formadora: Marina Freitas
Datas: 4 de Fevereiro a 17 Junho de 2010
Horário: 5ª feira das 19h00 às 21h00
Duração: 40 horas
Local: Visões Úteis (Fábrica Social)
Propina do Curso: 20,00€ (inscrição) + 40,00€ x 5 meses
O Curso poderá ter um máximo de 7 participantes por turma.
As inscrições estão abertas a todos os interessados que tenham mais de 18 anos, dominem a língua portuguesa e utilizem a voz como ferramenta de trabalho na sua vida profissional.
O workshop será reconhecido por um Certificado de Participação, entregue a todos os formandos que frequentarem o curso.
Contactos para Inscrições:
Visões Úteis
Rua da Fábrica Social, s/n — 4000-201 Porto
Tlf. 22 200 6144 | Tlm. 93 176 54 75 | mail@visoesuteis.pt
Marina Freitas nasceu no Porto em 1979.
É licenciada em Teatro / Estudos Teatrais com especialização em voz pela Escola Superior de Música e das Artes do Espectáculo do Instituto Politécnico do Porto.
Teve formação na área de voz com as seguintes pessoas: Maria João Serrão, António Salgado, Maria Luís França e Luís Madureira.
Lecciona cursos de voz falada desde 2003.
Visões Úteis (Porto, 1994) é um projecto artístico, de raiz teatral, que se produz a si próprio, um projecto pluridisciplinar, marcadamente de autor e consciente da sua responsabilidade social e política para com as comunidades envolventes.
Nos últimos anos as dramaturgias originais dos seus responsáveis artísticos ganharam especial relevo e o projecto alargou-se a trabalhos sobre a paisagem urbana que têm conhecido uma progressiva internacionalização.
Desde sempre o projecto estético cresceu em sintonia com um forte sentido ético, numa constante reflexão acerca do sentido contemporâneo de fazer arte e teatro, que quotidianamente marca as opções de trabalho.
A Direcção Artística é de Ana Vitorino, Carlos Costa e Catarina Martins.
Etiquetas:divulgação, formação, teatro, visões úteis, voz, workshop
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Segunda-feira, 21 de Dezembro, 2009
Acabei de receber a notícia, via comunicado do Teatro Aveirense. Conheci o Pedro Jordão quando regressei a Aveiro e colaborei com ele no Mercado Negro, pelo que (re)conheço o trabalho importante que fez ali, como no Cineclube de Aveiro. Tenho dele uma óptima impressão, pessoal e profissionalmente e desejo-lhe o máximo sucesso na difícil missão de dirigir artisticamente uma instituição como o Teatro Aveirense.
Mas, bem para lá dos nomes, interessam-me, sempre e em todos os casos, os projectos e os processos. Quanto ao projecto, aguardo com expectativa a visão e a estratégia que o Pedro Jordão terá para o TA. Quanto ao processo, lamento que se tenha perdido mais uma oportunidade para publicamente discutir os vários projectos possíveis para o Teatro.
Estou certo que a redefinição da estratégia de comunicação, que é referida no comunicado como uma das áreas sensíveis, tentará resolver também uma parte deste problema, dando ao público uma visão mais transparente dos processos de programação e uma voz mais clara e importante na avaliação do que se faz e no(s) projecto(s) do futuro.
Transcrevo o comunicado:
O Conselho de Administração do Teatro Aveirense vem por este meio anunciar (…) a nomeação de Pedro Jordão para a Direcção Artística do Teatro Aveirense. Licenciado em Arquitectura, detentor de um percurso verdadeiramente multidisciplinar, a sua nomeação teve em consideração a experiência na programação cultural de vários projectos e em diversas áreas artísticas, nomeadamente na cidade de Aveiro, onde nos últimos anos foi responsável pelo “Cineclube de Aveiro” e pela programação da “Associação Cultural Mercado Negro” - duas das mais marcantes instituições culturais locais onde logrou conceber programações ambiciosas, de qualidade publicamente reconhecida e muitas vezes com projecção nacional.
Conforme comunicado anexo, o Conselho de Administração entende que Pedro Jordão se enquadra no perfil desejado para o cargo de Director Artístico do Teatro Aveirense e que constitui uma clara mais-valia para este projecto cultural, correspondendo às necessidades decorrentes das funções a exercer que extravasam as funções de mera programação e abarcam toda a gestão do projecto. A escolha reflecte igualmente o objectivo de, após a consolidação do projecto nos últimos anos, levar o Teatro Aveirense a um novo patamar no que toca à programação e à visibilidade, afirmando-o definitivamente como um espaço de influência regional e com ambição nacional e internacional.
