Hoje: Screen Play, de Christian Marclay

No Auditório do Museu de Serralves, hoje, 26 de Setembro, às 22h00.

Grupo I: Nuno Rebelo, Marco Franco, João Paulo Feliciano e Rafael Toral

Grupo II: João Martins, Gustavo Costa e Jonathan Saldanha

Grupo III: Steve Beresford, Mark Sanders e Alan Tomlinson

Screen Play (2005) foi estreado na bienal Performa em Nova Iorque, e é inspirado pela tradição da partitura gráfica, expandindo-a para incluir imagens em movimento e elementos gráficos digitais muito simples que funcionam como sinais sugestivos de emoções, energia, ritmo, tom, volume e duração.
Três grupos musicais diferentes são convidados a fazerem, um de cada vez e em sequência, a interpretação e improvisação ao vivo baseado no fi lme ‘partitura’ projectado, permitindo ao público testemunhar o processo musical implicado em cada uma das três bandas sonoras criadas.
Christian Marclay é um artista plástico, performer e músico sediado em Nova Iorque. Desde 1979, Marclay tem experimentado com técnicas de ‘sampling’ quer sonoras quer visuais, explorando as justaposições entre estas duas dimensões da percepção e da expressão. O seu trabalho tem sido mostrado internacionalmente incluindo a participação na Bienal de Veneza e uma exposição individual na Barbican Art Gallery de Londres.

O trabalho com o Gustavo e com o Jonathan, sobre a vídeo-partitura do Christian Marclay tem sido muito interessante, até por algumas opções instrumentais menos comuns. Mas estou particularmente curioso para ver as diferentes abordagens dos 3 grupos e que leitura terá o conjunto.

Vocês aparecem, ou estão muito ocupados?

Imagino que não seja complicado

“Eu não percebo nada disso, mas imagino que não seja complicado. É?”

Com cada vez mais frequência sou confrontado com este paradoxo: com a “democratização” das tecnologias e com a disseminação da ideia (absurda) de que dos computadores se tira o trabalho já feito, são cada vez mais as pessoas que, sem terem a menor ideia das competências necessárias, tarefas envolvidas ou tempo dispendido em alguns dos trabalhos que desenvolvo, requerem, em cima do prazo final de entrega dos trabalhos, actualizações, rectificações, modificações, revisões e outras tarefas que têm o seu tempo próprio no processo. E é comum dizerem mesmo coisas deste tipo: “não faço a mínima ideia como é que isso se faz, mas não deve ser assim tão complicado substituir isto, ou acrescentar aquilo ou…”

Mas não é bem assim, senhores. Se não fazem a menor ideia como se faz, é possível, e até provável, que aquilo que vos parece perfeitamente banal, mas que vos foi dito que teria um tempo próprio, seja de facto bastante complicado fora desse tempo.

Ah! É importante que se esclareça que neste “estabelecimento” o cliente não tem sempre razão. Aliás, é raro isso acontecer.

Desculpem o desabafo, mas são 5 da manhã e estou a acabar um desses projectos fora de tempo. Porquê? Porque, apesar de tudo, o trabalho é mesmo “a porca chantagem da sobrevivência”.

Cinderella Children

Através do Multimediazine, um dos blogs do Público, descobri Cinderella Children, um documentário rodado no Uganda sobre o trabalho duma australiana notável, responsável por um projecto de apoio a crianças órfãs num país devastado pela epidemia da SIDA e por décadas de Guerra Civil.

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=dj6ZHnF1T1Y&fmt=18[/youtube]

O documentário é notável pela história que conta, mas também pela forma como foi produzido: uma única pessoa, Mathew Cliff, dirigiu, filmou e produziu, usando-se a si próprio como única equipa de áudio, vídeo e produção. A proeza é explicada em mais detalhe e com bastante modéstia aqui, mas, apesar da aparente facilidade que a qualidade dos meios tecnológicos actuais oferece é admirável. E o que o relato dele ensina a quem se interessar por documentários ou outras formas de registo em vídeo e/ou áudio é valioso. A mim, fez-me repensar algumas estratégias de “field recording” e recordar as peripécias nas produções dos audiowalks e em entrevistas durante a viagem da Orla do Bosque. Planear com antecedência e calma, usar soluções muito testadas e sólidas e prever os piores cenários é uma lição que aprendi à minha custa… e não consigo sequer imaginar o que será trabalhar nas condições que ele encontrou.

É uma revolução? É sim, meu menino.

Confuso com o movimento, o som da «Fanfarra Recreativa Improvisada Colher de Sopa» e os polícias que circulavam no interior e exterior do edifício, uma criança questionou o pai sobre o que se estava a passar.
«É uma revolução?», ouviu-se a pergunta.

