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	<title>diário de bordo &#187; toap</title>
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	<description>Há histórias de crianças que marcam, com migalhas de pão, o caminho que fazem pelos bosques, para poderem voltar a casa... são traídas pelos pássaros. Há histórias de marinheiros que registam as viagens de ida para se guiarem na volta e documentarem a sua glória... são engolidos pelo mar. À nossa volta, acumulam-se os registos do que foi, esperançosos de mudarem o que vai ser...</description>
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	<itunes:author>Joao Martins</itunes:author>
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		<title>jazz.pt &#124; Jeffery Davis Quartet: Haunted Gardens</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Jul 2010 19:35:08 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Haunted Gardens, Jeffery Davis Quartet CLASSIFICAÇÃO: 4/5 &#8220;Haunted Gardens&#8221; é a estreia em disco, como compositor e líder do virtuoso percussionista luso-canadiano Jeffery Davis. O percurso relativamente meteórico, ainda que pouco notado, de Jeffery Davis é justamente assinalado, neste momento, &#8230; <a href="http://joaomartins.entropiadesign.org/2010/07/30/jazzpt-jeffery-davis-quartet-haunted-gardens/">Continuar a ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<h3 style="text-align: center;"><a title="Haunted Gardens, Jeffery Davis Quartet @ Tone of a Pitch" href="http://www.toapmusic.com/artists/jeff-davis/haunted-gardens/"><img src="http://www.toapmusic.com/wp-content/uploads/jeff_davis_cover_site-11.jpg" alt="Haunted Gardens, Jeffery Davis Quartet" width="227" height="227" /></a><br />
Haunted Gardens, <span class="il">Jeffery</span> <span class="il">Davis</span> Quartet</h3>
<p style="text-align: right;">CLASSIFICAÇÃO: 4/5</p>
<p>&#8220;<strong>Haunted Gardens</strong>&#8221; é a estreia em disco, como compositor e líder do virtuoso percussionista luso-canadiano <strong><span class="il">Jeffery</span> <span class="il">Davis</span></strong>. O percurso relativamente meteórico, ainda que pouco notado, de <span class="il">Jeffery</span> <span class="il">Davis</span> é justamente assinalado, neste momento, com este registo de altíssima qualidade, onde se afirma, a par do seu virtuosismo como instrumentista, quer no vibrafone, quer na marimba, o seu talento e inteligência como compositor, a sua criatividade como improvisador e a sua visão enquanto líder. Desde logo, a escolha do grupo de músicos que constituem este quarteto e a adequação da escrita e desenvolvimento dos temas à sua personalidade, tem uma contribuição decisiva para a coesão do resultado final. André Fernandes, Nelson Cascais e Marcos Cavaleiro encontram na escrita de <span class="il">Jeffery</span> <span class="il">Davis</span> e na dinâmica de funcionamento do quarteto amplo espaço para a afirmação das suas identidades musicais em diversos registos, sendo de destacar a prestação de André Fernandes, que se apropria dos temas com grande conforto e solidez, mas também para Marcos Cavaleiro, que encontra e inventa, dentro da relativa convencionalidade estrutural dos temas, os momentos ideais para pontuar, esclarecer ou (des)equilibrar a dinâmica do grupo, com as doses certas de rigor e subtileza. Nelson Cascais, por sua vez, adapta-se muito bem às diferentes funções que lhe competem e à diversidade da escrita, em função, também do papel desempenhado por <span class="il">Jeffery</span> <span class="il">Davis</span>,  que consegue, com grande rapidez, alternar entre funções rítmicas, harmónicas e melódicas.<br />