O Conselho de Administração do Teatro sublinha a experiência de gestão de Pedro Jordão que ao longo do seu percurso, abraçou projectos culturais complexos em condições difíceis, conseguindo implementar estratégias inovadoras e assegurando resultados positivos mesmo partindo de uma assumida insuficiência de meios, exibindo sempre uma necessária percepção global. O novo Director Artístico toma posse do cargo, numa altura particularmente delicada do Teatro Aveirense, financeiramente muito exigente, que implica uma visão rigorosa e inovadora para a gestão e programação do espaço e da sua ligação ao tecido cultural da cidade.
A nomeação de Pedro Jordão teve igualmente em consideração o conhecimento profundo do tecido cultural da cidade e da região, dos seus públicos, das suas instituições e dos seus agentes culturais, com quem frequentemente colaborou e com quem sempre manteve um contacto fácil, nos quais se inclui o próprio Teatro Aveirense; a sua experiência de produção de espectáculos e de comunicação cultural, cuja reformulação e eficácia será decisiva para o futuro do Teatro Aveirense; e a rede privilegiada de contactos profissionais que foi construindo a vários níveis e nas mais diferenciadas áreas, desde agentes culturais e artistas nacionais a artistas e agentes estrangeiros, imprensa e responsáveis institucionais.
Em anexo, uma nota biográfica de Pedro Jordão:
Pedro Jordão, 32 anos, natural de Aveiro, é arquitecto formado na Universidade de Coimbra e tem dividido a sua actividade pela prática da arquitectura, da investigação e da programação cultural. Tem desenvolvido um trabalho sistemático na área da cultura, com natural destaque para o seu papel como Dirigente e Programador no Cineclube de Aveiro e na Associação Cultural Mercado Negro, de que foi Fundador e onde exerceu funções até Setembro de 2009. Em ambos os casos trabalhou espaços por explorar no tecido cultural da cidade, procurando conceber programações marcadas pela qualidade, pela diversidade e pela inovação, nomeadamente no trabalho de comunicação, o que foi sendo reconhecido inclusivamente fora de Aveiro - atente-se ao trabalho desenvolvido no Mercado Negro que inclui no seu percurso inúmeros projectos de prestígio nacional e internacional numa linha de programação ousada. Tem colaborado pontualmente em diversos projectos artísticos multidisciplinares. O seu percurso como arquitecto iniciou-se no atelier de Cristina Guedes e Francisco Vieira de Campos, tendo entretanto iniciado actividade própria. Foi Fundador e primeiro Director da revista de arquitectura NU, há muito uma referência nacional dentro das publicações académicas, prosseguindo desde então com uma produção crítica regular, assinando artigos para diversas publicações nacionais e estrangeiras de arquitectura e cultura contemporânea. É o actual Comissário para a região Centro da “Habitar Portugal 06/08″, iniciativa principal da Ordem dos Arquitectos. O seu percurso conta ainda com a presença como Orador convidado em diversas iniciativas.
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Domingo, 13 de Dezembro, 2009
Ando a tentar perceber qual a melhor forma de vos explicar as incríveis relações que vejo entre este acontecimento em Espanha e este outro, em Portugal.
Fico por um resumo de circunstâncias:
- em Espanha, no V Festival de Jazz de Sigüenza, um espectador chamou a polícia por achar que o espectáculo de Larry Ochs Sax & Drumming Core não era um espectáculo de jazz e querer o seu dinheiro de volta. O músico, fundador do Rova Saxophone Quartet e com mais de 30 anos de carreira como músico criativo e nas vanguardas do jazz, foi “acusado” de fazer “música erudita contemporânea” que, para o melómano-jazzista em causa, teria contra-indicações clínicas, por perigos psicológicos. Ficou claro que o senhor teria problemas de estabilidade psicológica, não ficou claro se a polícia espanhola compreende o seu papel em situações deste tipo, o que é preocupante.
- em Portugal, Lisboa, mais propriamente, um grupo de idosos participantes frequentes em excursões do INATEL foi trazido ao Teatro São Luiz, para assistir à peça “O que se leva desta vida“, que conta com caras conhecidas da televisão, como Gonçalo Waddington (Os Contemporâneos). A linguagem usada na peça (que não conheço), terá chocado os idosos que enchiam o teatro provocando reacções enérgicas, com vaias e insultos, obrigando a um final abrupto, numa cena pouco vista nos nossos palcos. Foram recolhidos testemunhos de alguns dos idosos e dos actores da peça num vídeo disponibilizado pelo I, a que tive acesso via Arrastão e dactilógrafo.
São episódios radicalmente diferentes, mas parecem convergir em alguns aspectos tão curiosos como perigosos. Tendo tempo, tentarei dizer mais qualquer coisa sobre isto e sobre as legítimas e ilegítimas expectativas do(s) público(s).