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=i0VnkeQWZSY[/youtube]

Bolhão: Artistas e populares contra projecto recuperação

Diário Digital/Lusa | 16-02-2008 16:51:00

Artistas, arquitectos, políticos e populares aderiram hoje, no Porto, a mais uma manifestação organizada pelo movimento cívico em defesa do Mercado do Bolhão, que agendou já idêntico protesto para o próximo sábado.

Animados pela notícia da classificação do mercado do Bolhão como imóvel de interesse público, os organizadores do protesto garantem que «não vão parar» e manifestam-se, agora, mais confiantes de que o tribunal, através de uma providência cautelar, lhes dê razão e impeça o avanço do projecto da autarquia de reconversão do edifício.
Em declarações à Lusa, o arquitecto Correia Fernandes lamentou que a Câmara do Porto se tenha «demitido da obrigação de procurar rubricas, programas e outros apoios que existem para a reabilitação física dos espaços, optando pela imediata entrega do imóvel a um grupo privado».
Entregou a concepção do projecto, mas também a construção e a exploração do mercado sem antes ter tentado encontrar uma solução alternativa, nomeadamente através de candidaturas a fundos comunitários que existem», frisou.
O arquitecto, que hoje se juntou às dezenas de manifestantes que se reuniram em frente ao mercado, explicou que «todos os edifícios vão mudando – veja-se o caso da Cadeia da Relação – mas o importante é a manutenção da memória».
No caso do Mercado do Bolhão, «trata-se de um edifício notável e de grande importância a nível mundial».
A mesma opinião foi transmitida pelo mestre José Rodrigues, que faz questão de afirmar que adere a todos os movimentos que visem impedir os atentados contra o património.
Do negócio não sei, mas sei que destruir um património destes é um crime», acrescentou o escultor, considerando que «uma cidade vive de memórias».
José Rodrigues defende que se «façam obras e que se modernize o mercado», mas «mantendo as suas características principais».
O Bolhão faz parte do Porto», frisou.
A azáfama no interior do mercado era a habitual de uma manhã de sábado, não se notando, segundo os comerciantes e clientes, grandes alterações no movimento apesar da «festa» que decorria no exterior.

Isabel Figueira, de 71 anos, todos os dias visita o mercado.

«Só me ajeito a comprar aqui» disse, afirmando à Lusa que concorda que se façam obras «desde que garantam o regresso dos comerciantes».
Os jovens Andreia e Humberto vieram do Algarve para um período de férias no Porto.
«É a primeira vez que aqui estamos e viemos porque é um sítio emblemático da cidade», disseram.
Um outro casal, também jovem, explicou que moram na baixa portuense e que todos os sábados fazem compras no «Bolhão».
Confuso com o movimento, o som da «Fanfarra Recreativa Improvisada Colher de Sopa» e os polícias que circulavam no interior e exterior do edifício, uma criança questionou o pai sobre o que se estava a passar.
«É uma revolução?», ouviu-se a pergunta.

Simultaneamente ao protesto decorreu uma recolha de assinaturas para um abaixo-assinado que será entregue, a meio da próxima semana, na Assembleia da República, onde se defende que o Mercado do Bolhão «deve ser reabilitado e não demolido».
Este abaixo-assinado já recolheu cerca de «20 mil assinaturas», segundo um dos promotores, mas espera-se que o número continue a aumentar até 21 de Fevereiro, dia em que será entregue no parlamento.
A Câmara do Porto assinou a 23 de Janeiro um contrato com a TranCroNe (TCN), onde se prevê que a autarquia ceda o edifício em direito de superfície por 50 anos, recebendo um milhão de euros no momento da emissão da licença de construção e uma percentagem dos resultados de exploração a partir do décimo ano.
As origens do Mercado do Bolhão, um dos edifícios mais emblemáticos da cidade, remontam a 1838, quando a Câmara do Porto decidiu construir uma praça em terrenos adquiridos ao cabido.

Diário Digital/Lusa
16-02-2008 16:51:00

Ainda não assinou a petição? De que é que está à espera?

Liberta a nêspera que há em ti

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=T6InhL4ttHo[/youtube]

Considerando que eu não sou uma nêspera, não corro grandes riscos se ficar muito sossegado à espera de ver o que me acontece, pois não?

E, se assim é, porque é que “estar sem fazer nada” não pode ser “estar à espera de ver o que me acontece”? É que algumas das melhores coisas que fiz e/ou me aconteceram começaram assim, comigo muito quieto à espera de ver o que me acontecia.

