Formas de descanso

Eu sou um tipo genericamente muito preguiçoso. E canso-me com muita facilidade. Cansaço físico, mas mais do que isso, cansaço mental que se não conseguir gerir correctamente desorganiza toda a minha vida, em volta de montanhas de coisas que vou adiando ou deixando a meio. Conto com a ajuda de muita gente para garantir que não é sempre um caos e periodicamente sou obrigado a rever as minhas formas de descanso. Isto porque já desisti de fazer de conta que posso ter mais energia do que tenho e que não preciso mesmo de descansar, como grande preguiçoso que sou. O segredo para me manter à tona (quando me mantenho) é uma gestão criteriosa de formas complementares de descanso, umas dirigidas à parte física, outras à parte mental. Dormir bastante sempre foi uma receita poderosa, para mim. É verdade: sou daqueles tipos que precisam mesmo de dormir muitas horas seguidas, de vez em quando. Também preciso, frequentemente, de “vegetar” em frente à televisão, a blogs ou outros estímulos confusos que não me prendem de facto a atenção, mas me ajudam a abstrair das coisas que tenho em mente. É uma estranha forma de “Zen”, mas resulta. Variar frequentemente de actividade também é bom e, no meu caso, fácil: de horas de estúdio a compor uma banda sonora, posso passar para concertos ao ar livre ou à construção dum site, à programação duma base de dados, à organização de formação… e isto sem falar da vida pessoal e familiar.

Mas periodicamente, sou invadido por uma vaga de cansaço para a qual só tenho uma solução, que me deixa sempre intrigado: periodicamente para me sentir descansado, tenho que ir fazer alguma actividade física intensa. Ultimamente, quando isso acontece, escolho correr, pedalar ou nadar, alimentando um sonho antigo de vir a completar um Triatlo. E o efeito é espantoso: posso estar estourado, mesmo fisicamente, e uma corrida de 1 hora, como a de hoje, deixa-me fresco e pronto para muito mais produtividade.

Quando isso acontece, decido para mim mesmo, manter uma rotina de exercício, que fará bem à produtividade, mas também à saúde, auto-estima e isso tudo. Mas dificilmente mantenho essa rotina. Por preguiça? Talvez.

O que interessa é que hoje recomecei: uma sessão de 45 minutos de corrida, mais 25 minutos a andar. Planeio manter alguma rotina e, com o vosso apoio ;) , hei-de realizar o tal sonho de completar um Triatlo antes de chegar aos 35. Que dizem? Posso contar convosco? :D

Triatlo: o nosso desporto-rei

Alguém tem ainda dúvidas sobre qual devia ser, verdadeiramente, o nosso desporto-rei?

Vanessa FernandesHoje, em Pulpi (Espanha), Vanessa Fernandes sagrou-se pela 4ª vez consecutiva Campeão Europeia de Triatlo Sub-23 e na prova masculina, João Silva e Miguel Arraiolos conquistaram a medalha de ouro e a medalha de prata, respectivamente, num feito verdadeiramente notável para o desporto nacional e inédito na história dos campeonatos, segundo ouvi na rádio.

Claro que as capas dos jornais estarão reservadas para os tipos que andam aos chutos na bola e que parece que marcaram uns golos, hoje. Aliás, já quererá dizer qualquer coisa o facto do Público online só referir o resultado de Vanessa Fernandes, sem salientar o resultado histórico na prova masculina, enquanto reserva dois espaços de última hora para os futebóis, um para o jogo, outro para as declarações do “mister”.
Mas, se há desporto que merece a nossa atenção e orgulho nacional é, claramente, o Triatlo.

Ou isso de prestarmos atenção a desportos que não sejam futebóis era só durante os Jogos Olímpicos?