&#8220;The Pitbull&#8217;s Revenge&#8221; a 4ª faixa do disco, destaca-se, de algum modo, por esclarecer de forma inequívoca o impacto da opção pela utilização do vibrafone e da marimba no universo tímbrico do quarteto e por representar, na fluidez com que o quarteto se move em estruturas rítmicas menos convencionais, o delicado equilíbrio entre simplicidade e virtuosismo que se mantém ao longo de todo o álbum.<br />
Pela qualidade geral da composição e da interpretação, face à maturidade e ao equilíbrio na afirmação individual das personalidades musicais do quarteto, considerando a diversidade presente e a coesão global estética, que parece afirmar um arco narrativo consequente, da leveza do &#8220;Joao&#8217;s Cafe&#8221; à densidade de &#8220;Viktoria&#8217;s Nightmare&#8221;, onde o solo de <span class="il">Jeffery</span> <span class="il">Davis</span> se  afirma como um gesto &#8220;precioso&#8221;, também na transição para o tema seguinte, mesmo tratando-se dum primeiro disco e apesar de não ser imaculado, creio ser justo dizer que estamos perante uma consagração.</p>
<h3>Haunted Gardens, <span class="il">Jeffery</span> <span class="il">Davis</span> Quartet</h3>
<p><a title="Haunted Gardens, Jeffery Davis Quartet @ Tone of a Pitch" href="http://www.toapmusic.com/artists/jeff-davis/haunted-gardens/"><strong>TOAP</strong> Tone of a Pitch</a> (2009)<br />
Gravado em Lisboa (2009)</p>
<ul>
<li><strong><span class="il">Jeffery</span> <span class="il">Davis</span></strong> vibrafone  e marimba</li>
<li><strong>André Fernandes</strong> guitarra</li>
<li><strong>Nelson Cascais</strong> contrabaixo</li>
<li><strong>Marcos Cavaleiro</strong> bateria</li>
</ul>
<h5>Texto escrito por <strong>João Martins</strong>. Depois de revisto e     editado por <strong>Rui Eduardo Paes</strong>, foi publicado no <a title="jazz.pt #29" href="http://www.jacc.pt/jazzpt/arquivo.php?id_revista=29" target="_blank">nº 29 da revista <strong>jazz.pt</strong></a>. A    publicação do texto neste blog tem como principal objectivo promover a     revista: <a title="Encontre os pontos de venda da jazz.pt" href="http://www.jacc.pt/jazzpt/dist.php" target="_blank">compre</a> ou <a title="Assine a jazz.pt" href="http://www.jacc.pt/jazzpt/assinaturas.php" target="_blank">assine</a> a <a title="Site da jazz.pt" href="http://www.jazz.pt/" target="_blank"><strong>jazz.pt</strong></a>.</h5>
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		<title>jazz.pt &#124; Guimarães Jazz 2008</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Apr 2009 07:00:22 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Texto escrito por João Martins, a 01/12/2008, relativo à 1ª semana do Guimarães Jazz 2008. Depois de revisto e editado por Rui Eduardo Paes e em conjunto com a cobertura da 2ª semana, da responsabilidade de Gonçalo Falcão, foi publicado &#8230; <a href="http://joaomartins.entropiadesign.org/2009/04/13/jazzpt-guimaraes-jazz-2008/">Continuar a ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<h5>Texto escrito por <strong>João Martins</strong>, a 01/12/2008, relativo à 1ª semana do Guimarães Jazz 2008.<br />
Depois de revisto e editado por <strong>Rui Eduardo Paes e em conjunto com a cobertura da 2ª semana, da responsabilidade de Gonçalo Falcão</strong>, foi publicado no <a title="jazz.pt #22" href="http://www.jacc.pt/jazzpt/arquivo.php?id_revista=22" target="_blank">nº 22 da revista <strong>jazz.pt</strong></a>.<br />
A publicação do texto neste blog tem como principal objectivo promover a revista: <a title="Encontre os pontos de venda da jazz.pt" href="http://www.jacc.pt/jazzpt/dist.php" target="_blank">compre</a> ou <a title="Assine a jazz.pt" href="http://www.jacc.pt/jazzpt/assinaturas.php" target="_blank">assine</a> a <a title="Site da jazz.pt" href="http://www.jazz.pt/" target="_blank"><strong>jazz.pt</strong></a>.</h5>
<h3>Guimarães Jazz 2008</h3>
<h4>Considerações Gerais:<br />
Um Festival de Dimensão Regional</h4>