Numa altura de balanços, planos e resoluções, não deixo de pensar se não será uma boa ideia reservar parte do meu tempo só para estar quieto, à espera de ver o que me acontece.

F.R.I.C.S. Expostos: experiência psicadélica

Desde que surgiu e se concretizou a possibilidade de “expor” a Fanfarra Recreativa e Improvisada Colher de Sopa (mesmo antes disso) é difícil explicar o que poderia ser tal exposição. Os registos (1, 2, 3, 4, 5…) de vários tipos e em quantidade, parecem apenas contribuir para a confusão e nós ainda precisaremos de algum tempo para perceber e, depois, poder explicar, a natureza desta intervenção.

Nesse sentido, este GIF animado e este pequeno vídeo de 3 minutos, montado com clips de 15 segundos de vídeo de pouca qualidade (a máquina fotográfica serve mesmo é para fotografar) e sonorizado com um loop do hino semi-oficial da Fanfarra é uma ferramenta de trabalho: a sua visualização constante permitirão um estado psicadélico favorável a uma melhor compreensão do mundo em geral e deste fenómeno em particular. Quem tiver strobs em casa poderá usá-los para um efeito mais rápido.

F.R.I.C.S. EXPOSTOS : GIF PSICADÉLICO

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=du2a7PdqUOY[/youtube]

YouTube copyright infringement: follow-up

Não sei quem segue esta novela, mas acho que já é tempo de fazer um resumo dos últimos capítulos.

Depois da troca de mensagens com a Asphalt Tango, em que fiquei a perceber melhor a verdadeira razão da queixa apresentada, ainda recebi uma resposta, via YouTube, em que a agência alemã dizia compreender a minha opinião e não desejar causar qualquer mau estar. Simpaticamente agradeceram as minhas opiniões acerca destes assuntos, sobre as quais iriam pensar. Foram extremamente simpáticos e creio, sinceramente, que, de futuro, talvez experimentem, antes de apresentar a queixa ao YouTube, enviar uma mensagem ao (eventualmente) incauto e bem-intencionado infractor.

Do Teatro Aveirense, na qualidade de promotores do concerto, recebi, também, uma simpática mensagem. Se percebem, até por me conhecerem, que as minhas intenções eram as melhores, não deixam de me alertar para a existência do ilícito, esclarecendo-me acerca da legislação aplicável e dos termos do contrato estabelecido com a Asphalt Tango, bem explícito na questão dos registos:

(…)
No que diz respeito ao Teatro Aveirense, como promotor, não há nada que possamos fazer e passo a explicar porquê:
1. de acordo com o estabelecido entre o TA e a Asphalt Tango Records somos responsáveis pelo cumprimento da sua indicação de que qualquer captação (som ou imagem) estava dependente da sua autorização;
2. de acordo com Art.º 178º do Código de Direito de Autor e Direitos Conexos (alterado pela Lei nº 50/2004, de 24 de Agosto) “assiste ao artista intérprete o direito exclusivo de fazer autorizar por si ou pelos seus representantes a fixação da sua prestação, bem como a reprodução da fixação da sua prestação e a colocação à disposição do público, da sua prestação.”, assim, quer a captação, quer a difusão das imagens captadas, não autorizadas, constitui crime de acordo com o disposto no Artº 195º e 197º do CDADC;
3. de acordo com copyright infringement da YouTube «Vídeos of live concerts, even if you captured the video yourself, the performer controls the right to use his/her image in a video, the songwriter owns the rights to the song being performed, and sometimes the venue prohibits filming without permission, so this video is likely to infringe somebody else’s rights.»

Gostei, muito sinceramente, da forma e do conteúdo da resposta da equipa de produção do TA. Um óptimo equilíbrio entre “delicadeza” e profissionalismo. Esta “intervenção” do TA esclarece (e contra mim falo) a questão legal e faz-me pensar que fiz bem ao ter como primeira reacção, um pedido de desculpas à Asphalt Tango e aos promotores.

A mim, pessoalmente, parece-me importante perceber a diferença entre ter a razão e/ou a lei do nosso lado. E se tinha e tenho certezas acerca da qualidade das minhas intenções, não tinha, nem podia ter, a certeza de ser detentor da razão e/ou do respeito escrupuloso da lei. Entre outras coisas, porque esta é uma área muito complexa.

O capítulo fechou-se com a resposta do YouTube à minha contra-notificação:

Hi there

Thank you for your email and your notification.

