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Uma ponte-tromba

Uma ponte-tromba

Estou a trabalhar na minha 2ª ponte de esparguete.
Este ano, com a Rita, a Inês, a Salomé e a Marta, a aposta é numa estrutura orgânica, menos previsível que a do ano passado, mais arrojada…
À procura de modelos de desenvolvimento auto-semelhante— flexíveis e resistentes—, dei por mim a pensar nas antenas dos caracóis e nas trombas dos elefantes.
(Re)descobri o interesse nas geometrias dinâmicas e confrontei-me (de novo) com a terrível realidade: se quiser encontrar os modelos que justifiquem, de facto, formas e estruturas complexas, tenho que investir tempo que ainda não encontrei.
Até lá, os modelos só serão analisados superficialmente e as soluções passarão sempre por uma implementação instintiva do que, à vista desarmada, consigo compreender: iterações de transformações geométricas simples podem levar-nos, sempre pela mão da regra, até campos frescos de (alguma) excitação formal.

O resto é acreditar que a beleza intrínseca que vemos no que nos rodeia se constrói a partir de lógicas que se prolongam até às nossas toscas imitações.

No fim, com um puxão, a ponte é desfeita.
Resta-nos guardar, do processo, o fascínio do risco.

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