<p>O <strong>Festival de Jazz</strong> que Guimarães acolhe anualmente, apesar de não deixar de ser &#8220;de&#8221; Guimarães, atingiu já, de alguns anos a esta parte, uma dimensão regional que abrange, na atracção de público, não só todo o Norte do País— se falarmos de público &#8220;geral&#8221;, já que o pouco público especializado nacional está, à partida, conquistado— mas as regiões espanholas (cada vez) mais próximas. Essa dimensão, que resulta também do investimento e da prioridade definida pela cidade e pelo seu <a title="Centro Cultural Vila Flor de Guimarães" href="http://www.aoficina.pt/" target="_blank"><strong>Centro Cultural</strong></a>, tem reflexos na programação dos concertos do festival, na organização geral, nas actividades paralelas, nas extensões que levam o Festival (e o seu público) a outros pontos da cidade— as sessões de cinema, as exposições, as Jam Sessions da primeira semana&#8230;<br />
Considerar, portanto, o público para quem o festival é concebido e, obviamente, os efeitos &#8220;secundários&#8221; que dele se esperam na cidade, é de elementar justiça na apreciação das opções programáticas.<br />
Em 2 fins-de-semana prolongados consecutivos, o festival propõe-se equilibrar diferentes visões do fenómeno jazzístico, procurando abrir mais portas do que aquelas que fecha (exercício sempre complicado), satisfazendo o apetite de vários públicos (dos mais generalistas aos mais especializados), assegurando uma componente formativa e (algum) espaço para músicos nacionais, num contexto global que envolva a cidade, em vez de a &#8220;colonizar&#8221;.<br />
Só quem habita a cidade de Guimarães poderá aferir dos resultados destas apostas ao longo do tempo, mas quem, como eu, a visita regularmente, não pode deixar de reparar em sinais evidentes e, aparentemente, consolidados no tecido cultural/musical da cidade, atribuíveis, em grande parte, ao Festival e à atenção que ele faz incidir sobre a cidade.<br />
<span id="more-951"></span>&#8212;<br />
13 de Novembro 2008 | 22h00 Grande Auditórío</p>
<h4>Kurt Elling Quartet</h4>
<ul>
<li><strong>Kurt Elling</strong> (voz)</li>
<li><strong>Laurence Hobgood</strong> (piano)</li>
<li><strong>Clark Sommers</strong> (contrabaixo)</li>
<li><strong>Ulysses Owens Jr.</strong> (bateria)</li>
</ul>
<p>O concerto inaugural do <strong>Guimarães Jazz 2008</strong> reflecte a necessidade do festival apelar ao &#8220;grande&#8221; público. <strong>Kurt Elling</strong> é um cantor de sucesso(s), que une reconhecimento crítico a ampla aceitação comercial: prémios da crítica norte-americana e europeia, destaques em praticamente todas as publicações da área, nomeações para Grammys, importantes contratos discográficos&#8230;<br />
Trouxe a Guimarães uma parte significativa dos últimos 10 anos da sua discografia, cantando desde &#8220;My Foolish Heart&#8221; (registado em &#8220;This Time It&#8217;s Love&#8221;, 1998, Blue Note) até aos temas do mais recente &#8220;Nightmoves&#8221; (2007, Concord Records).<br />
Com ele, ao piano, <strong>Laurence Hobgood</strong>, o parceiro musical desde o inicio da carreira do cantor de Chicago, em 95, compositor de alguns dos temas apresentados, responsável pela esmagadora maioria dos arranjos e figura principal do trio que acompanha <strong>Kurt Elling</strong>, onde figuram ainda <strong>Clark Sommers</strong>, no contrabaixo— músico também de Chicago, que não deslumbra, mas cumpre— e o jovem talento <strong>Ulysses Owens Jr.</strong>, na bateria.</p>