Recording a television show, sporting event, or concert on your video recorder doesn’t necessarily mean that you own all necessary rights in that video to upload it to our site. This is true even if the event or show you record is open to the public. For example, you may be able to video tape a professional sporting event, but the league or owner of the professional event is generally allowed to control who captures images of that event and how they are distributed, including digital recordings and photographs. Similarly, video taping a concert of your favourite band does not necessarily give you the right to reproduce and distribute the video images of the band or the music captured in that video without permission from the music publisher (who represents the song writer). Often times, these videos were captured against the rules of the venue or sporting arena in which the event took place, and someone specifically owns the exclusive right to distribute video of that event and/or the accompanying audio track.

The phrase “derivative works” refers to creations such as remixes, where you might take images or sound from a recording and edit it into something new. Although the new video is your own creation, the images and sound you’ve used still belong to someone else. It doesn’t matter if you recorded it for free from television, purchased a DVD, or recorded it yourself at an event– you still need permission from the copyright holder(s) of the material you drew upon to make your new creation.

Please refer to our “Copyright Tips” at http://uk.youtube.com/t/howto_copyright where we’ve provided some guidelines and links to help you determine whether your video infringes someone else’s copyright.

If you have any questions about the rules to which you agreed when you became a member of YouTube, please refer to our Terms of Use located at http://uk.youtube.com/t/terms.

Hope this helps,

Sarah
The YouTube Team

Pois… a “Sarah” é simpática mas não acrescenta nada. Presumo que esta seja a resposta padrão a todas as contra-notificações e é bem provável que a questão seja analisada apenas muito depois, em função duma eventual reacção de quem apresentou a queixa.
Mas, por mim, este capítulo da novela encerra aqui, já que tenho a ideia que os vários envolvidos compreenderam e reconheceram as minhas boas intenções, tendo eu reconhecido a minha infracção.

Só que, como acho este assunto mesmo muito interessante, respondi ao YouTube, com conhecimento a todos os envolvidos na esperança de aprofundar a questão genérica da protecção de direitos de autor em contextos similares aos que originaram este problema.

Publico aqui essa minha última mensagem, para o caso de algum dos leitores do blog querer partilhar a sua opinião. E se tiver reacções, pode ser que comece uma novela nova e mais interessante.

Hi there.

I understand your explanations and the copyright policy of YouTube. I’m sure that Asphalt Tango and yourselves have already understood also that I acted on good faith and with good intentions in this particular situation.
I’m only puzzled about the context in which the recording was made and how does copyright policies can work in such a context.
Teatro Aveirense, the portuguese promotor, sent me the legal framework and I agree that all aspects of Fanfare Ciocarlia’s performance were protected, but how can these legal guidelines be enforced when the artistic performances takes place unannounced and outside of any venue, in the public space?
Of course that the performance is subject to copyright protection (as always), but don’t you agree that there’s a fundamental difference between the illegal and clandestine recording of any portion of a performance against the rules of a specific venue, and the momentary capture of an apparently spontaneous moment of public party, on the streets?

I don’t mean that my material should be kept online or that Asphalt Tango was not right about the complaint, but I do feel as “unfair” the idea of having one “strike” in copyright infringement, for sharing what was, to me, a public and spontaneous moment of “party”.
Asphalt Tango has even told me that one of the issues (the main issue, maybe) was the poor quality of the video displayed. I accept that argument and I would have removed the video myself if I was asked to. But being accused of copyright infringement, being a musician myself, is a serious thing.

I’ve learned a lot about these issues and I’ll avoid any future faults, but I would greatly appreciate any help regarding the recording of these sort of events. You see, I participate often in popular parties and other unorganized and spontaneous events, where it is common to register my own performance as others occur simultaneously and the performance of others, that I do not know every time, as a way to capture the atmosphere around me.
Do you have guidelines for these events? I acknowledge that this context is not the same as Fanfare Ciocarlia’s street performance in Aveiro, but I do think they’re similar.

What do all of you (YouTube, Asphalt Tango, Sons em Trânsito and Teatro Aveirense) think should be the appropriate behavior in such a context? Record nothing?
Ask permission to anyone that appears in the recording?

My view is that, in such a context, making public that one is recording should be enough. For obvious recordings of specific events one should try to ask permission to the persons involved, but for general purpose recording of a “public moment” is everyone supposed to ask permission to everyone? For video, photos and/or audio? Is that feasible?

I would greatly appreciate your input on this issue and I thank all of you for your understanding.

Best regards,
João Martins

YouTube copyright infringement?

Depois da acusação espantosa de que fui alvo, e além do pedido de desculpas que fiz, decidi perceber como funciona de facto o Youtube nestas coisas e apresentei aquilo a que eles chamam uma DMCA Counter-Notification, por achar que o meu vídeo não constituía violação de direitos de autor, que era óbvio a inexistência de má fé ou intenção de dolo e que, assim sendo, me parecia que a sua remoção se devia a um erro de interpretação ou identificação do vídeo.