A vocês, o que vos parece?
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Sexta-feira, 11 de Dezembro, 2009
Já aqui anunciei a estreia no Porto de O Anzol, de Gemma Rodríguez. É a 34ª criação do Visões Úteis, na qual participo com a banda sonora original e sonoplastia. De 11 a 13 de Dezembro, podem assistir ao espectáculo no Teatro Helena Sá e Costa (Porto), às 21h30.
É evidente que haverá sempre boas desculpas para não ir ao teatro, mas, ocasionalmente, como é o caso em muitas peças do Visões, há também óptimas razões para ir. Fiquem com o “trailer” que o Pedro Maia realizou, para vos ajudar a decidir.
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Sexta-feira, 4 de Dezembro, 2009
O meu artigo mais recente no blog— uma transcrição fiel duma conversa que ouvi recentemente no Lidl— era uma espécie de teaser, muito peculiar, relativo à reposição da peça O Anzol, do Visões Úteis. A peça, que estreou em Vila Real, em Abril de 2009, terá agora a sua estreia no Porto, mais precisamente no Teatro Helena Sá e Costa. De 11 a 13 de Dezembro, às 21h30.

Com a minha história podia fazer-se um espectáculo de teatro; ainda que eu não saiba se se pode, porque só fui uma vez ao teatro e parece-me que seria difícil, por causa do cenário e isso tudo, e porque fazem falta muitas coisas para a contar.
Por exemplo, é preciso um autoestrada.
(…)
Também há um vídeo porteiro e um grande centro comercial com todos os produtos que se podem comprar nas grandes superfícies, e é preciso pôr os preços dos produtos numas etiquetas e assinalar com cartazes vistosos as promoções do dia porque pode haver pessoas, sobretudo mulheres, que desconfiavam se não se vissem as promoções, porque há sempre promoções nas grandes superfícies e toda gente sabe isso, especialmente as mulheres. Além disso era preciso contratar um grupo de dez pessoas, no mínimo, para que façam de trabalhadores do centro comercial e têm que ter experiência e alguns devem ter a pele escura e falar com sotaque, porque se são todos brancos as pessoas desconfiam.
(…)
PAI: Agora Jesus Cristo caminha comigo. E entramos juntos no Lidl. Jesus Cristo à esquerda e eu à direita. No Lidl há um corredor cheio de brinquedos que deixava qualquer miúdo babado. Jesus ajuda-me a escolher duas prendas: uma para o Óscar, o pequeno, e outra para o Eric. Também encontro um bolo cor-de-rosa em promoção. Até diz: “Feliz aniversário” escrito com letras verdes e está dentro de uma caixa de plástico transparente muito bonita. Então, quando vamos para a caixa, Jesus crava-me o cotovelo nas costelas, eu páro, e vejo o seu dedo levantado: “Promoções Lidl”, diz um cartaz pendurado no tecto e mesmo por baixo um barco insuflável, lindíssimo, verde e branco, com dois assentos de borracha e cordas pretas e um remo e essas coisas todas. E só por quarenta euros. Caralho, o que eu gosto do Lidl.
in O Anzol, de Gemma Rodríguez
O Anzol, de Gemma Rodríguez
Teatro Helena Sá e Costa | 11 a 13 de Dezembro de 2009 | 21h30
34ª criação do Visões Úteis
uma co-produção com o Teatro Municipal de Vila Real
texto: Gemma Rodríguez
tradução e direcção: Ana Vitorino, Carlos Costa e Catarina Martins
cenografia e figurinos: Inês de Carvalho
desenho de luz: José Carlos Coelho
banda sonora original e sonoplastia: João Martins
interpretação: Ana Vitorino, Carlos Costa, Catarina Martins e Pedro Carreira
coordenação técnica: Luís Ribeiro
assistência cenográfica: Rui Azevedo
produção executiva: Joana Neto
assistência de produção: Helena Madeira
design gráfico: entropiadesign a partir de Imagem de Ricardo Lafuente
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Segunda-feira, 19 de Outubro, 2009
Muna está de volta aos palcos do Porto. No Teatro Helena Sá e Costa. Estreámos hoje com a versão infância, para escolas. Sexta e sábado há sessões abertas, das duas versões.

Eu gosto do que fiz em Muna e gosto de estar em Muna e de ser um Muna. Venham ver-nos em Muna.
Versão para Infância [M4] | Versão para Adultos [M12]
Horários
Seg a Sex (p/ escolas): 10h30 + 15h00 [M4]
Sex: 21h30 [M12]
Sáb: 16h30 [M4] | 21h30 [M12]
Reservas 225189982 / 225189983
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