<p>O concerto demonstra cabalmente as capacidades técnicas de <strong>Kurt Elling</strong>, assim como o seu charme, que é também, naturalmente, parte da sua performance. A interpretação de <strong>Elling</strong> é tecnicamente exigente e relativamente variada, recorrendo a fraseado de mestres tão diversificados como <strong>Dexter Gordon</strong>, <strong>Charlie Haden</strong>, <strong>Wayne Shorter</strong>, <strong>Michael Brecker</strong> ou <strong>Keith Jarrett</strong>, mas com uma clara preferência pelas grandes &#8220;vozes&#8221; do saxofone tenor. E a interacção com o público é frequente e &#8220;generosa&#8221;, por exemplo, na interpretação de temas em português que ele sabe não ser de Portugal, mas que nos &#8220;oferece&#8221; com as melhores intenções, apesar de serem interpretações muito frágeis as de &#8220;Rosa Morena&#8221; de <strong>Dorival Caymmi</strong> e &#8220;Luísa&#8221; de <strong>Tom Jobim</strong>.<br />
O trio acompanha e pontua, ocasionalmente, com solos, uma performance que, não deixa nunca de ser centrada na figura de <strong>Kurt Elling</strong>.<br />
E o concerto evoluiu entre momentos mais convencionais, na escolha do repertório e na sua interpretação, e momentos ligeiramente mais arriscados, numa progressão que acompanha, de algum modo, a própria carreira de <strong>Kurt Elling</strong>, onde algumas &#8220;fontes&#8221; de material menos óbvias se têm afirmado com o tempo: &#8220;Man in the Air&#8221;, homenageando e recorrendo a material de <strong>Wayne Shorter</strong> e &#8220;Tumbleweed&#8221;, de <strong>Michael Brecker</strong>, são exemplos desses momentos menos convencionais. Mas, se em &#8220;Man in the AIr&#8221;, o resultado é um momento musical bastante rico e com contribuições interessantes do trio, onde se destacou, mais até que <strong>Laurence Hobgood</strong>, o baterista <strong>Ulysses Owens Jr.</strong>, &#8220;Tumbleweed&#8221; acaba por demonstrar as dificuldades de adaptação de algum do fraseado contemporâneo do saxofone tenor à voz e resulta, por isso, bastante mais frágil, até pela falta de consistência do &#8220;scat&#8221; de <strong>Kurt Elling</strong>.</p>
<p>Acaba por ser já no fim do concerto, no segundo &#8220;encore&#8221; que o entusiástico público de Guimarães &#8220;conquistou&#8221;, que se afirma o momento paradigmático: a solo, sem amplificação, <strong>Kurt Elling</strong>, mãos em posição de saxofonista (tenor), (re)-interpreta um solo de um dos clássicos mestres do instrumento.</p>
<p>Essa espécie de clímax, em forma de &#8220;<em>déjá vu</em> / <em>déjà entendu</em>&#8220;, no final do concerto, reforça uma estranha sensação: a recordação/racionalização de que os melhores momentos, os mais intensos (que os houve) continuam a não passar da reinterpretação e vocalização de grandes solos improvisados, que <strong>Kurt Elling</strong> se dedica a &#8220;cristalizar&#8221;, seguindo de resto uma antiga tradição da História do Jazz: o &#8220;vocalese&#8221; de <strong>Eddie Jefferson</strong>, <strong>Dave Lambert</strong>, <strong>Jon Hendricks</strong> ou <strong>Annie Ross</strong>. Uma prática com história e com adeptos, mas que se arrisca, independentemente de considerações sobre a qualidade da escrita e sobre as qualidades instrumentais dos seus intérpretes, onde se destaca actualmente, sem dúvida, <strong>Kurt Elling</strong>, a não criar mais do que uma espécie de produto &#8220;plastificado&#8221;, apetitoso apenas à superfície.</p>
<p>+ info: <a title="Kurt Elling" href="http://www.kurtelling.com" target="_blank">www.kurtelling.com</a></p>
<p>&#8212;<br />
14 de Novembro 2008 | 18h00 Pequeno Auditório</p>
<h4>Big Band da ESMAE, dirigida por Marcus Strickland</h4>
<p><strong>Marcus Strickland</strong>, o jovem saxofonista nascido na Florida e de créditos já firmados em Nova Iorque, esteve no <strong>Guimarães Jazz</strong> na tripla condição de concertista (ver crítica ao concerto de dia 19, do<strong> Quinteto de Marcus Strickland</strong>), motor das Jam Sessions, com o seu Quinteto, e formador, orientando um workshop e dirigindo a <strong>Big Band da ESMAE</strong> neste concerto.<br />
A confiança depositada na sua capacidade de trabalho, motivação e inspiração são, em si mesmo, um sinal significativo.<br />