Enviei uma cópia da contra-notificação à Asphalt Tango também e, enquanto espero que esse processo burocrático dê frutos, decidi tentar novamente o contacto com a Asphalt Tango, desta vez, através do próprio YouTube, já que foi na qualidade de utilizadores do serviço que me dirigiram a acusação.

Desse esforço resultou uma troca de mensagens bastante esclarecedora (para mim).

Transcrevo, correndo o risco de ser acusado de outra coisa qualquer, mas para recolher impressões e opiniões de leitores que já comentaram a minha passividade no artigo anterior.

A minha mensagem original:

Greetings.
I’ve already send an e-mail message through Asphalt Tango website to records@asphalt-tango.de and agency@asphalt-tango.de about the copyright infringement notification you made about a 1 minute mobile phone video I’ve made and share of Fanfare Ciocarlia playing in the street in Aveiro.
I think I made my point in those messages and I accept your idea that my video was copyright infringement, although I don’t agree.
But wouldn’t it be nicer if you just send me a message about it? If that was your wish I would have taken the video out immediately and, as you could see in my other videos, I’m also a musician and I had no intention of harming Asphalt Tango or Fanfare Ciocarlia. Quite the opposite: I put the video up as a display of how festive it all was and to give incentive to the concert promoters, who are my friends.

I apologize for any inconvenience, but I truly believe that the sort of video I made and share was to the benefit of Fanfare Ciocarlia and yourselves and it’s not copyright infringement under Portuguese law, as far as I can tell.
If it’s truly your wish to have the video removed, please tell me so.

Best regards, João Martins

A resposta deles:

Dear João,

Fanfare Ciocarlia believe only in high quality videos, their philosophy on these issues is to remove low quality footage.
The band choose to be in control of their own videos and do not want to be represented by 1 minute of mobile phone footage.
Please understand that the band is choosing to follow their own philosophy, even if this is not the mainstream idea.
Maybe they are wrong, maybe not……
Regards
Asphalt Tango Team

A minha resposta:

Well then… I understand their philosophy even if I think differently.
But what that really means is that I was falsely accused of copyright infringement, when the only issue was to protect Fanfare Ciocarlia’s image and philosophy.
That false accusation could have cost me my YouTube account, and that I cannot take lightly.

I appreciate your honesty, and I would further appreciate you contacting YouTube explaining them this issue. If I’m not mistaken, you are in violation of YouTube copyright policy, this way.

I do believe it would be easier to send messages to all the well intentioned people out there who are posting low quality videos of Fanfare Ciocarlia, explainig their philosophy towards internet videos and asking them to remove the low quality material and promote Asphalt Tango’s videos instead.

I believe I would react positively to such a request. But I do believe that the “copyright infringement” strategy will cost Fanfare Ciocarlia and yourselves some bitterness among well intentioned people.

Thank you for your kind and speedy reply, and I hope you can understand my opinion in this matter.

Best regards, João Martins

Desculpem qualquer coisinha

Lembram-se do vídeo “foleiro” (curto e de telemóvel) que tinha posto aqui para comemorar a festa que foi o concerto da Fanfare Ciocarlia no Sons em Trânsito?

Para meu grande espanto, a Asphalt Tango, que representa a Fanfare Ciocarlia, achou que o vídeo constituía uma infracção aos direitos de autor e pediu ao YouTube para o remover.

Longe de mim pensar que um vídeo capturado pelo meu telemóvel, na rua, de uma incursão espontânea e caótica (e brilhante) de uma fanfarra cigana romena poderia ser considerada uma infracção.

Já lhes pedi desculpa:

Greetings,
I’ve just received notice from YouTube that one of the videos I’ve posted was removed due to copyright infringement. I just wanted to apologize and assure you that it was not my intention to harm Asphalt Tango Records or Fanfare Ciocarlia by publishing the mentioned video. As you may have noticed, it was a 1 minute mobile phone video-capture done on the street facing Teatro Aveirense where Fanfare Ciocarlia greeted the audience with one more encore, after the Sons Em Trânsito opening concert, November 28th. I’ve captured it and posted it online as a celebration of that amazing concert and I had no idea it would be considered copyright infringement. But I’m not interested in discussing the legal aspects, so I just wanted to say to all the relevant institutions (Asphalt Tango Records, Sons Em Trânsito and Teatro Aveirense) that I’m sorry.
Best regards and a special salutation to Fanfare Ciocarlia,
João Martins