Em condições relativamente difíceis, num único dia de trabalho com músicos que não conhecia e com significativas diferenças nas estratégias e rotinas de ensaio, o concerto confirmou a aposta do festival na figura de <strong>Marcus Strickland</strong>. Mas demonstra também o longo caminho a percorrer pelo <strong>Curso de Jazz da ESMAE</strong>: apenas 10 estudantes da escola se apresentaram, numa formação relativamente desequilibrada na instrumentação e na qualidade técnica dos intérpretes. Se a secção rítmica se apresentou mais do que completa (bateria, contrabaixo, piano, guitarra e vibrafone) e relativamente equilibrada, é estranho que se tenham apresentado apenas 5 sopros, dos quais 4 saxofones (1 alto, 2 tenores, 1 barítono e 1 trompete), criando um ensemble que, não só não adquire a cor e dimensão duma <strong>Big Band</strong>, como se apresenta muito pouco uniforme.<br />
Com esta formação e com uma estratégia bastante &#8220;ortodoxa&#8221;, que terá certamente apanhado de surpresa alguns dos envolvidos, <strong>Marcus Strickland</strong> pediu aos músicos que aprendessem os temas usando os ouvidos e a memória, sem partituras, voltando aos primórdios da história do Jazz, fora de esquemas académicos. As partituras apareceram apenas para o concerto, como &#8220;rede&#8221; de segurança, mas o processo, que se traduziu numa simplificação ao nível dos arranjos, permitiu também uma interpretação bastante orgânica e instintiva dos temas propostos que, apesar de tudo, não eram elementares (&#8220;Brilliant Corners&#8221; de Thelonious Monk é um bom exemplo) e que, desta forma, ganharam uma autenticidade apreciável.<br />
A meia dúzia de temas tocados constituiu, assim, uma boa experiência, não tanto pela qualidade ou complexidade das interpretações (havia ainda trabalho a fazer), mas pela sensação de que os músicos/estudantes presentes estavam a passar por uma experiência de aprendizagem importante pelo seu carácter &#8220;fundador&#8221;.</p>
<p>+ info: <a title="Marcus Strickland" href="http://www.marcusstrickland.com" target="_blank">www.marcusstrickland.com</a></p>
<p>&#8212;<br />
14 de Novembro 2008 | 22h00 Grande Auditório</p>
<h4>Steve Coleman &amp; Five Elements</h4>
<ul>
<li><strong>Steve Coleman</strong> (saxofone alto)</li>
<li><strong>Jonathan Finlayson</strong> (trompete)</li>
<li><strong>Tim Albright</strong> (trompete)</li>
<li><strong>Jen Shyu</strong> (voz)</li>
<li><strong>Thomas Morgan</strong> (contrabaixo)</li>
<li><strong>Tyshawn Sorey</strong> (bateria)</li>
</ul>
<p>O ar compenetrado de <strong>Steve Coleman</strong> e dos músicos de <strong>Five Elements</strong> ao entrar em palco e o consequente alheamento relativamente ao público é talvez uma das melhores ilustrações da componente conceptual e metafísica do trabalho de <strong>Coleman</strong> e da filosofia <strong>M-BASE</strong>, que guia este colectivo. Ainda que o conceito seja difícil de explicar e/ou compreender, é evidente que a adesão à <strong>Matriz Macro-Básica de Estruturas para Extemporização</strong> (<strong>M-BASE</strong>) exige de cada músico, individualmente, um nível de concentração máximo: a evolução das estruturas musicais depende de escolhas conscientes e respostas intencionais e atempadas aos acontecimentos em curso; essas respostas, sendo livres, acontecem no contexto duma matriz de possibilidades que condicionam e conformam um ciclo de desenvolvimento das ideias musicais; todas as ferramentas composicionais— de &#8220;condicionamento&#8221; e &#8220;estruturação&#8221;— são material musical&#8230;<br />
Todo o rigor do modelo composicional de <strong>Coleman</strong>, que tem como objectivo primordial oferecer possibilidades de afirmação aos músicos, é transcrito, desde o primeiro instante do concerto, em todos os aspectos da performance. É claro que nem todos os ouvintes serão capazes de identificar as transições de tema entre instrumentos, os sistemas de pergunta-resposta, a sobreposição de módulos rítmicos e melódicos ou o desdobramento sucessivo das diversas possibilidades do modelo através da duplicação de vozes e ou de papéis, que transforma o sexteto original numa super-estrutura capaz de desenvolver, de forma complementar, inúmeras ideias musicais. E tentar acompanhar todos estes movimentos seria, de resto, demasiado fatigante para se fruir verdadeiramente da totalidade da experiência criada. Intuir que eles lá estão e sentir, ocasionalmente, as mutações tímbricas duma frase que migra do saxofone de <strong>Coleman</strong> para o trombone de <strong>Finlayson</strong> e depois para a voz de <strong>Jen Shyu</strong> ou para o trompete de <strong>Tim Albright</strong>, pontuada pela bateria de <strong>Tyshawn Sorey</strong> que, simultaneamente, acompanha uma segunda ideia melódica e ritmicamente diversa, apresentada pelo contrabaixo de <strong>Thomas Morgan</strong> que, se nos concentrarmos nela, veremos que transita também por entre as variáveis combinações instrumentais&#8230; essa espécie de deriva que nos é permitida, enquanto público, permite-nos vislumbrar os processos claramente ordenados e relativamente simples (muito bem dissecados), através dos quais se alcança a complexidade notável da obra de <strong>Coleman</strong>. E permitirá compreender o impressionante exercício de concentração criativa a que estão submetidos os músicos.</p>
<p>Dito isto, o que é também notável é o facto de, para lá de todo o rigor e complexidade composicional, o concerto, sendo uma experiência exigente para o público, afirma-se como um significativo acto de partilha e envolvimento, a que é difícil escapar. No caso concreto do concerto no <strong>Guimarães Jazz</strong>, o colectivo arriscou também ao evitar padrões rítmicos mais reconhecíveis, frequentemente presentes na obra de <strong>Coleman</strong>, sejam eles das músicas &#8220;urbanas&#8221; ou das músicas &#8220;do mundo&#8221;. A relativa abstracção rítmica, a que não será alheia a impressionante prestação de <strong>Tyshawn Sorey</strong>, permitiu a exploração dum léxico mais variado e a construção de &#8220;pontes&#8221; entre estruturas temáticas mais afastadas, em que o nível de exigência se manteve elevadíssimo sobre todos os músicos, que corresponderam com grande qualidade.</p>
<p>Para parte do público isso traduziu-se em alguma dificuldade em ancorar referências ou encontrar zonas de conforto e, por isso, em alguma resistência a tão longas e profundas explorações.<br />
Para quem esperava uma experiência verdadeiramente metafísica, esta imersão no universo de <strong>Steve Coleman</strong> e <strong>Five Elements</strong>, a tão alto nível, superou as expectativas.</p>
<p>+ info: <a title="M-BASE, site oficial de Steve Coleman" href="http://www.m-base.com" target="_blank">www.m-base.com</a></p>
<p>&#8212;<br />
15 de Novembro 2008 | 17h00 Pequeno Auditório</p>
<h4>Projecto TOAP / Guimarães Jazz 2008</h4>
<ul>
<li><strong>João Moreira</strong> (trompete)</li>
<li><strong>Alexandre Frazão</strong> (bateria)</li>
<li><strong>Matt Pavolka</strong> (contrabaixo)</li>
<li><strong>Ben Monder</strong> (guitarra)</li>
<li><strong>Peter Rende</strong> (piano)</li>
</ul>
<p>No seguimento das experiências feitas em 2006 e 2007, a editora independente <strong>TOAP</strong> (<strong>Tone of A Pitch</strong>) e o <strong>Guimarães Jazz</strong>, promovem o encontro entre músicos portugueses e estrangeiros, numa combinação inédita e num contexto que permita o desenvolvimento da sua actividade criativa. Os músicos convidados este ano foram os portugueses <strong>João Moreira</strong> e <strong>Alexandre Frazão</strong> (português &#8220;adoptado&#8221;), a quem se juntaram os nova-iorquinos <strong>Matt Pavolka</strong>, <strong>Ben Monder</strong> e <strong>Peter Rende</strong> e, seguindo a estratégia de anos anteriores, apresentaram-se temas inéditos, da autoria dos músicos envolvidos (só <strong>Alexandre Frazão</strong> não assina nenhum tema).<br />
A combinação inédita dos músicos na interpretação, mas principalmente na escrita, assegurou a diversidade do concerto, com clara alternância entre os temas mais enérgicos de <strong>Matt Pavolka</strong>, alguma abstracção ambiental numa das peças de <strong>Peter Rende</strong> e algumas peças mais convencionais de <strong>João Moreira</strong> e <strong>Ben Monder</strong>. Essas diferenças permitiram a exploração, por parte de todos os músicos, de mecanismos interpretativos adequados, abrindo o espectro da diversidade tímbrica de formas bastante interessantes. Sem personalidades musicais dominantes, a música do quinteto fluiu por várias paisagens, com um claro entendimento e compromisso entre todos, confirmando a relevância da aposta da <strong>TOAP</strong> e do <strong>Guimarães Jazz</strong>.<br />
Ainda assim, a fraca afluência de público poderá ter retirado alguma energia ao concerto. A confirmar no <strong>Guimarães Jazz 2009</strong>, com o lançamento do <strong>CD</strong> &#8220;<strong>TOAP Guimarães Jazz 2008</strong>&#8220;, já que à semelhança do que aconteceu em 2007, o concerto foi gravado e será editado pela <strong>TOAP</strong>, com lançamento na próxima edição do festival.<br />
No fim do concerto, de resto, foi lançado o volume correspondente ao <strong>Guimarães Jazz 2007</strong>, altamente recomendável, com o registo do concerto de <strong>Matt Renzi</strong>, <strong>Jacob Sacks</strong>, <strong>Bernardo Moreira</strong> e <strong>André Sousa Machado</strong>.</p>
<p>+ info: <a title="Tone of a Pitch" href="http://www.toapmusic.com/" target="_blank">www.toapmusic.com</a></p>
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15 de Novembro de 2008 | 22h00 Grande Auditório</p>
<h4>Django Bates &amp; stoRMChaser: &#8220;Spring Is Here (Shall We Dance?)&#8221;</h4>
<p>O concerto do mais recente projecto de <strong>Django Bates</strong> (<strong>stoRMChaser</strong>, uma orquestra composta maioritariamente por alunos de <strong>Django Bates</strong> no <strong>RMC &#8211; Rythmic Music Conservatory</strong> de Copenhaga), &#8220;<strong>Spring Is Here (Shall We Dance?)</strong>&#8220;, &#8220;abanou&#8221; o <strong>Grande Auditório do Centro Cultural Vila Flor</strong>. Uma orquestra de 19 elementos (flauta, clarinete, 5 saxofones, 2 trompetes, 2 trombones, 1 trompa, 1 tuba, guitarra, bateria, percussão, baixo, voz e teclados), significativamente amplificada (talvez demais), &#8220;disparando&#8221; o repertório tão enérgico como híbrido de Django Bates teria sempre esse efeito. Mas temos que juntar a isso a juventude, energia e boa disposição dos intérpretes e as intervenções bem humoradas de <strong>Django Bates</strong>, também elas parte dum espectáculo cuidadosamente planeado para se equilibrar cuidadosamente no limite do excesso.<br />
Há qualquer coisa de desesperadamente eufórico, tão trágico como cómico e apaixonado na performance deste &#8220;<strong>stoRMChaser</strong>&#8220;, que parece criar, mais do que perseguir as tempestades.<br />
Paradoxalmente, esta euforia no limite do descontrolo está, de facto, estritamente transposta para as partituras que estes jovens e talentosos músicos nórdicos interpretam. Brilhantemente, de resto. E as enérgicas explosões de géneros e temas, os curiosos e confusos híbridos, as complexas desconstruções de temas familiares resultam dum rigoroso trabalho de composição de <strong>Django Bates</strong>, onde se guardam espaços para a improvisação, muitíssimo bem aproveitados pelos inúmeros solistas do grupo, mas se mantém o fundamental rigor estrutural para o funcionamento duma orquestra.</p>
<p>No fim do concerto é difícil invocar um género musical que tenha escapado à voracidade de <strong>Django Bates</strong>. Todas as fronteiras se esbatem e/ou violam: entre músicas eruditas e músicas populares, entre pop, rock, jazz, géneros e sub-géneros, músicas antigas e músicas contemporâneas&#8230; todos os vocabulários parecem estar à disposição para a manipulação. Seja a manipulação um fim em si mesmo, como na <em>sui generis</em> interpretação do clássico &#8220;In The Mood&#8221;, de Glenn Miller, seja a manipulação usada com efeitos de reforço narrativo / emocional, como nos casos da reinterpretação de &#8220;New York, New York&#8221;— bem mais próxima da complexa realidade contemporânea da cidade nesta versão com guitarras distorcidas, cortes e explosões de sub-temas— ou, de forma mais clara e, por isso, caricatural no heróico macro-hino &#8220;Right To Smile&#8221;, onde diversos hinos nacionais (a nossa &#8220;Portuguesa&#8221; também neste concerto) se misturam e sobrepõem, até à tentativa de afirmação da &#8220;Ode à Alegria&#8221;, de Beethoven, numa eficaz construção relativa à saga dum homem russo que lutou pelo direito a sorrir na fotografia do seu passaporte.</p>
<p>A posteriori, a dissecação do material apresentado em cada tema é um desafio tão interessante como hilariante, em que podemos encontrar referências a <strong>Zappa</strong>, mas também às vanguardas britânicas representadas pelos &#8220;<strong>Art Bears</strong>&#8221; ou &#8220;<strong>Henry Cow</strong>&#8220;, mas, no momento, face à energia quase excessiva de <strong>Django Bates &amp; stoRMChaser</strong> dificilmente se consegue produzir uma resposta que não seja emocional.<br />
E a boa disposição em palco é muitas vezes contagiante.</p>
<p>Ainda assim, para lá da &#8220;construção&#8221; de <strong>Django Bates</strong>, afirma-se a grande qualidade dos vários jovens que compõem a orquestra, comprovada globalmente na interpretação dos temas e, pontualmente, em solos que, além de enérgicos, mostraram virtuosidade e diversidade técnica, vocabulário e criatividade.</p>
<p>Em jeito de nota final, diga-se que a energia destes jovens (e do próprio <strong>Django Bates</strong>) chegou para, no final do concerto, irem assistir e participar na Jam Session da noite, onde continuaram a oferecer ao público provas das suas capacidades, também num contexto mais estritamente jazzístico, enriquecendo, desta forma a experiência de quem estava presente nestas actividades paralelas.</p>
<p>+ info: <a title="Conservatório de Música Rítmica de Copenhaga" href="http://www.rmc.dk" target="_blank">www.rmc.dk</a> | <a title="Django Bates online" href="http://easyweb.easynet.co.uk/~jemuk/index.html" target="_blank">easyweb.easynet.co.uk/~jemuk/index.html</a></p>
<h5>Texto escrito por <strong>João Martins</strong>, a 01/12/2008, relativo à 1ª semana do Guimarães Jazz 2008.<br />
Depois de revisto e editado por <strong>Rui Eduardo Paes e em conjunto com a cobertura da 2ª semana, da responsabilidade de Gonçalo Falcão</strong>, foi publicado no <a title="jazz.pt #22" href="http://www.jacc.pt/jazzpt/arquivo.php?id_revista=22" target="_blank">nº 22 da revista <strong>jazz.pt</strong></a>.<br />
A publicação do texto neste blog tem como principal objectivo promover a revista: <a title="Encontre os pontos de venda da jazz.pt" href="http://www.jacc.pt/jazzpt/dist.php" target="_blank">compre</a> ou <a title="Assine a jazz.pt" href="http://www.jacc.pt/jazzpt/assinaturas.php" target="_blank">assine</a> a <a title="Site da jazz.pt" href="http://www.jazz.pt/" target="_blank"><strong>jazz.pt</strong></a>.</h5>
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